terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Cenário 11/02/2020

O Itaú Unibanco registrou lucro líquido recorrente de R$ 7,296 bilhões no quarto trimestre do ano passado, 12,6% maior que o registrado em idêntico intervalo de 2018, de R$ 6,478 bilhões. Em relação ao terceiro trimestre, de R$ 7,156 bilhões, foi identificada elevação de 1,9%.

O desempenho no quarto trimestre foi impulsionado, conforme explica o banco, pelo crescimento do crédito junto às pessoas físicas e micro, pequenas e médias empresas e ainda maiores receitas de serviços e tarifas, principalmente na área de administração de fundos, investment banking, corretagem e emissão de cartões. Do lado negativo, o banco cita aumento de 1,7% nas despesas operacionais por conta do desligamento de pessoal e ainda maiores gastos de provisão, as chamadas PDDs na operação da América Latina, que ocasionaram maior custo de crédito no período.

No ano de 2019, o lucro líquido do Itaú totalizou R$ 28,363 bilhões, que representa incremento de 10,2% em relação a 2018, quando a cifra foi de R$ 25,733 bilhões.

A carteira de crédito total do Itaú foi a R$ 706,664 bilhões ao fim de dezembro, aumento de 2,6% em relação a setembro. Ante um ano, o banco entregou expansão de 10,9%.

Tal desempenho foi impulsionado pela carteira de micro, pequenas e médias empresas, com avanço de 6,6% no quarto trimestre ante os três meses anteriores e 26,6% em um ano. O segmento de pessoas físicas teve altas de 4,4% e 13,5%, respectivamente. Já o crédito para grandes empresas cresceu 3,3% e 10,1%, nesta ordem.

Enquanto de um lado o banco acelerou a concessão de empréstimos no ano passado, do outro passou a ser ainda mais criterioso do lado das despesas em meio à uma concorrência acirrada com as fintechs, que vêm pressionando a linha de receitas de serviços dos grandes bancos. Nesse sentido, O Itaú anunciou o fechamento de cerca de 400 agências até dezembro de 2019 e ainda fez um programa de demissão voluntária (PDV). Para este ano, a redução da rede física deve ser em menor intensidade, com o banco capturando os ajustes já feitos na operação.

O Itaú encerrou dezembro com R$ 1,738 trilhão em ativos totais, aumento de 5,4% em um ano, de R$ 1,649 trilhão. Em relação a setembro, quando somava R$ 1,738 trilhão, foi vista estabilidade.

O patrimônio líquido do maior banco privado da América Latina era de R$ 131,987 bilhões no quarto trimestre de 2019, elevação de 0,2% em um ano. Já a rentabilidade média sobre o patrimônio líquido do Itaú foi de 23,7% no quarto trimestre de 2019, ante 23,5% no terceiro. No ano fechado de 2019, ficou em 23,7%, ante 21,9% no exercício anterior.

O Grupo São Martinho reportou lucro líquido de R$ 342,9 milhões no terceiro trimestre do ano-safra 2019/20, encerrado em 31 de dezembro. O resultado representa alta de 420,1% ante o registrado em igual período da temporada 2018/19. O lucro líquido inclui impacto de R$ 230,4 milhões "referente aos processos judiciais da Copersucar, nos quais a Companhia figura como parte", informou a empresa em comunicado

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da companhia sucroenergética subiu 29,7% na mesma comparação, para R$ 541,44 milhões.

Em nove meses de safra, o lucro líquido acumulado subiu 117,3%, para R$ 496,365 milhões. O Ebitda ajustado da safra avançou 12,6% no período, para R$ 1,28 bilhão.

A receita líquida do grupo alcançou R$ 1,03 bilhão no trimestre, alta anual de 22,2%; no acumulado, o avanço foi de 13,2%, para R$ 2,56 bilhões. O lucro caixa ficou em R$ 366,5 milhões (+357%) no trimestre e em R$ 548,7 milhões (+88,6%) no acumulado da safra.

A dívida líquida consolidada caiu 5% na comparação anual, passando para R$ 2,95 bilhões no trimestre encerrado em dezembro de 2019. A alavancagem passou de 1,80 vez para 1,65 vez.

