terça-feira, 3 de março de 2020

Cenário 03/03/2020

A Cogna Educação (ex-Kroton) informou hoje a eleição de novo diretor de Relações com Investidores da companhia. O cargo passa a ser ocupado por Bruno Giardino Roschel de Araujo, com mandato até 31 de dezembro deste ano. A posição era acumulada pelo diretor Financeiro Jamil Saud Marques, que continua no cargo.

Agora, com o diretor presidente, Rodrigo Galindo, a diretoria da Cogna passa a contar com seis membros.

No anúncio, a Cogna informou também a alteração do regimento interno do comitê financeiro e de fusões e aquisições da empresa. A partir de agora, o comitê pode aprovar contratos, pela Cogna ou suas subsidiárias, "com quaisquer administradores da companhia ou de qualquer de suas controladas ou parentes consanguíneos até o terceiro grau dos referidos administradores". 

A Eletrobras informa que suas subsidiárias Chesf, Eletronorte, CGT Eletrosul e Furnas concederam à sua também controlada Eletropar os direitos de uso da infraestrutura do sistema de transmissão de energia para serviços de telecomunicação e celebração de contratos de swap. A estrutura será utilizada pela Eletronet.

Os termos do contrato de cessão estabelecem que as empresas receberão, por mês, R$ 48 por quilômetro de par de fibra ativada e de fibra ótica disponibilizada para uso da Eletronet.

A Eletropar vai receber, sobre o valor pago a ela pela Eletronet, 2% do valor líquido mensal, a título de remuneração pelo gerenciamento dos interesses das empresas cedentes.

Os valores serão reajustados anualmente pela variação do Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M). O contrato é válido até 20 de agosto de 2039.

A fabricante de calçados Vulcabras, dona de marcas como Azaleia, Olympikus e Under Armour, informou hoje queda de 2,3% no lucro líquido do quarto trimestre, para R$ 45,1 milhões, na comparação anual. No acumulado de 2019, a retração em relação a 2018 foi de 5,9%, para R$ 143,1 milhões.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) caiu 12,9% no quarto trimestre de 2019, para R$ 60,2 milhões. No ano, o indicador caiu 2,1%, para R$ 222,5 milhões.

Entre o quarto trimestre de 2018 e o quarto trimestre de 2019, a companhia conseguiu reverter o resultado financeiro líquido, de R$ 6,94 milhões negativos para R$ 7,5 milhões positivos. No ano, saiu de R$ 6,18 milhões negativos em 2018 para R$ 5,13 milhões positivos em 2019.

A receita líquida da Vulcabras no intervalo de outubro a dezembro de 2019 cresceu 5,6%, para R$ 373,9 milhões, na comparação anual. No ano passado, o indicador avançou 8,9%, para R$ 1,36 bilhão, em relação ao 2018.

O volume bruto de pares de calçados no último trimestre do ano aumentou 1,9% na comparação com o mesmo período de 2018, para 7,4 milhões. Ao longo de 2019, foram 27,2 milhões de pares, uma alta de 8,9% sobre o ano anterior.

No início deste ano, a empresa anunciou a venda da sua fábrica em Sergipe para a Dok, também do setor calçadista.

A MRV, maior operadora do Minha Casa Minha Vida (MCMV), teve queda no faturamento e no lucro no quarto trimestre de 2019. No acumulado do ano, porém, o lucro permaneceu estável, conforme balanço publicado há instantes.

O lucro líquido foi de R$ 151 milhões no quarto trimestre de 2019, baixa de 20,7% em relação ao mesmo período de 2018. Em todo o ano de 2019, o lucro atingiu R$ 690 milhões, montante igual ao de 2018.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) recuou 15,4% no trimestre, para R$ 231 milhões; e avançou 2,1% no ano, para R$ 1,009 bilhão. A receita líquida diminuiu 6,7% no trimestre, para R$ 1,420 bilhões; e cresceu 11,7% no ano, totalizando R$ 6,056 bilhões.

A queda no lucro do trimestre está relacionada à perda de margem bruta devido a uma conjunção de fatores, como a redução do valor médio de subsídio de imóveis do programa habitacional, aumento no preço do aço e do concreto e aumento no uso de mão de obra própria no lugar de terceirizados.

A margem bruta ficou em 29,6% no quarto trimestre de 2019. O patamar é 3,2 pontos porcentuais menor do que no mesmo intervalo de 2018, mas ficou praticamente estável em relação aos 29,5% do terceiro trimestre de 2019, quando esses efeitos já haviam sido sentidos pela empresa.

O encolhimento no lucro líquido do último trimestre do ano também refletiu uma perda de R$ 10,4 milhões com ajustes classificados como "não recorrentes" em empreendimentos controlados por ex-parceiros.

A Omega Geração, empresa de energia renovável, anuncia lucro líquido de R$ 49,4 milhões no quarto trimestre, 33% menor que os R$ 73,9 milhões no mesmo período de 2018. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, no entanto, foi reportado acréscimo de 56%. No exercício anual, a queda ante 2018 foi de 50%, para R$ 32,6 milhões. A diretoria explica que desde o IPO em julho de 2017, concluiu aquisições de ativos recém construídos com altos níveis de endividamento e, consequentemente, baixas margens líquidas. "Sendo assim, apesar de um crescimento expressivo nas outras linhas do resultado, devemos esperar o lucro líquido crescendo em um ritmo menor nos primeiros anos de operação dada a continua consolidação de ativos recém construídos,"

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) no critério ajustado chegou a R$ 243,8 milhões, expansão de 69% no período, com margem de 85,3%, maior que a de 85,0% no quarto trimestre de 2018. No acumulado de 2019, a cifra alcançou 692,2 milhões, avanço de 68% e margem recorde de 84,0%, 2,1 p.p. Maior.

O incremento de capacidade, aliado ao Ebitda consideravelmente mais forte são apontados como grandes destaques do período pela direção da empresa, que diz acreditar que seu ritmo de crescimento "não deverá arrefecer nos próximos anos".

No comparativo entre mesmos trimestre, a receita líquida da Omega cresceu 60%, para R$ 330,7 milhões. Frente ao terceiro trimestre foi reportado avanço de 16%. No ano de 2019, a receita da companhia registrou acréscimo de 37%, para R$ 1,014 bilhão.

A empresa encerrou 2019 entre os três maiores geradores de energia eólica e solar do Brasil, com a geração atingindo 3.854,3 GWh, 83% acima de 2018. Nos últimos três meses do ano, a Omega registrou geração recorde de 364,8 GWh, 4% acima do informado no terceiro trimestre e 95% acima de um ano antes.

As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam majoritariamente em alta nesta terça-feira, sustentadas por esperanças de que os países do G7 tomem medidas para minimizar o impacto econômico da epidemia de coronavírus.

Na manhã de hoje, ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais do G7, liderados pelo Secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, e pelo presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, farão uma teleconferência para discutir os riscos dos vírus e possíveis medidas.

Desde a semana passada, os chefes dos principais BCs do mundo, incluindo do Fed, do Banco Central Europeu (BCE) e do Banco do Japão (BoJ), reafirmaram a disposição de voltar a agir, num momento em que o coronavírus já infectou mais de 89 mil pessoas e causou mais de 3 mil mortes no mundo inteiro.

Há incertezas, porém, sobre o quão longe o G7 está disposto a ir para combater a ameaça econômica do coronavírus. Esboço de comunicado a ser divulgado pelo G7 não menciona ações específicas de estímulos fiscais ou monetários, como maiores gastos públicos ou um corte de juros coordenado por BCs, segundo fonte ouvida pela Reuters.

Na China continental, onde o coronavírus teve origem, o índice Xangai Composto subiu 0,74% hoje, a 2.992,90 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 1,03%, a 1.888,92 pontos.

Os mercados chineses também são beneficiados por especulação de que o PBoC - como é conhecido o BC do país - poderá intensificar esforços de estimular a segunda maior economia do mundo, principalmente depois de pesquisas recentes mostrarem que o setor manufatureiro local está se contraindo em ritmo recorde, em função da epidemia.

Em outras partes da Ásia, o sul-coreano Kospi subiu 0,58% em Seul nesta terça, a 2.014,15 pontos, em meio a expectativas de que o governo da Coreia do Sul anuncie um orçamento suplementar esta semana, e o Taiex avançou 1,41% em Taiwan, a 11.327,72 pontos, mas o japonês Nikkei caiu 1,22% em Tóquio, a 21.082,73 pontos, revertendo ganhos do começo do pregão e pressionado por ações do setor de construção, e o Hang Seng ficou praticamente estável em Hong Kong, com baixa marginal de 0,03%, a 26.284,82 pontos.

Na Oceania, a bolsa da Austrália ficou no azul, mas reduziu boa parte dos ganhos após o BC local reduzir seu juro básico em 0,25 ponto porcentual, à mínima histórica de 0,50%, em reação ao coronavírus. O corte de juros derrubou ações de grandes bancos australianos negociados em Sydney. Ainda assim, o S&P/ASX 200 avançou 0,69%, terminando a sessão a 6.435,70 pontos.

A BRF registrou lucro líquido de R$ 690 milhões no quarto trimestre de 2019, aumento de 120,6% em relação ao igual período do ano anterior, conforme balanço divulgado há pouco. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado atingiu R$ 1,413 bilhão de outubro a dezembro do ano passado, alta de 67,7% ante igual intervalo de 2018. Os números levam em conta apenas as operações continuadas.

A receita líquida da BRF somou R$ 9,290 bilhões no quarto trimestre de 2019, avanço de 12,1% na comparação com o mesmo período de 2018.

