terça-feira, 3 de março de 2020

Cenário 03/03/2020

A Cogna Educação (ex-Kroton) informou hoje a eleição de novo diretor de Relações com Investidores da companhia. O cargo passa a ser ocupado por Bruno Giardino Roschel de Araujo, com mandato até 31 de dezembro deste ano. A posição era acumulada pelo diretor Financeiro Jamil Saud Marques, que continua no cargo.

Agora, com o diretor presidente, Rodrigo Galindo, a diretoria da Cogna passa a contar com seis membros.

No anúncio, a Cogna informou também a alteração do regimento interno do comitê financeiro e de fusões e aquisições da empresa. A partir de agora, o comitê pode aprovar contratos, pela Cogna ou suas subsidiárias, "com quaisquer administradores da companhia ou de qualquer de suas controladas ou parentes consanguíneos até o terceiro grau dos referidos administradores". 

A Eletrobras informa que suas subsidiárias Chesf, Eletronorte, CGT Eletrosul e Furnas concederam à sua também controlada Eletropar os direitos de uso da infraestrutura do sistema de transmissão de energia para serviços de telecomunicação e celebração de contratos de swap. A estrutura será utilizada pela Eletronet.

Os termos do contrato de cessão estabelecem que as empresas receberão, por mês, R$ 48 por quilômetro de par de fibra ativada e de fibra ótica disponibilizada para uso da Eletronet.

A Eletropar vai receber, sobre o valor pago a ela pela Eletronet, 2% do valor líquido mensal, a título de remuneração pelo gerenciamento dos interesses das empresas cedentes.

Os valores serão reajustados anualmente pela variação do Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M). O contrato é válido até 20 de agosto de 2039.

A fabricante de calçados Vulcabras, dona de marcas como Azaleia, Olympikus e Under Armour, informou hoje queda de 2,3% no lucro líquido do quarto trimestre, para R$ 45,1 milhões, na comparação anual. No acumulado de 2019, a retração em relação a 2018 foi de 5,9%, para R$ 143,1 milhões.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) caiu 12,9% no quarto trimestre de 2019, para R$ 60,2 milhões. No ano, o indicador caiu 2,1%, para R$ 222,5 milhões.

Entre o quarto trimestre de 2018 e o quarto trimestre de 2019, a companhia conseguiu reverter o resultado financeiro líquido, de R$ 6,94 milhões negativos para R$ 7,5 milhões positivos. No ano, saiu de R$ 6,18 milhões negativos em 2018 para R$ 5,13 milhões positivos em 2019.

A receita líquida da Vulcabras no intervalo de outubro a dezembro de 2019 cresceu 5,6%, para R$ 373,9 milhões, na comparação anual. No ano passado, o indicador avançou 8,9%, para R$ 1,36 bilhão, em relação ao 2018.

O volume bruto de pares de calçados no último trimestre do ano aumentou 1,9% na comparação com o mesmo período de 2018, para 7,4 milhões. Ao longo de 2019, foram 27,2 milhões de pares, uma alta de 8,9% sobre o ano anterior.

No início deste ano, a empresa anunciou a venda da sua fábrica em Sergipe para a Dok, também do setor calçadista.

A MRV, maior operadora do Minha Casa Minha Vida (MCMV), teve queda no faturamento e no lucro no quarto trimestre de 2019. No acumulado do ano, porém, o lucro permaneceu estável, conforme balanço publicado há instantes.

O lucro líquido foi de R$ 151 milhões no quarto trimestre de 2019, baixa de 20,7% em relação ao mesmo período de 2018. Em todo o ano de 2019, o lucro atingiu R$ 690 milhões, montante igual ao de 2018.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recuou 15,4% no trimestre, para R$ 231 milhões; e avançou 2,1% no ano, para R$ 1,009 bilhão. A receita líquida diminuiu 6,7% no trimestre, para R$ 1,420 bilhões; e cresceu 11,7% no ano, totalizando R$ 6,056 bilhões.

A queda no lucro do trimestre está relacionada à perda de margem bruta devido a uma conjunção de fatores, como a redução do valor médio de subsídio de imóveis do programa habitacional, aumento no preço do aço e do concreto e aumento no uso de mão de obra própria no lugar de terceirizados.

