quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Cenário 19/02/2020

A geradora Engie reportou uma redução de 18,9% no lucro líquido do quarto trimestre de 2019 frente ao mesmo período de 2018, para R$ 617,5 milhões.

O Ebitda da companhia, por sua vez, cresceu 21,6% em igual intervalo de comparação, alcançando R$ 1,317 bilhão. Na mesma linha, a receita líquida teve alta de 21,4%, totalizando R$ 2,795 bilhões.

No ano, a companhia reportou um lucro líquido de R$ 2,311 bilhões em 2019, ligeira retração de 0,2% ante 2018. A geração de caixa medida pelo Ebitda subiu 18,2%, para R$ 5,163 bilhões. Já receita líquida aumentou 11,5%, para R$ 9,804 bilhões.

A Iguatemi, dona participações em 16 shopping centers e três torres comerciais, teve lucro líquido de R$ 111,8 milhões no quarto trimestre de 2019, montante 47% maior do que no mesmo intervalo de 2018. O salto foi impulsionado pela venda de shoppings, volume recorde de luvas e corte de despesas financeiras, segundo balanço publicado há instantes.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 200,2 milhões, um aumento de 25,9% na mesma base de comparação. A margem Ebitda cresceu 15,5 pontos porcentuais, para 94,8%.

O FFO (lucro líquido excluindo depreciação, amortização e efeitos não caixa) alcançou R$ 145,3 milhões, aumento de 39,8%.

A receita líquida totalizou R$ 211,2 milhões, alta de 5,4%.

O balanço da Iguatemi contou com um ganho de R$ 52 milhões computados na linha de "outras receitas operacionais". Essa linha inclui o dinheiro da venda dos shoppings de Florianópolis e Caxias do Sul no ano passado, além da receita recorde com luvas na comercialização de lojas no trimestre.

Ao se excluir o ganho com a venda dos shoppings, considerado não recorrente, o Ebitda ajustado ficou em R$ 153 milhões, queda de 3,8%. Nesse mesmo critério, a margem Ebitda recuou 6,8 pontos porcentuais, para 72,5%, devido a despesas maiores no ano com o lançamento do marketplace Iguatemi 365.

O resultado líquido também foi sustentado pela queda de 25% na despesa financeira líquida, que chegou a R$ 25 milhões, graças à redução do custo da dívida em meio ao ciclo de queda da taxa de juros no Brasil.

A Ecorodovias Infraestrutura e Logística registrou lucro de R$ 79,2 milhões no quarto trimestre de 2019, um aumento de 40% sobre o mesmo período do ano anterior. O resultado se refere à controladora da companhia.

O lucro recorrente somou R$ 90,9 milhões, alta de 28,6% na comparação anual. Neste caso, o lucro exclui provisões dos acordos de leniência e com os ex-executivos da empresa, que foi alvo de investigações da operação Lava Jato, da Polícia Federal.

O Ebitda do intervalo atingiu R$ 528,7 milhões, uma alta de 48,8% na comparação com o último trimestre de 2018.

A receita líquida pró-forma (que exclui receita de construção) somou R$ 2,94 bilhões no período, alta de 17% sobre o quarto trimestre de 2018.

O resultado financeiro ficou negativo em R$ 212,5 milhões, alta de 88,9% sobre o resultado financeiro negativo de R$ 112,5 milhões do quarto trimestre do ano anterior.

O Banco Pine apurou prejuízo de R$ 24 milhões no quarto trimestre de 2019, perdas três vezes menores que os R$ 75 milhões de um ano antes, e estáveis em relação ao terceiro trimestre. No ano, o prejuízo acumulado pelo Pine foi de R$ 118 milhões, quase o dobro dos R$ 60 milhões de 2018.

Os ativos totais do Pine cresceram 9% em 12 meses, para R$ 10,14 bilhões. Já o patrimônio líquido caiu 3,2% na mesma base de comparação, para R$ 841 milhões.

A carteira de crédito expandida do banco fechou o ano passado com saldo de R$ 4,308 bilhões, crescimento de 4,9% em 12 meses e de 3,1% em três meses. Destaque para os financiamentos para Empresas, o chamado middle market, de 67,1% em 12 meses e de 11,7% na comparação com o terceiro trimestre.

A inadimplência acima de 90 dias subiu de 0,9% no quarto trimestre de 2018 para 2,5% nos últimos três meses de 2019. No terceiro trimestre, o índice estava em 2,2%. O Índice de Basileia caiu de 11,9% para 10,8% em 12 meses.

