sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Cenário 31/01/2020

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial da China caiu de 50,2 em dezembro para 50,0 em janeiro, informou o Escritório Nacional de Estatísticas do país na noite desta quinta-feira. O resultado veio em linha com a expectativa de analistas ouvidos pelo Wall Street Journal. A marca de 50,0 é o limite entre expansão e contração da atividade.

Já o PMI de serviços chinês subiu de 53,5 em dezembro para 54,1 em janeiro.

O trabalho de condução das reformas não pode ser jogado “nas costas do Parlamento”, cobrou o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), minutos após o ministro da Economia, Paulo Guedes, dizer que o Congresso deve dar o ritmo de andamento dos projetos.

Os dois participaram ontem, 30, de um evento do Centro de Lideranças Públicas (CLP), na capital paulista. Guedes, que fez sua apresentação logo antes do parlamentar, havia dito que cabe ao Executivo encaminhar a estrutura dos projetos. “É o Congresso que dá o ritmo. A classe política sentou no comando da economia. Não tem mais essa de superministro”, disse em referência ao próprio cargo.

Chamado ao palco logo após o ministro deixar o auditório, Maia afirmou, no entanto, que a participação do governo no Parlamento é decisiva para aprovar as reformas. “Boa parte do atraso na tramitação da Previdência é responsabilidade do governo”, disse o deputado. “Hoje, a relação com o presidente Jair Bolsonaro é muito boa, mas é preciso organizar a narrativa.”
O Departamento de Estado dos Estados Unidos passou a recomendar, na noite desta quinta-feira, 30, que ninguém viaje à China, por causa do surto de coronavírus. O órgão do governo americano ainda advertiu que "aqueles que estão na China devem considerar partir".

Nesta quinta, a Organização Mundial da Saúde passou a considerar o surto de coronavírus uma emergência internacional. Já há 9.692 casos confirmados na China, com 213 mortes - sendo que 43 delas foram registradas nas últimas 24 horas. Também já há registros da presença do vírus em outros 20 países.

As mortes em decorrência do coronavírus na China subiram mais uma vez. De acordo com atualização das autoridades de saúde do país divulgadas na manhã de hoje (hora local, noite de ontem no Brasil), o total de vítimas passou de 171 para 213.

O total de infectados é de 9.821 pessoas, sendo a ampla maioria (9.692, ou 98,7%) na China. Ainda assim, a doença tem se espalhado pelo planeta.

Com dois casos reportados ontem à noite, a Itália se tornou ontem o 20º país - e a quarta nação europeia - a confirmar a contaminação. O primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, anunciou ainda a suspensão de voos entre o país e a China.

A medida drástica de Conte, aliás, contradiz o discurso da Organização Mundial da Saúde (OMS). Em coletiva ontem à tarde, ao anunciar emergência global de saúde pública, a entidade disse se opor a qualquer restrição de viagens e comércio contra a China. "A China tem feito tremendo esforço contra coronavírus, com transparência", afirmou o presidente do comitê de emergência da OMS, Didier Houssin.

A Caixa Seguridade Participações, que concentra os negócios de seguros da Caixa, anunciou lucro líquido pro forma de R$ 474 milhões no quarto trimestre, alta de 11,5% ante o registrado no mesmo período de 2018. Frente aos três meses anteriores, foi informado acréscimo de 7,8%. Se considerado ajustes ao Preço Serviço Caixa (R$ 63,9 milhões) e o impairment CSH (R$ 90,2 milhões), o lucro líquido da companhia no período seria de R$ 319,9 milhões, indicando queda de 24,8% no comparativo anual e declínio de 27,2% ante o terceiro trimestre.

A Oi informa que seu presidente, Eurico de Jesus Teles Neto, apresentou ontem sua renúncia ao cargo de diretor presidente da operadora. O executivo será substituído por Rodrigo Modesto de Abreu, que foi eleito por unanimidade pelo conselho de administração. No comunicado a empresa não revela o motivo da decisão do executivo.

Abreu ingressou na companhia em setembro de 2018 como membro do conselho de administração. Em setembro do ano passado, assumiu como diretor de operações (COO, na sigla em inglês), posição da qual afastou e permanecerá vaga até nova deliberação do conselho.

Índice de Confiança Empresarial (ICE) subiu 0,9 ponto em janeiro ante dezembro, para 98,0 pontos, o maior nível desde março de 2014, informou há pouco a Fundação Getulio Vargas (FGV). Em médias móveis trimestrais, o indicador avançou 1,2 ponto, o sétimo mês consecutivo de crescimento.

O Índice de Confiança Empresarial reúne os dados das sondagens da Indústria, Serviços, Comércio e Construção. O cálculo leva em conta os pesos proporcionais à participação na economia dos setores investigados, com base em informações extraídas das pesquisas estruturais anuais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a FGV, o objetivo é que ICE permita uma avaliação mais consistente sobre o ritmo da atividade econômica.

Os regimes da Previdência registraram rombo de R$ 318,4 bilhões em 2019, aumento de R$ 29 bilhões (ou 10%) sobre o déficit do ano anterior, segundo números divulgados na quinta-feira, 30, pelo Ministério da Economia.

O valor recorde refere-se à soma dos rombos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), sistema público que atende aos trabalhadores do setor privado, dos Regimes Próprios dos Servidores Públicos (RPPS) da União, além do sistema dos militares e do Fundo Constitucional do DF (FCDF).

No INSS, o rombo subiu de R$ 194,3 bilhões, em 2018, para R$ 213,3 bilhões em 2019 (alta de 9,8%); no caso dos regimes próprios dos servidores civis, o rombo subiu de R$ 46,5 bilhões, em 2018, para R$ 53 bilhões no ano passado (14,3%); o rombo do regime dos servidores militares, por sua vez, avançou de R$ 43,9 bilhões em 2018 para R$ 47 bilhões em 2019 (7,2%); o déficit do Fundo Constitucional do DF (FCDF) avançou de R$ 4,8 bilhões, em 2018, para R$ 5 bilhões em 2019 (5,5%).

O rombo da Previdência Social é o principal componente dos sucessivos rombos bilionários das contas públicas. No ano passado, o déficit primário (despesas maiores do que receitas, sem contar juros da dívida) foi de R$ 95 bilhões. Foi o sexto ano seguido de déficit primário.

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 11,0% no trimestre encerrado em dezembro, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados há pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em igual período de 2018, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 11,6%. No trimestre até novembro deste ano, a taxa foi de 11,2%.

Na média anual, a taxa de desemprego foi de 11,9% em 2019, taxa igual à mediana calculada a partir das projeções dos analistas do mercado financeiro. As estimativas iam de 11,9% a 12,0%.

A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.340 no trimestre encerrado em dezembro. O resultado representa alta de 0,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 216,262 bilhões no trimestre até dezembro, alta de 2,5% ante igual período do ano anterior.

O gráfico diário do IBOV traz consigo uma movimentação muito interessante: formação de sombra inferior, resultado da recuperação na etapa final da sessão, forte volume, rompimento falso de 114.375, 114.950 e da linha de tendência de alta traçada em azul.

Ademais, a mínima foi marcada fora da banda de bollinger inferior.

O sinal é de fundo.

A prova dos nove, como diria o poeta, será o pregão desta sexta-feira.


Um ótimo pregão.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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