quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Cenário 27/02/2020

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quinta-feira, monitorando de perto a rápida propagação do coronavírus fora da China e ponderando os possíveis efeitos da epidemia no crescimento da economia global.

O coronavírus já infectou mais de 81 mil pessoas no mundo e causou mais de 2,7 mil mortes. A China concentra a maioria dos casos, mas a disseminação da doença ganhou força em outros países ao longo da última semana, principalmente na Coreia do Sul, na Itália e no Irã.

Ontem à noite, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que seu vice-presidente, Mike Pence, irá coordenar os esforços de combate ao coronavírus no país. Trump admitiu, porém, que a disseminação do coronavírus nos EUA não é inevitável.

O índice japonês Nikkei sofreu forte queda em Tóquio hoje, de 2,13%, a 21.948,23 pontos, seu menor patamar em mais de quatro meses, enquanto o sul-coreano Kospi caiu 1,05% em Seul, a 2.054,89 pontos, e o Taiex recuou 1,24% em Taiwan, a 11.292,17 pontos.

Apesar da ameaça do coronavírus, o Banco Central da Coreia do Sul - conhecido como BoK - decidiu manter sua taxa básica de juros no atual nível de 1,25%.

Por outro lado, as bolsas da China continental encerraram o pregão com ganhos modestos, em meio a esforços de Pequim de estimular a economia numa tentativa de amenizar os efeitos do coronavírus. O Xangai Composto subiu 0,11%, a 2.991,33 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,24%, a 1.895,13 pontos.

Já o Hang Seng se valorizou 0,31% em Hong Kong, a 26.778,62 pontos, interrompendo uma sequência de três dias negativos, após o governo local prometer pesados gastos também para mitigar o impacto do coronavírus.

Na Oceania, a bolsa australiana fechou no menor nível em 12 semanas, apagando os ganhos restantes de 2020. O índice S&P/ASX 200 caiu 0,75% em Sydney, a 6.657,90 pontos.

A Ambev registrou lucro líquido atribuído ao controlador de R$ 4,099 bilhões no quarto trimestre de 2019, alta de 22% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano de 2019, o montante foi de R$ 11,780 bilhões, número 7,13% maior do que em 2018. A melhor performance é atribuída, principalmente, a expansão do Ebitda, menor alíquota efetiva de imposto de renda e menores despesas financeiras.

O lucro líquido ajustado da fabricante de bebidas foi de R$ 4,633 bilhões no quarto trimestre de 2019, 24,4% acima do registrado em igual período do ano passado. Em informe de resultados, a companhia afirma que a alta se deve a uma menor despesa de imposto de renda. No acumulado de 2019, o lucro líquido ajustado cresceu 8,5% ante 2018, atingindo R$12,549 bilhões.

O lucro consolidado do quarto trimestre foi de R$ 4,219 bilhões, alta de 21,80% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado de 2019, o montante foi de R$ 12,188 bilhões.

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da Ambev atingiu R$ 6,924 bilhões no quarto trimestre, recuo de 9,3% ante o mesmo período do ano anterior. Na comparação de 2019 com 2018, a queda foi de 2,5%, para R$ 21,147 bilhões.

A empresa reportou uma margem Ebitda do quarto trimestre de 2019 de 43,7%, contração de 390 pontos-base em relação ao quarto trimestre de 2018. "A margem Ebitda foi impactada principalmente pelo maior custo do produto vendido decorrente de preços de commodities e taxa de câmbio significativamente desfavoráveis", diz o relatório da empresa.

A receita líquida da Ambev teve queda de 1% no quarto trimestre de 2019 ante quarto trimestre de 2018, montante de R$15,856 bilhões. No acumulado de 2019 ante 2018, o indicador teve alta de 4,7%, somando R$ 52,599 bilhões.

No documento, a administração da empresa afirma que "o crescimento decorrente da contínua expansão do segmento premium foi parcialmente compensado pelo avanço da estratégia de acessibilidade inteligente e pelo mix geográfico".

Com destaque para operações na América Latina e na França, o Carrefour apresentou lucro líquido de 1,1314 bilhão de euros no ano passado, depois de registrar prejuízo de 582 milhões de euros em 2018. Os dados foram apresentados há pouco pelo varejista por meio do relatório financeiro de 2019. A receita do grupo, no entanto, caiu para 80,67 bilhões de euros, ante 80,77 bilhões de euros no ano anterior.

A empresa também informou que o lucro operacional recorrente foi de 2,09 bilhões de euros no período. Em 2018, havia sido de 1,94 bilhão de euros. O conselho do grupo francês anunciou um dividendo anual de 0,46 de euro - valor que se mantém desde 2018.