A rentabilidade do Pine no quarto trimestre ficou negativa em 11,2%, em comparação com os 29,4% negativos de um ano antes. A margem financeira passou de 0,1% para 2,3%.

 A Smiles teve lucro líquido de R$ 179,5 milhões no quarto trimestre de 2019, alta de 9,1% ante o mesmo período de 2018. Em relação ao terceiro trimestre, a alta foi de 20%. Em todo o ano passado, o lucro da companhia foi de R$ 626,7 milhões, queda de 3%.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) chegou a R$ 235,4 milhões entre outubro e dezembro, número 14,8% maior que o apurado um ano antes. Em 2019, o indicador somou R$ 792,7 milhões, alta de 4,4% ante 2018. A margem Ebitda da Smiles passou de 73,5% para 92,9% em um ano.

A receita líquida da Smiles no quarto trimestre ficou em R$ 253,3 milhões, queda de 9,3% na comparação anual. No ano, as receitas somaram 1,051 bilhão, avanço de 6,4%.

O resultado financeiro líquido da companhia foi positivo em 29,327 milhões no trimestre, 29,9% menor que o apurado um ano antes.

A EDP Brasil registrou um lucro líquido de R$ 499,2 milhões no quarto trimestre de 2019, uma redução de 4,7% em relação aos R$ 524,09 milhões apurados em igual intervalo de 2018. No critério ajustado, o lucro da EDP ficou em R$ 315,952 milhões, crescimento de 25,5% na mesma base de comparação.

A geração de caixa medida pelo Ebitda, por sua vez, teve um crescimento de 3,1% em igual intervalo de comparação, de R$ 847,34 milhões para R$ 873,9 milhões. O Ebitda ajustado foi de R$ 603,935 milhões no trimestre, alta de 34,3% em relação ao mesmo período de 2018.

A receita líquida teve forte alta de 21,7%, passando de R$ 2,97 bilhões para R$ 3,61 bilhões.

No resultado acumulado do ano, a EDP Brasil reportou um lucro líquido de R$ 1,337 bilhão, um crescimento de 5,1% em relação aos R$ 1,272 bilhão de 2018. "Esse é o maior lucro da história da EDP Brasil", afirmou o presidente da companhia, Miguel Setas. A empresa registrou alta de 5,3% no Ebitda, de R$ 2,76 bilhões para R$ 2,91 bilhões. A receita líquida teve uma redução de 2,38%, passando de R$ 12,86 bilhões para R$ 12,55 bilhões.

A Minerva Foods reportou lucro líquido de R$ 243,6 milhões no quarto trimestre de 2019, revertendo prejuízo de R$ 92,1 milhões registrados em igual período de 2018. No ano, o lucro líquido acumulado foi de R$ 16,2 milhões, após prejuízo de R$ 1,264 bilhão em 2018.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 603,3 milhões entre outubro e dezembro, um aumento de 30,4% ante igual trimestre do ano anterior e recorde para a empresa. A margem Ebitda ajustada passou de 10% para 12,4% na mesma base de comparação. No ano, o Ebitda ajustado alcançou R$ 1,751 bilhão, expansão de 12,9% ante 2018 e também recorde.

A receita líquida da Minerva no quarto trimestre de 2018 ficou em R$ 4,860 bilhões, alta de 5,4% em relação a igual período do ano anterior, quando totalizou R$ 4,610 bilhões. No acumulado do ano, a receita atingiu R$ 17,12 bilhões, aumento 5,6% em comparação com 2018. Já a receita bruta consolidada ficou em R$ 18,197 bilhões no ano, recorde para a companhia e 6% a mais do que em 2018.

A alavancagem - relação entre dívida líquida e Ebitda - caiu de 3,8 vezes no terceiro trimestre do ano passado para 3,4 vezes no fim do ano. Se levados em conta os recursos líquidos do follow on completado em janeiro deste ano, de R$ 999,6 milhões, essa alavancagem recua para 2,8 vezes.

O setor como um todo vem registrando bons resultados, especialmente na América do Sul, principalmente por causa da quebra de produção na China causada pela peste suína africana. O gigante asiático perdeu parte expressiva do seu rebanho de suínos em decorrência da doença, e como o mercado global de carne suína não é suficiente para suprir o déficit do país, o consumo de chineses tem migrado para outros tipos de proteína, em especial as proteínas de frango e bovina. Em 2019, o Brasil bateu recorde de exportação de carne bovina - variedade com que a Minerva trabalha - tanto em volume quanto em faturamento.

