quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Cenário 30/01/2020

O Deutsche Bank anunciou nesta quinta-feira que teve prejuízo líquido de 1,48 bilhão de euros (US$ 1,63 bilhão) no quarto trimestre de 2019, sua terceira perda trimestral consecutiva. No mesmo período de 2018, o maior banco da Alemanha registrou prejuízo de 409 milhões de euros. A perda atribuível a acionistas entre outubro e dezembro foi de 1,6 bilhão de euros. A receita caiu 4% na mesma comparação, a 5,35 bilhões de euros.

A Royal Dutch Shell anunciou nesta quinta-feira que teve lucro com base nos custos de reposição de US$ 871 milhões no quarto trimestre de 2019, montante que representa apenas uma fração do ganho de US$ 7,33 bilhões obtido no mesmo período do ano anterior. A medida com base nos custos de reposição é semelhante ao lucro/prejuízo líquido divulgado por petrolíferas nos EUA.

O lucro ajustado com base nos custos de reposição - que exclui determinados itens e é a medida preferida da Shell - foi de US$ 2,9 bilhões entre outubro e dezembro, ante US$ 5,69 bilhões um ano antes.

As bolsas asiáticas fecharam o pregão desta quinta-feira em baixa significativa, com investidores acompanhando os desdobramentos do surto de coronavírus iniciado na China e um dia depois de o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) manter sua política monetária inalterada.

O índice japonês Nikkei caiu 1,72% em Tóquio hoje, a 22.977,75 pontos, pressionado por ações ligadas a bens de consumo e a fabricantes de máquinas, enquanto o Hang Seng recuou 2,62% em Hong Kong, a 26.449,13 pontos, e o sul-coreano Kospi teve queda de 1,71% em Seul, a 2.148,00 pontos, em boa parte influenciado por sua principal blue chip, a Samsung Electronics (-3,21%), que registrou forte queda no lucro do quarto trimestre.

Voltando do feriado do ano-novo chinês, o Taiex sofreu um tombo de 5,75% em Taiwan, a 11.421,74 pontos.

Os mercados da China continental só voltarão a operar na segunda-feira (03), em função da crise do coronavírus.

Segundo os últimos dados oficiais, a epidemia de coronavírus já infectou quase 8 mil pessoas na China, causando ao menos 170 mortes. Casos da doença também foram registrados em outros 16 países e três territórios - Hong Kong, Taiwan e Macau.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) fará nesta quinta uma reunião de emergência para decidir se declara o surto de coronavírus como emergência global de saúde pública.

Como se previa, o Fed manteve ontem seus juros básicos na faixa entre 1,5% e 1,75% e disse que a direção da sua política dependerá da volta da inflação à meta oficial de 2%. Sobre o coronavírus, o presidente do BC americano, Jerome Powell, afirmou que a instituição está monitorando a situação de perto e que é muito cedo para especular sobre o impacto econômico global da epidemia.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou ontem à noite que a aprovação da reforma tributária deve ocorrer até abril na Casa. Segundo ele, a ideia é que já em fevereiro seja criada uma comissão especial no Senado que organize os textos que hoje existem no Congresso.

De acordo com o deputado, a comissão especial que trabalhará na unificação dos textos deve durar 30 dias. Então, o projeto final será encaminhado à comissão já existente na Câmara, onde será votado e depois reencaminhado ao Senado.

A taxa de desemprego da zona do euro caiu de 7,5% em novembro para 7,4% em dezembro, atingindo o menor nível desde maio de 2008, segundo dados com ajustes sazonais divulgados hoje pela agência oficial de estatísticas da União Europeia, a Eurostat. O resultado surpreendeu analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam manutenção da taxa.

A Eurostat estima que havia 12,251 milhões de desempregados na zona do euro em dezembro. Em relação a novembro, o número de pessoas sem emprego na região sofreu queda de 34 mil.
O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 0,48% em janeiro, informou há pouco a Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado ficou 1,61 ponto porcentual abaixo da variação de dezembro, quando a inflação medida pelo indicador subiu 2,09%. Mesmo assim, no acumulado de 12 meses, o IGP-M ganhou força e subiu a 7,81%, de 7,30% da divulgação anterior.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) mostrou forte desaceleração, de 2,84% em dezembro para 0,50% em janeiro, segundo a FGV, e atingiu variação de 9,91% no acumulado de 12 meses. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) mostrou alívio de 0,84% para 0,52% e soma taxa de 3,72% em 12 meses.

O Índice Nacional de Custos da Construção - Mercado (INCC-M), divulgado pela FGV na terça-feira, acelerou de 0,14% para 0,26% e atingiu variação de 3,99% no acumulado de março de 2019 a janeiro de 2020.

O diário do IBOV traz consigo um novo ponto-chave, uma vez que a pinça de fundo marcada no início da semana foi anulada, algo que mostra a fúria da venda esse momento turbulento.

O ponto supra citado é 114.375, na minha leitura, uma vez que temos um pivot de baixa acionado enquanto o benchmark operar abaixo desse patamar.

Caso tenhamos reação e consolidação acima do mesmo, a compra poderá voltar com tudo.


Um ótimo pregão.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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