Em relação às vendas, o Carrefour destacou uma aceleração para 3,1%, considerando a metodologia de mesmas lojas - em 2018, a expansão havia sido de 1,8%. A receita operacional recorrente do grupo ficou em 2,088 bilhões de euros (alta de 7,4% sobre 2018) a taxas de câmbio constantes. A dívida financeira líquida do grupo foi reduzida em 1 bilhão de euros a taxas de câmbio constantes, para 2,6 bilhões de euros no fim de dezembro de 2019.

América Latina e França - “A melhoria clara dos resultados de 2019 foi impulsionada principalmente pela França e pela América Latina”, trouxe o documento. O relatório apontou que, no país sede, o lucro operacional recorrente da companhia foi de 539 milhões de euros, um aumento de 15,6% em relação a 2018. De acordo com a empresa, todos os formatos contribuíram para a melhoria. Na Europa (ex-França), o lucro operacional recorrente foi de 647 milhões de euros, contra 664 milhões de euros em 2018. A companhia destacou o “sólido desempenho” na Espanha e na Europa Oriental.

Na América Latina, o lucro operacional recorrente cresceu 10% a taxas de câmbio constantes, para 844 milhões de euros. A margem operacional de 5,7% ficou estável. Segundo o relatório, na Argentina, o lucro operacional recorrente está crescendo e agora voltou para o território positivo. No Brasil, o Carrefour ressaltou que, com o forte crescimento de vendas, o ROI aumentou 6,5% a taxas de câmbio constantes. “Isso reflete o sucesso das iniciativas comerciais no Carrefour Retail e Atacadão, bem como o rápido crescimento nos serviços financeiros”

O grupo destacou ainda sua atuação em Taiwan (Ásia), onde a lucratividade voltou a melhorar, segundo a empresa. O lucro operacional recorrente em Taiwan cresceu para 85 milhões de euros, ante 77 milhões de euros em 2018.

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) caiu 0,04% em fevereiro, informou há pouco a Fundação Getulio Vargas. O resultado ficou 0,52 ponto porcentual abaixo da variação de janeiro, quando o indicador avançou 0,48%. Com o resultado, o IGP-M acumula variação de 6,82% nos 12 meses encerrados em fevereiro e de 0,44% em 2019.

Na margem, a inflação medida pelo IGP-M de fevereiro foi praticamente em linha com a mediana do levantamento Projeções Broadcast, que indicava queda de 0,05% para o dado. As estimativas iam de retração de 0,28% a avanço de 0,05%. No acumulado, o resultado também ficou próximo à mediana, de 6,81%, e dentro do intervalo (6,60% a 6,92%).

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) inverteu o sinal e caiu 0,19% em fevereiro, depois de avançar 0,50% no mês anterior. O indicador de custos do atacado acumula alta de 8,38% em 12 meses. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também desacelerou e subiu 0,21% nesta divulgação, de 0,52% em janeiro, e acumula 3,67% em 12 meses.

O Índice Nacional de Custo da Construção - M (INCC-M), divulgado pela FGV na sexta-feira (21) ganhou tração e subiu 0,35%, após 0,26% no primeiro mês do ano. Em 12 meses, o grupo acumula variação de 4,15%.

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) caiu 0,04% em fevereiro, informou há pouco a Fundação Getulio Vargas. O resultado ficou 0,52 ponto porcentual abaixo da variação de janeiro, quando o indicador avançou 0,48%. Com o resultado, o IGP-M acumula variação de 6,82% nos 12 meses encerrados em fevereiro e de 0,44% em 2019.

Na margem, a inflação medida pelo IGP-M de fevereiro foi praticamente em linha com a mediana do levantamento Projeções Broadcast, que indicava queda de 0,05% para o dado. As estimativas iam de retração de 0,28% a avanço de 0,05%. No acumulado, o resultado também ficou próximo à mediana, de 6,81%, e dentro do intervalo (6,60% a 6,92%).

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) inverteu o sinal e caiu 0,19% em fevereiro, depois de avançar 0,50% no mês anterior. O indicador de custos do atacado acumula alta de 8,38% em 12 meses. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também desacelerou e subiu 0,21% nesta divulgação, de 0,52% em janeiro, e acumula 3,67% em 12 meses.

O Índice Nacional de Custo da Construção - M (INCC-M), divulgado pela FGV na sexta-feira (21) ganhou tração e subiu 0,35%, após 0,26% no primeiro mês do ano. Em 12 meses, o grupo acumula variação de 4,15%.

O gráfico diário do IBOV alcançou um região de clímax, formada pelo fundo de novembro/2019 e topos marcados em julho, agosto e setembro do mesmo ano.

Na minha visão, a estrutura tem tudo para cravar pelo menos um bom repique.


Um ótimo pregão.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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