A companhia destacou que, no quatro trimestre de 2019, o preço de grãos estava mais alto do que um ano antes, mas que o efeito foi mitigado por meio dos "processos de compras de commodities, substituição por insumos alternativos, ganhos de eficiência, de alavancagem operacional e da gestão matricial de gastos". O comunicado ressalta que há volatilidade no mercado de grãos por causa do câmbio desvalorizado, da disputa comercial entre Estados Unidos e China e da melhora no escoamento que favorece exportações.

A expectativa do mercado tem sido de resultados positivos para o setor de proteína animal, impulsionados principalmente pela peste suína africana, que tem devastado plantéis na Ásia e impulsionado a necessidade de importação de países da região, em especial a China. O lucro líquido da BRF no último trimestre de 2019 superou a projeção do BTG divulgada em janeiro, que era de R$ 369 milhões. Já a receita ficou levemente abaixo - o banco projetava R$ 9,582 bilhões -, assim como o Ebitda, que estava estimado em R$ 1,516 bilhão pelo BTG.

Para o início de 2020, a situação do setor como um todo é considerada mais preocupante do que no ano passado em decorrência do coronavírus, que dificulta a logística de importação da China e de outros países, além de potencialmente afetar a demanda em decorrência do menor número de pessoas comendo fora do lar. Em relatório, o Rabobank afirmou que a epidemia "coronavírus traz mais incerteza e volatilidade" ao mercado de carne suína. Executivos da BRF devem abordar o assunto em teleconferência com analistas e investidores a ser realizada nesta manhã.

Em 2019, o lucro somou R$ 1,213 bilhão, revertendo prejuízo de R$ 2,115 bilhões em 2018. Já o Ebitda ajustado subiu 115,9%, para R$ 5,317 bilhões. A receita líquida anual avançou 10,8%, para R$ 33,447 bilhões. No acumulado de 2019, a companhia registrou ganho de R$ 1,176 bilhão oriundo de decisão judicial favorável à Sadia, que reconheceu o direito de excluir o ICMS da base de cálculo do PIS/Cofins.

Em comunicado, a companhia destacou a estratégia de aumentar a rentabilidade no ano passado. A margem bruta da empresa subiu de 16,1% em 2018 para 24,1% em 2019.

O gráfico diário do IBOV mostra o martelo desenhado na sessão da última sexta-feira acionado, uma vez que a sua máxima foi rompida e houve fechamento acima da mesma.

Vale destacar que adentrou o território entre as bandas de bollinger e tocou a média móvel de 5 períodos.

O desafio será superar essa barreira, cujo rompimento sugere algo próximo de 112K como repique.


Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

segunda-feira, 2 de março de 2020

Cenário 02/03/2020

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta segunda-feira, com ganhos particularmente acentuados dos mercados chineses, em meio a esperanças de que grandes bancos centrais ajam de forma coordenada com novos estímulos monetários, em resposta à acelerada disseminação do coronavírus fora da China, em especial na Coreia do Sul, na Itália e no Irã.

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto subiu 3,15% hoje, a 2.970,93 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 3,77%, a 1.869,65 pontos.

O salto na China, que ajudou a apagar boa parte das perdas do pregão anterior, veio com a especulação de que o PBoC - o BC do país - deverá intensificar esforços de estimular a maior segunda economia do mundo após pesquisas mostrarem forte deterioração no setor manufatureiro.

Dados da IHS Markit em parceria com a Caixin Media revelaram que o índice de gerentes de compras (PMI) industrial da China recuou de 51,1 em janeiro para 40,3 fevereiro, atingindo o menor nível desde que começou a ser medido, em abril de 2004. O PMI industrial chinês oficial também despencou para mínima recorde no mesmo período, de 50 para 35,7. As leituras abaixo de 50 indicam contração no segmento manufatureiro.

Outros grandes bancos centrais - como o Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) e o Banco do Japão (BoJ) - também sinalizaram a disposição de reagir ao coronavírus. Desde a semana passada, que foi a pior desde 2008 para as bolsas americanas e europeias, cresceu a especulação de que o Fed pode cortar juros já neste mês.

Desde o início da epidemia, o coronavírus infectou mais de 87 mil pessoas no mundo - a maioria na China - causando cerca de 3 mil mortes, de acordo com a atualização mais recente da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Em outras partes da Ásia, o índice japonês Nikkei se valorizou 0,95% hoje, a 21.344,08 pontos, o Hang Seng avançou 0,62% em Hong Kong, a 26.291,68 pontos, e o sul-coreano Kospi subiu 0,78% em Seul, a 2.002,51 pontos. Exceção, o Taiex caiu 1,08% em Taiwan, a 11.170,46 pontos.

Na Oceania, a bolsa australiana ignorou o tom positivo dos mercados asiáticos e terminou a sessão no menor patamar desde 6 de junho do ano passado. O S&P/ASX recuou 0,77% em Sydney, a 6.391,50 pontos.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial da Alemanha subiu de 45,3 em janeiro para 48 em fevereiro, atingindo o maior nível em 13 meses, segundo pesquisa final divulgada hoje pela IHS Markit.

O resultado superou levemente a estimativa preliminar de fevereiro e a previsão de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, de 47,8 em ambos os casos.

Apesar do avanço, a leitura inferior a 50 indica que o setor manufatureiro alemão permaneceu em contração no mês passado.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial do Reino Unido subiu de 50 em janeiro para 51,7 em fevereiro, atingindo o maior nível desde abril de 2019, segundo dados finais publicados hoje pela IHS Markit em parceria com a CIPS. O resultado, porém, ficou um pouco abaixo da leitura preliminar de fevereiro, de 51,9.

O dado de fevereiro mostra que o setor manufatureiro britânico voltou a se expandir, após ficar estagnado no mês anterior.

O gráfico diário do IBOV tem sinal de fundo: martelo clássico, com longa sombra inferior, corpo pequeno, pico de volume e desenhado após um movimento contrário.



Bons negócios!

Uma ótima semana!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

Cenário 29/02/2020

O dólar recuou ante outras moedas principais ontem, em um quadro de aumento nas apostas de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) terá de agir para apoiar a economia americana com cortes nos juros. Declarações do presidente do Fed, Jerome Powell, contribuíram para fortalecer esse movimento à tarde. 

As Bolsas dos Estados Unidos tiveram as maiores perdas em uma só semana desde a crise de 2008, diante do crescente número de casos de coronavírus fora da China e o aumento do temor do impacto econômico da doença.No Brasil, o Ibovespa teve a maior queda semanal em quase nove anos.

O índice Dow Jones caiu 1,39% ontem, 28, e desabou 12,36% na semana. O S&P 500 mergulhou, respectivamente, 0,82% e 11,49%. O Nasdaq terminou a sessão estável, mas cedeu 10,54% na semana.

Tamanho o estrago no mercado financeiro fez com que as autoridades americanas explicitassem que estão prontas para tomar medidas se a chamada economia real for afetada.

“O Fed monitora de perto os acontecimentos e suas implicações para a perspectiva econômica”, escreveu Powell em um comunicado, destacando que o coronavírus “representa riscos em andamento para a atividade econômica”.

A fala foi interpretada por operadores e analistas como uma sinalização de que o Fed vai baixar ainda mais os juros - as taxas estão atualmente no intervalo de 1,50% a 1,75%.

Antes mesmo do pronunciamento de Powell, o Bank of America Merrill Lynch passou a prever uma redução de 0,5 ponto porcentual nos juros americanos no meio de março, como forma de diminuir o “pânico do mercado”. O Goldman Sachs, por sua vez, agora estima três cortes de juros até junho.

No Brasil, o Ibovespa teve uma reação ontem, 28, depois de quatro sessões consecutivas de queda. O índice chegou a terminar na máxima do dia, com valorização de 1,15%, aos 104.171,57 pontos. Na semana, contudo, a baixa foi de 8,37%, a maior queda desde agosto de 2011 - auge da crise da dívida na periferia da zona do euro.

O que ajudou a impulsionar o índice na sessão de ontem, 28, foi o desempenho dos grandes bancos brasileiros. Na opinião de analistas, as quedas recentes nestas ações foram muito severas. Os papéis ordinários do Bradesco subiram 2,40% e os preferenciais do Itaú Unibanco avançaram 2,99%.

No câmbio, o dólar chegou a bater o nível máximo de R$ 4,5141, mas terminou o dia com suave valorização de 0,05%, a R$ 4,4785. Ainda assim, a moeda americana renovou o recorde nominal de fechamento do Plano Real.

Para acalmar o mercado de câmbio, nesta semana, o BC injetou US$ 2,5 bilhões, adicionalmente às operações de rotina. 

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial da China caiu de 50,0 em janeiro para 35,7 em fevereiro, informou o Escritório Nacional de Estatísticas do país na noite desta sexta-feira. O resultado veio abaixo da expectativa de analistas ouvidos pelo Wall Street Journal, que previam recuo a 43,0. A marca abaixo de 50,0 indica contração da atividade no país asiático.

Já o PMI de serviços chinês recuou de 54,1 em janeiro para 29,6 em fevereiro. 

A Comissão Nacional de Saúde da China informou ontem que o número de casos de coronavírus no país subiu para 79.251 e o total de mortes aumentou para 2.835. Em relação à quinta-feira, foram 427 novos infectados e 47 novos óbitos.

Em comunicado, o órgão chinês afirmou, também, que há 1.418 casos suspeitos na China e que 39.004 pessoas já foram curadas. O documento informou, ainda, que há dez casos da doença confirmados em Macau, 32 em Taiwan, com uma morte, e 94 em Hong Kong, com dois óbitos.

Na minha visão, o mercado precificou um cenário de recessão e caos.

Bolsas varreram, em uma semana, meses de valorização.

O trabalho de formiguinha, dia após dia, semana após semanas, mês após mês, foi anulado em poucas sessões.