O ressegurador IRB Brasil Re apresentou lucro líquido de R$ 632 milhões no quarto trimestre do ano passado, salto de 69,4% em relação ao mesmo período de 2018, de R$ 373 milhões. Acompanhada de um extenso relatório da administração, a divulgação de resultados ocorre após o imbróglio com a gestora carioca Squadra, que publicou duas cartas a cotistas nas últimas semanas questionando a recorrência dos resultados da companhia.

Sem mencionar a "briga", o ressegurador abre a carta a acionistas sinalizando a contratação de um novo auditor para seus números e ainda detalha ponto a ponto cada questionamento feito pela gestora. Agora, além da PWC, a EY (Ernst & Young) também fez a auditoria atuarial, como o IRB havia prometido ao mercado dentre os compromissos que assumiu para aumentar suas práticas de governança e transparência.

No ano fechado de 2019, o lucro líquido do IRB Brasil Re totalizou R$ 1,764 bilhão, elevação de 44,7% frente ao exercício imediatamente anterior. Ao comentar os números apresentados, o ressegurador destaca que construiu em 2019 mais um ano de "resultados sólidos", com crescimento do volume de prêmios e do lucro, e traz uma série de explicações sobre os fatores que influenciaram seus números no ano passado.

"Ao completarmos 80 anos de atuação, avançamos em transformação digital, antecipando o futuro do mercado de seguros e resseguros; nos tornamos uma corporation, empresa de capital difuso e sem acionista controlador e reafirmamos nossa liderança de mercado no Brasil e presença nos principais mercados da América do Sul", destaca a companhia, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras.

O volume de prêmios de resseguros emitidos pelo IRB foi da ordem de R$ 2,098 bilhões de outubro a dezembro, crescimento de 24,8% em 12 meses. Em 2019, somou R$ 8,515 bilhões, expansão de 22,3% frente a 2018. O desempenho ficou em linha com a projeção do ressegurador, de expansão 20% a 27% para o ano.

Do total de prêmios emitidos pela companhia, 56,7% foram no Brasil e 43,3% no exterior. O ressegurador tem se debruçado em crescer fora do País. A companhia reafirma, em relatório, o foco em iniciativas para manter a posição de líder no mercado nacional e intensificar o processo de expansão internacional.

Do lado dos custos, o IRB informa que seu índice de sinistralidade total ficou em 46% no quarto trimestre ante 52% no terceiro trimestre. Quanto maior é o indicador, mais elevados foram os seus gastos com sinistros.

Como consequência, o índice combinado, que mede a eficiência operacional, foi a 75,5% ao término de dezembro contra 82,9% ao fim de setembro. Nesse caso, quanto menor melhor. No conceito ampliado, utilizado pela companhia para a definição do guidance, o índice de eficiência do ressegurador foi de 70,1% no quarto trimestre ante 70,7% no terceiro.

O IRB comenta seus resultados do quarto trimestre em teleconferência com analistas e investidores, amanhã, às 8h30. Na sequência, em inglês. Mais tarde, às 13h30, a conversa será com a imprensa.

A Telefônica Brasil, dona da marca Vivo, apresentou ligeiros avanços no faturamento e no lucro operacional no fim de 2019, devido à expansão da receita de serviços móveis e ao corte de custos, conforme balanço publicado há instantes. No entanto, a companhia sofreu uma queda no lucro líquido em função do maior pagamento de impostos - relacionado à menor declaração de juros sobre capital próprio no período - e maiores gastos com depreciação dos ativos.

A Telefônica reportou lucro líquido recorrente contábil de R$ 1,396 bilhão no quarto trimestre de 2019, queda de 9,9% na comparação com o mesmo período de 2018. O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) recorrente contábil somou R$ 4,839 bilhões, alta de 17,1% na comparação entre os mesmos períodos. A margem Ebitda cresceu 5,3 pontos porcentuais, para 42,5%. A receita líquida contábil totalizou R$ 11,377 bilhões, expansão de 2,6%.

O dado contábil leva em conta os efeitos da adoção do padrão contábil IFRS 16. Esse padrão exige que sejam reconhecidos os ativos e passivos decorrentes de todos os arrendamentos, como torres, terrenos, lojas, entre outros. Por sua vez, o dado recorrente exclui efeitos transitórios do balanço, como ganhos com créditos fiscais e vendas de data centers.

