segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

Cenário 20/01/2020

O ministro da Economia, Paulo Guedes, prometeu relatar no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, que o governo Jair Bolsonaro tirou o Brasil "da margem de abismo fiscal em que estava" com as reformas econômicas que vem conduzindo, como a da Previdência, a MP da Liberdade Econômica, o "choque de energia barata" e a "desestatização do mercado de crédito".

Guedes também afirmou que vai "confirmar" a mensagem passada na participação no evento do ano passado, de que o País é uma "democracia vibrante que está dando uma demonstração extraordinária de vigor". O Fórum Econômico Mundial começa na terça-feira, 21.

Sobre a decisão de Bolsonaro de não comparecer a Davos, o ministro reconheceu que, sempre que o presidente entrega pessoalmente a sua mensagem, "a imagem do país é fortalecida". "Mas ele está sendo muito exigido. Logo depois (do Fórum) ele tem uma viagem para a Índia", emendou.

O economista previu que, em 2020, a economia brasileira vai crescer "o dobro" do que cresceu no ano passado. Ao fim do mandato de Bolsonaro, prosseguiu o ministro, a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) do País pode estar "acima de 3%" ou até "em torno de 4%", a depender do andamento das reformas econômicas que ainda não foram aprovadas, mas estão nos planos da sua pasta, como a tributária, a administrativa e o pacto federativo.

A Anglo American informou nesta segunda-feira que fechou um acordo para a compra da Sirius Minerals, com uma oferta de 5,5 centavos de libra por ação.

Na sexta-feira (17), a ação da Sirius fechou em 5,4 centavos de libra por ação.

A oferta, em dinheiro, avalia a Sirius em 404,9 milhões de libras (US$ 526,5 milhões). 

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) deve avaliar a operação entre Embraer e Boeing nas primeiras sessões de fevereiro, disse o presidente do órgão, Alexandre Barreto. Na agenda de julgamentos do órgão antitruste, estão o leilão de telefonia 5G, a cobrança de tarifas em portos e a redistribuição dos slots da Avianca.
O secretário Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais, Marcos Troyjo, afirmou há pouco, em entrevista à CBN, que a "conjuntura internacional pode ser favorável ao Brasil", diante de um contexto em que há liquidez global e "pequena oferta" de oportunidades de investimento que sejam "lucrativas e viáveis".

Ele explicou que o Brasil vai listar, no Fórum Econômico Mundial, em Davos, cinco pontos em que avançou no último ano, desde que o presidente Jair Bolsonaro assumiu o cargo. Os itens citados por Troyjo incluem reforma da Previdência; privatizações, "com mais de R$ 100 bilhões" vendidos; avanço no ambiente de negócios, com a Lei da Liberdade Econômica; maior integração do Brasil com o mundo, incluindo o acordo Mercosul-União Europeia; e avanço em reforma do Estado. "Naquilo que a gente poderia considerar prioridade econômica no Brasil, houve progressos indiscutíveis", disse.

Troyjo acrescentou que, em Davos, uma das principais mensagens a ser transmitida é que esse conjunto de reformas "perfaz aquilo que é o mais ambicioso programa de transformações estruturais no mundo emergente".

A expectativa de crescimento da economia em 2020 passou de 2,30% para 2,31%, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado hoje pelo Banco Central. Há quatro semanas, a estimativa de alta era de 2,28%.

Para 2021, o mercado financeiro manteve a previsão de alta do Produto Interno Bruto (PIB), de 2,50%. Quatro semanas atrás, estava no mesmo patamar.

Em dezembro, o BC atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2020, de alta de 1,8% para elevação de 2,2%.

No Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2020 foi de alta de 2,10% para 2,19%. Há um mês, estava em 2,02%. No caso de 2021, a estimativa de crescimento da produção industrial passou de 2,50% para 2,45%, ante 2,50% de quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2020 foi de 57,90% para 57,60%. Há um mês, estava em 57,90%. Para 2021, a expectativa foi de 58,30% para 58,00%, ante 59,00% de um mês atrás.

O IBOV desenhou um marobuzu de alta na sessão de sexta-feira, com acionamento de um pivot aos 117.705, ponto de suporte imediato em caso de correção, classificada como pull back nesse caso, se ocorrer.

O comportamento do preço após esse tipo de candle é de suma importância, indicando onde está a força dominante.

Um sopro poderá jogar o benchmark na máxima histórica, onde deverá haver aumento de volatilidade.



Um ótimo pregão.

Bons negócios!

Excelente semana!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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