A margem bruta ficou em 29,6% no quarto trimestre de 2019. O patamar é 3,2 pontos porcentuais menor do que no mesmo intervalo de 2018, mas ficou praticamente estável em relação aos 29,5% do terceiro trimestre de 2019, quando esses efeitos já haviam sido sentidos pela empresa.

O encolhimento no lucro líquido do último trimestre do ano também refletiu uma perda de R$ 10,4 milhões com ajustes classificados como "não recorrentes" em empreendimentos controlados por ex-parceiros.

A Omega Geração, empresa de energia renovável, anuncia lucro líquido de R$ 49,4 milhões no quarto trimestre, 33% menor que os R$ 73,9 milhões no mesmo período de 2018. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, no entanto, foi reportado acréscimo de 56%. No exercício anual, a queda ante 2018 foi de 50%, para R$ 32,6 milhões. A diretoria explica que desde o IPO em julho de 2017, concluiu aquisições de ativos recém construídos com altos níveis de endividamento e, consequentemente, baixas margens líquidas. "Sendo assim, apesar de um crescimento expressivo nas outras linhas do resultado, devemos esperar o lucro líquido crescendo em um ritmo menor nos primeiros anos de operação dada a continua consolidação de ativos recém construídos,"

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) no critério ajustado chegou a R$ 243,8 milhões, expansão de 69% no período, com margem de 85,3%, maior que a de 85,0% no quarto trimestre de 2018. No acumulado de 2019, a cifra alcançou 692,2 milhões, avanço de 68% e margem recorde de 84,0%, 2,1 p.p. Maior.

O incremento de capacidade, aliado ao Ebitda consideravelmente mais forte são apontados como grandes destaques do período pela direção da empresa, que diz acreditar que seu ritmo de crescimento "não deverá arrefecer nos próximos anos".

No comparativo entre mesmos trimestre, a receita líquida da Omega cresceu 60%, para R$ 330,7 milhões. Frente ao terceiro trimestre foi reportado avanço de 16%. No ano de 2019, a receita da companhia registrou acréscimo de 37%, para R$ 1,014 bilhão.

A empresa encerrou 2019 entre os três maiores geradores de energia eólica e solar do Brasil, com a geração atingindo 3.854,3 GWh, 83% acima de 2018. Nos últimos três meses do ano, a Omega registrou geração recorde de 364,8 GWh, 4% acima do informado no terceiro trimestre e 95% acima de um ano antes.

As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira, sustentadas por esperanças de que os países do G7 tomem medidas para minimizar o impacto econômico da epidemia de coronavírus.

Na manhã de hoje, ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais do G7, liderados pelo Secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, e pelo presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, farão uma teleconferência para discutir os riscos dos vírus e possíveis medidas.

Desde a semana passada, os chefes dos principais BCs do mundo, incluindo do Fed, do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco do Japão (BoJ), reafirmaram a disposição de voltar a agir, num momento em que o coronavírus já infectou mais de 89 mil pessoas e causou mais de 3 mil mortes no mundo inteiro.

Há incertezas, porém, sobre o quão longe o G7 está disposto a ir para combater a ameaça econômica do coronavírus. Esboço de comunicado a ser divulgado pelo G7 não menciona ações específicas de estímulos fiscais ou monetários, como maiores gastos públicos ou um corte de juros coordenado por BCs, segundo fonte ouvida pela Reuters.

Na China continental, onde o coronavírus teve origem, o índice Xangai Composto subiu 0,74% hoje, a 2.992,90 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 1,03%, a 1.888,92 pontos.

Os mercados chineses também são beneficiados por especulação de que o PBoC - como é conhecido o BC do país - poderá intensificar esforços de estimular a segunda maior economia do mundo, principalmente depois de pesquisas recentes mostrarem que o setor manufatureiro local está se contraindo em ritmo recorde, em função da epidemia.

