segunda-feira, 17 de fevereiro de 2020

Cenário 17/02/2020

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta segunda-feira, com as da China saltando após o banco central local cortar juros, numa tentativa de amenizar o impacto do coronavírus na segunda maior economia do mundo, e a do Japão caindo após dados fracos de crescimento.

Na China continental, o Xangai Composto subiu 2,28% hoje, a 2.983,62 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto teve valorização ainda mais expressiva, de 3,18%, a 1.835,96 pontos.

Os ganhos vieram após o PBoC, como é conhecido o banco central chinês, reduzir hoje o juro de sua linha de crédito de médio prazo - que oferece empréstimos de um ano -, de 3,25% para 3,15%, como parte de esforços para sustentar a economia em meio à epidemia de coronavírus, que já causou quase 1.800 mortes no país. O PBoC também injetou 300 bilhões de yuans (cerca de US$ 43 bilhões) no sistema bancário, dois terços dos quais através da linha de médio prazo.

Há relatos também de que o governo da China se prepara para reduzir ainda mais os impostos para empresas e eliminar despesas federais desnecessárias.

No fim de semana, a mídia oficial chinesa publicou ainda um recente discurso do presidente Xi Jinping para mostrar que a China vem atuando desde o início da crise do coronavírus.

Por outro lado, o índice acionário Nikkei caiu 0,69% em Tóquio nesta segunda, a 23.523,24 pontos, após dados oficiais mostrarem que o Produto Interno Bruto (PIB) do Japão teve desempenho muito pior do que o esperado no trimestre de outubro a dezembro, com uma queda anualizada de 6,3%, a primeira contração em mais de um ano.

Em outras partes da Ásia, o Hang Seng avançou 0,52% em Hong Kong, a 27.959,60 pontos, mas o sul-coreano Kospi teve baixa marginal de 0,06% em Seul, a 2.242,17 pontos, na esteira de uma sessão volátil, e o Taiex cedeu 0,44% em Taiwan, a 11.763,51 pontos.

Petrobras, sob gestão de Roberto Castello Branco, está incomodada com a forma como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) tem conduzido o processo sobre conduta de ex-conselheiros da estatal, na época do primeiro governo da ex-presidente Dilma Rousseff. O processo teve origem em reclamações feitas por investidores que questionaram a legalidade da política de preços da empresa entre 2011 e 2014. "O caso está lá [na CVM] parado há mais de ano, quando o papel do regulador é apurar e, se for o caso, punir", diz fonte próxima da estatal. Apesar da demora, segundo fontes, novos fatos poderão surgir, mudando os rumos do caso.
O Magazine Luiza reportou lucro líquido 11,4% menor no quarto trimestre de 2019 em relação ao mesmo período do ano passado, chegando a R$ 168 milhões. No ano de 2019, o lucro líquido cresceu 54,3%, para R$ 921,8 milhões.

Considerando o IFRS 16 e resultados não recorrentes, o lucro líquido ajustado da companhia atingiu R$ 185,3 milhões no quarto trimestre, queda de 0,5% ante igual período do ano anterior. Em 2019, por esse critério, o lucro líquido totalizou R$ 552,1 milhões, indicando uma retração de 6,4%.

O Ebitda ajustado (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) chegou a R$ 394,5 milhões, crescimento de 13,3% na comparação com o quarto trimestre de 2018. No ano, o Ebtida cresceu 5,7%, para R$ 1,303 bilhões. Segundo a empresa, contribuíram para o resultado o elevado crescimento das vendas e o resultado positivo do e-commerce, incluindo o marketplace.

Já a receita líquida da empresa subiu 38,5% no comparativo entre mesmos trimestres, para R$ 6,38 bilhões, e 27,6% em 2019, para R$ 15,5 bilhões.

No quarto trimestre de 2019, a despesa financeira líquida ajustada totalizou R$108,7 milhões, equivalente a 1,7% da receita líquida. Em relação à receita líquida, a despesa financeira melhorou 0,3 p.p. devido, principalmente, à forte geração de caixa da Companhia, à redução da taxa de juros no período e ao aumento de capital concluído em nov/19.

A mensagem da diretoria destaca o quarto trimestre de 2019 como o de maior crescimento de vendas da história, um total de 51%. "A empresa cresceu de forma orgânica. No ano, 159 novas lojas físicas foram inauguradas, as vendas aumentaram dois dígitos no critério de mesmas lojas no quarto trimestre do ano."

Os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica da economia) no fim de 2020. O Relatório de Mercado Focus trouxe hoje que a mediana das previsões para a Selic neste ano seguiu em 4,25% ao ano. Há um mês, estava em 4,50% ao ano.

Já a projeção para a Selic no fim de 2021 seguiu em 6,00% ao ano ante 6,25% de quatro semanas atrás. No caso de 2022, a projeção seguiu em 6,50%, igual a um mês antes. Para 2022, permaneceu em 6,50%, mesmo porcentual de quatro semanas atrás.

No início de fevereiro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC cortou a Selic em 0,25 ponto porcentual, de 4,50% para 4,25% ao ano. Foi o quinto corte consecutivo da taxa básica. No comunicado sobre a decisão, o BC deixou claro que não pretende promover novo corte no encontro marcado para março. “Considerando os efeitos defasados do ciclo de afrouxamento iniciado em julho de 2019, o Comitê vê como adequada a interrupção do processo de flexibilização monetária”, registrou o BC no comunicado da decisão.

No grupo dos analistas que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo no Focus, a mediana da taxa básica em 2020 seguiu em 4,25% ao ano, igual a um mês antes. No caso de 2021, foi de 6,25% para 5,75% ao ano ante 6,25% ao ano de quatro semanas atrás.

A projeção para o fim de 2022 no Top 5 passou de 6,25% para 6,00%. Há um mês, estava em 6,25%. No caso de 2023, foi de 6,25% para 6,00% ante 6,25% ao ano de quatro semanas antes.

O gráfico diário do IBOV deverá ter uma sessão com menor liquidez, devido ao feriado norte-americano.

A abertura será em alta, com base no mercado futuro.

Percebam a simetria, francamente favorável à compra, desde que exista, de fato, uma reação entre hoje e amanhã.


Um ótimo pregão.

Bons negócios!

Excelente semana.

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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