Enquanto o morador colocava flores na janela, trocava a luminária, ajeitava um quadro para que não ficasse torto e ainda instalasse um ar-condicionado, deixando tudo nos conformes, de maneira serena e gradual, veio uma bomba de fora e fez em estrago.

Mais ou menos como soltar um elefante em uma loja de cristais.

O mercado brasileiro "quer" subir, maior prova disso foi o fechamento na máxima, no pregão que encerrou a semana, com uma simples redução de baixa no exterior, após Jerome Powell, no final da tarde.

Porém, entretanto, todavia, vivemos em um mundo globalizado.

Vai depender em grande parte do front externo.

Alguns apontamentos interessantes com base no gráfico diário do IBOV:

  • temos uma LTA que liga os preços desde junho/2018, ela foi perdida;
  • a mínima de ontem tocou, de forma praticamente milimétrica, o fundo de outubro/2019, que gerou o rally no final desse ano;
  • temos um martelo clássico no diário, com longa sombra inferior e corpo pequeno e verde;
  • existe uma estrutura mega decisiva, na minha opinião, que separa o joio do trigo, o voo de galinha do voo de águia, sendo essa formada pela banda de bollinger inferior, LTA supra citada (penso que haverá um pull back), média móvel de 5 períodos e fundo de novembro/2019.

Bom final de semana.

Segunda-feira estaremos juntos.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Cenário 28/02/2020

O fluxo cambial registrado na semana passada (de 17 a 21 de fevereiro) ficou negativo em US$ 4,199 bilhões, informou há pouco o Banco Central.

O canal financeiro apresentou saída líquida de US$ 7,891 bilhões na semana, resultado de aportes no valor de US$ 8,018 bilhões e de envios no total de US$ 15,909 bilhões. Este segmento reúne os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucro e pagamento de juros, entre outras operações.

No comércio exterior, o saldo na semana passada ficou positivo em US$ 3,692 bilhões, com importações de US$ 3,875 bilhões e exportações de US$ 7,566 bilhões. Nas exportações, estão incluídos US$ 577 milhões em Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC), US$ 5,075 bilhões em Pagamento Antecipado (PA) e US$ 1,915 bilhão em outras entradas.

A posição cambial líquida do Banco Central atingiu US$ 327,954 bilhões, conforme dados divulgados há pouco pela instituição. O montante tem como referência o dia 21 de fevereiro. No fim de janeiro, essa posição estava em US$ 329,850 bilhões.

A posição cambial líquida traduz o que está disponível para que o BC faça frente a alguma necessidade de moeda estrangeira - como fornecer liquidez ao mercado em momentos de crise, por exemplo.

A posição leva em conta as reservas internacionais, o estoque de operações de linha do BC (venda de dólares com compromisso de recompra), a posição da instituição em swap cambial e os Direitos Especiais de Saque (DES) do Brasil no Fundo Monetário Internacional (FMI).

O ouro fechou em baixa modesta hoje, após oscilar entre ganhos e baixas durante a sessão. O metal continua a ser apoiado pela cautela com o coronavírus e seus impactos na economia global, mas mostra pouco impulso após se aproximar de máximas em sete anos.

O ouro para abril fechou em baixa de 0,04%, em US$ 1.642,50 a onça-troy, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

O London Capital Group afirmou que o contrato do ouro "tomou um fôlego" hoje, após avanços fortes recentes. De qualquer modo, continua a existir cautela com os casos de coronavírus pelo mundo e seus desdobramentos para a economia global. A Organização Mundial de Saúde (OMS) disse que o coronavírus tem potencial para se tornar uma pandemia, embora também tenha afirmado que o surto pode ainda ser contido.

Após o dólar chegar a ser negociado na faixa dos R$ 4,50 na tarde de hoje, no maior valor nominal da história, o Banco Central decidiu intensificar sua atuação no mercado de câmbio brasileiro. A instituição programou para esta sexta-feira três operações cambiais que, juntas, representam a oferta de US$ 4,65 bilhões às instituições financeiras.

Com as operações, o BC espera atenuar a alta da moeda americana, que em 2020 já está próxima dos 12%. Hoje, em meio aos temores de que a epidemia do novo coronavírus poderá prejudicar ainda mais o crescimento global, o dólar à vista fechou em alta de 0,79% no Brasil, aos R$ 4,4764. Foi a sétima sessão consecutiva de elevação da moeda americana.

O dólar vem subindo em todo o mundo nos últimos dias, em meio à busca, pelos investidores, por ativos de proteção. Por trás do movimento está o avanço do coronavírus em vários países, como a Itália, mais recente foco da epidemia.

No Brasil, porém, o cenário político conturbado tem servido de estímulo para um dólar ainda mais caro. Investidores citam a preocupação de que as manifestações de apoio ao governo de Jair Bolsonaro, programadas para 15 de março, prejudiquem a aprovação de reformas no Congresso Nacional. Neste ambiente, o BC decidiu entrar nos negócios amanhã em pelo menos três momentos.

Às 9h30, a autarquia promoverá um leilão de swap cambial com oferta de US$ 1,0 bilhão. O swap é um tipo de contrato cambial cuja negociação tem efeito equivalente à venda de dólares no mercado futuro. É justamente o mercado futuro de dólar o mais líquido no País e o que costuma conduzir as cotações - inclusive, do dólar à vista.

Depois disso, às 10h20, o BC promoverá dois leilões de venda de dólares com compromisso de recompra da moeda no futuro - os chamados “leilões de linha”, no jargão do mercado. Na operação, o BC ofertará um total de US$ 3,0 bilhões.

Neste caso, a instituição estará apenas fazendo a rolagem de contratos de linha que estavam programados para vencer no início de março - em outras palavras, o BC estará “adiando” o momento da recompra de dólares vendidos meses antes ao mercado, de março para períodos mais à frente. Embora isso não signifique a injeção de “dinheiro novo” no sistema, ao fazer a rolagem o BC evita que as cotações do dólar sofram pressão adicional, justamente em um momento em que a tendência da moeda americana já é de elevação.

Por fim, o BC promoverá, às 11h30, novo leilão de swap cambial, desta vez no valor de US$ 650,0 milhões. Neste caso, a operação será para a rolagem antecipada de vencimentos programados para abril. Novamente, ao promover a rolagem, o BC evitará uma pressão adicional sobre as cotações do dólar.

Também chama atenção o fato de o BC programar essas operações justamente para o último dia útil do mês - no caso, 28 de fevereiro -, quando a instituição costumava ficar fora dos negócios com a moeda americana.

O último dia útil de cada mês é caracterizado por uma disputa entre especuladores e investidores em geral para a determinação da Ptax - a taxa de câmbio calculada pelo BC com base em uma espécie de média das cotações da moeda americana no dia. Uma parte do mercado costuma pressionar para que as cotações da Ptax fiquem mais elevadas, enquanto outra parte atua para que elas caiam. É a briga entre “comprados e vendidos”, bastante conhecida no mercado cambial.

Essa disputa é importante porque o valor da Ptax do último dia útil do mês servirá como referência para a liquidação dos contratos futuros de dólar que vencem no início do mês seguinte. Dependendo do valor da Ptax, investidores podem registrar lucros ou prejuízos de bilhões de dólares.

Por conta desta característica, o BC sempre evitou realizar operações cambiais no último dia útil de cada mês - inclusive as de rolagem, que em tese têm efeitos menores sobre os preços do dia.

Com a pressão de alta para o dólar, no entanto, a opção do BC para esta sexta-feira é a de realizar operações de rolagem e até mesmo ofertar recursos “novos” ao mercado, por meio de swaps.

O primeiro gráfico traz consigo uma possível barra de exaustão no IBOV.

Se voltar a operar acima de 105.260 reforçará essa leitura.

Logo abaixo temos o BOVA11, que desenhou um martelo invertido, conhecido candle de reversão.

Uma abertura em gap de alta seria o cenário ideal para confirmar esse sinal, naturalmente desde que o gap permaneça aberto e tenhamos uma sessão positiva.



Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Cenário 27/02/2020

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quinta-feira, monitorando de perto a rápida propagação do coronavírus fora da China e ponderando os possíveis efeitos da epidemia no crescimento da economia global.

O coronavírus já infectou mais de 81 mil pessoas no mundo e causou mais de 2,7 mil mortes. A China concentra a maioria dos casos, mas a disseminação da doença ganhou força em outros países ao longo da última semana, principalmente na Coreia do Sul, na Itália e no Irã.

Ontem à noite, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou que seu vice-presidente, Mike Pence, irá coordenar os esforços de combate ao coronavírus no país. Trump admitiu, porém, que a disseminação do coronavírus nos EUA não é inevitável.

O índice japonês Nikkei sofreu forte queda em Tóquio hoje, de 2,13%, a 21.948,23 pontos, seu menor patamar em mais de quatro meses, enquanto o sul-coreano Kospi caiu 1,05% em Seul, a 2.054,89 pontos, e o Taiex recuou 1,24% em Taiwan, a 11.292,17 pontos.

Apesar da ameaça do coronavírus, o Banco Central da Coreia do Sul - conhecido como BoK - decidiu manter sua taxa básica de juros no atual nível de 1,25%.

Por outro lado, as bolsas da China continental encerraram o pregão com ganhos modestos, em meio a esforços de Pequim de estimular a economia numa tentativa de amenizar os efeitos do coronavírus. O Xangai Composto subiu 0,11%, a 2.991,33 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,24%, a 1.895,13 pontos.

Já o Hang Seng se valorizou 0,31% em Hong Kong, a 26.778,62 pontos, interrompendo uma sequência de três dias negativos, após o governo local prometer pesados gastos também para mitigar o impacto do coronavírus.

Na Oceania, a bolsa australiana fechou no menor nível em 12 semanas, apagando os ganhos restantes de 2020. O índice S&P/ASX 200 caiu 0,75% em Sydney, a 6.657,90 pontos.

