quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Cenário 13/02/2020

A Totvs teve lucro líquido de R$ 65,361 milhões no quarto trimestre de 2019, alta de 91,5% ante o resultado registrado um ano antes. Em 2019, a linha apresentou alta de 84,4%, para R$ 253,916 milhões.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) subiu 40,5% no trimestre na comparação com o mesmo período do ano anterior, para R$ 109,263 milhões. No ano fechado, a alta foi de 35,8%, para R$ 472,485 milhões.

A margem Ebitda nos três últimos meses de 2019 ficou em 18,9%, alta de 4,5 pontos porcentuais em um ano. No ano, o indicador foi a 20,7%, acréscimo de 4,2 pontos porcentuais.

A receita líquida no trimestre teve alta de 7,5%, para R$ 579,292 milhões, enquanto que em 2019, o aumento foi de 8,1%, para R$ 2,282 bilhões.

A Suzano registrou lucro líquido de R$ 1,175 bilhão no quarto trimestre de 2019, queda de 61% ante o informado um ano antes. O desempenho, porém, reverte o prejuízo líquido de R$ 3,460 bilhões reportado no trimestre imediatamente anterior, com destaque para uma redução consideravelmente acima do esperado dos estoques de celulose.

Em 2019, a maior fabricante de celulose de eucalipto do mundo registrou prejuízo líquido de R$ 2,815 bilhões, revertendo lucro de R$ 3,3 bilhões reportado um ano antes. Segundo a empresa, “a jornada pós-fusão foi cumprida com sucesso e superada”.

Em comentários que acompanham o informe de resultados, a empresa aponta como principal destaque do período a redução de 650 mil toneladas nos estoques de celulose. Em média, os analistas do setor previam uma redução entre 500 mil e 550 mil toneladas. De acordo com a empresa, a dinâmica favorável de melhoria na demanda por celulose e reduções de produção impulsionaram o movimento de re-estocagem na cadeia dos produtores.

Entre os pontos fortes do período a direção também cita o aumento de 15% nas vendas de celulose (puxada pelo melhor desempenho na China) e acréscimo de 18% nas vendas de papel em relação ao terceiro trimestre.

Entre outubro e dezembro, o Ebitda ajustado da Suzano ficou em R$ 2,465 bilhões, com queda de 31% no comparativo anual, com a margem recuando de 49% para 35%. Já em relação ao terceiro trimestre foi registrada uma expansão de 3%. Em 2019, o Ebtida ajustado caiu 34%, totalizando R$ 10,724 bilhões, com a margem Ebtida passando de 52% para 41%.

A receita líquida somou R$ 7,049 bilhões no quarto trimestre, queda de 3% em relação ao mesmo período de 2018, mas acréscimo de 7% em relação ao terceiro trimestre de 2019. No ano de 2019, a receita líquida caiu 18%, somando R$ 26,013 bilhões.

A Duratex, fabricante de louças e metais sanitários, acabamentos cerâmicos e painéis de madeira, fechou o ano com melhora dos resultados, segundo balanço publicado há instantes.

O lucro líquido recorrente atingiu R$ 157,7 milhões no quarto trimestre de 2019, crescimento de 4,3% em comparação com o mesmo período de 2018. No critério reportado, o lucro da Duratex somou R$ 284,7 milhões, revertendo prejuízo de R$ 141,9 milhões no quarto trimestre de 2018. No ano, o lucro recorrente somou R$ 275 milhões, alta de 1,4% ante 2018.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado e recorrente somou R$ 278,3 milhões, avanço de 17,5% na mesma base de comparação. A margem Ebitda permaneceu em 18,7%. No critério reportado, o indicador ficou em R$ 596,8 milhões, revertendo resultado negativo do mesmo período de 2018. No ano, o Ebitda recorrente somou R$ 908,8 milhões, avanço de 7,1%.

A receita líquida consolidada totalizou R$ 1,378 bilhão, expansão de 9,1%.

A melhora nos resultados ocorreu pela incorporação da Cecrisa, fabricante de cerâmicos adquirida pela Duratex no ano passado, combinada com o aumento de preços de itens da Divisão Deca e iniciativas de ganho de eficiência e corte de custos em todo o grupo.

Os números no critério "ajustado e recorrente" excluem efeitos de negócios considerados não rotineiros, como foram os casos da venda de terras e florestas pela companhia ao longo do ano passado e o fechamento de plantas industriais.

Ao se contabilizar esses negócios, o lucro líquido da Duratex vai a R$ 284,7 milhões no quarto trimestre de 2019, revertendo prejuízo líquido de R$ 141,9 milhões no mesmo período de 2018.

A Duratex informou também que o custo dos seus produtos subiu 10,3%, chegando a R$ 953,8 milhões. O resultado leva em conta os gastos de aproximadamente R$ 80 milhões com o fim da unidade de painel de madeira de Botucatu (SP) e com a reorganização da divisão de Revestimentos Cerâmicos.

As despesas com vendas foram de R$ 200,6 milhões, alta de 5,1% por conta da reestruturação da equipe comercial da divisão de Revestimentos Cerâmicos.

O grupo teve R$ 65,9 milhões em despesas gerais e administrativas, alta de 26,4%. O aumento inclui a incorporação da Cecrisa, que representou R$ 7,1 milhões. A linha também foi afetada pelos gastos extraordinários com o desenvolvimento da nova unidade de celulose solúvel, que gerou desembolsos de R$ 6 milhões.

