quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

Cenário 06/02/2020

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi inocentado pelo Senado de maioria republicana da acusação de abuso de poder. Trump havia sido condenado pela Câmara dos Representantes, controlada pela oposição democrata, por pressionar a Ucrânia a investigar um rival político, o ex-presidente Joe Biden. Todos os 47 senadores democratas e um republicano, Mitt Romney, votaram para condenar o presidente, mas os 48 votos ficaram bem abaixo dos 67 necessários para condená-lo. Agora, o Senado deve votar o segundo quesito do impeachment, o de obstrução ao Congresso.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, por unanimidade, reduzir a Selic (a taxa básica da economia) em 0,25 ponto porcentual, de 4,50% para 4,25% ao ano. Este é o quinto corte consecutivo da taxa no atual ciclo, após período de 16 meses de estabilidade. Com isso, a Selic está agora em um novo piso da série histórica do Copom, iniciada em junho de 1996.

O corte de 0,25 ponto porcentual da Selic representa uma desaceleração da política monetária, já que nas quatro reuniões anteriores o Copom havia aplicado reduções de 0,50 ponto porcentual.

Ao justificar a decisão de hoje, o BC avaliou que a decisão é compatível com a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante para a condução da política monetária, que inclui o ano-calendário de 2020 e, com peso crescente, o de 2021.

Ao mesmo tempo, o BC reafirmou que a conjuntura econômica prescreve política monetária estimulativa, ou seja, com taxas de juros abaixo da taxa estrutural.

No documento, o BC também atualizou suas projeções para a inflação. Desta vez, no entanto, o colegiado não divulgou novas projeções para o cenário de mercado, que considera a evolução da Selic e do câmbio conforme as expectativas do mercado financeiro no relatório Focus.

Já no cenário de referência - que utiliza projeções para câmbio constante a R$ 4,25 e juros estáveis em 4,50% ao ano -, o BC alterou sua projeção para o IPCA em 2020 de 3,6% para 3,5%. No caso de 2021, a expectativa passou de 3,7% para 3,8%.

O BC também atualizou seu cenário híbrido com câmbio constante a R$ 4,25 e juros conforme as projeções de mercado do relatório Focus. Neste caso, a projeção para o IPCA de 2020 passou de 3,7% para 3,5%. Já a inflação projetada para 2021 foi mantida em 3,7%.

O centro da meta de inflação perseguida pelo BC em 2020 é de 4,00%, com margem de 1,5 ponto (de 2,5% a 5,5%). No caso de 2021, a meta é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (2,25% a 5,25%). Já a meta de 2022 é de 3,50%, com margem de 1,5 ponto (2,00% a 5,00%).

A BR Properties teve lucro líquido de R$ 396,566 milhões no quarto trimestre de 2019, o que representa alta de 219% na comparação com o número registrado no mesmo período de 2018, de R$ 124,133 milhões. O lucro líquido ajustado da empresa no período foi de R$ 23,566 milhões, alta de 941%.

Nos três meses finais de 2019, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado foi de R$ 56,605 milhões, baixa de 14% em um ano. Com isso, a margem Ebitda ajustado teve recuo de 4 pontos porcentuais, para 65%.

A receita líquida da empresa no quarto trimestre foi de R$ 87,497 milhões, baixa de 9% em relação a igual período de 2018.

O resultado financeiro foi positivo em R$ 71,392 milhões, alta de 90% no período.

O Banco Pan encerrou o quarto trimestre de 2019 com lucro líquido de R$ 167,6 milhões, o que representa uma alta de 128% frente ao registrado em igual período de 2018. O lucro acumulado em 2019 totalizou R$ 516 milhões, com crescimento de 133% frente ao ano anterior.

A carteira de crédito encerrou o ano com saldo de R$ 23,785 bilhões, 16% superior ao saldo de R$ 20,574 bilhões de 2018. A carteira core - composta pelas carteiras de crédito consignado, financiamento de veículos e cartões de crédito - apresentou crescimento de 20% nos últimos 12 meses. Já as carteiras de Crédito Corporativo e Imobiliário, ambas em run off, apresentaram recuo de 26% e 38% em 12 meses, respectivamente.

O retorno anualizado sobre patrimônio líquido médio foi de 13,7% no quarto trimestre de 2019, frente ao retorno de 7,2% de igual etapa de 2018. O retorno ajustado anualizado (não auditado) foi de 24,6% no trimestre, frente ao retorno de de 17,3% no mesmo intervalo de 2018.

Nos últimos três meses do ano, a carteira de consignado registrou queda de 3% devido, principalmente, ao maior volume de cessão. Segundo o banco, a queda dessa carteira provocou uma desaceleração no ritmo de crescimento da carteira de crédito, além da mudança no mix de produtos/clientes ocasionando, conjuntamente, um movimento de 0,4% no índice de créditos vencidos acima de 90 dias. O indicador passou de 5,4% no 3º trimestre para 5,9% no 4º trimestre de 2019. É importante ressaltar que a despesa de PDD/carteira tem se mantido estável e os spreads das operações seguem em patamares robustos.

No ano de 2019, o retorno sobre patrimônio líquido médio foi de 11,4%, frente ao retorno de 5,8% em 2018, e o retorno ajustado (não auditado) foi de 22,5% e 15,5% respectivamente.

