quinta-feira, 16 de janeiro de 2020

Cenário 16/01/2020

Depois de o Brasil fazer uma série de concessões aos Estados Unidos ao longo de 2019, o governo Donald Trump anunciou que vai dar prioridade ao pleito brasileiro de ingresso na Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

De acordo com o Itamaraty, uma carta com o pedido para dar prioridade ao Brasil foi apresentada pelos americanos em reunião do conselho da OCDE com representantes dos países-membros, na manhã de ontem, 15, em Paris. Sob a alegação de que o processo é confidencial, os EUA não confirmaram oficialmente a informação.
Estados Unidos e China oficializaram ontem, 15, em cerimônia na Casa Branca, a chamada “fase 1” de um acordo que coloca fim a uma guerra comercial que se arrastou por quase dois anos. Desde 2018, a disputa entre as duas potências provocou uma escalada de tarifas impostas pelos EUA a US$ 360 bilhões de produtos chineses e retaliações por parte de Pequim, com reflexos na economia mundial.

Pelo acordo, os chineses aceitaram aumentar a compra de bens e serviços americanos - incluindo produção agrícola dos EUA- e em avançar na proteção de tecnologia, um pleito dos americanos. Já os EUA vão suavizar as tarifas impostas nos últimos meses, mas manter boa parte das sobretaxas em pé, com a ameaça de punição extra caso a China descumpra o acordado.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que as tarifas ainda em vigor são uma forma de manter as negociações para a chamada “fase 2” do acordo, mas disse que está pronto para retirar todas as sobretaxas assim que os dois países chegarem a um acordo final. “Francamente, a China e eu vamos começar a negociar (próxima fase) muito em breve”, disse.

Trump sela a trégua com os chineses a menos de onze meses da disputa presidencial de 2020, que pode conduzi-lo a mais quatro anos na Casa Branca. O setor rural, eleitorado importante do presidente, tem pressionado o governo por soluções sobre a disputa comercial. Os agricultores do Meio-Oeste sofreram com a retaliação chinesa às tarifas impostas pelos EUA e viram uma queda drástica nas exportações, mas serão beneficiados pelo acordo inicial com os chineses em pleno ano eleitoral.

Os chineses prometem a compra de US$ 200 bilhões de bens e serviços dos EUA nos próximos dois anos, sendo um incremento de US$ 12,5 bilhões em produtos agrícolas americanos para além da base de importação de 2017, na casa de US$ 24 bilhões. Isso apenas no primeiro ano do acordo. No ano que vem, o incremento é de US$ 19,5 bilhões sobre a base de 2017.

Fora o incremento de compras pelo governo chinês, os americanos conseguiram conquistas como abertura de mercado para alguns setores, como o de biotecnologia e o de carne bovina. Os chineses também se comprometem a não forçar empresas americanas a fornecer informações de sua tecnologia para poder operar na China. Os dois países se comprometem ainda a não desvalorizar moedas para obter vantagem competitiva no mercado internacional.

Em troca, os EUA cancelaram uma nova leva de tarifas que entraria em vigor e reduziram de 15% para 7,5% a sobretaxa de US$ 110 bilhões imposta em setembro. Mas as tarifas de 25% impostas a US$ 250 bilhões de produtos chineses continuam em vigor.

O mercado espera por sinais concretos do aumento das exportações, pois o acordo divulgado ao público não discrimina quanto o governo chinês pretende comprar de cada produto. “A assinatura do acordo é positiva para reduzir os atritos entre as duas maiores economias do planeta e dá otimismo aos mercados, mas vários questionamentos permanecem: qual a quantidade a ser comprada de cada produto, por quanto tempo e qual será o andamento da 'fase 2' do acordo entre os dois países” afirma Tarso Veloso, analista baseado em Chicago da ARC Mercosul, consultoria de commodities.

O preço médio de novas moradias nas 70 maiores cidades da China subiu 6,8% na comparação anual de dezembro, segundo cálculos do The Wall Street Journal baseados em dados do Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, pela sigla em inglês) do país. O resultado mostra desaceleração ante o aumento anual de 7,3% registrado em novembro.

Em relação ao mês anterior, os preços de novas moradias chinesas mostraram alta média de 0,4% em dezembro. Em novembro, o ganho mensal havia sido de 0,3%. 

Os bancos chineses liberaram 1,14 trilhão de yuans (US$ 165,5 bilhões) em novos empréstimos em dezembro, segundo dados publicados hoje pelo Banco do Povo da China (PBoC, o BC chinês).

O montante é inferior ao total de 1,39 trilhão de yuans registrado em novembro, mas superou a previsão de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, de 1,1 trilhão de yuans em novos empréstimos.

O financiamento social total, uma medida mais ampla do crédito na economia chinesa, aumentou ligeiramente entre novembro e dezembro, de 1,99 trilhão de yuans para 2,1 trilhões de yuans.

Já a base monetária da China (M2) teve acréscimo anual de 8,7% em dezembro, maior do que o ganho de 8,2% verificado em novembro. A previsão de economistas era de avanço de 8,3% no último mês. 