As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta terça-feira, seguindo o desempenho positivo de Wall Street, apesar da apreensão com a epidemia de coronavírus e da lenta retomada da manufatura chinesa após o feriado do ano-novo lunar estendido.

Nos mercados da China continental, o Xangai Composto subiu 0,39% hoje, a 2.901,67 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto teve ganho marginal de 0,04%, a 1.758,02 pontos.

Ontem, as bolsas de Nova York deixaram preocupações com o coronavírus temporariamente de lado e subiram com notícias corporativas animadoras, que levaram os índices Nasdaq e S&P 500 a recordes históricos de fechamento.

Mais cedo, o governo chinês pediu que as principais indústrias ligadas à economia nacional e à subsistência da população voltem a produzir imediatamente, depois de suspenderem as atividades em função da decisão de Pequim de estender o feriado de ano-novo, numa tentativa de conter a propagação do coronavírus.

A produção de máscaras, cuja demanda na China disparou em meio ao surto do coronavírus, está em apenas 76% da capacidade total, segundo o secretário-geral da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma (CNDR), Cong Liang.

Os dados oficiais mais recentes mostram que já passa de 1.000 o número de mortos pelo coronavírus na China, com mais de 42 mil infectados.

Em outras partes da Ásia, o Hang Seng subiu 1,26% em Hong Kong hoje, a 27.583,88 pontos, o sul-coreano Kospi se valorizou 1% em Seul, a 2.223,12 pontos, e o Taiex avançou 0,78% em Taiwan, a 11.664,04 pontos. Em Tóquio, não houve negócios devido a um feriado nacional no Japão.

Na Oceania, a bolsa australiana seguiu o tom positivo das asiáticas, e o S&P/ASX 200 teve ganho de 0,61% em Sydney, a 7.055,30 pontos, atingindo o maior nível desde 24 de janeiro.

O Banco Central voltou a indicar hoje, por meio da ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), que não deve cortar novamente a Selic (a taxa básica de juros) na reunião de março. Na ata do encontro da semana passada, publicada há pouco, a autarquia reafirmou que, "considerando os efeitos defasados do ciclo de afrouxamento iniciado em julho de 2019, o Comitê vê como adequada a interrupção do processo de flexibilização monetária".

Na semana passada, o colegiado cortou a Selic em 0,25 ponto porcentual, de 4,50% para 4,25% ao ano. Foi a quinta redução consecutiva. Na ata de hoje, o BC repetiu a avaliação de que "o atual estágio do ciclo econômico recomenda cautela na condução da política monetária".

Além disso, o BC reiterou que "seus próximos passos continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação, com peso crescente para o ano-calendário de 2021".

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) ficou estável (0,00%) na primeira prévia de fevereiro, após ter aumentado 0,67% na primeira prévia de janeiro. A informação foi divulgada há pouco pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Com o resultado, o índice acumulou elevação de 0,47% no ano de 2020 e alta de 6,86% em 12 meses.

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a primeira prévia do IGP-M de fevereiro. O IPA-M, que representa os preços no atacado, recuou 0,15% em fevereiro, ante um avanço de 0,86% na primeira prévia de janeiro. O IPC-M, que corresponde à inflação no varejo, apresentou alta de 0,24% na prévia de fevereiro, depois de uma elevação de 0,33% em igual leitura de janeiro. Já o INCC-M, que mensura o custo da construção, teve avanço de 0,37% na primeira prévia de fevereiro, depois da alta de 0,20% na primeira prévia de janeiro.

O IGP-M é usado para reajuste de contratos de aluguel. O período de coleta de preços para cálculo do índice foi de 21 a 31 de janeiro. No dado fechado do mês de janeiro, o IGP-M teve elevação de 0,48%.
O gráfico diário do IBOV aponta uma fundo duplo, reforçado pelo rompimento falso de 112.825.

Ontem, o mercado operou fora da banda de bollinger inferior.

Hoje, trabalha dentro desse importante indicador de volatilidade, mais um sinal de provável recuperação do preço.


Um ótimo pregão.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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