segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Cenário 03/02/2020

O crescimento da atividade fabril na China desacelerou ao nível mais baixo em cinco meses em janeiro, de acordo com um medidor privado, pressionado por demanda subjugada no exterior do país.

O índice de gerentes de compras (PMI) industrial da Caixin Media, medido em parceria com a Markit, caiu de 51,5 em dezembro para 51,1 em janeiro, informaram as empresas nesta segunda-feira. A leitura permaneceu acima da marca de 50, que separa a expansão da atividade de uma contração.

As companhias que participaram do levantamento da Caixin relataram aumentos mais lentos de novas encomendas e da produção em janeiro, enquanto as suas folhas de pagamento caíram pela primeira vez desde outubro.

O subíndice de novas encomendas de exportação caiu a território de contração, encerrando três meses consecutivos de expansão.

Mas a confiança na perspectiva para a produção no ano que vem foi turbinada por um alívio das tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China, disse a Caixin.

A Caixin não esclareceu se o seu levantamento refletia o impacto do surto de coronavírus na China. Ela disse que a economia chinesa será pressionada pela epidemia e que o governo terá de implementar medidas contracíclicas para apoiar o crescimento. 

O lucro de grandes empresas industriais da China caiu 3,3% em 2019, influenciado por uma queda nos preços ao produtor, demanda mais fraca e custos em alta, segundo dados do Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês).

Apenas em dezembro, o lucro industrial chinês recuou 6,3% ante igual mês de 2018, após sofrer declínio anual de 5,4% em novembro.

Ao longo de 2019, as empresas estatais da China tiveram uma redução de 12% nos lucros, enquanto as do setor privado mostraram alta de 2,2% no resultado.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial da Alemanha subiu de 43,7 em dezembro para 45,3 em janeiro, atingindo o maior nível em 11 meses, segundo pesquisa final divulgada hoje pela IHS Markit.

O resultado superou a leitura preliminar de janeiro e a previsão de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, de 45,2 em ambos os casos.

Apesar do avanço, a leitura inferior a 50 indica que o setor manufatureiro alemão permaneceu em contração no mês passado.

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta segunda-feira, lideradas pelas chinesas, que voltaram do feriado do ano-novo lunar com pesadas perdas em reação aos desdobramentos da epidemia de coronavírus.

O índice Xangai Composto teve queda de 7,72% hoje, encerrando o pregão a 2.746,61 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto sofreu tombo ainda maior, de 8,41%, a 1.609,00 pontos.

O forte movimento de desvalorização na China continental veio após o feriado do ano-novo lunar, que Pequim estendeu em três dias e durante o qual o coronavírus continuou se alastrando, infectando mais de 17 mil pessoas na China e causando ao menos 361 mortes. Mais de 20 outros países também registraram casos da doença.

Numa tentativa de reduzir o pânico, o banco central chinês (PBoC) injetou hoje 1,2 trilhão de yuans (US$ 173 bilhões) em liquidez no sistema financeiro por meio de uma oferta de contratos de recompra reversas (repos) de sete e 10 dias, reduzindo os juros dessas operações em 10 pontos-base, a 2,4% e 2,55%, respectivamente.

Os economistas do mercado financeiro alteraram a previsão para o IPCA - o índice oficial de preços - em 2020. O Relatório de Mercado Focus, divulgado há pouco pelo Banco Central (BC), mostra que a mediana para o IPCA neste ano foi de alta de 3,47% para 3,40%. Há um mês, estava em 3,60%. A projeção para o índice em 2021 seguiu em 3,75%. Quatro semanas atrás, estava no mesmo patamar.

O relatório Focus trouxe ainda a projeção para o IPCA em 2022, que seguiu em 3,50%. No caso de 2023, a expectativa permaneceu em 3,50%. Há quatro semanas, essas projeções também eram de 3,50% para ambos os casos.

A projeção dos economistas para a inflação está abaixo do centro da meta de 2020, de 4,00%, sendo que a margem de tolerância é de 1,5 ponto porcentual (índice de 2,50% a 5,50%). No caso de 2021, a meta é de 3,75%, com margem de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%). Já a meta de 2022 é de 3,50%, com margem de 1,5 ponto (de 2,00% a 5,00%).

No início de janeiro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA subiu 1,15% em dezembro. Em 2019, a taxa acumulada foi de 4,31%.

Em dezembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC atualizou suas projeções para a inflação. Considerando o cenário de mercado, a projeção para o IPCA em 2020 estava em 3,5% e, para 2021, em 3,4%.

No Focus de hoje, entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2020 foi de 3,50% para 3,40%. Para 2021, a estimativa do Top 5 permaneceu em 3,75%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 3,50% e 3,75%, nesta ordem.

No caso de 2022, a mediana do IPCA no Top 5 foi de 3,63% para 3,50% ante 3,63% de um mês atrás. A projeção para 2023 no Top 5 foi de 3,63% para 3,50%, ante 3,63% de quatro semanas antes.
O diário do IBOV traz o benchmark fora da banda de bollinger inferior e com relativa distância em relação à média móvel de 21 períodos, desenho que favorece ao menos um repique.

Ganhará força, na minha leitura, se houver um rompimento firme de 114.375, o que abriria espaço para testar uma tríplice resistência formada por 114.950, LTA riscada em azul e média móvel de 5 períodos, formando uma estrutura que separa o joio do trigo.


Um ótimo pregão.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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