A Ambev registrou lucro líquido atribuído ao controlador de R$ 4,099 bilhões no quarto trimestre de 2019, alta de 22% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado do ano de 2019, o montante foi de R$ 11,780 bilhões, número 7,13% maior do que em 2018. A melhor performance é atribuída, principalmente, a expansão do Ebitda, menor alíquota efetiva de imposto de renda e menores despesas financeiras.

O lucro líquido ajustado da fabricante de bebidas foi de R$ 4,633 bilhões no quarto trimestre de 2019, 24,4% acima do registrado em igual período do ano passado. Em informe de resultados, a companhia afirma que a alta se deve a uma menor despesa de imposto de renda. No acumulado de 2019, o lucro líquido ajustado cresceu 8,5% ante 2018, atingindo R$12,549 bilhões.

O lucro consolidado do quarto trimestre foi de R$ 4,219 bilhões, alta de 21,80% em relação ao mesmo período do ano anterior. No acumulado de 2019, o montante foi de R$ 12,188 bilhões.

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da Ambev atingiu R$ 6,924 bilhões no quarto trimestre, recuo de 9,3% ante o mesmo período do ano anterior. Na comparação de 2019 com 2018, a queda foi de 2,5%, para R$ 21,147 bilhões.

A empresa reportou uma margem Ebitda do quarto trimestre de 2019 de 43,7%, contração de 390 pontos-base em relação ao quarto trimestre de 2018. "A margem Ebitda foi impactada principalmente pelo maior custo do produto vendido decorrente de preços de commodities e taxa de câmbio significativamente desfavoráveis", diz o relatório da empresa.

A receita líquida da Ambev teve queda de 1% no quarto trimestre de 2019 ante quarto trimestre de 2018, montante de R$15,856 bilhões. No acumulado de 2019 ante 2018, o indicador teve alta de 4,7%, somando R$ 52,599 bilhões.

No documento, a administração da empresa afirma que "o crescimento decorrente da contínua expansão do segmento premium foi parcialmente compensado pelo avanço da estratégia de acessibilidade inteligente e pelo mix geográfico".

Com destaque para operações na América Latina e na França, o Carrefour apresentou lucro líquido de 1,1314 bilhão de euros no ano passado, depois de registrar prejuízo de 582 milhões de euros em 2018. Os dados foram apresentados há pouco pelo varejista por meio do relatório financeiro de 2019. A receita do grupo, no entanto, caiu para 80,67 bilhões de euros, ante 80,77 bilhões de euros no ano anterior.

A empresa também informou que o lucro operacional recorrente foi de 2,09 bilhões de euros no período. Em 2018, havia sido de 1,94 bilhão de euros. O conselho do grupo francês anunciou um dividendo anual de 0,46 de euro - valor que se mantém desde 2018.

Em relação às vendas, o Carrefour destacou uma aceleração para 3,1%, considerando a metodologia de mesmas lojas - em 2018, a expansão havia sido de 1,8%. A receita operacional recorrente do grupo ficou em 2,088 bilhões de euros (alta de 7,4% sobre 2018) a taxas de câmbio constantes. A dívida financeira líquida do grupo foi reduzida em 1 bilhão de euros a taxas de câmbio constantes, para 2,6 bilhões de euros no fim de dezembro de 2019.

América Latina e França - “A melhoria clara dos resultados de 2019 foi impulsionada principalmente pela França e pela América Latina”, trouxe o documento. O relatório apontou que, no país sede, o lucro operacional recorrente da companhia foi de 539 milhões de euros, um aumento de 15,6% em relação a 2018. De acordo com a empresa, todos os formatos contribuíram para a melhoria. Na Europa (ex-França), o lucro operacional recorrente foi de 647 milhões de euros, contra 664 milhões de euros em 2018. A companhia destacou o “sólido desempenho” na Espanha e na Europa Oriental.

Na América Latina, o lucro operacional recorrente cresceu 10% a taxas de câmbio constantes, para 844 milhões de euros. A margem operacional de 5,7% ficou estável. Segundo o relatório, na Argentina, o lucro operacional recorrente está crescendo e agora voltou para o território positivo. No Brasil, o Carrefour ressaltou que, com o forte crescimento de vendas, o ROI aumentou 6,5% a taxas de câmbio constantes. “Isso reflete o sucesso das iniciativas comerciais no Carrefour Retail e Atacadão, bem como o rápido crescimento nos serviços financeiros”

O grupo destacou ainda sua atuação em Taiwan (Ásia), onde a lucratividade voltou a melhorar, segundo a empresa. O lucro operacional recorrente em Taiwan cresceu para 85 milhões de euros, ante 77 milhões de euros em 2018.

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) caiu 0,04% em fevereiro, informou há pouco a Fundação Getulio Vargas. O resultado ficou 0,52 ponto porcentual abaixo da variação de janeiro, quando o indicador avançou 0,48%. Com o resultado, o IGP-M acumula variação de 6,82% nos 12 meses encerrados em fevereiro e de 0,44% em 2019.

Na margem, a inflação medida pelo IGP-M de fevereiro foi praticamente em linha com a mediana do levantamento Projeções Broadcast, que indicava queda de 0,05% para o dado. As estimativas iam de retração de 0,28% a avanço de 0,05%. No acumulado, o resultado também ficou próximo à mediana, de 6,81%, e dentro do intervalo (6,60% a 6,92%).

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) inverteu o sinal e caiu 0,19% em fevereiro, depois de avançar 0,50% no mês anterior. O indicador de custos do atacado acumula alta de 8,38% em 12 meses. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também desacelerou e subiu 0,21% nesta divulgação, de 0,52% em janeiro, e acumula 3,67% em 12 meses.

O Índice Nacional de Custo da Construção - M (INCC-M), divulgado pela FGV na sexta-feira (21) ganhou tração e subiu 0,35%, após 0,26% no primeiro mês do ano. Em 12 meses, o grupo acumula variação de 4,15%.

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) caiu 0,04% em fevereiro, informou há pouco a Fundação Getulio Vargas. O resultado ficou 0,52 ponto porcentual abaixo da variação de janeiro, quando o indicador avançou 0,48%. Com o resultado, o IGP-M acumula variação de 6,82% nos 12 meses encerrados em fevereiro e de 0,44% em 2019.

Na margem, a inflação medida pelo IGP-M de fevereiro foi praticamente em linha com a mediana do levantamento Projeções Broadcast, que indicava queda de 0,05% para o dado. As estimativas iam de retração de 0,28% a avanço de 0,05%. No acumulado, o resultado também ficou próximo à mediana, de 6,81%, e dentro do intervalo (6,60% a 6,92%).

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) inverteu o sinal e caiu 0,19% em fevereiro, depois de avançar 0,50% no mês anterior. O indicador de custos do atacado acumula alta de 8,38% em 12 meses. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também desacelerou e subiu 0,21% nesta divulgação, de 0,52% em janeiro, e acumula 3,67% em 12 meses.

O Índice Nacional de Custo da Construção - M (INCC-M), divulgado pela FGV na sexta-feira (21) ganhou tração e subiu 0,35%, após 0,26% no primeiro mês do ano. Em 12 meses, o grupo acumula variação de 4,15%.

O gráfico diário do IBOV alcançou um região de clímax, formada pelo fundo de novembro/2019 e topos marcados em julho, agosto e setembro do mesmo ano.

Na minha visão, a estrutura tem tudo para cravar pelo menos um bom repique.


Um ótimo pregão.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Cenário 21/02/2020

A SulAmérica reportou lucro líquido de R$ 1,181 bilhão em 2019. O valor representa alta de 30,56% na comparação com o lucro líquido de R$ 905,057 milhões de igual período do ano anterior. Os dados foram divulgados hoje, quinta-feira, em balanço enviado à CVM.

A receita da companhia fechou o ano em R$ 21,725 bilhões. O resultado representa crescimento de 9,55% ante a cifra de R$ 19,831 bilhões na mesma base de comparação.

O Carrefour Brasil reportou lucro líquido atribuído aos sócios da empresa controladora de R$ 1,013 bilhão. O valor representa queda de 38,98% na comparação com o lucro líquido atribuído aos controladores de R$ 1,660 bilhão em igual período do ano anterior.

A receita da companhia fechou o ano em R$ 60,064 bilhões. O resultado representa crescimento de 10,68% ante a cifra de R$ 54,267 bilhões na mesma base de comparação

A B2W reportou prejuízo líquido de R$ 318,238 milhões em 2019. O valor representa queda de 20,02% na comparação com o prejuízo líquido de R$ 397,914 milhões de 2018. Os dados foram divulgados há pouco pela companhia.

Enquanto isso, a receita da companhia fechou o ano em R$ 6,767 bilhões. O resultado representa crescimento de 4,31% ante a cifra de R$ 6,488 bilhões na mesma base de comparação. 

A Lojas Americanas reportou lucro líquido de R$ 581,283 milhões em 2019. O valor representa alta de 155,5% na comparação com o lucro líquido de R$ 227,510 milhões de igual período do ano anterior. Os dados foram divulgados hoje, quinta-feira, em balanço enviado à CVM.

A receita da companhia fechou o ano em R$ 18,956 bilhões. O resultado representa crescimento de 7,16% ante a cifra de R$ 17,689 bilhões na mesma base de comparação.

Com os resultados financeiros pressionados com gastos da tragédia de Brumadinho há um ano, a Vale voltou para o vermelho e reportou um prejuízo líquido de US$ 1,683 bilhão em 2019, revertendo lucro de US$ 6,860 bilhões de 2018. No quarto trimestre do ano passado, o prejuízo da mineradora foi de US$ 1,562 bilhão, ante lucro de US$ 3,786 bilhões no último trimestre de 2018 e de US$ 1,654 bilhão no terceiro trimestre de 2019.

