segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Cenário 27/01/2020

A Bolsa de Tóquio sofreu sua maior queda em cinco meses nesta segunda-feira, à medida que investidores mantêm a cautela em meio à rápida disseminação do surto de coronavírus que teve início na cidade chinesa de Wuhan.

O índice acionário japonês Nikkei terminou o pregão em baixa de 2,03% - a maior desde 26 de agosto de 2019 -, a 23.343,51 pontos. Ações ligadas ao turismo chinês foram fortemente afetadas depois que o governo da China suspendeu viagens ao exterior de grupos turísticos. A Oriental Land, operadora do parque temático da Disney em Tóquio, caiu 7,8%, e a Japan Airlines recuou 3,9%.

Feriados em outras partes da Ásia e do Pacífico mantiveram fechados hoje os mercados de China, Hong Kong, Taiwan, Coreia do Sul e Austrália.

O coronavírus já infectou mais de 2.700 pessoas e causou a morte de ao menos 80 na China. Além disso, há casos confirmados da doença em outros 14 países, incluindo EUA, França e Japão.

Numa tentativa de conter a epidemia de coronavírus, a China decidiu hoje ampliar em três dias o feriado do ano-novo lunar, que normalmente se estende por uma semana e terminaria na quinta-feira.

A cambaleante coalizão governista da Itália ganhou uma sobrevida neste domingo (26), segundo projeções que indicam a vitória do Partido Democrático (PD), de centro-esquerda, na eleição da região de Emília-Romanha, afastando uma forte ameaça da Liga, legenda de extrema-direita comandada pelo ex-vice-primeiro-ministro Matteo Salvini.

O resultado, se confirmado, mostra que o atual presidente de Emília-Romanha, o democrata Stefano Bonaccini, será reeleito com 50% de apoio, apontam as projeções, que se baseiam em 38% dos votos apurados. Já a candidata da Liga, Lucia Borgonzoni, ficaria com 45% da votação.

Emília-Romanha tem sido um forte bastião da esquerda italiana desde o fim da Segunda Guerra Mundial.

O índice de sentimento das empresas da Alemanha caiu de 96,3 pontos em dezembro para 95,9 pontos em janeiro, segundo pesquisa divulgada hoje pelo instituto alemão Ifo. O resultado frustrou a expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam alta do indicador a 97 pontos.

O chamado subíndice de expectativas econômicas do Ifo recuou de 93,9 pontos em dezembro para 92,9 pontos em janeiro, mas o subíndice de condições atuais subiu de 98,8 pontos para 99,1 pontos no mesmo período.

A pesquisa mensal do Ifo envolve cerca de nove mil empresas dos setores de manufatura, serviços, comércio e construção.

A Taurus Armas informa que foi assinado no último dia 22 acordo definitivo com a Jindal Group para criação de uma joint venture que permitirá a fabricação e comercialização de armas na Índia. O associação, que foi autorizada pelo Conselho de Administração após estudos de viabilidade, prevê condições precedentes.

Conforme fato relevante divulgado há pouco, a assinatura do acordo aconteceu durante a missão comercial do governo Bolsonaro na Índia.

A Jindal Group, maior fabricante de aço da Índia e uma das dez maiores do mundo, terá 51% do capital da joint venture e a Taurus, 49% do capital. A joint venture criada irá implantar uma fábrica de armas na Índia, onde serão produzidos fuzis, pistolas e revólveres, para os mercados civis, de segurança pública e militar.

O Índice de Confiança do Comércio (Icom) subiu 1,3 ponto na passagem de dezembro para janeiro, para 98,1 pontos, informou há pouco a Fundação Getulio Vargas (FGV). No índice de médias móveis trimestrais, o indicador avançou 0,2 ponto em janeiro.

Segundo a FGV, a melhora na confiança neste início do ano de 2020 é puxada pela melhora das expectativas, que voltaram a subir depois de um período de espera dos empresários no final do ano passado.

Os economistas do mercado financeiro alteraram suas projeções para a Selic (a taxa básica da economia) no fim de 2020. O Relatório de Mercado Focus trouxe hoje que a mediana das previsões para a Selic neste ano foi de 4,50% para 4,25% ao ano. Há um mês, estava em 4,50% ao ano.

Já a projeção para a Selic no fim de 2021 seguiu em 6,25% ao ano, ante 6,38% de quatro semanas atrás. No caso de 2022, a projeção seguiu em 6,50%, igual a um mês antes. Para 2022, permaneceu em 6,50%, mesmo porcentual de quatro semanas atrás.

Em dezembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC cortou a Selic em 0,50 ponto porcentual, de 5,00% para 4,50% ao ano. Foi o quarto corte consecutivo da taxa básica. No comunicado sobre a decisão, o BC não se comprometeu com novos cortes no início de 2020. "O Copom entende que o atual estágio do ciclo econômico recomenda cautela na condução da política monetária", registrou o BC no comunicado da decisão.

No grupo dos analistas que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo no Focus, a mediana da taxa básica em 2020 seguiu em 4,25% ao ano, igual a um mês antes. No caso de 2021, permaneceu em 6,25% ao ano, ante 6,50% de quatro semanas atrás.

A projeção para o fim de 2022 no Top 5 seguiu em 6,25%. Há um mês, estava em 6,50%. No caso de 2023, permaneceu em 6,25%, ante 6,50% de quatro semanas antes.

O gráfico diário do IBOV mostra um movimento exagerado, estúpido, desequilibrado e caótico.

Lembremos da teoria que sempre afirmei: no caos está a oportunidade.

A região atual oferece desconto em muitos ativos que fazem parte do benchmark e especialmente em small caps, na minha humilde leitura.


Um ótimo pregão.

Bons negócios!

Excelente semana.
Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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