terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Cenário 18/02/2020

A Itaúsa registrou lucro líquido de R$ 3,45 bilhões no quarto trimestre de 2019, alta de 37,6% ante o mesmo período de 2018. No ano, o lucro da companhia de investimentos foi de R$ 10,312 bilhões, avanço de 9,3%.

O lucro recorrente da Itaúsa somou R$ 2,575 bilhões, queda de 5,4% na comparação anual. Já no acumulado de 2019, os ganhos recorrentes ficaram em R$ 9,765 bilhões, alta de 3,6%.

O ativo total da Itaúsa chegou a R$ 58,571 bilhões ao final do ano passado, 0,3% maior que o registrado em dezembro de 2018. Já o patrimônio líquido cresceu 0,2% em um ano, para R$ 55,232 bilhões.

A rentabilidade da Itaúsa, medida pelo retorno sobre o patrimônio líquido médio, ficou em 19,4% no ano passado, ante 18,2% de 2018. No critério recorrente, o indicador saiu de 18,2% para 18,4% em um ano.

A Companhia Energética de São Paulo (Cesp) registrou lucro líquido de R$ 1,333 bilhão no quarto trimestre de 2019, expansão de mais de 22 vezes ante os R$ 59,25 milhões anotados no mesmo período do ano anterior. O forte aumento foi impulsionado pela constituição de crédito fiscal de Imposto de Renda e Contribuição Social, da ordem de R$ 1 bilhão. O mesmo item também impulsionou o resultado líquido anual, de R$ 1,163 bilhão.

Os crédito fiscais estão relacionados aos prejuízos acumulados no passado, que a nova gestão decidiu registrar em balanço diante da perspectiva de utilização futura desses valores, após ter dado início à recuperação operacional da companhia. A Cesp completou, em dezembro passado, um ano sob gestão privada, após a joint-venture entre Votorantim Energia e o fundo de pensão canadense CPPIB assumirem o comando da geradora, que foi levada a leilão em outubro de 2018. Na ocasião, já se falava que os créditos fiscais existentes e não contabilizados no balanço da Cesp, então estatal, eram um "upside" para a compra da empresa.

Outros fatores também influenciaram o forte resultado do quarto trimestre, como a reversão de impairment de ativos fixos da ordem de R$ 120 milhões, ante R$ 63 milhões anotados no quarto trimestre de 2018, e a reversão de provisões por litígio, da ordem de R$ 324 milhões, ante R$ 109 milhões em igual etapa do exercício anterior.

Do ponto de vista operacional, o desempenho do quarto trimestre de 2019 e também do consolidado do ano indicam as melhorias que vêm sendo implementadas pela nova gestão. A companhia reduziu quadro de funcionários, revisou contratos de serviços de terceiros e buscou uma gestão mais ativa do balanço energético. Também reavaliou os litígios em que está envolvida, visando reduzir as provisões. "Estamos passando por um período intenso de revisão da estrutura, processos e sistemas, o que tem proporcionado ganhos significativos em produtividade, redução de custos e rentabilidade. Como reflexo das iniciativas já implementadas neste processo de turnaround, verificamos 47% de redução nos custos e despesas gerenciáveis no quarto trimestre de 2019 comparado ao mesmo período do ano anterior", afirmou Mario Bertoncini, diretor presidente e de Relações com Investidores da Cesp, em nota.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) da Cesp apresentou um crescimento de 100% no quarto trimestre do ano passado, na comparação com igual período de 2018, para R$ 471,5 milhões. Ajustado a fatores como provisão para litígios, reversão de impairment e gastos com programa de demissão voluntária, o Ebitda trimestral chegou a R$ 257 milhões, cerca de quatro vezes maior que os R$ 64,35 milhões de um ano antes. A margem Ebitda cresceu 44 pontos porcentuais no trimestre, para 59%.

No ano, o Ebitda recuou 12%, para R$ 862,07 milhões, enquanto o Ebitda ajustado cresceu 50%, para R$ 751,84 milhões. A margem Ebitda do consolidado do ano ficou em 48%, 17 pontos porcentuais acima dos 31% anotados em 2018.

A receita operacional líquida cresceu 6% entre outubro e dezembro, na comparação com igual etapa do ano anterior, para R$ 432,8 milhões. No acumulado de 2019, a receita da geradora caiu 4%, para R$ 1,571 bilhão. A empresa explica que a queda reflete a nova estratégia de gestão do balanço energético, mas afirma que os impactos foram parcialmente compensados pelo aumento do faturamento decorrente de reajuste dos contratos nos mercados livre e regulado.