"Um ano se passou desde a ruptura da Barragem I, e gostaria de reafirmar o nosso respeito pelas famílias das vítimas. A Vale permanece firme em seus propósitos: reparar integralmente Brumadinho e garantir a segurança de nossas pessoas e ativos. Temos feito progressos significativos, com um efetivo programa de reparação, com melhorias relevantes em nossa governança e operações, e com um plano de descaracterização para nossas barragens a montante sob implementação acelerada. Estamos fazendo o de-risking da Vale. Estamos construindo o caminho para tornar o nosso negócio melhor, mais seguro e mais estável", comentou, no documento que acompanha o demonstrativo financeiro, o presidente da Vale, Eduardo Bartolomeo.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado no quarto trimestre do ano ficou em US$ 3,536 bilhões, queda de 20,8% ante igual intervalo de 2018. Em relação ao trimestre imediatamente anterior, a queda foi de 23,2%. No ano a geração de caixa foi de US$ 10,585 bilhões, recuo de 36,2% em relação ao visto um ano antes.

A receita operacional líquida alcançou US$ 9,964 bilhões no intervalo de outubro a dezembro de 2019, expansão de 1,5% na relação anual. No ano passado a receita foi de US$ 37,57 bilhões, aumento 2,7 %.

No quarto trimestre de 2019 alcançou 78,344 milhões de toneladas, queda de 22,4% em relação ao registrado um ano antes. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, houve um recuo de 9,6%. Com isso, no acumulado do ano, a produção alcançou 301,972 milhões de toneladas, queda de 21,5% ante 2018. A perda de produção reflete principalmente os impactos decorrentes da ruptura da barragem de Brumadinho, em 25 de janeiro de 2019. O desastre matou 270 pessoas.
O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da Alemanha, que engloba os setores industrial e de serviços, caiu levemente de janeiro para fevereiro, de 51,2 para 51,1, segundo dados preliminares divulgados hoje pela IHS Markit. Apesar da ligeira diminuição, a leitura acima da marca de 50 indica que a atividade na maior economia europeia continua em expansão neste mês.

Apenas o PMI industrial alemão subiu de 45,3 em janeiro para 47,8 em fevereiro, tocando o maior patamar em 13 meses e surpreendendo analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam queda a 44,8. Neste caso, o resultado abaixo de 50 sugere contração da manufatura, mas em ritmo mais comedido.

Já o PMI de serviços da Alemanha recuou de 54,2 para 53,3 no mesmo período. A previsão do mercado era de queda menor, a 53,7.

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta sexta-feira, diante da propagação do coronavírus para outras partes além da China, mas os mercados chineses avançaram após indicação de que empresas estão retomando operações em várias partes do país e ainda na esteira de recentes medidas de estímulo monetário.

O governo chinês relatou a ocorrência de 889 novos casos de infecção por coronavírus e 118 mortes ontem. Já a Coreia do Sul divulgou 100 novos casos da doença, que elevam o total no país a 204, um dia depois de anunciar seu primeiro óbito. No Japão, já foram registradas três mortes causadas por coronavírus.

O índice acionário japonês Nikkei caiu 0,39% em Tóquio hoje, a 23.386,74 pontos, enquanto o Hang Seng recuou 1,09% em Hong Kong, a 27.308,81 pontos, o sul-coreano Kospi se desvalorizou 1,49% em Seul, a 2.162,84 pontos, e o Taiex cedeu 0,33% em Taiwan, a 11.686,35 pontos.

Na China continental, por outro lado, o Xangai Composto subiu 0,31%, a 3.039,67 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 1,12%, a 1.907,35 pontos.

Segundo o Ministério de Comércio chinês, a retomada de operações por empresas estrangeiras que atuam em Xangai, Shandong, Hunan e outras áreas da China chegou a um índice de 80%. Em Guangdong, Jiangsu e outras províncias relevantes no comércio exterior, a volta ao trabalho também avança rapidamente, acrescentou o ministério.

Ao longo da semana, o banco central chinês (PBoC) cortou juros em duas ocasiões e fez injeções de liquidez no sistema bancário, como parte de uma estratégia para amenizar o impacto do coronavírus na economia.

Na Oceania, a bolsa australiana também ficou no vermelho hoje, depois de atingir recordes de fechamento nos dois pregões anteriores. O S&P/ASX 200 caiu 0,33% em Sydney, a 7.139,00 pontos.

O diário do IBOV mostra uma movimentação errática, complexa e descolada do exterior, onde as correções são leves e pontuais.

Com a abertura de hoje, que deverá ser em baixa moderada, vamos operar no nível de fechamento da semana anterior, devolvendo a recuperação vista no meio do período.

Se penetrar no intraday e voltar a negociar acima de 114.950, médias móveis e da LTA riscada em fúcsia, será um importante sinal de resiliência, algo que eu acho possível mesmo diante de todo o pessimismo que ronda o mercado.


Um ótimo pregão.

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Wagner Caetano, para o Cartezyan
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quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Cenário 20/02/2020

A Petrobras reportou lucro líquido aos acionistas de R$ 8,153 bilhões no quarto trimestre de 2019, crescimento de 287,8% na comparação com o mesmo período do ano anterior (R$ 2,102 bilhões). Nos três meses imediatamente anteriores, a empresa havia reportado lucro líquido de R$ 9,087 bilhões, conforme os números atribuíveis aos acionistas.

No ano, o lucro líquido chegou a R$ 40,137 bilhões, o maior da história da empresa. O número representa uma alta de 55,70% ante o ano anterior, principalmente como resultado do ganho de capital sobre desinvestimentos (principalmente TAG, BR Distribuidora e ativos de E&P), parcialmente compensado por maiores despesas financeiras com gerenciamento da dívida no mercado de capitais, maior impairment e menores preços do Brent.

No quatro trimestre ante o terceiro, o lucro líquido diminuiu 10%. Por outro lado, houve melhora nas margens de petróleo, menores despesas financeiras e ganhos de capital com a venda de ativos de E&P, de acordo com a petroleira.

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da petroleira foi de R$ 36,529 bilhões no quarto trimestre, alta de 25,27% ante os R$ 32,582 bilhões em igual período de 2018. Ante os três meses imediatamente anteriores, a variação foi de 12,11%.

Em 2019, a Petrobras atingiu Ebitda ajustado de R$ 129,2 bilhões, um aumento de 12% em relação a 2018, devido a redução dos custos de produção (R$ 11,4 bilhões), menores contingências (R$ 2,5 bilhões) e adoção do IFRS16 (R$ 17,2 bilhões). Esse resultado positivo foi parcialmente compensado pelo aumento das despesas de abandono (R$ 3 bilhões), aumento das despesas de vendas (R$ 3,8 bilhões) e pela redução das margens dos derivados.

Ja no quarto trimestre, o Ebitda ajustado consolidado atingiu R$ 36,5 bilhões, aumento de 12% em relação ao terceiro trimestre, devido a menores custos de produção, valorização das correntes e recuperação do preço do Brent. Por outro lado, houve aumento de gastos exploratórios, menores margens de diesel, GLP e gasolina e adesão aos programas de anistias estaduais.

A receita líquida somou R$ 81,771 bilhões no quarto trimestre de 2019, queda de 1,22% na comparação com o mesmo período do ano passado e alta de 6,13% em relação ao trimestre imediatamente anterior. No ano, a receita de vendas totalizou R$ 302,245 bilhões, queda de 2,58% em relação a 2018.

O grupo Ultrapar, dono da rede de postos Ipiranga e da Ultragaz, registrou prejuízo de R$ 259,5 milhões no quarto trimestre de 2019. No intervalo entre outubro e dezembro de 2018, a companhia havia obtido lucro líquido de R$ 495,6 milhões. Ajustado pelo IFRS16, o prejuízo do último trimestre de 2019 atinge R$ 267,7 milhões.

O Ebitda da companhia no quarto trimestre de 2019 fechou em R$ 167,5 milhões, queda de 81,4% em relação ao mesmo período de 2018. Com o ajuste do IFRS 16, o Ebitda do quarto trimestre chegou a R$ 267,7 milhões.

No período, a receita líquida de vendas e serviços do grupo - que também engloba a Ultracargo, a Oxiteno e a Extrafarma - registrou ligeira alta de 0,83% na comparação anual, para R$ 23,662 bilhões.

A Ultrapar encerrou 2019 com dívida líquida de R$ 8,7 bilhões (2,87 vezes o Ebitda Ajustado), em comparação a R$ 8,6 bilhões em 30 de setembro de 2019 (2,72 vezes o Ebitda Ajustado).

"Iniciamos o ano de 2019 com uma visão otimista em relação ao crescimento econômico do Brasil e seus efeitos positivos sobre o ambiente de negócios, expectativa que já nos primeiros meses mostrou-se pouco realista à luz da velocidade que se conseguiu imprimir às reformas", diz a mensagem da administração, assinada pelo presidente executivo Frederico Fleury Curado e o presidente do conselho de administração, Pedro Wongtschowski. 

A Marfrig registrou lucro líquido de R$ 27 milhões no quarto trimestre de 2019, ante prejuízo líquido de R$ 1,257 bilhão em igual período de 2018, informou a companhia em balanço financeiro divulgado há pouco. No acumulado do ano, o lucro líquido caiu para R$ 218 milhões, ante R$ 1,4 bilhão no ano anterior.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado do quarto trimestre foi de R$ 1,618 bilhão, recorde histórico para a companhia e aumento de 70,5% em relação ao igual período de 2018. Já o Ebitda ajustado anual alcançou R$ 4,8 bilhões, um aumento de 33,7% ante 2018.
A receita líquida do quarto trimestre do ano passado também foi recorde, totalizando R$ 14,2 bilhões, um crescimento de 23,5% quando comparado à receita do quarto trimestre de 2018. Em 12 meses, a receita somou R$ 49,9 bilhões, um avanço de 11,2% no comparativo anual e superior ao guidance para o ano, que estava na faixa entre R$ 47 bilhões e R$ 49 bilhões.

