quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Cenário 20/02/2020

A Petrobras reportou lucro líquido aos acionistas de R$ 8,153 bilhões no quarto trimestre de 2019, crescimento de 287,8% na comparação com o mesmo período do ano anterior (R$ 2,102 bilhões). Nos três meses imediatamente anteriores, a empresa havia reportado lucro líquido de R$ 9,087 bilhões, conforme os números atribuíveis aos acionistas.

No ano, o lucro líquido chegou a R$ 40,137 bilhões, o maior da história da empresa. O número representa uma alta de 55,70% ante o ano anterior, principalmente como resultado do ganho de capital sobre desinvestimentos (principalmente TAG, BR Distribuidora e ativos de E&P), parcialmente compensado por maiores despesas financeiras com gerenciamento da dívida no mercado de capitais, maior impairment e menores preços do Brent.

No quatro trimestre ante o terceiro, o lucro líquido diminuiu 10%. Por outro lado, houve melhora nas margens de petróleo, menores despesas financeiras e ganhos de capital com a venda de ativos de E&P, de acordo com a petroleira.

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da petroleira foi de R$ 36,529 bilhões no quarto trimestre, alta de 25,27% ante os R$ 32,582 bilhões em igual período de 2018. Ante os três meses imediatamente anteriores, a variação foi de 12,11%.

Em 2019, a Petrobras atingiu Ebitda ajustado de R$ 129,2 bilhões, um aumento de 12% em relação a 2018, devido a redução dos custos de produção (R$ 11,4 bilhões), menores contingências (R$ 2,5 bilhões) e adoção do IFRS16 (R$ 17,2 bilhões). Esse resultado positivo foi parcialmente compensado pelo aumento das despesas de abandono (R$ 3 bilhões), aumento das despesas de vendas (R$ 3,8 bilhões) e pela redução das margens dos derivados.

Ja no quarto trimestre, o Ebitda ajustado consolidado atingiu R$ 36,5 bilhões, aumento de 12% em relação ao terceiro trimestre, devido a menores custos de produção, valorização das correntes e recuperação do preço do Brent. Por outro lado, houve aumento de gastos exploratórios, menores margens de diesel, GLP e gasolina e adesão aos programas de anistias estaduais.

A receita líquida somou R$ 81,771 bilhões no quarto trimestre de 2019, queda de 1,22% na comparação com o mesmo período do ano passado e alta de 6,13% em relação ao trimestre imediatamente anterior. No ano, a receita de vendas totalizou R$ 302,245 bilhões, queda de 2,58% em relação a 2018.

O grupo Ultrapar, dono da rede de postos Ipiranga e da Ultragaz, registrou prejuízo de R$ 259,5 milhões no quarto trimestre de 2019. No intervalo entre outubro e dezembro de 2018, a companhia havia obtido lucro líquido de R$ 495,6 milhões. Ajustado pelo IFRS16, o prejuízo do último trimestre de 2019 atinge R$ 267,7 milhões.

O Ebitda da companhia no quarto trimestre de 2019 fechou em R$ 167,5 milhões, queda de 81,4% em relação ao mesmo período de 2018. Com o ajuste do IFRS 16, o Ebitda do quarto trimestre chegou a R$ 267,7 milhões.

No período, a receita líquida de vendas e serviços do grupo - que também engloba a Ultracargo, a Oxiteno e a Extrafarma - registrou ligeira alta de 0,83% na comparação anual, para R$ 23,662 bilhões.

A Ultrapar encerrou 2019 com dívida líquida de R$ 8,7 bilhões (2,87 vezes o Ebitda Ajustado), em comparação a R$ 8,6 bilhões em 30 de setembro de 2019 (2,72 vezes o Ebitda Ajustado).

"Iniciamos o ano de 2019 com uma visão otimista em relação ao crescimento econômico do Brasil e seus efeitos positivos sobre o ambiente de negócios, expectativa que já nos primeiros meses mostrou-se pouco realista à luz da velocidade que se conseguiu imprimir às reformas", diz a mensagem da administração, assinada pelo presidente executivo Frederico Fleury Curado e o presidente do conselho de administração, Pedro Wongtschowski. 