A Cesp reportou também um resultado financeiro líquido negativo em R$ 59,49 milhões no quarto trimestre de 2019, 77% maior frente ao resultado também negativo de R$ 33,67 milhões registrados em igual intervalo de 2018. No ano, as despesas financeiras líquidas somaram R$ 347,05 milhões, queda de 7% frente o apurado em 2018.

A Guararapes, dona da varejista de moda Riachuelo, viu o lucro do quarto trimestre de 2019 cair 56,5% na comparação anual, para R$ 440,6 milhões. O Ebitda ajustado recuou 40,4% no período, para R$ 640,9 milhões.

A receita líquida no período subiu 11,5%, para R$ 2,439 bilhões. O resultado da operação financeira cresceu 71,1% no trimestre, para R$ 170,82 milhões.

No quarto trimestre, houve um aumento de 34,6% com despesas gerais e administrativas, para R$ 265,43 milhões. As despesas de depreciação e amortização mais do que dobraram: alta de 112,1% no período, para R$ 105,61 milhões. Já a provisão de crédito de liquidação duvidosa recuou 33,3%, para R$ 187,79 milhões. As despesas com vendas se mantiveram praticamente estáveis, em R$ 564,47 milhões.

O lucro líquido da Midway, a financeira do grupo, saltou 303,7% no período, para R$ 105,15 milhões. O valor total da carteira líquida de empréstimo pessoal subiu 2,7%, para R$ 708,2 milhões.

O tíquete médio total no último trimestre de 2019 chegou a R$ 137,3, ligeira alta de 1,6% sobre o mesmo período de 2018. No período, a Riachuelo somou 32,4 milhões de cartões, uma alta de 4,7% na comparação anual. A companhia encerrou o ano com 321 lojas, aumento de 2,9% sobre os 312 pontos de vendas do final de 2018. As vendas em mesmas lojas aumentaram 9,8% no trimestre, enquanto a venda em todas as lojas cresceu 11,2%.

A Multiplan, dona de participações em 19 shopping centers no País, teve lucro líquido de R$ 142,3 milhões no quarto trimestre de 2019, alta de 26,3% em comparação com o mesmo período de 2018, segundo balanço publicado há instantes.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 252,5 milhões, avanço de 9,9% na mesma base de comparação. A margem aumentou 2,69 pontos porcentuais, para 68,7%.

O FFO (lucro líquido excluindo depreciação, amortização e efeitos não caixa) bateu em R$ 196,7 milhões, expansão de 18,8%. A margem aumentou 5,95 pontos porcentuais, para 53,5%.

E a receita líquida totalizou R$ 367,5 milhões, alta de 5,5%.

O aumento do lucro é resultado do avanço das receitas com locação (5,5%) e estacionamento (5,2%) no trimestre, associado à manutenção de despesas administrativas enxutas. Os desembolsos com a remuneração de executivos baseada em ações caiu 38,4%, para R$ 22,2 milhões.

Além disso, a companhia conseguiu baixar em 17,6% as despesas financeiras, para R$ 47,8 milhões. No trimestre, foram renegociados três contratos de dívida, gerando economia com pagamento de juros.

A Neoenergia, holding de energia controlada pela espanhola Iberdrola, registrou um lucro líquido atribuído aos controladores de R$ 618,4 milhões no quarto trimestre de 2019, o que corresponde a um aumento de 75,1% frente os R$ 353,2 milhões reportados em igual etapa do exercício anterior. Com isso, no consolidado do ano, a elétrica registrou um resultado líquido de R$ 2,229 bilhões, 45,1% maior que o apurado em 2018.

A geração de caixa medida pelo Ebitda cresceu 43% entre outubro e dezembro, na comparação com o registrado nos mesmos meses do ano anterior, passando de R$ 1,058 bilhão para R$ 1,513 bilhão. No ano, o Ebitda cresceu 25,6%, alcançando os R$ 5,719 bilhões. Desse total 84,8% são provenientes do segmento de redes, que reúne as atividades de transmissão e distribuição da empresa. A companhia controla as distribuidoras Coelba, da Bahia, Celpe, de Pernambuco, e Cosern, do Rio Grande do Norte.

Anteriormente, a companhia já havia divulgado suas prévias operacionais, que apontaram para um crescimento de 4,4% no mercado no quarto trimestre, encerrando o ano com uma expansão de 3,9% frente ao ano anterior.

Outros 10,7% do Ebitda são provenientes do segmento de Renováveis, com a geração de energia de usinas hidrelétricas e eólicas. Conforme antecipou a empresa, no quarto trimestre esses ativos produziram 12,94% menos no quarto trimestre, mas cresceram 6,60% no ano.

