quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Cenário 05/02/2020

As bolsas asiáticas fecharam em alta generalizada pelo segundo dia consecutivo nesta quarta-feira, reduzindo perdas que acumularam em meio a preocupações com a epidemia de coronavírus. Hoje, o Banco do Povo da China (PBoC, o banco central chinês) não atuou no mercado aberto, após fazer agressivas injeções no sistema financeiro nos últimos dois dias.

Na China continental, o índice Xangai Composto subiu 1,25%, a 2.818,09 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 2,48%, a 1.678,64 pontos.

Nos primeiros dois dias da semana, o PBoC injetou um total de 1,7 trilhão de yuans (cerca de US$ 242 bilhões) no sistema bancário, numa tentativa de acalmar o pânico gerado pela propagação do coronavírus, que já matou quase 500 pessoas na China e ao menos outras duas fora do país asiático. Nesta quarta, o BC chinês optou por não fornecer mais liquidez.

Apesar do momento de recuperação das ações na Ásia, analistas ponderam os possíveis impactos econômicos do coronavírus. O UBS, por exemplo, reduziu sua previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) da China para este ano, de 6% para 5,4%, em função da epidemia.

Pesquisa da IHS Markit em parceria com a Caixin Media mostra desaceleração da atividade na China. O chamado índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) de serviços chinês recuou de 52,5 em dezembro para 51,8 em janeiro, atingindo o menor nível em três meses. Já o PMI composto da China, que abrange serviços e o setor industrial, caiu de 52,6 para 51,9 no mesmo período, tocando o patamar mais baixo em quatro meses. As quedas acima da marca de 50 sugerem expansão mais fraca da atividade na segunda maior economia do mundo.

Em outras partes da região asiática, o índice japonês Nikkei teve alta de 1,02% em Tóquio hoje, a 23.319,56 pontos, com destaque para ações de eletrônicos e da indústria de videogames, enquanto o Hang Seng se valorizou 0,42% em Hong Kong, a 26.786,74 pontos, o sul-coreano Kospi subiu 0,36% em Seul, a 2.165,63 pontos, com a ajuda de papéis de tecnologia e do setor químico, e o Taiex registrou modesto ganho de 0,15% em Taiwan, a 11.573,62 pontos.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da Alemanha, que engloba os setores de serviços e industrial, subiu de 50,2 em dezembro para 51,2 em janeiro, segundo pesquisa final divulgada hoje pela IHS Markit. O avanço acima da marca de 50 indica que a atividade econômica alemã se expandiu com mais força no mês passado.

Apenas o PMI de serviços da Alemanha aumentou de 52,9 em dezembro para 54,2 em janeiro, atingindo o maior nível desde agosto de 2019. O resultado confirmou leitura prévia do mês passado e veio em linha com a previsão de analistas consultados pelo The Wall Street Journal.

O Bradesco teve lucro líquido recorrente de R$ 6,645 bilhões no quarto trimestre do ano passado, cifra 14% maior que o registrado em igual intervalo de 2018, de R$ 5,830 bilhões. Em relação aos três meses anteriores, de R$ 6,542 bilhões, foi registrado incremento de 1,6%.

O resultado do quarto trimestre foi influenciado pelo desempenho operacional, com destaque para o crescimento das margens financeiras, da operação de seguros e receitas com prestação de serviços, conforme explica o Bradesco, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras.

Em 2019, o lucro líquido do Bradesco foi recorde. Totalizou R$ 25,887 bilhões, aumento de 20% em relação aos R$ 21,564 bilhões apurados no exercício de 2018. No ano passado, o banco conseguiu diminuir a distância que estava de seus pares em termos de retorno e ainda lançou uma ofensiva para controlar suas despesas com um programa de demissão voluntária (PDV) e o fechamento de 450 agências, parte prevista para este ano, após entregar gastos acima de suas projeções (guidances).

A carteira de crédito do banco, no conceito expandida, totalizou R$ 604,953 bilhões no fim de dezembro, elevação de 4,6% em relação a setembro. Em um ano, os empréstimos apresentaram elevação de 13,8%. No quarto trimestre, tanto as pessoas físicas quanto as jurídicas impulsionaram o maior volume de empréstimos. Enquanto a carteira de indivíduos cresceu 4,9% ante os três meses anteriores, a de empresas avançou 4,5%. Em um ano, as altas foram de 19,2% e 10,7%, respectivamente, com pessoas físicas sendo motor da carteira do banco.

O Bradesco tinha patrimônio líquido de R$ 133,723 bilhões no quarto trimestre, aumento de 10,4% em um ano. Em três meses, foi vista queda de 3,3%. A rentabilidade média sobre o patrimônio líquido (ROE, na sigla em inglês) foi a 21,2% no quarto trimestre contra 20,2% no terceiro. No ano de 2019, o indicador foi a 20,6% ante 19,0% em 2018.

Os ativos totais do Bradesco foram a R$ 1,409 trilhão no quarto trimestre, expansão de 1,7% em um ano. Em relação aos três meses imediatamente anteriores, de R$ 1,404 trilhão, foi identificada leve alta ficou em 0,3%.

O gráfico diário mostra fúria desde a abertura, com bom volume relativo e rompimento das médias móveis de 5 e 21 períodos, agora suportes, de acordo com o princípio de inversão de polaridade (análise técnica).

Pois bem, o que esperar?

Eis a questão...

Na minha visão pessoal, a volatilidade será a palavra de ordem, uma vez que muitos drivers estão no radar ao mesmo tempo.

O gráfico mostra que esse movimento é mais forte que o anterior, com mais volume e amparado pelo front externo.

O divisor de águas, assim penso eu, seria algo entre 116.900 e 117.170.

Se o mercado fechar acima dessa estrutura, a máxima histórica será logo ali, obrigado.



Um ótimo pregão.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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