No quarto trimestre, a Operação América do Norte da companhia teve receita líquida de US$ 2,3 bilhões (ou R$ 9,6 bilhões), 10,2% a mais do que no mesmo período do ano anterior. O lucro bruto da operação ficou em US$ 343 milhões (R$ 1,4 bilhão), ganho anual de 36,5%. No acumulado do ano, o lucro bruto do segmento América do Norte chegou a US$ 1,2 bilhão, aumento de 19,3%. O Ebitda subiu 11,1%, para US$ 982 milhões (R$ 3,9 bilhões).

Já a Operação América do Sul teve lucro bruto de R$ 655 milhões no último trimestre de 2019. No acumulado do ano, o lucro bruto subiu 9,6%, para R$ 1,7 bilhão.

O mercado esperava resultados fortes para a empresa - a ação da companhia vem trabalhando em forte alta há seis sessões. Na semana passada, o JPMorgan elevou a recomendação para a ação de Neutra para Compra, com preço-alvo de R$ 13 - preço já superado pelo papel.

Por ser a companhia brasileira com mais unidades habilitadas para exportarem à China - são 13 na América do Sul; sete no Brasil, quatro no Uruguai e duas na Argentina - a Marfrig é uma das mais beneficiadas com a expectativa de aumento na demanda do país asiático por carne importada em decorrência da peste suína africana. Além disso, por ter uma operação nos Estados Unidos, a companhia pode aproveitar a recente abertura da China à carne norte-americana.

O GPA reportou lucro líquido atribuído aos controladores de R$ 790,000 milhões em 2019. O valor representa queda de 31,24% na comparação com o lucro líquido atribuído aos controladores de R$ 1,149 bilhão em igual período do ano anterior. Os dados foram divulgados hoje, quarta-feira, em balanço enviado à CVM.

O lucro líquido foi de R$ 836,000 milhões em 2019. O valor representa queda de 34,89% na comparação com o lucro líquido de R$ 1,284 bilhão de igual período do ano anterior.

A receita da companhia fechou o ano em R$ 56,635 bilhões. O resultado representa crescimento de 14,67% ante a cifra de R$ 49,388 bilhões na mesma base de comparação.
Um ótimo pregão.

O Grupo Fleury apurou um lucro líquido de R$ 65,2 milhões no quarto trimestre de 2019, montante que representa crescimento de 12% ante os R$ 58,2 milhões registrados do mesmo período de 2018. No acumulado do ano, o lucro líquido da companhia foi de R$ 333,9 milhões, alta de 0,7% em relação aos R$ 331,6 milhões de 2018. A receita bruta trimestral foi de R$ 778,6 milhões, com alta de 9,1%, enquanto a anual foi de R$ 3,1 bilhões, crescimento de 9,1% em relação ao acumulado de 2018.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) também teve crescimento e foi a R$ 153,9 milhões, alta de 5,9% em comparação ao registrado no final de 2018, de R$ 145,4 milhões. Em todo o 2019, o Ebitda foi de R$ 719,6 milhões, o que representa alta de 4% em comparação aos R$ 691,6 milhões no acumulado de 2018.

Já a receita líquida entre outubro e dezembro do ano passado foi de R$ 720 milhões, alta de 10% em relação aos R$ 654,8 milhões registrados no quarto trimestre de 2018. No montante anual, a receita líquida chegou a R$ 2,9 bilhões, alta de 9%. A margem Ebitda recuou 0,8 ponto percentual entre o quarto trimestre de 2019 e o mesmo período de 2018, chegando a 21,4%.

O retorno sobre patrimônio líquido (ROE) foi de 18,8%, recuo de 37 pontos base em relação ao mesmo período de 2018.

Durante o ano de 2019, a companhia realizou 82,1 milhões de exames, e 321,5 mil assessorias médicas. A empresa conta atualmente com 10 mil funcionários, incluindo 2,4 mil médicos.

O conselho de administração da Cielo aprovou hoje o início de um programa de recompra de até 4.006.776 ações ON. O prazo do programa vai de 02 a 10 de março deste ano. A companhia afirma que a situação financeira atual é compatível com o programa, que não vai comprometer o pagamento dos compromissos assumidos pela companhia.

A Raia Drogasil (RD) registrou lucro líquido de R$ 143,275 milhões no quarto trimestre de 2019, crescimento de 17,9% em relação ao mesmo período de 2018. Em todo o ano passado, a companhia teve ganhos de R$ 542,914 milhões, avanço de 6,5%. No critério ajustado, o lucro da RD ficou em R$ 168,692 no trimestre, número 9,2% maior na comparação anual. No ano, o ganho ajustado ficou em R$ 587,148 milhões, avanço de 7%.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da RD somou R$ 311,92 milhões entre outubro e dezembro de 2019, alta de 19,3% ante o mesmo período de 2018. O indicador ajustado ficou em R$ 350,431 milhões, avanço de 12,6%. No ano, o Ebitda ajustado ficou em R$ 1,343 bilhão, crescimento de 12,3% frente a 2018.

A receita líquida da RD no trimestre ficou em R$ 4,785 bilhões, um crescimento de 19,7% na comparação com o mesmo período de 2018. No ano, as receitas somaram R$ 17,502 bilhões, avanço de 18,2%.

O resultado financeiro da RE no quarto trimestre ficou negativo em R$ 13 milhões, e no ano, negativo em R$ 106,2 milhões. A dívida líquida cresceu 37,5% em um ano, para R$ 827,3 milhões. No critério ajustado, esse valor chegou a R$ 923,4 milhões, valor 25,6% maior que ao final de 2018. Assim, o nível de alavancagem, medido pela relação dívida líquida/Ebitda, passou de 0,6 vez para 0,7 vez em um ano.

O Burger King Brasil registrou lucro líquido de R$ 48,5 milhões em 2019, com retração de 62,1% frente ao reportado no ano anterior. Excluindo os efeitos do IFRS 16, o lucro teria totalizado R$ 70 milhões, indicando queda de 45,5%. Segundo a empresa, a diferença é explicada pelo efeito não recorrente do reconhecimento do imposto de renda diferido ativo no valor de R$ 30 milhões em 2018.

Na mesma base de comparação, o Ebitda ajustado cresceu 61,6%, somando R$ 465 milhões, com a margem Ebitda ajustada passando de 12,3% para 16,2%. Excluindo os efeitos da norma contábil (IFRS 16), o Ebitda ajustado teria sido de R$ 328 milhões, alta de 14%, e margem Ebitda recuaria para 11,4%.

Em 2019, as vendas do grupo no conceito mesmas lojas aumentaram 4,9%. No ano passado, a receita operacional líquida da companhia cresceu 22,1%, totalizando R$ 2,868 bilhões.

Em relatório da administração sobre os resultados, a empresa destaca que o ano de 2019 foi desafiador, principalmente em função da lenta recuperação
econômica do país e do ambiente mais competitivo. "Apesar disso, a companhia apresentou sólido ritmo de crescimento, com a abertura de 121 restaurantes, sendo 88 restaurantes Burguer King e 33 Popeyes". Com isso, no total a empresa atualmente opera 871 restaurantes da marca BK e 41 da marca Popeyes.

O Banco Central lançou nesta quarta-feira o PIX, meio de pagamento eletrônico que promete ser mais rápido e prático do que as transações feitas via DOC, TED ou boleto bancário. As instituições financeiras e de pagamento com mais de 500 mil contas, que incluem os principais bancos do País, serão obrigadas a oferecer a opção a seus clientes, a partir do dia 16 de novembro

Uma das principais vantagens do PIX, segundo o BC, é que as transações poderão ser feitas em qualquer horário, dia da semana ou do ano, diferentemente do que ocorre com DOC e TED, que têm restrições. Além disso, o pagamento será efetuado em no máximo dez segundos. Na TED, por exemplo, o tempo máximo é de uma hora e meia.

As empresas terão liberdade para cobrar tarifas de seus clientes, como se faz, por exemplo, na TED e no DOC e o PIX poderá ser usado em todos os dispositivos eletrônicos. A nova modalidade também poderá ser usada para qualquer tipo de transação, como transferências de dinheiro entre pessoas ou empresas, compras presenciais ou pela internet, pagamento de contas de água e luz, e também de taxas públicas, como a de passaportes ou impostos, ou de serviços públicos, como o transporte público.

A finalização da transação poderá ser feita por QR Code ou por preenchimento de dados pessoais como CPF, e-mail ou número de celular. Os mecanismos de segurança para autenticação do usuário vão variar de acordo com a instituição.
As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quinta-feira, com as chinesas reagindo em forte alta a um novo corte de juros pelo banco central local e as demais acompanhando os desdobramentos da epidemia de coronavírus.

Na China continental, o Xangai Compostos subiu 1,84% hoje, a 3.030,15 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 2,15%, a 1.886,14 pontos.

O bom desempenho dos mercados chineses veio após o PBoC - como é conhecido o BC da China - cortar suas taxas de juros de referência para empréstimos de 1 ano e 5 anos, como parte de esforços de Pequim para amenizar o impacto econômico do coronavírus. A taxa de 1 ano foi reduzida de 4,15% para 4,05% e a de 5 anos, de 4,80% para 4,75%.

Amplamente esperada, a iniciativa veio dias depois de o BC chinês cortar o juro da linha de crédito de médio prazo e fazer novas injeções de liquidez no sistema bancário.