A Marfrig registrou lucro líquido de R$ 27 milhões no quarto trimestre de 2019, ante prejuízo líquido de R$ 1,257 bilhão em igual período de 2018, informou a companhia em balanço financeiro divulgado há pouco. No acumulado do ano, o lucro líquido caiu para R$ 218 milhões, ante R$ 1,4 bilhão no ano anterior.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado do quarto trimestre foi de R$ 1,618 bilhão, recorde histórico para a companhia e aumento de 70,5% em relação ao igual período de 2018. Já o Ebitda ajustado anual alcançou R$ 4,8 bilhões, um aumento de 33,7% ante 2018.
A receita líquida do quarto trimestre do ano passado também foi recorde, totalizando R$ 14,2 bilhões, um crescimento de 23,5% quando comparado à receita do quarto trimestre de 2018. Em 12 meses, a receita somou R$ 49,9 bilhões, um avanço de 11,2% no comparativo anual e superior ao guidance para o ano, que estava na faixa entre R$ 47 bilhões e R$ 49 bilhões.

No quarto trimestre, a Operação América do Norte da companhia teve receita líquida de US$ 2,3 bilhões (ou R$ 9,6 bilhões), 10,2% a mais do que no mesmo período do ano anterior. O lucro bruto da operação ficou em US$ 343 milhões (R$ 1,4 bilhão), ganho anual de 36,5%. No acumulado do ano, o lucro bruto do segmento América do Norte chegou a US$ 1,2 bilhão, aumento de 19,3%. O Ebitda subiu 11,1%, para US$ 982 milhões (R$ 3,9 bilhões).

Já a Operação América do Sul teve lucro bruto de R$ 655 milhões no último trimestre de 2019. No acumulado do ano, o lucro bruto subiu 9,6%, para R$ 1,7 bilhão.

O mercado esperava resultados fortes para a empresa - a ação da companhia vem trabalhando em forte alta há seis sessões. Na semana passada, o JPMorgan elevou a recomendação para a ação de Neutra para Compra, com preço-alvo de R$ 13 - preço já superado pelo papel.

Por ser a companhia brasileira com mais unidades habilitadas para exportarem à China - são 13 na América do Sul; sete no Brasil, quatro no Uruguai e duas na Argentina - a Marfrig é uma das mais beneficiadas com a expectativa de aumento na demanda do país asiático por carne importada em decorrência da peste suína africana. Além disso, por ter uma operação nos Estados Unidos, a companhia pode aproveitar a recente abertura da China à carne norte-americana.

O GPA reportou lucro líquido atribuído aos controladores de R$ 790,000 milhões em 2019. O valor representa queda de 31,24% na comparação com o lucro líquido atribuído aos controladores de R$ 1,149 bilhão em igual período do ano anterior. Os dados foram divulgados hoje, quarta-feira, em balanço enviado à CVM.

O lucro líquido foi de R$ 836,000 milhões em 2019. O valor representa queda de 34,89% na comparação com o lucro líquido de R$ 1,284 bilhão de igual período do ano anterior.

A receita da companhia fechou o ano em R$ 56,635 bilhões. O resultado representa crescimento de 14,67% ante a cifra de R$ 49,388 bilhões na mesma base de comparação.
Um ótimo pregão.

O Grupo Fleury apurou um lucro líquido de R$ 65,2 milhões no quarto trimestre de 2019, montante que representa crescimento de 12% ante os R$ 58,2 milhões registrados do mesmo período de 2018. No acumulado do ano, o lucro líquido da companhia foi de R$ 333,9 milhões, alta de 0,7% em relação aos R$ 331,6 milhões de 2018. A receita bruta trimestral foi de R$ 778,6 milhões, com alta de 9,1%, enquanto a anual foi de R$ 3,1 bilhões, crescimento de 9,1% em relação ao acumulado de 2018.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) também teve crescimento e foi a R$ 153,9 milhões, alta de 5,9% em comparação ao registrado no final de 2018, de R$ 145,4 milhões. Em todo o 2019, o Ebitda foi de R$ 719,6 milhões, o que representa alta de 4% em comparação aos R$ 691,6 milhões no acumulado de 2018.

