sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Cenário 14/02/2020

A B3 atingiu volume financeiro diário no mercado de ações de R$ 23,303 bilhões em janeiro de 2020, número 38,3% maior que no mesmo mês de 2019. Na comparação com dezembro, a alta foi de 1,7%.

O número de investidores ativos chegou a 1,852 milhão, alta de 110,5% em um ano, e de 9,6% na comparação com o mês anterior.

O valor de mercado das empresas das empresas listadas subiu 28% na comparação anual, para R$ 4,854 trilhões. Em relação a dezembro, houve expansão de 5,4%.

No mercado de derivativos, o volume médio diário de contratos subiu 59,1% em doze meses, para 4,555 milhões, e 11,5% na comparação com o mês anterior. A receita média por contrato caiu 25,3% em um ano, e 15% em um mês.

No mercado de balcão, as novas emissões de renda fixa somaram R$ 900,7 bilhões, alta de 9,1% em um ano, mas queda de 9,3% em um mês. Por sua vez, as novas emissões de derivativos subiram 1,5% em um ano, para R$ 943,1 bilhões. O número representou queda de 24,7%.

Em "Tecnologia, dados e serviços", o número de participantes teve alta de 7,8% em um ano, para 13,9 mil. O número de TEDs subiu 50,1%.

A Grendene reportou lucro líquido de R$ 210 milhões no quarto trimestre de 2019, o que representa uma queda de 16,4% em relação ao registrado no mesmo período do ano anterior. No ano, o lucro líquido somou R$ 494,954 milhões, queda de 15,47% na comparação com 2018.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 178,1 milhões entre outubro e dezembro, um recuo de 8,5% na comparação anual. Em 2019, o Ebitda ficou em R$ 430,8 milhões, montante 17,6% menor que 2018.

A receita líquida da empresa totalizou R$ 665,7 milhões nos últimos três meses do ano, uma queda de 10,3% ante igual período do ano anterior. No ano, a receita líquida recuou 11,2% para R$ 2,071 bilhões.

Em seu resultado financeiro, a empresa diz que o desempenho do quarto trimestre ficou abaixo das expectativas, com redução de 6,6 milhões de pares (queda de 11,9%)
em relação ao mesmo período do ano anterior, para um total de 49 milhões de pares.

O Banco BMG registrou lucro líquido de R$ 163 milhões no quarto trimestre de 2019, um valor quatro vezes maior que os R$ 40 milhões apurados no mesmo período de 2018. No ano, a instituição financeira acumulou ganhos de R$ 367 milhões, mais que o dobro dos R$ 171 milhões de 2018.

No critério recorrente, o lucro do BMG somou R$ 74 milhões entre outubro e dezembro, crescimento de 21,3% na comparação anual. Em todo o ano de 2019, o lucro recorrente ficou em R$ 344 milhões, alta de 33,3% em relação a 2018. Neste critério, o banco excluiu os efeitos da amortização de ágio e outros não recorrentes.

A rentabilidade sobre patrimônio líquido (ROAE) subiu de 6% para 20,7% em um ano, no quarto trimestre de 2019. No critério recorrente, o indicador caiu de 10,4% para 9,6% na mesma comparação. No ano, o ROAE chegou a 12,5% recorrente, ante 10,8% de 2018. O patrimônio líquido do BMG fechou o ano em R$ 4,028 bilhões, alta de 52,5% em um ano.

A carteira de crédito do BMG ao final do ano chegou a R$ 11,455 bilhões, crescimento de 20,4% em 12 meses e de 5,9% em três meses. Deste total, quase 70%, ou R$ 7,993 bilhões, correspondem a cartão consignado. O índice de Basileia do BMG disparou após a abertura de capital, passando de 13,8% ao final de setembro para 22,5% em dezembro. O indicador mostra que o banco está bem capitalizado para conceder novos empréstimos, já que o mínimo exigido pelo Banco Central é 11%.

A administradora de shopping centers JHSF registrou lucro líquido de R$ 211 milhões no quarto trimestre de 2019, valor quase 3 vezes maior que os R$ 70,9 milhões apurados um ano antes. Em todo o ano passado, a companhia teve ganhos de R$ 326,7 milhões, mais de 6 superior ao lucro de 2018.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) reportado pela JHSF somou R$ 312,2 milhões entre outubro e dezembro, crescimento de 58,3% comparado ao mesmo período de 2018. No ano, o indicador foi a R$ 643,7 milhões, alta de 101,5%. No critério ajustado, o Ebitda ficou em R$ 76,5 milhões no trimestre, avanço de 105,3%. As despesas não recorrentes levadas em conta incluem a transação com o fundo XP Malls, reestruturação societária, e provisões.

