quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Cenário 12/02/2020

A construtora pernambucana Moura Dubeux precificou a ação na sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) em R$ 19, centro da faixa indicativa de preço, que ia de R$ 17 a R$ 21 por papel. Com isso, a companhia levantou R$ 1,25 bilhão, recursos que irão integralmente ao caixa da companhia, dado que a oferta é integralmente primária. A ação estreia na B3 no dia 13 de fevereiro sob o código "MDNE3".

Foram vendidas na oferta 65.823.529 ações, contando o lote adicional, suplementar e parte do adicional.

O dinheiro do IPO será utilizado para a redução do nível do endividamento e reforço do caixa da empresa. "Em linha com sua estratégia de crescimento, seu foco de atuação e expansão está concentrado na região Nordeste - região esta com grande potencial de crescimento do Brasil", segundo o prospecto da oferta.

A receita líquida da construtora nos primeiros noves meses do ano passado foi de R$ 311,097 milhões, um pouco abaixo da receita de R$ 315,998 milhões vista no mesmo período de 2018. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado foi de R$ 95,866 milhões de janeiro a setembro de 2019, ante R$ 12,541 milhões em 2018, no mesmo intervalo.

Foram coordenadores da oferta Itaú BBA, Bradesco BBI, Credit Suisse, BB Investimentos e Caixa.

A Comgás registrou lucro líquido de R$ 367,171 milhões no quarto trimestre de 2019, uma queda de 57,2% em relação aos R$ 858,843 milhões apurados no mesmo período de 2018. Em todo o ano passado, a companhia apurou lucro de R$ 1,367 bilhão, alta de 2,1% ante 2018.

No critério normalizado, o lucro da Comgás ficou em R$ 277,027 milhões no trimestre, alta de 2,7% na comparação anual. Em 2019, o indicador somou R$ 1,198 bilhão, avanço de 19,6%.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) entre outubro e dezembro ficou em R$ 633,74 milhões, queda de 42% em relação ao mesmo período de 2018. No ano, ficou em R$ 2,512 bilhões, alta de 14,9%. O Ebitda normalizado do trimestre subiu 5,4%, a R$ 489,614 milhões. No ano, chegou a R$ 2,217 bilhões, avanço de 14,4%.

A receita líquida da Comgás no trimestre teve aumento de 32,1% ante o mesmo período de 2018, para R$ 2,529 bilhões. No ano, as receitas ficaram em R$ 9,514 bilhões, avanço de 39,1%. A companhia bateu o número de 2 milhões de clientes ao final de 2019, com alta de 5,4% ante o final de 2018.

A dívida líquida da Comgás dobrou em um ano, passando de R$ 1,555 bilhão em dezembro de 2018 para R$ 3,597 bilhões no final de 2019. Assim, a alavancagem da companhia, medida pela relação dívida líquida/Ebitda normalizado, saiu de 0,67 vez para 1,62 vez.

A Tim Participações registrou lucro líquido reportado, sem os efeitos da norma IFRS 16, de R$ 756 milhões no quarto trimestre de 2019, alta de 19,6% ante os R$ 632 milhões apurados um ano antes. Em todo o ano passado, o lucro da Tim cresceu 47,9%, para R$ 3,765 bilhões. No critério normalizado, o crescimento foi de 28,7% no trimestre. No ano, o lucro normalizado foi de R$ 2,049 bilhões, crescimento de 32,1%.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) reportado da Tim no trimestre ficou em R$ 1,967 bilhão, crescimento de 8% ante o mesmo período de 2018. No ano, esse indicador ficou em R$ 8,328 bilhões, alta de 30,7%. No critério normalizado, o crescimento no trimestre foi de 8,1%, e no ano, de 6,7%.

Segundo a companhia, a melhora no resultado foi fruto de aumento da receita com serviços móveis, aceleração no crescimento com serviços fixos, e manutenção de um forte controle de custos e despesas. A margem Ebitda da Tim passou de 40,8% para 42,9% em um ano.