A receita operacional líquida totalizou R$ 7,216 bilhões nos últimos três meses do ano passado, ante os R$ 6,643 bilhões anotados nos mesmos meses de 2018, avanço de 8,6%. Ao longo de todo 2019, a Neoenergia obteve receita de R$ 27,623 bilhões, crescimento de 9,4%.

O resultado financeiro ficou negativo em R$ 367,9 milhões no quarto trimestre do ano passado, uma piora de 13,5% na comparação com o mesmo período de 2018.

A dívida líquida da Neoenergia cresceu 8% em um ano, para R$ 17,134 bilhões. O nível de alavancagem da companhia, medido pela relação dívida líquida/Ebitda, fechou o ano em 3 vezes, ante 3,33 vezes em setembro, e 3,49 vezes ao final de 2018.
As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta terça-feira, após a Apple se tornar a mais recente vítima das consequências econômicas do coronavírus. Já na China continental, os mercados subiram após Pequim anunciar que poderá conceder isenção tarifária a mais produtos dos EUA e ainda na esteira de recentes estímulos monetários.

Ontem, a Apple alertou que não deverá cumprir projeções de receita no trimestre até março, em razão dos efeitos do coronavírus, que já causou quase 1.900 mortes na China. O alerta do fabricante do iPhone prejudicou fortemente o setor de tecnologia asiático e comprometeu o apetite por risco na região.

O índice Hang Seng caiu 1,54% em Hong Kong hoje, a 27.530,20 pontos, e o Taiex recuou 0,97% em Taiwan, a 11.648,98 pontos. Ações de vários fornecedores da Apple são negociados em ambos os mercados. Em Hong Kong, também pesou o HSBC (-2,78%), banco britânico com foco na Ásia que nesta madrugada divulgou forte queda no lucro de 2019.

Também pressionados por papéis de tecnologia, o japonês Nikkei teve queda de 1,40% em Tóquio, a 23.193,80 pontos, e o sul-coreano Kospi apresentou desvalorização de 1,48% em Seul, 2.208,88 pontos.

Na China, por outro lado, o Xangai Composto registrou alta marginal de 0,05%, a 2.984,97 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto subiu 1,12%, a 1.856,56 pontos.

Os ganhos das bolsas chinesas vieram após Pequim anunciar que pretende conceder isenção temporária de tarifas a mais produtos dos EUA. Além disso, o banco central chinês (PBoC) cortou ontem o juro de empréstimos de um ano e pode reduzir seus juros de referência ainda nesta semana, como parte de esforços para amenizar o impacto do coronavírus.

Na Oceania, a bolsa australiana ficou no vermelho, influenciada também por balanços decepcionantes de empresas locais. O S&P/ASX 200 caiu 0,16% em Sydney, a 7.113,70 pontos.

O índice de expectativas econômicas da Alemanha caiu de 26,7 pontos em janeiro para 8,7 pontos em fevereiro, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira pelo instituto alemão ZEW. O resultado ficou bem abaixo da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam queda mais contida do indicador, a 21 pontos.

Já o índice das condições atuais medido pelo ZEW diminuiu de -9,5 pontos em janeiro para -15,7 pontos em fevereiro. Neste caso, a projeção era de recuo a -10,5 pontos. 

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) ficou estável (0,00%) na segunda prévia de fevereiro, após ter aumentado 0,57% na segunda prévia de janeiro. A informação foi divulgada há pouco pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Com o resultado, o índice acumulou elevação de 0,48% no ano de 2020 e alta de 6,86% em 12 meses.

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a segunda prévia do IGP-M de fevereiro. O IPA-M, que representa os preços no atacado, recuou 0,15% em fevereiro, ante um avanço de 0,67% na segunda prévia de janeiro. O IPC-M, que corresponde à inflação no varejo, apresentou alta de 0,25% na prévia de fevereiro, depois de uma elevação de 0,45% em igual leitura de janeiro. Já o INCC-M, que mensura o custo da construção, teve avanço de 0,44% na segunda prévia de fevereiro, depois da alta de 0,17% na segunda prévia de janeiro.

O IGP-M é usado para reajuste de contratos de aluguel. O período de coleta de preços para cálculo do índice foi de 21 de janeiro a 10 de fevereiro. No dado fechado do mês de janeiro, o IGP-M teve elevação de 0,48%.

Nas últimas cinco sessões o IBOV tentou romper a LTB (linha de tendência de baixa) reforçada em fúcsia na imagem.

As médias móveis justapostas poderão impulsionar o preço de forma explosiva, mas falta combustível.

Ontem, na ausência de drivers negativos houve boa alta, mostrando a inclinação para compras no mercado doméstico, uma vez somos uma das poucas bolsas com liquidez que não voltaram ao patamar Pré-Conoravírus.

A simetria ainda ajuda, mas precisa reagir.


Um ótimo pregão.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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