sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Cenário 13/12/2019

A China atraiu US$ 13,62 bilhões em investimento estrangeiro direto (IED) em novembro, valor 0,1% maior que o de igual mês do ano passado, segundo dados publicados hoje pelo Ministério de Comércio do país.

Entre janeiro e novembro, o IED na China totalizou US$ 124,4 bilhões, alta de 2,6% em relação ao mesmo período de 2018, informou o ministério. 

As bolsas asiáticas fecharam com ganhos robustos nesta sexta-feira, após relatos da imprensa americana de que EUA e China teriam selado um acordo comercial preliminar.

O índice Hang Seng liderou os ganhos na região, com um salto de 2,57% em Hong Kong, a 27.687,76 pontos, e o japonês Nikkei teve valorização bem semelhante em Tóquio, de 2,55%, a 24.023,10 pontos.

O bom humor veio após múltiplos sinais de que EUA e China estariam perto ou já teriam fechado um acordo comercial "de fase 1". De acordo com fontes da Bloomberg, o presidente americano, Donald Trump, assinou um acordo com os chineses que prevê o adiamento do novo aumento de tarifas dos EUA a mais US$ 156 bilhões em importações da China, que estava programado para domingo (15). Já a Reuters, também citando fontes, relatou que Pequim aceitou comprar US$ 50 bilhões em produtos agrícolas dos EUA em 2020, como parte do acerto.

Antes disso, Trump havia anunciado no Twitter que os EUA estavam muito próximos de um "grande acordo" com a China e o The Wall Street Journal noticiou que negociadores americanos teriam oferecido um corte de até 50% em tarifas sobre US$ 360 bilhões em bens chineses.

Nos negócios da China continental, o Xangai Composto subiu 1,78% hoje, a 2.967,68 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 1,48%, a 1.660,55 pontos.

Em outras partes da Ásia, o sul-coreano Kospi teve alta de 1,54% em Seul, a 2.170,25 pontos, e o Taiex registrou ganho de 0,77% em Taiwan, a 11.927,73 pontos.


O impacto no fluxo de caixa da Via Varejo deve ser modesto depois de a varejista ter divulgado a descoberta de uma fraude bilionária em despesas trabalhistas, segundo analistas do Citibank e da XP Investimentos, que deve ser compensada pela identificação de créditos fiscais a serem recuperados.

Em relatório divulgado nesta manhã pelo Citibank, o impacto no fluxo decorrentes das fraudes deve ser da ordem de R$ 30 milhões. "As ações aumentaram 14% neste mês e é normal que possamos ver alguma correção (no preço das ações), dadas as notícias negativas e a realização de lucros", diz o analista Tobias Stingelin.

"O potencial risco de volatilidade no preço das ações relacionado a eventuais irregularidades da gestão anterior é amplamente conhecido", diz Pedro Fagundes, da XP Investimentos. "Portanto, o argumento de que a ação deveria ter um desempenho negativo além dos 9% em função do aumento do prêmio de risco é justo".

Depois do fechamento de ontem no mercado, a Via Varejo anunciou que o comitê de investigação formado para apurar uma denúncia anônima identificou fraude contábil e falhas no controles internos da companhia.

De acordo com a varejista, o valor total dos ajustes contábeis apurados pela investigação são estimados entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,4 bilhão. O impacto deve afetar os resultados o quarto trimestre, com efeito caixa ao longo de três a quatro anos. A Via Varejo também anunciou que identificou créditos tributários (PIS/Cofins e ICMS) totalizando R$ 600 milhões. A empresa poderia recuperar alguns créditos fiscais, da ordem de R$ 270 milhões.

"O efeito combinado de ambos (ajustes contábeis e créditos fiscais) tem o potencial de anular quase a totalidade do efeito negativo no caixa", diz Fagundes, da XP. "Apesar de negativa, a notícia não altera os fundamentos da companhia para os próximos anos e nem afeta nenhum dos pilares da nossa visão construtiva para as ações da Via Varejo"

"O desempenho das ações da VVAR3 tem sido excelente ultimamente, com base nas expectativas de que a recuperação está ganhando força, depois da Black Friday e de um ambiente de mercado ultra otimista", escreve Stingelin.

Pesquisa Datafolha feita nos dias 5 e 6 de dezembro aponta que 81% dos entrevistados consideram que a Lava Jato "ainda não cumpriu seu objetivo e deve continuar", enquanto 15% acreditam que a operação já cumpriu seu objetivo e deve acabar". Outros 4% não souberam responder.