A Telefônica também divulga os seus números no conceito pro forma, que exclui os efeitos do padrão contábil IFRS 16. No critério pro forma, a companhia reportou lucro líquido recorrente de R$ 1,486 bilhão no quarto trimestre de 2019, 4,2% menor do que no mesmo trimestre de 2018. O Ebitda recorrente pro forma atingiu R$ 4,351 bilhões, alta 5,4%, com margem de 38,2%, ganho de 1,0 ponto porcentual. A receita líquida alcançou R$ 11,377 bilhões, alta de 2,6%.

A WEG registrou lucro líquido de R$ 500,487 milhões no quarto trimestre do ano passado, alta de 49,3% ante o informado um ano antes, e de 19,7% frente ao terceiro trimestre. No comparativo entre mesmos trimestres, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da WEG cresceu 36,1%, totalizando R$ 666,4 milhões. Frente ao terceiro trimestre foi apurada alta de 15,1%. A margem Ebitda, por sua vez, cresceu para de 12,5% ao final de setembro para 13,2%. No final do quarto trimestre de 2018, a margem era de 10,7%.

A receita líquida somou R$ 3,778 bilhões no último trimestre do ano, 20,9% maior no comparativo entre mesmos trimestre e 12,8% acima do terceiro trimestre. Em 2019, a receita líquida cresceu 11,5% ante o ano anterior, somando R$ 13,347 bilhões.

O Retorno sobre o Capital Investido (Roic, na sigla em inglês) atingiu 20,2% no quarto trimestre, indicando acréscimo de 2,6 pontos porcentuais em relação ao mesmo período do ano anterior e alta de 1 ponto porcentual frente ao terceiro trimestre.

Em razão da renovação de financiamentos no exterior com menores taxas de juros e menor impacto das correções nas provisões realizadas no período, o resultado financeiro líquido da WEG ficou positivo em R$ 12,9 milhões no quarto trimestre. O desempenho representa uma melhora considerável ante R$ 39,4 milhões negativos do quarto trimestre de 2018 e negativos em R$ 15,5 milhões reportados no terceiro trimestre.

Em comentários da administração no informe de resultados, a empresa ressalta que a "continuidade desse cenário global vai depender do desempenho dos preços das commodities, dos níveis de inflação e de juros nas principais economias, além de fatores que podem melhorar as projeções do PIB global, como por exemplo, uma solução definitiva sobre as disputas comerciais entre EUA e China".

Para 2020, a WEG espera mais um ano de crescimento, embora as projeções sinalizem estabilidade no nível de crescimento global das principais economias, com PIB destes países projetados para crescer 1,7% segundo o FMI, em linha com o esperado para 2019.

A Gerdau reportou lucro líquido de R$ 102 milhões no quarto trimeste de 2019, queda de 73% sobre igual trimestre de 2018.

No ano de 2019, o lucro líquido foi de R$ 1,216 bilhão. O valor representa queda de 47,69% na comparação com o resultado de R$ 2,326 bilhões de igual período do ano anterior. Os dados foram divulgados hoje, quarta-feira, em balanço enviado à CVM.

A siderúrgica teve uma redução de 19,4% em seu Ebitda ajustado no quarto trimestre, atingindo R$ 1,13 bilhão. No ano, o Ebitda ajustado recuou 14% e ficou em R$ 5,71 bilhões.

No último trimestre do ano, a receita líquida ficou em R$ 9,5 bilhões, um recuo de 12,5%. No ano, a receita foi de R$ 39,644 bilhões. O resultado representa queda de 14,12% ante a cifra de R$ 46,159 bilhões na mesma base de comparação.

O número de novos casos de infecção por coronavírus na China recuou pelo segundo dia consecutivo na terça-feira (18), somando 1.749, segundo a última atualização da Comissão Nacional de Saúde do país. Trata-se do menor total de novas infecções desde 29 de janeiro, segundo a agência de notícias Reuters.

Desde o início da epidemia, foram registrados 74.185 casos da doença na China continental.

A comissão também relatou 136 novas mortes por coronavírus na China, impulsionando o total acumulado para 2.004.

O gráfico diário do IBOV fortalece a simetria favorável á alta citada anteriormente, com a longa sombra inferior formada na sessão de ontem.

O fechamento ocorreu acima do forte 114.950 e colado com as médias móveis, as quais estão justapostas e poderiam impulsionar o benchmark, tipo um efeito "mola".

Percebam no diário a tríplice resistência formadas pela média de 5, média de 21 e LTB destacada em fúcsia.


Um ótimo pregão.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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