O Patrimônio Líquido Consolidado do PAN totalizou R$ 4,926 bilhões em dezembro de 2019, frente aos R$ 4,831 bilhões em setembro de 2019 e aos R$ 4,096 bilhões em dezembro de 2018.

O Índice de Basileia encerrou o 4º trimestre de 2019 em 15,6% integralmente composto por Capital Principal frente aos 15,7% registrados ao final do 3º trimestre de 2019, integralmente composto por Capital Principal, e aos 14,1%, com 12,2% de Capital Principal, registrados no 4º trimestre de 2018.

Com destaque para o bom desempenho operacional, a Klabin reportou lucro líquido de R$ 631 milhões no quarto trimestre. O desempenho representa queda de 31% frente ao informado um ano antes, mas expansão de 204% em relação ao terceiro trimestre. Em comentários no informe de resultados, a companhia destaca que a sua flexibilidade operacional, com posicionamento de destaque no mercado de papéis e embalagens, atenuou a queda nos preços de celulose branqueada e kraftliner no mercado internacional.

No ano, o lucro líquido da maior fabricante de papéis para embalagens do país cresceu 283% em relação a 2018, somando R$ 715 milhões. Vale mencionar que o
resultado do ano foi impactado positivamente em R$ 620 milhões, referente ao reconhecimento de crédito tributário extemporâneo, no final de agosto.

No trimestre encerrado em 31 de dezembro, a geração operacional de caixa (Ebitda ajustado) da companhia somou R$ 965 milhões, com retração de 15% ante um ano antes e de 31% em relação ao apresentado no terceiro trimestre. A margem Ebitda ajustada, por sua vez, recuou de 56% em setembro para 36% ao final de dezembro. Em dezembro de 2018, a margem Ebitda estava em 41%.

Impulsionada pelo bom desempenho operacional de vendas, controle de custos, além de crédito tributário extemporâneo de exclusão do ICMS da base de cálculo do PIS e da Cofins, a geração operacional de caixa (Ebitda Ajustado) em 2019 foi de R$ 4,322 bilhões, alta de 7% em relação a 2018. Estes mesmos fatores ajudam a explicar o aumento na margem EBITDA de 40% para 42% na mesma comparação, apesar da
deterioração de preços verificadas nos mercados internacionais de celulose.

Com o crescimento de receita nos negócios de papéis e embalagens atenuou a queda nos preços de celulose branqueada e kraftline, a receita líquida da companhia atingiu R$ 2,704 bilhões no quarto trimestre, 3% abaixo do registrado um ano antes, mas 9% superior a do terceiro trimestre. No ano, a receita registrou expansão de 3%, somando R$ 10,2 bilhões.

Entre outubro e dezembro a empresa registrou resultado financeiro, excluídas as variações cambiais, negativo em R$ 29 milhões, bastante inferior ao resultado negativo de R$ 427 milhões de um ano antes e do resultado negativo de R$ 240 milhões do terceiro trimestre.

O autor da PEC da Segunda Instância (PEC 199/2019, na Câmara), deputado Alex Manente (Cidadania-SP), garantiu nesta quarta-feira (5) que a proposta deve ser aprovada ainda no primeiro semestre deste ano. Segundo o deputado, a PEC tem potencial para ser aprovada na Câmara e no Senado com muita "segurança e folga no placar".

"Estou muito seguro que temos a grande maioria aqui (na comissão). E no Plenário tenho certeza que temos mais de 350 votos para aprovar nos dois turnos e encaminhar para o Senado" , disse. Para Manente, há um consenso sobre a "revolução jurídica" que a PEC trará e, por isso, a matéria deve avançar no parlamento. As declarações foram feitas após participação do ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Cezar Peluso em audiência pública da comissão que analisa proposta de prisão após condenação em segunda instância.

Peluso também concorda com a capacidade do Congresso aprovar a proposta rapidamente. Em resposta aos jornalistas, ex-ministro disse a questão envolvendo o ex-presidente Lula não deve contaminar os debates. "Acho que os deputados revelaram hoje que estão acima dessa visão personalista do problema. Acho que eles manifestaram hoje uma visão muito sistemática", afirmou.

O relator da comissão, deputado Fábio Trad (PSD-MS), acredita que pode entregar o relatório até o início de março. "Eu creio que no final de fevereiro, início de março possamos dar a comissão o relatório para ser apreciado. Obedecendo a sugestão do presidente Rodrigo Maia (da Câmara) que quer ver a PEC votada já em março", disse o relator da comissão.

O diário do IBOV traz consigo uma movimentação complexa e desafiadora, quase uma tartaruga tentando subir na árvore.

Ela sobe, porém escorrega, deixando a sensação que não irá conseguir, que vai cair a qualquer momento.

No dia seguinte ela toma fôlego e avança mais um pouco, mas sem força ou convicção.

Será que ela chegará no topo?

Quem sabe...

Se colocarmos o sapo no frigideira quente, ele vai pular.

Porém, entretanto, todavia, se ele ficar dentro de uma panela e a água for aquecida aos poucos, quando perceber estará cozido.


Um ótimo pregão.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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