Em outras partes da Ásia, o sul-coreano Kospi subiu 0,58% em Seul nesta terça, a 2.014,15 pontos, em meio a expectativas de que o governo da Coreia do Sul anuncie um orçamento suplementar esta semana, e o Taiex avançou 1,41% em Taiwan, a 11.327,72 pontos, mas o japonês Nikkei caiu 1,22% em Tóquio, a 21.082,73 pontos, revertendo ganhos do começo do pregão e pressionado por ações do setor de construção, e o Hang Seng ficou praticamente estável em Hong Kong, com baixa marginal de 0,03%, a 26.284,82 pontos.

Na Oceania, a bolsa da Austrália ficou no azul, mas reduziu boa parte dos ganhos após o BC local reduzir seu juro básico em 0,25 ponto porcentual, à mínima histórica de 0,50%, em reação ao coronavírus. O corte de juros derrubou ações de grandes bancos australianos negociados em Sydney. Ainda assim, o S&P/ASX 200 avançou 0,69%, terminando a sessão a 6.435,70 pontos.

A BRF registrou lucro líquido de R$ 690 milhões no quarto trimestre de 2019, aumento de 120,6% em relação ao igual período do ano anterior, conforme balanço divulgado há pouco. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado atingiu R$ 1,413 bilhão de outubro a dezembro do ano passado, alta de 67,7% ante igual intervalo de 2018. Os números levam em conta apenas as operações continuadas.

A receita líquida da BRF somou R$ 9,290 bilhões no quarto trimestre de 2019, avanço de 12,1% na comparação com o mesmo período de 2018.

A companhia destacou que, no quatro trimestre de 2019, o preço de grãos estava mais alto do que um ano antes, mas que o efeito foi mitigado por meio dos "processos de compras de commodities, substituição por insumos alternativos, ganhos de eficiência, de alavancagem operacional e da gestão matricial de gastos". O comunicado ressalta que há volatilidade no mercado de grãos por causa do câmbio desvalorizado, da disputa comercial entre Estados Unidos e China e da melhora no escoamento que favorece exportações.

A expectativa do mercado tem sido de resultados positivos para o setor de proteína animal, impulsionados principalmente pela peste suína africana, que tem devastado plantéis na Ásia e impulsionado a necessidade de importação de países da região, em especial a China. O lucro líquido da BRF no último trimestre de 2019 superou a projeção do BTG divulgada em janeiro, que era de R$ 369 milhões. Já a receita ficou levemente abaixo - o banco projetava R$ 9,582 bilhões -, assim como o Ebitda, que estava estimado em R$ 1,516 bilhão pelo BTG.

Para o início de 2020, a situação do setor como um todo é considerada mais preocupante do que no ano passado em decorrência do coronavírus, que dificulta a logística de importação da China e de outros países, além de potencialmente afetar a demanda em decorrência do menor número de pessoas comendo fora do lar. Em relatório, o Rabobank afirmou que a epidemia "coronavírus traz mais incerteza e volatilidade" ao mercado de carne suína. Executivos da BRF devem abordar o assunto em teleconferência com analistas e investidores a ser realizada nesta manhã.

Em 2019, o lucro somou R$ 1,213 bilhão, revertendo prejuízo de R$ 2,115 bilhões em 2018. Já o Ebitda ajustado subiu 115,9%, para R$ 5,317 bilhões. A receita líquida anual avançou 10,8%, para R$ 33,447 bilhões. No acumulado de 2019, a companhia registrou ganho de R$ 1,176 bilhão oriundo de decisão judicial favorável à Sadia, que reconheceu o direito de excluir o ICMS da base de cálculo do PIS/Cofins.

Em comunicado, a companhia destacou a estratégia de aumentar a rentabilidade no ano passado. A margem bruta da empresa subiu de 16,1% em 2018 para 24,1% em 2019.

O gráfico diário do IBOV mostra o martelo desenhado na sessão da última sexta-feira acionado, uma vez que a sua máxima foi rompida e houve fechamento acima da mesma.

Vale destacar que adentrou o território entre as bandas de bollinger e tocou a média móvel de 5 períodos.

O desafio será superar essa barreira, cujo rompimento sugere algo próximo de 112K como repique.


Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

Um comentário:

  1. Porque não estão mais fazendo postagens do Cenário Cartezyan?

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