A receita líquida da JHSF entre outubro e dezembro somou R$ 53,7 milhões, alta de 15,8% na comparação anual. Em 2019, o valor foi de R$ 188,8 milhões, alta de 10,2%. O resultado financeiro ficou negativo em R$ 18,6 milhões no quarto trimestre, uma melhora de 38,7% ante o apurado no mesmo período de 2018. No ano, o resultado foi negativo em R$ 138,4 milhões, piora de 17,8%.

A dívida líquida da JHSF caiu 55,3% em um ano, para R$ 254,2 milhões. O prazo médio aumentou de 3,9 anos para 6,4 anos. A companhia encerrou o ano com alavancagem medida pela relação dívida líquida/Ebitda em 1,1 vez.

A Biosev, braço sucroenergético do Grupo Louis Dreyfus, voltou a dar lucro líquido, reportando resultado de R$ 2,857 milhões no terceiro trimestre do ano-safra 2019/20, entre outubro e dezembro do ano passado - o resultado leva em conta os impactos da norma IFRS 16, sem a qual a companhia teria registrado lucro líquido de R$ 22,679 milhões. No mesmo trimestre da safra anterior, a companhia havia registrado prejuízo líquido de R$ 230,552 milhões. Em nove meses de safra, a companhia acumula prejuízo líquido de R$ 470,372 milhões, queda de 47,30% sobre os R$ 892,581 milhões de prejuízo em igual período de 2018/2019.

O prejuízo no acumulado da safra se deve, entre outros fatores, à variação cambial, já que cerca de 90% da dívida da companhia é em dólar. Já o lucro no trimestre é resultado, em parte, do avanço dos preços médios de açúcar e etanol.

A receita líquida da companhia (ex-HACC) caiu 12,7% na mesma base de comparação trimestral, para R$ 1,422 bilhão, e recuou 2,4% em nove meses, a R$ 4,926 bilhões. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado ex-revenda/HACC totalizou R$ 334,341 milhões no terceiro trimestre de 2019/2020, queda de 29,1% sobre igual período da safra passada, e subiu 9,4% na comparação dos três primeiros trimestres de 2018/2019 e 2019/2020, para R$ 1,373 bilhão.

A dívida líquida em 31 de dezembro do ano passado era de R$ 5,637 bilhões, 0,4% maior em comparação com a do segundo trimestre de 2019/2020, finalizado em 30 de setembro, de R$ 5,615 bilhões. A alavancagem medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda da Biosev caiu de 3,10 vezes para 3,05 vezes entre os segundo e terceiro trimestres da atual safra.

A Biosev investiu um total de R$ 347,384 milhões no trimestre, 10,l% a mais que em igual período da safra passada. Do total, R$ 188,469 milhões foram investidos nas operações. Nos nove meses da safra, o Capex atinge R$ 759,618 milhões, alta de 8,4% sobre igual período de 2018/2019.

A Rumo registrou lucro líquido de R$ 202 milhões no quarto trimestre de 2019, montante 47,6% maior que o reportado em igual intervalo do ano anterior. No ano, o lucro líquido foi de R$ 786 milhões, ante resultado de R$ 273 milhões de 2018 (pró-forma).

Em seu resultado do trimestre, a empresa lembra que os números foram impactados pelo reconhecimento do contrato de subconcessão da Malha Central (Ferrovia Norte-Sul), assinado em 31 de julho.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) somou R$ 897 milhões nos últimos três meses do ano, um avanço de 13,5% na comparação anual. No ano, o Ebitda totalizou R$ 3,829 bilhões, uma alta de 9,4% ante 2018, também na comparação pró-forma.

A empresa explica que a consolidação da Malha Central no resultado anual trouxe impacto de R$ 27,4 milhões no Ebitda, em razão dos custos e despesas gerais e administrativas incorridos a partir de agosto. No lucro líquido, o impacto foi de R$ 121,2 milhões, principalmente em decorrência da contabilização de despesas financeiras e depreciação referentes ao contrato.

A receita operacional líquida chegou a R$ 1,664 bilhão no trimestre, crescimento de 1% ante igual etapa de 2018. No acumulado do ano, a receita somou R$ 7,088 bilhões, um crescimento de 7,6% no comparativo pró-forma.

O resultado financeiro ficou negativo em R$ 315 milhões nos últimos três meses do ano, um aumento de 72,5% ante resultado negativo de R$ 182 milhões de igual etapa de 2018. No ano, houve um recuo de 12,4% para um resultado negativo de R$ 1,198 bilhão.