A Taurus Armas anunciou Bret Vorhees como novo CEO da subsidiária norte-americana Taurus Holdings. O executivo irá substituir David Blenker, que anunciou sua aposentadoria. A subsidiária abrange a Taurus USA, Rossi e Heritage.

Vorhees ocupava posição de vice-presidente de vendas e marketing na fabricante norte-americana Armas Walther, com sede em Fort Smith, Arkansas, onde atuou nos últimos seis anos.

A Weg firmou com a companhia Transformadores e Serviços de Energia das Américas (TSEA) um acordo para a aquisição de uma das suas fábricas de transformadores, situada no município de Betim, Estado de Minas
Gerais.

A fábrica foi construída em 2013 e dispõe de 32.500 m2 de área construída. Com uma equipe de 250 colaboradores, a unidade é especializada na fabricação de transformadores de força, reatores shunt e autotransformadores de força com classe de tensão até 800kV e potência até 500MVA.

Segundo a companhia, a transação está sujeita ao cumprimento de determinadas condições e aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

O Banco Central informou há pouco que seu Índice de Atividade (IBC-Br) registrou alta de 0,75% no acumulado do trimestre encerrado em novembro de 2019, na comparação com os três meses anteriores (junho a agosto), pela série ajustada. O BC informou ainda que o IBC-Br acumulou alta de 1,71% no trimestre até novembro de 2019 ante igual período de 2018, pela série sem ajustes sazonais.

Conhecido como uma espécie de "prévia do BC para o PIB", o IBC-Br serve mais precisamente como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. A projeção atual do BC para a atividade doméstica em 2019 é de avanço de 1,2%. Para 2020, a estimativa é de 2,2%.

As vendas no varejo brasileiro (descontada a inflação) cresceram 2,9% em 2019, em comparação com 2018, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA). É o melhor resultado desde 2014, ano em que as vendas subiram 4,2%. Em termos nominais, que refletem a receita de vendas observadas pelo varejista, o ICVA registrou expansão de 6,4% no ano passado. Por este critério o recorde anterior, de 10,9%, também foi verificado em 2014.

As vendas no bloco de Bens não duráveis cresceram 3,9% no período, enquanto nos blocos de Bens Duráveis e Semiduráveis e Serviços aumentaram 2,9% e 1,1%, respectivamente. As maiores altas nas vendas, descontada a inflação, foram verificadas nas regiões Norte (6,3%), Sul (5,2%), Centro-Oeste (4,3%), Nordeste (3,8%) e Sudeste (1,2%).

Em nota, Gabriel Mariotto, diretor de Inteligência da Cielo, observa que embora as vendas tenham registrado uma pequena desaceleração no primeiro semestre em relação ao final de 2018, no segundo semestre houve certa recuperação do crescimento. "Os destaques foram a Semana do Brasil, em setembro, e a Black Friday, em novembro. Elas contribuíram positivamente para esta retomada de ritmo", acrescentou.

No último mês do ano, as vendas cresceram 2,6% (descontada a inflação) em relação ao mesmo mês de 2018. Em termos nominais, o ICVA apresentou alta de 6,1% no período. De acordo com a pesquisa, o impacto do calendário na comparação com o mesmo mês do ano anterior foi pouco relevante. Em dezembro de 2019, porém, houve uma terça-feira a mais e um sábado a menos, o que prejudica as vendas no comparativo anual, mas na véspera de Reveillon a troca de dias teve impacto inverso, compensando este efeito.

A reforma administrativa será enviada ao Congresso Nacional em fases e será composta por proposta de emenda constitucional (PEC), leis e decretos. A expectativa do governo é que todas as normas sejam aprovadas e implementadas até 2022.

De acordo com o secretário de Desburocratização, Gestão e Governo Digital, Paulo Uebel, a PEC será enviada em fevereiro, como já declarou o presidente Jair Bolsonaro e que já poderão, no próximo mês, serem mandados também alguns projetos de lei. “Seria excelente se a PEC fosse aprovada em 2020”, afirmou, durante café da manhã com jornalistas nesta quinta-feira.

Uebel disse que o texto da reforma está concluído, mas os pontos não estão “100% fechados”. Ele afirmou que a reforma terá ajustes para os atuais servidores, mas não mudará pontos como estabilidade e salários. “Reforma não vai mudar estabilidade, remuneração ou postos de trabalhos dos atuais servidores. As mudanças mais estruturais serão para os novos funcionários”, afirmou. Ele ressaltou que os detalhes da reforma só serão anunciados em fevereiro.

Segundo o secretário, a PEC não tratará de salários de servidores, nem para os novos contratados. Ele ressaltou que, na atual situação fiscal no país, não há recursos para aumento de salários. “Não existe espaço no orçamento neste momento para se falar em reajuste”, disse.

O gráfico diário do IBOV mostra uma simetria em "V", com possível teste da máxima histórica nos próximos dias.

Seria uma projeção ousada, porém é isso que o desenho recente indica.

Caso a mínima de ontem (116.190) será preservada no fechamento de hoje, reforçará essa leitura.

Para tal, bastaria um simples repique do setor bancário, judiado pela venda desde a virada do ano.


Um ótimo pregão.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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