A receita líquida da tele no quarto trimestre cresceu 2,9%, para R$ 4,587 bilhões. No ano passado, somou R$ 17,377 bilhões, avanço de 2,3%. O resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 81 milhões no trimestre, e positivo em R$ 614 milhões no ano. Os desempenhos representam piora de 40,5% no trimestre, e uma reversão de desempenho negativo em todo o ano de 2018.

As bolsas asiáticas fecharam em alta generalizada pelo segundo pregão consecutivo nesta quarta-feira, em meio a esperanças de que o pior da epidemia de coronavírus na China pode ter passado, uma vez que o número de novos casos no país continua desacelerando.

Na China continental, o Xangai Composto subiu 0,87% hoje, a 2.926,90 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 1,55%, a 1.785,33 pontos.

Dados oficiais mostram que 2.015 novos casos de coronavírus foram relatados na China nas últimas 24 horas, número que diminuiu pelo segundo dia seguido. Com isso, o total de infecções alcançou 44,653. Já o número de vítimas fatais aumentou para 1.113.

Em entrevista à Reuters, o epidemiologista chinês Zhong Nanshan, responsável por combater o vírus da Sars em 2003, previu que o surto do novo coronavírus deverá atingir seu pico entre a metade e o final deste mês e terminar em abril.

Em outras partes da Ásia, o Nikkei subiu 0,74% em Tóquio hoje, a 23.861,21 pontos, ao voltar de um feriado nacional no Japão, enquanto o Hang Seng avançou 0,87% em Hong Kong, a 27.823,66 pontos, o sul-coreano Kospi se valorizou 0,69% em Seul, a 2.238,38 pontos, e o Taiex registrou alta de 0,94% em Taiwan, a 11.774,19 pontos.

No mercado japonês, destaque para a operadora de telecomunicações Softbank, cuja ação saltou quase 12% após a aprovação judicial nos EUA de uma proposta de fusão da Sprint com a T-Mobile US. A Softbank é uma grande acionista na Sprint.

Na Oceania, a bolsa da Austrália foi beneficiada não apenas pela menor preocupação com o coronavírus, como também pela atual temporada de balanços. Maior banco do país, o Commonwealth Bank divulgou lucro semestral melhor do que o esperado e sua ação subiu 4,1% em Sydney. Favorecido pelo setor financeiro de modo geral, o índice S&P/ASX avançou 0,47% hoje, a 7.088,20 pontos.

O conselho de administração da Cogna Educação, ex-Kroton, aprovou em reunião, realizada ontem, o preço por ação de R$ 11 no âmbito da oferta primária de ações ordinárias (follow on) e o efetivo aumento do capital social, dentro do limite autorizado, no montante total de R$ 2,55 bilhões. A precificação foi antecipada na noite de ontem pelo Broadcast. Essa foi a maior oferta do setor de educação no Brasil da história.

O valor representa um desconto de 1,3% em relação ao fechamento da ação no pregão de ontem, de R$ 11,15. Frente ao dia do lançamento da oferta o desconto foi de 5%. Foram emitidas no total 232.358.004 de novas ações, considerando a venda integral do lote adicional de 60.240.964 ações ON (35%).

Coordenaram a oferta o Itaú BBA, BTG Pactual, Morgan Stanley, Bradesco BBI, Credit Suisse, JPMorgan e Santander. De acordo com a empresa, os recursos captados serão destinados para aquisições de sociedades que atuam no ensino superior e otimização da sua estrutura de capital.

Com a oferta, o novo capital social da Cogna passará a ser de R$ 7.667.615.402,90, dividido em 1.876.606.210 ações ordinárias. As ações objeto da oferta passarão a ser negociadas na B3 amanhã, dia 13.

O gráfico diário do IBOV surpreendeu e desenhou um marobuzu, acompanhado de volume relevante, acima da média.

Houve um rompimento falso de 112.845, fechou média móvel de 5 períodos e do forte 114.950, agora suporte, de acordo com a inversão de polaridade da análise técnica.

O desafio, daqui em diante, será vencer a média móvel de 21 períodos como barreira, região que separa o joio do trigo ou os homens dos meninos.

Caso tenhamos mais uma sessão positiva, o fundo duplo ganhará força, na minha leitura.


Um ótimo pregão.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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