quarta-feira, 29 de janeiro de 2020

Cenário 29/01/2020

Donald Trump anunciou ontem, 28, um plano de paz para o Oriente Médio imediatamente rejeitado pelos palestinos. Em discurso na Casa Branca, ao lado do premiê israelense, Binyamin Netanyahu, ele propôs dar quase tudo o que Israel sempre reivindicou, ao reconhecer assentamentos judeus na Cisjordânia e prever a anexação do Vale do Jordão. Em troca, prometeu apoiar a criação de um “Estado palestino com soberania limitada”.

Tanto Mahmoud Abbas, chefe da Autoridade Palestina (AP), que administra a Cisjordânia, como Ismail Haniyeh, comandante do Hamas, que controla Gaza, rejeitaram o plano. Os dois se falaram ontem, 28, por telefone e prometeram “união” contra a proposta. Em reunião privada com assessores, Abbas chamou Trump de “cachorro” e pediu aos jovens palestinos que resistam à anexação de territórios por parte de Israel.

Pelo plano de Trump, que ele chamou de o “Acordo do Século”, Jerusalém seria controlada por Israel, incluindo a parte oriental, que é reivindicada pelos palestinos. O presidente americano, no entanto, de maneira confusa, prometeu montar uma embaixada dos EUA na futura Palestina em Jerusalém Oriental, caso a transição ocorra de maneira pacífica, mas sem explicar como isso seria compatível com a soberania israelense da cidade.
O Banco Santander registrou um lucro atribuível subjacente de 689 milhões de euros no Brasil no quarto trimestre do ano e de 2,939 bilhões de euros no resultado fechado de 2019. De acordo com informações divulgadas pelo Grupo, se tratou de uma elevação de 16% em relação a 2018, mas o resultado dos últimos três meses de 2019 recuou 7% em relação ao terceiro trimestre devido a custos mais altos, como por exemplo, com marketing e projetos de tecnologia, e também um aumento das provisões impulsionadas pela venda de portfólio no terceiro trimestre e por maiores volumes de empréstimos no quarto trimestre.

Sobre o resultado do ano, a instituição espanhola ressaltou que a receita líquida de juros no Brasil aumentou 6% em relação a 2018 por causa de volumes maiores que compensaram algumas pressões de margem. A receita líquida de taxas subiu 12%, com o desempenho positivo em quase todas as linhas. Já as despesas operacionais aumentaram 5% e o índice de eficiência melhorou 71 pontos-base, para 33,0%, o melhor porcentual dos últimos anos.

O aumento de 16% do lucro, de acordo com o Santander refletiu o aumento da produtividade e da eficiência. “O foco estratégico no atendimento ao cliente se refletiu no crescimento sustentável da receita, que, combinado com um bom controle de custos, resultou no melhor índice de eficiência dos últimos anos, em 33%.”

Apesar do aumento, as provisões líquidas para perdas com empréstimos tiveram elevação abaixo do crescimento do crédito, conforme o Santander. Isso colaborou com uma melhora no custo do crédito (3,93%, de 4,06% em 2018). O índice de inadimplência permaneceu em torno de 5,3% e o índice de cobertura, em 100%.

A margem financeira cresceu 6% e a receita líquida, 12%, contribuindo para que o retorno sobre capital tangível (RoTE) subjacente tivesse avanço de 1,5 ponto porcentual, para 21,2%. Os empréstimos aumentaram 8% no ano e o número os clientes digitais cresceu 18%, para 13,5 milhões.

O resultado do Brasil contribuiu para que o lucro subjacente na América do Sul tenha sido de 3,924 bilhões de euros no ano, um aumento de 18%. “A receita total aumentou 11%, sustentada por um forte crescimento na receita de clientes, devido à boa gestão de spread, maiores volumes em todos os países e maior lealdade”, pontuou a instituição no documento. Como resultado, o RoTE subjacente da região foi de 20,6%. Os clientes digitais atingiram 17,3 milhões, um aumento de 15%, enquanto os fiéis aumentaram para 7,9 milhões, um aumento de 7%.

A British Airways, que integra a International Consolidated Airlines Group (IAG), anunciou nesta quarta-feira que cancelou todos os voos com destino para a China continental. A decisão tem efeito imediato.

A companhia aérea britânica disse que suspendeu os voos para Pequim e Xangai devido a preocupações com o surto de coronavírus que teve início na China, seguindo orientação do Ministério de Relações Exteriores do Reino Unido.

