sexta-feira, 24 de janeiro de 2020

Cenário 24/01/2020

A China colocou ontem, 23, mais uma cidade em quarentena por causa do coronavírus, que já causou 18 mortes no país. As cidades de Wuhan, onde começou o surto, e Huanggang, na mesma região, tiveram operações de transporte suspensas, afetando cerca de 20 milhões de pessoas. Por precaução, Pequim e outras grandes cidades também cancelaram as festas do ano-novo chinês, celebração local que começa amanhã e movimenta milhares de turistas. No Brasil, o Ministério da Saúde diz que não há casos suspeitos no balanço oficial.

Ontem, 23, a China confirmou a primeira morte fora da Província de Hubei, onde ficam Wuhan e Huanggang, o que eleva preocupações sobre o avanço do novo vírus no país, que tem 1,4 bilhão de habitantes. Além dos óbitos, já há mais de 600 infectados.

Áreas vizinhas a Wuhan e Huanggang também sofrem com restrições a meios de transporte e locais públicos. Outras regiões estudam medidas similares - o que tem revoltado a população. Pequim fechou, por tempo indeterminado, a Cidade Proibida, palácio imperial e tradicional ponto turístico.

A maioria dos mortos era de homens idosos com problemas de saúde prévios, como hipertensão e diabete. Assim, ainda que a origem do vírus continue desconhecida, cientistas acreditam que a doença não tenha alta letalidade entre jovens ou pessoas saudáveis.

Países têm elevado as medidas de controle em portos e aeroportos. Entre as ações, estão a criação de zonas exclusivas para passageiros vindos da China e câmeras térmicas para identificar pessoas com alta temperatura corporal. Estados Unidos, Tailândia, Japão, Coreia do Sul, Cingapura e Vietnã também já confirmaram casos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizará na próxima quarta-feira uma cerimônia para a assinatura do acordo comercial do país com o México e o Canadá, conhecido como USMCA, informou a Casa Branca.

O acordo que substituirá o antigo Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta, na sigla em inglês) já foi aprovado no Congresso americano e ratificado pelo México. O Canadá ainda deve fazer o mesmo para que o pacto possa entrar em vigor. 

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da Alemanha, que engloba os setores industrial e de serviços, subiu de 50,2 em dezembro para 51,1 em janeiro, atingindo o maior nível em cinco meses, segundo dados preliminares divulgados hoje pela IHS Markit. O avanço acima da marca de 50 indica que a atividade na maior economia europeia está se expandindo em ritmo mais forte neste mês.

Apenas o PMI industrial aumentou de 43,7 em dezembro para 45,2 em janeiro, tocando o maior patamar em 11 meses e superando a expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam alta a 44,2. Neste caso, porém, a leitura abaixo de 50 sugere contração da manufatura.

Já o PMI de serviços da Alemanha subiu de 52,9 para 54,2 no mesmo período, alcançando o maior nível em cinco meses e também vindo acima da projeção do mercado, de 53.
A Coca-Cola Brasil e seus distribuidores no país acusam na Justiça a cervejaria Heineken de recorrer a uma "manobra societária fraudulenta" para tentar fugir de obrigações previstas em contrato de distribuição exclusiva de bebidas alcoólicas da Heineken pelo sistema Coca-Cola. Em petição protocolada no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), a Coca, a Associação dos Fabricantes Brasileiros de Coca-Cola (AFBCC) e 11 engarrafadoras pedem a anulação da compra da Brasil Kirin (antiga Schincariol) pela Bavaria, empresa controlada pela cervejaria holandesa.
A produção de minério de ferro da Vale deste ano deve retornar ao nível recorde alcançado antes do rompimento da barragem em Brumadinho em 2019, que suspendeu operações e levou a acusações criminais, afirma o ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque, em entrevista em Nova Deli. Segundo Albuquerque, em 2020 a Vale vai recuperar a produção atingida antes do desastre e aumentará o volume produzido para o próximo ano, de acordo com o plano de negócios
da mineradora.

O mercado de trabalho brasileiro criou 644.079 empregos com carteira assinada em 2019, de acordo com dados consolidados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados há pouco pelo Ministério da Economia.

Esse é a maior abertura de vagas formais no País desde 2013. O saldo de 2019 foi resultado de 16.197.094 admissões e 15.553.015 demissões ao longo do ano.

Em 2018, o saldo havia sido positivo em 529.554 postos de trabalho, na série já com ajustes (que inclui declarações fora do prazo).

Já em dezembro, houve fechamento de 307.311 vagas com carteira assinada, interrompendo uma sequência de oito meses consecutivos de saldo positivo no Caged. O resultado é considerado normal para o período, em que há demissão de trabalhadores contratados temporariamente para atender à demanda de fim de ano. Ainda assim, esse foi o melhor resultado para dezembro desde 2005 (na série sem ajustes), quando foram fechados 286.719 postos de trabalho.

O saldo de dezembro decorre de 990.848 admissões e 1.298.159 demissões. Em dezembro de 2018, houve fechamento líquido de 334.462 vagas, na série sem ajustes.

O gráfico diário do IBOV indica o rompimento de uma congestão, em formato de triângulo ascendente.

O desafio para a compra será ter "combustível" para manter o preço acima de 118.790.

O volume de ontem foi forte, além do fato das últimas três sessões terem marcado a mínima no mesmo patamar.


Um ótimo pregão.

Bons negócios!

Excelente final de semana.
Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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