Já a receita líquida entre outubro e dezembro do ano passado foi de R$ 720 milhões, alta de 10% em relação aos R$ 654,8 milhões registrados no quarto trimestre de 2018. No montante anual, a receita líquida chegou a R$ 2,9 bilhões, alta de 9%. A margem Ebitda recuou 0,8 ponto percentual entre o quarto trimestre de 2019 e o mesmo período de 2018, chegando a 21,4%.

O retorno sobre patrimônio líquido (ROE) foi de 18,8%, recuo de 37 pontos base em relação ao mesmo período de 2018.

Durante o ano de 2019, a companhia realizou 82,1 milhões de exames, e 321,5 mil assessorias médicas. A empresa conta atualmente com 10 mil funcionários, incluindo 2,4 mil médicos.

O conselho de administração da Cielo aprovou hoje o início de um programa de recompra de até 4.006.776 ações ON. O prazo do programa vai de 02 a 10 de março deste ano. A companhia afirma que a situação financeira atual é compatível com o programa, que não vai comprometer o pagamento dos compromissos assumidos pela companhia.

A Raia Drogasil (RD) registrou lucro líquido de R$ 143,275 milhões no quarto trimestre de 2019, crescimento de 17,9% em relação ao mesmo período de 2018. Em todo o ano passado, a companhia teve ganhos de R$ 542,914 milhões, avanço de 6,5%. No critério ajustado, o lucro da RD ficou em R$ 168,692 no trimestre, número 9,2% maior na comparação anual. No ano, o ganho ajustado ficou em R$ 587,148 milhões, avanço de 7%.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da RD somou R$ 311,92 milhões entre outubro e dezembro de 2019, alta de 19,3% ante o mesmo período de 2018. O indicador ajustado ficou em R$ 350,431 milhões, avanço de 12,6%. No ano, o Ebitda ajustado ficou em R$ 1,343 bilhão, crescimento de 12,3% frente a 2018.

A receita líquida da RD no trimestre ficou em R$ 4,785 bilhões, um crescimento de 19,7% na comparação com o mesmo período de 2018. No ano, as receitas somaram R$ 17,502 bilhões, avanço de 18,2%.

O resultado financeiro da RE no quarto trimestre ficou negativo em R$ 13 milhões, e no ano, negativo em R$ 106,2 milhões. A dívida líquida cresceu 37,5% em um ano, para R$ 827,3 milhões. No critério ajustado, esse valor chegou a R$ 923,4 milhões, valor 25,6% maior que ao final de 2018. Assim, o nível de alavancagem, medido pela relação dívida líquida/Ebitda, passou de 0,6 vez para 0,7 vez em um ano.

O Burger King Brasil registrou lucro líquido de R$ 48,5 milhões em 2019, com retração de 62,1% frente ao reportado no ano anterior. Excluindo os efeitos do IFRS 16, o lucro teria totalizado R$ 70 milhões, indicando queda de 45,5%. Segundo a empresa, a diferença é explicada pelo efeito não recorrente do reconhecimento do imposto de renda diferido ativo no valor de R$ 30 milhões em 2018.

Na mesma base de comparação, o Ebitda ajustado cresceu 61,6%, somando R$ 465 milhões, com a margem Ebitda ajustada passando de 12,3% para 16,2%. Excluindo os efeitos da norma contábil (IFRS 16), o Ebitda ajustado teria sido de R$ 328 milhões, alta de 14%, e margem Ebitda recuaria para 11,4%.

Em 2019, as vendas do grupo no conceito mesmas lojas aumentaram 4,9%. No ano passado, a receita operacional líquida da companhia cresceu 22,1%, totalizando R$ 2,868 bilhões.

Em relatório da administração sobre os resultados, a empresa destaca que o ano de 2019 foi desafiador, principalmente em função da lenta recuperação
econômica do país e do ambiente mais competitivo. "Apesar disso, a companhia apresentou sólido ritmo de crescimento, com a abertura de 121 restaurantes, sendo 88 restaurantes Burguer King e 33 Popeyes". Com isso, no total a empresa atualmente opera 871 restaurantes da marca BK e 41 da marca Popeyes.