Os voos para Hong Kong - território semiautônomo controlado pela China - serão mantidos, informou a empresa.

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) avançou 1,5 ponto em janeiro, na série com ajuste sazonal, e atingiu a marca de 100,9 pontos, dos 99,4 de dezembro. A informação foi divulgada há pouco pela Fundação Getulio Vargas (FGV). É o maior nível desde março de 2018, quando o indicador marcou 101,4 pontos. Em médias móveis trimestrais, o ICI avançou pela quarta vez consecutiva e chegou aos 99,1 pontos.

A confiança subiu em 13 dos 19 segmentos industriais pesquisados. O destaque da divulgação é a alta do Índice de Expectativas (IE), que avançou 2,8 pontos, para 102,0, maior valor desde junho de 2018 (102,3 pontos). O Índice de Situação Atual (ISA) oscilou 0,1 ponto, para 99,7, melhor resultado desde março de 2018, quando marcava 100,1 pontos.

Todos os componentes do IE subiram para a faixa dos 100 pontos. O indicador que mede as perspectivas sobre a evolução do ambiente de negócios nos próximos seis meses avançou 4,6 pontos, para 103,5, e puxou a alta do índice. Também houve crescimento da proporção de empresas que preveem melhora da situação dos negócios nos próximos seis meses, de 36,8% para 44,0%, e queda na razão das que esperam piora, de 8,9% para 8,5%.

Entre os componentes do ISA, apenas o indicador que mede a satisfação com a situação atual dos negócios apresentou queda, de 100,7 pontos em dezembro para 100,0 em janeiro. Por outro lado, o indicador de nível de estoques aumentou 0,7 ponto, para 101,5, e o de demanda total subiu 0,4 ponto, para 97,7.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) subiu 0,6 ponto porcentual, para 75,7%, mesmo patamar observado em agosto e outubro do ano passado. O resultado é 1,1 ponto porcentual superior ao encontrado em igual mês de 2019.

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, fará, em 11 de fevereiro, seu pronunciamento semestral sobre política monetária ao Comitê de Serviços Financeiros da Câmara dos Representantes (equivalente à Câmara dos Deputados no Brasil).

No dia seguinte, 12 de fevereiro, Powell fará outro pronunciamento no Comitê Bancário do Senado. 

O juro médio total cobrado no rotativo do cartão de crédito subiu 33,5 pontos porcentuais em 2019, informou há pouco o Banco Central. Com isso, a taxa atingiu 318,9% ao ano. No fim de 2018, ela estava em 285,4% ao ano. Apenas em dezembro, houve avanço de 0,6 pontos porcentuais.

O juro do rotativo é uma das taxas mais elevadas entre as avaliadas pelo BC. Dentro desta rubrica, a taxa da modalidade rotativo regular atingiu 287,1% ao ano no fim de 2019. No encerramento de 2018, estava em 268,0% ao ano. Neste caso, são consideradas as operações com cartão rotativo em que houve o pagamento mínimo da fatura.

Já a taxa de juros da modalidade rotativo não regular fechou 2019 em 339,6% ao ano. Em 2018, estava em 297,7% ao ano. O rotativo não regular inclui as operações nas quais o pagamento mínimo da fatura não foi realizado.

No caso do parcelado, ainda dentro de cartão de crédito, o juro passou para 176,0% ao ano no fim de 2019. Um ano antes, estava em 158,9% ao ano.

Considerando o juro total do cartão de crédito, que leva em conta operações do rotativo e do parcelado, a taxa passou ficou em 65,9% no fim de 2019, ante 56,9% no encerramento de 2018.

Em abril de 2017, começou a valer a regra que obriga os bancos a transferir, após um mês, a dívida do rotativo do cartão de crédito para o parcelado, a juros mais baixos. A intenção do governo com a nova regra era permitir que a taxa de juros para o rotativo do cartão de crédito recuasse, já que o risco de inadimplência, em tese, cai com a migração para o parcelado.

O gráfico diário do IBOV traz consigo uma boa reação, deixando um misto entre pinça de fundo e harami.

Vale citar que venceu 114.950 e 115.960 como resistências imediatas.

Naturalmente, pela inversão de polaridade da análise técnica, esses pontos daqui em diante serão suportes.

O desafio para a compra será segurar e posteriormente lançar o preço acima das médias, que estão justapostas.



Um ótimo pregão.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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