O lucro líquido do BTG Pactual no quarto trimestre do ano passado atingiu R$ 1,179 bilhão, mais do que o dobro do que o registrado no mesmo período do ano anterior, quando o lucro anotado foi de R$ R$ 552 milhões. Na relação trimestral o aumento foi de 17,5%. Em 2019 o lucro foi de R$ 3,828 bilhões, crescimento de 62,1% ante o observado em 2018. Um dos impulsos para o resultado foi o banco de investimento, diante da retomada do mercado de capitais no Brasil. A receita dessa unidade dobrou do ano para R$ 948,8 milhões, recorde desde a abertura de capital do banco, em 2012.

"Nossas perspectivas para 2019 foram comprovadas pelos resultados consistentes do ano, principalmente nas franquias de cliente. Novamente, as áreas de Asset e Wealth Management cresceram em volume de ativos sob gestão e Investment Banking registrou o melhor desempenho da história do Banco, desde o IPO. Estamos muito confiantes em 2020, com foco na excelência do atendimento aos nossos clientes, além de investimentos consistentes em inovação para manter o sólido crescimento de todas as áreas", afirmou, em nota, o presidente do BTG, Roberto Sallouti.

De acordo com o critério ajustado, o lucro no intervalo entre outubro e dezembro somou R$ 1,010 bilhão, alta de 42% na relação anual. Ante o trimestre imediatamente anterior, contudo, houve recuo de 6%. No ano, ainda nesse critério, o lucro foi de R$ 3,833 bilhões, alta de 39,8%. A diferença entre o lucro contábil e o ajustado é de itens não recorrentes e ágio.

A receita total do banco foi de R$ 2,486 bilhões no período, alta de 60,4% ante o quarto trimestre de 2018. Na relação trimestral o número foi 13,8% maior. No ano a receita total do BTG alcançou R$ 8,333 bilhões, aumento de 55,6% ante o anotado um ano antes.

O retorno anualizado, o ROAE, ficou em 19,1% no intervalo, ante 15% há um ano e de 20,8% observado no três meses anteriores.
A Usiminas viu seu lucro líquido referente ao quarto trimestre do ano cair 33% na relação anual para R$ 268 milhões, segundo dados divulgados há pouco pela companhia. O resultado, contudo, reverteu prejuízo de R$ 139 milhões observado no terceiro trimestre do ano passado. No ano, o resultado da siderúrgica mineira caiu mais do que pela metade (-55%) para R$ 377 milhões.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da Usiminas ficou em R$ 469 milhões no intervalo de outubro a dezembro do ano passado, recuo de 44% ante o visto um ano antes e aumento de 6% na relação trimestral. No ano, a geração de caixa da companhia caiu 27% para R$ 1,973 bilhão.

Uma das razões para o aumento do Ebitda no comparativo trimestral é o reconhecimento do valor do principal de créditos a receber
da Eletrobras, no total de R$ 117 milhões.

A receita líquida, por sua vez, somou R$ 3,873 bilhões, aumento de 13% na relação anual e leve crescimento de 1% no comparativo trimestral. No ano, o faturamento líquido foi a R$ 14,949 bilhões, expansão de 9%.

O Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br) acumulou alta de 0,89% no acumulado de 2019, informou há pouco o Banco Central (BC). O porcentual diz respeito à série sem ajustes sazonais.

A alta do IBC-Br ficou dentro do intervalo projetado pelos analistas do mercado financeiro consultados pelo Projeções Broadcast , que esperavam resultado entre +0,80% e +1,00% (mediana em +1,00%).

Conhecido como uma espécie de “prévia do BC para o PIB”, o IBC-Br serve mais precisamente como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. A projeção do BC para a atividade doméstica em 2019 é de avanço de 1,2%. Para 2020, a estimativa é de 2,2%. Os dados do PIB de 2019 serão divulgados apenas no início de março, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O diário do IBOV mostra um fato interessante, em meio aos solavancos vivenciados ao longo da semana: após "escapar" da banda de bollinger inferior, o benchmark reagiu e desenhou uma barra elefante no dia seguinte, colocada em xeque, porque a memória era, de fato, vendedora no curtíssimo prazo.

A sua amplitude foi preservada, com três dias, naturalmente incluindo essa sexta-feira, de correção no tempo, na parte superior desse candle em questão.

Talvez um alívio para romper de vez a linha de tendência de baixa que separa o joio do trigo.


Um ótimo pregão.

Bons negócios!

Excelente final de semana!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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