Quando os negócios com ações na China já haviam se encerrado, o PBoC divulgou que os bancos do país liberam o montante recorde de 3,34 trilhões de yuans (US$ 477,3 bilhões) em novos empréstimos em janeiro, também como parte de estratégia de combate ao coronavírus.

A China relatou uma drástica queda no número de novos casos de coronavírus, mas porque decidiu mais uma vez mudar a metodologia de contagem. Foram 384 novas infecções ontem e mais 114 mortes. Por outro lado, há relatos de duas novas mortes pela doença no Japão e de que a Coreia do Sul registrou seu primeiro óbito.

O índice acionário japonês Nikkei terminou o pregão de hoje em Tóquio em alta de 0,34%, a 23.479,15 pontos, mas o Hang Seng caiu 0,17% em Hong Kong, a 27.609,16 pontos, o sul-coreano Kospi recuou 0,67% em Seul, a 2.195,50 pontos, e o Taiex cedeu 0,29% em Taiwan, a 11.725,09 pontos.

Já na Oceania, a bolsa australiana renovou máxima de fechamento, beneficiada por balanços positivos de empresas locais. O S&P/ASX 200 avançou 0,25% em Sydney, ao patamar inédito de 7.162,50 pontos.

O diário do IBOV traz consigo "algo novo": acionamento do martelo desenhado na sessão anterior e forte volume. com o rompimento das médias móveis e da LTB riscada em fúcsia.

O desafio será resistir à pressão vendedora, que deverá "bater" no preço logo na abertura.

Um movimento até a região compreendida entre 117.580 e 117.700 seria o caminho mais provável entre hoje e amanhã, sendo apenas um voo de galinha, um simples repique.

Para mostrar força, o benchmark terá de estourar a região supra citada, deixando para trás um ponto que gerou as baixas recentes, por duas vezes em fevereiro/2020., transformado essa estrutura em suporte, de acordo com a inversão de polaridade da análise técnica.


Um ótimo pregão.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Cenário 19/02/2020

A geradora Engie reportou uma redução de 18,9% no lucro líquido do quarto trimestre de 2019 frente ao mesmo período de 2018, para R$ 617,5 milhões.

O Ebitda da companhia, por sua vez, cresceu 21,6% em igual intervalo de comparação, alcançando R$ 1,317 bilhão. Na mesma linha, a receita líquida teve alta de 21,4%, totalizando R$ 2,795 bilhões.

No ano, a companhia reportou um lucro líquido de R$ 2,311 bilhões em 2019, ligeira retração de 0,2% ante 2018. A geração de caixa medida pelo Ebitda subiu 18,2%, para R$ 5,163 bilhões. Já receita líquida aumentou 11,5%, para R$ 9,804 bilhões.

A Iguatemi, dona participações em 16 shopping centers e três torres comerciais, teve lucro líquido de R$ 111,8 milhões no quarto trimestre de 2019, montante 47% maior do que no mesmo intervalo de 2018. O salto foi impulsionado pela venda de shoppings, volume recorde de luvas e corte de despesas financeiras, segundo balanço publicado há instantes.

O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 200,2 milhões, um aumento de 25,9% na mesma base de comparação. A margem Ebitda cresceu 15,5 pontos porcentuais, para 94,8%.

O FFO (lucro líquido excluindo depreciação, amortização e efeitos não caixa) alcançou R$ 145,3 milhões, aumento de 39,8%.

A receita líquida totalizou R$ 211,2 milhões, alta de 5,4%.

O balanço da Iguatemi contou com um ganho de R$ 52 milhões computados na linha de "outras receitas operacionais". Essa linha inclui o dinheiro da venda dos shoppings de Florianópolis e Caxias do Sul no ano passado, além da receita recorde com luvas na comercialização de lojas no trimestre.

Ao se excluir o ganho com a venda dos shoppings, considerado não recorrente, o Ebitda ajustado ficou em R$ 153 milhões, queda de 3,8%. Nesse mesmo critério, a margem Ebitda recuou 6,8 pontos porcentuais, para 72,5%, devido a despesas maiores no ano com o lançamento do marketplace Iguatemi 365.

O resultado líquido também foi sustentado pela queda de 25% na despesa financeira líquida, que chegou a R$ 25 milhões, graças à redução do custo da dívida em meio ao ciclo de queda da taxa de juros no Brasil.

A Ecorodovias Infraestrutura e Logística registrou lucro de R$ 79,2 milhões no quarto trimestre de 2019, um aumento de 40% sobre o mesmo período do ano anterior. O resultado se refere à controladora da companhia.

O lucro recorrente somou R$ 90,9 milhões, alta de 28,6% na comparação anual. Neste caso, o lucro exclui provisões dos acordos de leniência e com os ex-executivos da empresa, que foi alvo de investigações da operação Lava Jato, da Polícia Federal.

O Ebitda do intervalo atingiu R$ 528,7 milhões, uma alta de 48,8% na comparação com o último trimestre de 2018.

A receita líquida pró-forma (que exclui receita de construção) somou R$ 2,94 bilhões no período, alta de 17% sobre o quarto trimestre de 2018.

O resultado financeiro ficou negativo em R$ 212,5 milhões, alta de 88,9% sobre o resultado financeiro negativo de R$ 112,5 milhões do quarto trimestre do ano anterior.

O Banco Pine apurou prejuízo de R$ 24 milhões no quarto trimestre de 2019, perdas três vezes menores que os R$ 75 milhões de um ano antes, e estáveis em relação ao terceiro trimestre. No ano, o prejuízo acumulado pelo Pine foi de R$ 118 milhões, quase o dobro dos R$ 60 milhões de 2018.

Os ativos totais do Pine cresceram 9% em 12 meses, para R$ 10,14 bilhões. Já o patrimônio líquido caiu 3,2% na mesma base de comparação, para R$ 841 milhões.

A carteira de crédito expandida do banco fechou o ano passado com saldo de R$ 4,308 bilhões, crescimento de 4,9% em 12 meses e de 3,1% em três meses. Destaque para os financiamentos para Empresas, o chamado middle market, de 67,1% em 12 meses e de 11,7% na comparação com o terceiro trimestre.

A inadimplência acima de 90 dias subiu de 0,9% no quarto trimestre de 2018 para 2,5% nos últimos três meses de 2019. No terceiro trimestre, o índice estava em 2,2%. O Índice de Basileia caiu de 11,9% para 10,8% em 12 meses.

A rentabilidade do Pine no quarto trimestre ficou negativa em 11,2%, em comparação com os 29,4% negativos de um ano antes. A margem financeira passou de 0,1% para 2,3%.

 A Smiles teve lucro líquido de R$ 179,5 milhões no quarto trimestre de 2019, alta de 9,1% ante o mesmo período de 2018. Em relação ao terceiro trimestre, a alta foi de 20%. Em todo o ano passado, o lucro da companhia foi de R$ 626,7 milhões, queda de 3%.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) chegou a R$ 235,4 milhões entre outubro e dezembro, número 14,8% maior que o apurado um ano antes. Em 2019, o indicador somou R$ 792,7 milhões, alta de 4,4% ante 2018. A margem Ebitda da Smiles passou de 73,5% para 92,9% em um ano.

A receita líquida da Smiles no quarto trimestre ficou em R$ 253,3 milhões, queda de 9,3% na comparação anual. No ano, as receitas somaram 1,051 bilhão, avanço de 6,4%.

O resultado financeiro líquido da companhia foi positivo em 29,327 milhões no trimestre, 29,9% menor que o apurado um ano antes.

A EDP Brasil registrou um lucro líquido de R$ 499,2 milhões no quarto trimestre de 2019, uma redução de 4,7% em relação aos R$ 524,09 milhões apurados em igual intervalo de 2018. No critério ajustado, o lucro da EDP ficou em R$ 315,952 milhões, crescimento de 25,5% na mesma base de comparação.

A geração de caixa medida pelo Ebitda, por sua vez, teve um crescimento de 3,1% em igual intervalo de comparação, de R$ 847,34 milhões para R$ 873,9 milhões. O Ebitda ajustado foi de R$ 603,935 milhões no trimestre, alta de 34,3% em relação ao mesmo período de 2018.

A receita líquida teve forte alta de 21,7%, passando de R$ 2,97 bilhões para R$ 3,61 bilhões.

No resultado acumulado do ano, a EDP Brasil reportou um lucro líquido de R$ 1,337 bilhão, um crescimento de 5,1% em relação aos R$ 1,272 bilhão de 2018. "Esse é o maior lucro da história da EDP Brasil", afirmou o presidente da companhia, Miguel Setas. A empresa registrou alta de 5,3% no Ebitda, de R$ 2,76 bilhões para R$ 2,91 bilhões. A receita líquida teve uma redução de 2,38%, passando de R$ 12,86 bilhões para R$ 12,55 bilhões.

A Minerva Foods reportou lucro líquido de R$ 243,6 milhões no quarto trimestre de 2019, revertendo prejuízo de R$ 92,1 milhões registrados em igual período de 2018. No ano, o lucro líquido acumulado foi de R$ 16,2 milhões, após prejuízo de R$ 1,264 bilhão em 2018.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado somou R$ 603,3 milhões entre outubro e dezembro, um aumento de 30,4% ante igual trimestre do ano anterior e recorde para a empresa. A margem Ebitda ajustada passou de 10% para 12,4% na mesma base de comparação. No ano, o Ebitda ajustado alcançou R$ 1,751 bilhão, expansão de 12,9% ante 2018 e também recorde.

A receita líquida da Minerva no quarto trimestre de 2018 ficou em R$ 4,860 bilhões, alta de 5,4% em relação a igual período do ano anterior, quando totalizou R$ 4,610 bilhões. No acumulado do ano, a receita atingiu R$ 17,12 bilhões, aumento 5,6% em comparação com 2018. Já a receita bruta consolidada ficou em R$ 18,197 bilhões no ano, recorde para a companhia e 6% a mais do que em 2018.