O Banco Indusval venderá ações que detém na corretora Guide para seu acionista controlador, Roberto de Rezende Barbosa, por R$ 120 milhões.

O acordo prevê a venda de 95.886 ações preferenciais da Guide, ou fatia de 20,196% do capital da corretora, sujeito a eventuais ajustes.

Barbosa é o acionista controlador e presidente do Conselho de Administração do Banco Indusval, sendo detentor de 67% do capital do banco.

Em fato relevante, o Indusval diz que a consumação da operação, se efetivada, contribuirá para a elevação do índice de Basileia. Além disso, diz que vem Banco Indusval e seus acionistas controladores vêm avaliando alternativas para solucionar o referido desenquadramento.

O comunicado cita que a administração está avaliando alternativas para solucionar o desenquadramento do free float, que está abaixo do porcentual mínimo determinado pelo regulamento de listagem do Nível 2, da B3.

O Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br) acumulou alta de 0,95% no ano até outubro, informou há pouco o Banco Central. O porcentual diz respeito à série sem ajustes sazonais.

Pela mesma série, o IBC-Br apresenta alta de 0,96% nos 12 meses encerrados em outubro.

O IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses.

A acordo entre a plataforma de pagamento Ame (57% controlada pela Lojas Americanas e 43% pela B2W) com a Cielo reforça a estratégia das varejistas de expandirem sua rede de aceitação, que agora se estenderá a 1,5 milhão de maquininhas da Cielo, ressalta o Citi em relatório.

A Ame tem hoje mais de 6,2 milhões de downloads e presença em mais de 1.600 Lojas Americanas, além dos sites controlados pela B2W e mais 35 mil pontos de varejo físicos. A informação segue o anúncio de ontem da parceria da B2W com a Linx OMNI OMS.

"Lojas Americanas e B2W têm sido extremamente ativas no fechamento de parcerias para desenvolver sua plataforma de pagamento AME Digital, entre elas a recente com a Linx, Mastercard Brasil, Vetex e Banco do Brasil", destacaram os analistas Tobias Stingelin e João Pedro Soares.

Entre os principais riscos para a continuidade da expansão da plataforma, os especialistas citam mudanças nas perspectivas macroeconômicas, como um aperto no nível de renda e de emprego, disponibilidade de crédito e taxas de juros. "Além disso, existe também a concorrência de atores formais e informais no mercado, o que poderia impactar as vendas, margens e planos de expansão da empresa", destacaram.

Após o resultado das eleições britânicas, a City Londrina defendeu o protagonismo do setor financeiro na condução do Brexit, como é chamada a saída do Reino Unido da União Europeia (UE).

"Para a City, é vital que o futuro acordo reconheça a enorme contribuição do setor de serviços, garantindo o acesso máximo ao mercado e desenvolvendo uma estrutura para a economia do Reino Unido prosperar nos próximos anos", avaliou a diretora de políticas da City of London Corporation, Catherine McGuinness. "Os políticos de todo o espectro devem reconhecer que os serviços financeiros e profissionais dão uma contribuição significativa, empregando 2,3 milhões de pessoas em todo o país", continuou.

Na mensagem enviada à imprensa, a instituição parabenizou o Partido Conservador pela vitória e disse esperar trabalhar com o governo de Boris Johnson. "É vital que este novo capítulo traga alguma estabilidade e uma visão positiva para a City, Londres e o Reino Unido", citou. A diretora também enfatizou que, com o tempo correndo, quebrar o impasse do Brexit deve ser uma prioridade fundamental para o governo. "Mas mesmo se um acordo de retirada for aprovado, ainda há um longo caminho pela frente", previu, acrescentando que o sucesso futuro do Reino Unido depende da atração, retenção e desenvolvimento de talentos de alta qualidade.

Um primeiro passo crítico, de acordo com Catherine, é criar um sistema de vistos eficaz e eficiente para atender à demanda de profissionais talentosos. Mas o governo também precisa olhar mais dentro de casa, segundo ela, para garantir que ninguém seja deixado para trás em meio a mudanças sem precedentes nos campos sociais e tecnológicos. "Outra prioridade importante deve ser o grande investimento em infraestrutura - também para Londres e para o resto do país. A conectividade aprimorada entre nossas cidades não apenas fortalecerá a posição do Reino Unido como um centro de negócios líder mundial, mas também ajudará a criar uma maior prosperidade compartilhada em todo o país."


Bons negócios!

Um ótimo dia.

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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