sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Cenário 21/02/2020

A SulAmérica reportou lucro líquido de R$ 1,181 bilhão em 2019. O valor representa alta de 30,56% na comparação com o lucro líquido de R$ 905,057 milhões de igual período do ano anterior. Os dados foram divulgados hoje, quinta-feira, em balanço enviado à CVM.

A receita da companhia fechou o ano em R$ 21,725 bilhões. O resultado representa crescimento de 9,55% ante a cifra de R$ 19,831 bilhões na mesma base de comparação.

O Carrefour Brasil reportou lucro líquido atribuído aos sócios da empresa controladora de R$ 1,013 bilhão. O valor representa queda de 38,98% na comparação com o lucro líquido atribuído aos controladores de R$ 1,660 bilhão em igual período do ano anterior.

A receita da companhia fechou o ano em R$ 60,064 bilhões. O resultado representa crescimento de 10,68% ante a cifra de R$ 54,267 bilhões na mesma base de comparação

A B2W reportou prejuízo líquido de R$ 318,238 milhões em 2019. O valor representa queda de 20,02% na comparação com o prejuízo líquido de R$ 397,914 milhões de 2018. Os dados foram divulgados há pouco pela companhia.

Enquanto isso, a receita da companhia fechou o ano em R$ 6,767 bilhões. O resultado representa crescimento de 4,31% ante a cifra de R$ 6,488 bilhões na mesma base de comparação. 

A Lojas Americanas reportou lucro líquido de R$ 581,283 milhões em 2019. O valor representa alta de 155,5% na comparação com o lucro líquido de R$ 227,510 milhões de igual período do ano anterior. Os dados foram divulgados hoje, quinta-feira, em balanço enviado à CVM.

A receita da companhia fechou o ano em R$ 18,956 bilhões. O resultado representa crescimento de 7,16% ante a cifra de R$ 17,689 bilhões na mesma base de comparação.

Com os resultados financeiros pressionados com gastos da tragédia de Brumadinho há um ano, a Vale voltou para o vermelho e reportou um prejuízo líquido de US$ 1,683 bilhão em 2019, revertendo lucro de US$ 6,860 bilhões de 2018. No quarto trimestre do ano passado, o prejuízo da mineradora foi de US$ 1,562 bilhão, ante lucro de US$ 3,786 bilhões no último trimestre de 2018 e de US$ 1,654 bilhão no terceiro trimestre de 2019.

"Um ano se passou desde a ruptura da Barragem I, e gostaria de reafirmar o nosso respeito pelas famílias das vítimas. A Vale permanece firme em seus propósitos: reparar integralmente Brumadinho e garantir a segurança de nossas pessoas e ativos. Temos feito progressos significativos, com um efetivo programa de reparação, com melhorias relevantes em nossa governança e operações, e com um plano de descaracterização para nossas barragens a montante sob implementação acelerada. Estamos fazendo o de-risking da Vale. Estamos construindo o caminho para tornar o nosso negócio melhor, mais seguro e mais estável", comentou, no documento que acompanha o demonstrativo financeiro, o presidente da Vale, Eduardo Bartolomeo.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado no quarto trimestre do ano ficou em US$ 3,536 bilhões, queda de 20,8% ante igual intervalo de 2018. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, a queda foi de 23,2%. No ano a geração de caixa foi de US$ 10,585 bilhões, recuo de 36,2% em relação ao visto um ano antes.

A receita operacional líquida alcançou US$ 9,964 bilhões no intervalo de outubro a dezembro de 2019, expansão de 1,5% na relação anual. No ano passado a receita foi de US$ 37,57 bilhões, aumento 2,7 %.

No quarto trimestre de 2019 alcançou 78,344 milhões de toneladas, queda de 22,4% em relação ao registrado um ano antes. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, houve um recuo de 9,6%. Com isso, no acumulado do ano, a produção alcançou 301,972 milhões de toneladas, queda de 21,5% ante 2018. A perda de produção reflete principalmente os impactos decorrentes da ruptura da barragem de Brumadinho, em 25 de janeiro de 2019. O desastre matou 270 pessoas.
O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da Alemanha, que engloba os setores industrial e de serviços, caiu levemente de janeiro para fevereiro, de 51,2 para 51,1, segundo dados preliminares divulgados hoje pela IHS Markit. Apesar da ligeira diminuição, a leitura acima da marca de 50 indica que a atividade na maior economia europeia continua em expansão neste mês.

Apenas o PMI industrial alemão subiu de 45,3 em janeiro para 47,8 em fevereiro, tocando o maior patamar em 13 meses e surpreendendo analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam queda a 44,8. Neste caso, o resultado abaixo de 50 sugere contração da manufatura, mas em ritmo mais comedido.

Já o PMI de serviços da Alemanha recuou de 54,2 para 53,3 no mesmo período. A previsão do mercado era de queda menor, a 53,7.

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta sexta-feira, diante da propagação do coronavírus para outras partes além da China, mas os mercados chineses avançaram após indicação de que empresas estão retomando operações em várias partes do país e ainda na esteira de recentes medidas de estímulo monetário.

O governo chinês relatou a ocorrência de 889 novos casos de infecção por coronavírus e 118 mortes ontem. Já a Coreia do Sul divulgou 100 novos casos da doença, que elevam o total no país a 204, um dia depois de anunciar seu primeiro óbito. No Japão, já foram registradas três mortes causadas por coronavírus.

O índice acionário japonês Nikkei caiu 0,39% em Tóquio hoje, a 23.386,74 pontos, enquanto o Hang Seng recuou 1,09% em Hong Kong, a 27.308,81 pontos, o sul-coreano Kospi se desvalorizou 1,49% em Seul, a 2.162,84 pontos, e o Taiex cedeu 0,33% em Taiwan, a 11.686,35 pontos.

Na China continental, por outro lado, o Xangai Composto subiu 0,31%, a 3.039,67 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 1,12%, a 1.907,35 pontos.

Segundo o Ministério de Comércio chinês, a retomada de operações por empresas estrangeiras que atuam em Xangai, Shandong, Hunan e outras áreas da China chegou a um índice de 80%. Em Guangdong, Jiangsu e outras províncias relevantes no comércio exterior, a volta ao trabalho também avança rapidamente, acrescentou o ministério.

Ao longo da semana, o banco central chinês (PBoC) cortou juros em duas ocasiões e fez injeções de liquidez no sistema bancário, como parte de uma estratégia para amenizar o impacto do coronavírus na economia.

Na Oceania, a bolsa australiana também ficou no vermelho hoje, depois de atingir recordes de fechamento nos dois pregões anteriores. O S&P/ASX 200 caiu 0,33% em Sydney, a 7.139,00 pontos.

O diário do IBOV mostra uma movimentação errática, complexa e descolada do exterior, onde as correções são leves e pontuais.

Com a abertura de hoje, que deverá ser em baixa moderada, vamos operar no nível de fechamento da semana anterior, devolvendo a recuperação vista no meio do período.

Se penetrar no intraday e voltar a negociar acima de 114.950, médias móveis e da LTA riscada em fúcsia, será um importante sinal de resiliência, algo que eu acho possível mesmo diante de todo o pessimismo que ronda o mercado.


Um ótimo pregão.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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