A Duratex fechou 2019 com dívida líquida de R$ 1,705 bilhão, aumento de 0,3% em comparação com o fim de 2018. Nesse período, a alavancagem (relação entre dívida e Ebitda) baixou de 2 vezes para 1,88 vez.

Na Divisão Madeira, a Duratex sofreu com recuos em volume expedido (-14,6%), receita líquida (-14,7%) e Ebitda ajustado e recorrente (-2,5%) no quarto trimestre de 2019. A companhia avaliou que o cenário está mais desafiador, com retração da demanda no mercado brasileiro de painéis de madeira. Por conta disso, houve queda nas expedições e maior foco na venda de produtos de maior valor agregado.

Já na Divisão Deca, a companhia ampliou o volume expedido (16,1%), receita líquida (18,8%) e Ebitda ajustado e recorrente (29%). A Duratex explicou que, apesar de uma recuperação ainda lenta do mercado, a Divisão Deca melhorou seus resultados graças à implementação de medidas de maior eficiência operacional e logística, somados ao reajuste de preços de produtos premium.

Por fim, a Divisão de Revestimentos Cerâmicos teve um salto nos indicadores operacionais e financeiros com a incorporação da Cecrisa, dona das marcas Portinari e Ceusa. A expedição cresceu 335%, a receita subiu 355%, e o Ebitda ajustado e recorrente avançou 241%.

O Banco do Brasil anunciou na manhã de hoje lucro líquido ajustado de R$ 4,625 bilhões no quarto trimestre do ano passado, cifra 20,3% superior à vista no mesmo intervalo de 2018, de R$ 3,845 bilhões. Na comparação com os três meses anteriores, foi identificada expansão de 1,8%.

O resultado do BB no último trimestre de 2019, que encerra o período de divulgações de resultados dos grandes bancos de capital aberto, foi impulsionado pelo aumento da margem financeira bruta associado à redução com as despesas líquidas de provisão, as chamadas PDDs, conforme explica a instituição, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras. Por outro lado, acrescenta o banco, as despesas de pessoal cresceram devido à efetivação dos gastos com a reforma do plano de saúde dos funcionários, a Cassi.

No ano de 2019, o lucro líquido ajustado do BB totalizou R$ 17,848 bilhões, elevação de 32,1% ante 2018, de R$ 13,513 bilhões. Com tal desempenho, o banco conseguiu entregar o guidance prometido para o ano, que ia de R$ 16,5 bilhões a R$ 18,5 bilhões.

Esse intervalo já havia sido revisado para cima após o banco ter apresentado resultados acima do previsto em um ano que a instituição iniciou uma agenda de venda de ativos e revisão da sua estrutura. Além de repaginar a rede física e o quadro de colaboradores, o BB anunciou, no fim do ano passado, a primeira reestruturação na gestão atual, com foco no digital e no setor de agronegócios.

A carteira de crédito ampliada do BB totalizou R$ 680,727 bilhões ao fim de dezembro, queda de 0,9% em relação a setembro. Em um ano, os empréstimos encolheram em 2,6%.

Impactado pela redução das operações junto aos clientes corporativos em meio ao foco do banco ao segmento de varejo, o BB perdeu, inclusive, o posto de maior carteira de crédito para o rival Itaú Unibanco. Assim como no sistema, a pessoa física foi quem estimulou o crédito em 2019. A carteira cresceu 8,9% no ano frente a 2018 e 2,5% no quarto trimestre contra quedas de 10,9% e 3,0% no segmento de pessoa jurídica, nesta ordem.

As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta quinta-feira, após se valorizarem de forma generalizada por dois dias seguidos, em meio a um salto no número de novos casos de coronavírus na província chinesa de Hubei, onde o surto teve origem.

Na China continental, o Xangai Composto caiu 0,71% hoje, a 2.906,07 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,77%, a 1.771,61 pontos. Ambos os índices interromperam uma sequência de sete pregões de ganhos.

A reversão veio após a província de Hubei, epicentro do novo coronavírus na China, relatar um forte aumento no número de novos casos locais, em função de um ajuste de metodologia que agora também considera casos "clinicamente diagnosticados".

O governo chinês decidiu hoje indicar o ex-prefeito de Xangai Ying Yong como principal líder do Partido Comunista em Hubei, que já conta com mais de 48 mil casos de infecção confirmados. Jiang Chaoliang, que até então atuava como líder na região, foi demitido do cargo, segundo a Xinhua, a agência de notícias oficial do país. Dois auxiliares de Jiang também foram afastados.

Os gestores de Hubei vinham sendo severamente criticados pela forma como administraram a crise de saúde, que começou na capital da província, Wuhan, e já atinge mais de 20 outros países.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei teve baixa moderada de 0,14% em Tóquio hoje, a 23.827,73 pontos, enquanto o Hang Seng recuou 0,34% em Hong Kong, a 27.730,00 pontos, e o sul-coreano Kospi cedeu 0,24% em Seul, a 2.232,96 pontos. Exceção, o Taiex subiu 0,15% em Taiwan, a 11.791,78 pontos.

Na Oceania, a bolsa da Austrália driblou a tendência majoritariamente negativa da Ásia, e o índice S&P/ASX avançou 0,21% em Sydney, a 7.103,20 pontos, após tocar nova máxima intraday, com a ajuda de ações de petrolíferas e telecomunicações.

O gráfico diário do IBOV mostra um rompimento intradiário da linha de tendência de baixa (LTB) na sessão de ontem, com a formação de sombra superior.

Hoje temos o benchmark operando sobre as médias, logo após a abertura, além do forte 114.950.

Ademais, a simetria sugere recuperação ao longo do dia.


Um ótimo pregão.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br


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