A alavancagem - relação entre dívida líquida e Ebitda - caiu de 3,8 vezes no terceiro trimestre do ano passado para 3,4 vezes no fim do ano. Se levados em conta os recursos líquidos do follow on completado em janeiro deste ano, de R$ 999,6 milhões, essa alavancagem recua para 2,8 vezes.

O setor como um todo vem registrando bons resultados, especialmente na América do Sul, principalmente por causa da quebra de produção na China causada pela peste suína africana. O gigante asiático perdeu parte expressiva do seu rebanho de suínos em decorrência da doença, e como o mercado global de carne suína não é suficiente para suprir o déficit do país, o consumo de chineses tem migrado para outros tipos de proteína, em especial as proteínas de frango e bovina. Em 2019, o Brasil bateu recorde de exportação de carne bovina - variedade com que a Minerva trabalha - tanto em volume quanto em faturamento.

O ressegurador IRB Brasil Re apresentou lucro líquido de R$ 632 milhões no quarto trimestre do ano passado, salto de 69,4% em relação ao mesmo período de 2018, de R$ 373 milhões. Acompanhada de um extenso relatório da administração, a divulgação de resultados ocorre após o imbróglio com a gestora carioca Squadra, que publicou duas cartas a cotistas nas últimas semanas questionando a recorrência dos resultados da companhia.

Sem mencionar a "briga", o ressegurador abre a carta a acionistas sinalizando a contratação de um novo auditor para seus números e ainda detalha ponto a ponto cada questionamento feito pela gestora. Agora, além da PWC, a EY (Ernst & Young) também fez a auditoria atuarial, como o IRB havia prometido ao mercado dentre os compromissos que assumiu para aumentar suas práticas de governança e transparência.

No ano fechado de 2019, o lucro líquido do IRB Brasil Re totalizou R$ 1,764 bilhão, elevação de 44,7% frente ao exercício imediatamente anterior. Ao comentar os números apresentados, o ressegurador destaca que construiu em 2019 mais um ano de "resultados sólidos", com crescimento do volume de prêmios e do lucro, e traz uma série de explicações sobre os fatores que influenciaram seus números no ano passado.

"Ao completarmos 80 anos de atuação, avançamos em transformação digital, antecipando o futuro do mercado de seguros e resseguros; nos tornamos uma corporation, empresa de capital difuso e sem acionista controlador e reafirmamos nossa liderança de mercado no Brasil e presença nos principais mercados da América do Sul", destaca a companhia, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras.

O volume de prêmios de resseguros emitidos pelo IRB foi da ordem de R$ 2,098 bilhões de outubro a dezembro, crescimento de 24,8% em 12 meses. Em 2019, somou R$ 8,515 bilhões, expansão de 22,3% frente a 2018. O desempenho ficou em linha com a projeção do ressegurador, de expansão 20% a 27% para o ano.

Do total de prêmios emitidos pela companhia, 56,7% foram no Brasil e 43,3% no exterior. O ressegurador tem se debruçado em crescer fora do País. A companhia reafirma, em relatório, o foco em iniciativas para manter a posição de líder no mercado nacional e intensificar o processo de expansão internacional.

Do lado dos custos, o IRB informa que seu índice de sinistralidade total ficou em 46% no quarto trimestre ante 52% no terceiro trimestre. Quanto maior é o indicador, mais elevados foram os seus gastos com sinistros.

Como consequência, o índice combinado, que mede a eficiência operacional, foi a 75,5% ao término de dezembro contra 82,9% ao fim de setembro. Nesse caso, quanto menor melhor. No conceito ampliado, utilizado pela companhia para a definição do guidance, o índice de eficiência do ressegurador foi de 70,1% no quarto trimestre ante 70,7% no terceiro.

O IRB comenta seus resultados do quarto trimestre em teleconferência com analistas e investidores, amanhã, às 8h30. Na sequência, em inglês. Mais tarde, às 13h30, a conversa será com a imprensa.

A Telefônica Brasil, dona da marca Vivo, apresentou ligeiros avanços no faturamento e no lucro operacional no fim de 2019, devido à expansão da receita de serviços móveis e ao corte de custos, conforme balanço publicado há instantes. No entanto, a companhia sofreu uma queda no lucro líquido em função do maior pagamento de impostos - relacionado à menor declaração de juros sobre capital próprio no período - e maiores gastos com depreciação dos ativos.

A Telefônica reportou lucro líquido recorrente contábil de R$ 1,396 bilhão no quarto trimestre de 2019, queda de 9,9% na comparação com o mesmo período de 2018. O Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) recorrente contábil somou R$ 4,839 bilhões, alta de 17,1% na comparação entre os mesmos períodos. A margem Ebitda cresceu 5,3 pontos porcentuais, para 42,5%. A receita líquida contábil totalizou R$ 11,377 bilhões, expansão de 2,6%.

O dado contábil leva em conta os efeitos da adoção do padrão contábil IFRS 16. Esse padrão exige que sejam reconhecidos os ativos e passivos decorrentes de todos os arrendamentos, como torres, terrenos, lojas, entre outros. Por sua vez, o dado recorrente exclui efeitos transitórios do balanço, como ganhos com créditos fiscais e vendas de data centers.

A Telefônica também divulga os seus números no conceito pro forma, que exclui os efeitos do padrão contábil IFRS 16. No critério pro forma, a companhia reportou lucro líquido recorrente de R$ 1,486 bilhão no quarto trimestre de 2019, 4,2% menor do que no mesmo trimestre de 2018. O Ebitda recorrente pro forma atingiu R$ 4,351 bilhões, alta 5,4%, com margem de 38,2%, ganho de 1,0 ponto porcentual. A receita líquida alcançou R$ 11,377 bilhões, alta de 2,6%.

A WEG registrou lucro líquido de R$ 500,487 milhões no quarto trimestre do ano passado, alta de 49,3% ante o informado um ano antes, e de 19,7% frente ao terceiro trimestre. No comparativo entre mesmos trimestres, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da WEG cresceu 36,1%, totalizando R$ 666,4 milhões. Frente ao terceiro trimestre foi apurada alta de 15,1%. A margem Ebitda, por sua vez, cresceu para de 12,5% ao final de setembro para 13,2%. No final do quarto trimestre de 2018, a margem era de 10,7%.

A receita líquida somou R$ 3,778 bilhões no último trimestre do ano, 20,9% maior no comparativo entre mesmos trimestre e 12,8% acima do terceiro trimestre. Em 2019, a receita líquida cresceu 11,5% ante o ano anterior, somando R$ 13,347 bilhões.

O Retorno sobre o Capital Investido (Roic, na sigla em inglês) atingiu 20,2% no quarto trimestre, indicando acréscimo de 2,6 pontos porcentuais em relação ao mesmo período do ano anterior e alta de 1 ponto porcentual frente ao terceiro trimestre.

Em razão da renovação de financiamentos no exterior com menores taxas de juros e menor impacto das correções nas provisões realizadas no período, o resultado financeiro líquido da WEG ficou positivo em R$ 12,9 milhões no quarto trimestre. O desempenho representa uma melhora considerável ante R$ 39,4 milhões negativos do quarto trimestre de 2018 e negativos em R$ 15,5 milhões reportados no terceiro trimestre.

Em comentários da administração no informe de resultados, a empresa ressalta que a "continuidade desse cenário global vai depender do desempenho dos preços das commodities, dos níveis de inflação e de juros nas principais economias, além de fatores que podem melhorar as projeções do PIB global, como por exemplo, uma solução definitiva sobre as disputas comerciais entre EUA e China".

Para 2020, a WEG espera mais um ano de crescimento, embora as projeções sinalizem estabilidade no nível de crescimento global das principais economias, com PIB destes países projetados para crescer 1,7% segundo o FMI, em linha com o esperado para 2019.

A Gerdau reportou lucro líquido de R$ 102 milhões no quarto trimeste de 2019, queda de 73% sobre igual trimestre de 2018.

No ano de 2019, o lucro líquido foi de R$ 1,216 bilhão. O valor representa queda de 47,69% na comparação com o resultado de R$ 2,326 bilhões de igual período do ano anterior. Os dados foram divulgados hoje, quarta-feira, em balanço enviado à CVM.

A siderúrgica teve uma redução de 19,4% em seu Ebitda ajustado no quarto trimestre, atingindo R$ 1,13 bilhão. No ano, o Ebitda ajustado recuou 14% e ficou em R$ 5,71 bilhões.

No último trimestre do ano, a receita líquida ficou em R$ 9,5 bilhões, um recuo de 12,5%. No ano, a receita foi de R$ 39,644 bilhões. O resultado representa queda de 14,12% ante a cifra de R$ 46,159 bilhões na mesma base de comparação.

O número de novos casos de infecção por coronavírus na China recuou pelo segundo dia consecutivo na terça-feira (18), somando 1.749, segundo a última atualização da Comissão Nacional de Saúde do país. Trata-se do menor total de novas infecções desde 29 de janeiro, segundo a agência de notícias Reuters.

Desde o início da epidemia, foram registrados 74.185 casos da doença na China continental.

A comissão também relatou 136 novas mortes por coronavírus na China, impulsionando o total acumulado para 2.004.

O gráfico diário do IBOV fortalece a simetria favorável á alta citada anteriormente, com a longa sombra inferior formada na sessão de ontem.

O fechamento ocorreu acima do forte 114.950 e colado com as médias móveis, as quais estão justapostas e poderiam impulsionar o benchmark, tipo um efeito "mola".

Percebam no diário a tríplice resistência formadas pela média de 5, média de 21 e LTB destacada em fúcsia.


Um ótimo pregão.

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Wagner Caetano, para o Cartezyan
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