O Banco Central lançou nesta quarta-feira o PIX, meio de pagamento eletrônico que promete ser mais rápido e prático do que as transações feitas via DOC, TED ou boleto bancário. As instituições financeiras e de pagamento com mais de 500 mil contas, que incluem os principais bancos do País, serão obrigadas a oferecer a opção a seus clientes, a partir do dia 16 de novembro

Uma das principais vantagens do PIX, segundo o BC, é que as transações poderão ser feitas em qualquer horário, dia da semana ou do ano, diferentemente do que ocorre com DOC e TED, que têm restrições. Além disso, o pagamento será efetuado em no máximo dez segundos. Na TED, por exemplo, o tempo máximo é de uma hora e meia.

As empresas terão liberdade para cobrar tarifas de seus clientes, como se faz, por exemplo, na TED e no DOC e o PIX poderá ser usado em todos os dispositivos eletrônicos. A nova modalidade também poderá ser usada para qualquer tipo de transação, como transferências de dinheiro entre pessoas ou empresas, compras presenciais ou pela internet, pagamento de contas de água e luz, e também de taxas públicas, como a de passaportes ou impostos, ou de serviços públicos, como o transporte público.

A finalização da transação poderá ser feita por QR Code ou por preenchimento de dados pessoais como CPF, e-mail ou número de celular. Os mecanismos de segurança para autenticação do usuário vão variar de acordo com a instituição.
As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quinta-feira, com as chinesas reagindo em forte alta a um novo corte de juros pelo banco central local e as demais acompanhando os desdobramentos da epidemia de coronavírus.

Na China continental, o Xangai Compostos subiu 1,84% hoje, a 3.030,15 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 2,15%, a 1.886,14 pontos.

O bom desempenho dos mercados chineses veio após o PBoC - como é conhecido o BC da China - cortar suas taxas de juros de referência para empréstimos de 1 ano e 5 anos, como parte de esforços de Pequim para amenizar o impacto econômico do coronavírus. A taxa de 1 ano foi reduzida de 4,15% para 4,05% e a de 5 anos, de 4,80% para 4,75%.

Amplamente esperada, a iniciativa veio dias depois de o BC chinês cortar o juro da linha de crédito de médio prazo e fazer novas injeções de liquidez no sistema bancário.

Quando os negócios com ações na China já haviam se encerrado, o PBoC divulgou que os bancos do país liberam o montante recorde de 3,34 trilhões de yuans (US$ 477,3 bilhões) em novos empréstimos em janeiro, também como parte de estratégia de combate ao coronavírus.

A China relatou uma drástica queda no número de novos casos de coronavírus, mas porque decidiu mais uma vez mudar a metodologia de contagem. Foram 384 novas infecções ontem e mais 114 mortes. Por outro lado, há relatos de duas novas mortes pela doença no Japão e de que a Coreia do Sul registrou seu primeiro óbito.

O índice acionário japonês Nikkei terminou o pregão de hoje em Tóquio em alta de 0,34%, a 23.479,15 pontos, mas o Hang Seng caiu 0,17% em Hong Kong, a 27.609,16 pontos, o sul-coreano Kospi recuou 0,67% em Seul, a 2.195,50 pontos, e o Taiex cedeu 0,29% em Taiwan, a 11.725,09 pontos.

Já na Oceania, a bolsa australiana renovou máxima de fechamento, beneficiada por balanços positivos de empresas locais. O S&P/ASX 200 avançou 0,25% em Sydney, ao patamar inédito de 7.162,50 pontos.

O diário do IBOV traz consigo "algo novo": acionamento do martelo desenhado na sessão anterior e forte volume. com o rompimento das médias móveis e da LTB riscada em fúcsia.

O desafio será resistir à pressão vendedora, que deverá "bater" no preço logo na abertura.

Um movimento até a região compreendida entre 117.580 e 117.700 seria o caminho mais provável entre hoje e amanhã, sendo apenas um voo de galinha, um simples repique.

Para mostrar força, o benchmark terá de estourar a região supra citada, deixando para trás um ponto que gerou as baixas recentes, por duas vezes em fevereiro/2020., transformado essa estrutura em suporte, de acordo com a inversão de polaridade da análise técnica.


Um ótimo pregão.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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