terça-feira, 10 de dezembro de 2019

Cenário 10/12/2019

A inflação ao consumidor da China teve forte aceleração em novembro e atingiu o maior nível em quase oito anos, impulsionada pelos preços de carne suína e de outros gêneros alimentícios.

Dados do Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, pela sigla em inglês) mostram que o índice de preços ao consumidor (CPI, pela sigla em inglês) chinês subiu 4,5% na comparação anual de novembro, após registrar alta de 3,8% em outubro. O resultado do mês passado, o maior desde janeiro de 2012, superou a expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam acréscimo de 4,4%.

Apenas os preços de alimentos tiveram aumento de 19,1% em novembro ante igual mês do ano passado, o maior em mais de 11 anos. Já os preços de carne suína saltaram 110,2% no mesmo período, superando o recorde de outubro, em meio a um surto de peste suína africana.

Já o índice de preços ao produtor (PPI) da China apresentou queda anual de 1,4% em novembro, menor do que a redução de 1,6% vista em outubro. Neste caso, a previsão de economistas para o último mês era de declínio de 1,5%.

Em relação a outubro, o CPI chinês avançou 0,4% em novembro e o PPI caiu 0,1%.

Os EUA não deverão impor tarifas extras a mais US$ 160 bilhões em produtos chineses no domingo (15), num momento em que tentam fechar um acordo comercial preliminar com Pequim, segundo o secretário da Agricultura americano, Sonny Perdue. "Temos um prazo que vence em 15 de dezembro para uma nova tranche de tarifas, eu não acredito que serão implementadas e acho que vamos ver algum tipo de recuo", disse Perdue.

O índice de expectativas econômicas da Alemanha subiu de -2,1 pontos em novembro para 10,7 pontos em dezembro, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira pelo instituto alemão ZEW. O resultado veio bem acima da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam avanço do indicador a -0,1 ponto.

Já o índice das condições atuais medido pelo ZEW aumentou de -24,7 pontos em novembro para -19,9 pontos em dezembro. Neste caso, a projeção também era de ganho menor, a -22,3 pontos. 

Com a demanda ultrapassando o volume da oferta em mais de dez vezes, a XP Investimentos já cogita elevar o preço da ação em sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) acima de US$ 25, ou seja, além da faixa indicativa de preço informada no prospecto (US$ 22 a US$ 25), apurou o Broadcast. O papel da companhia será precificado hoje e a XP estreia na Nasdaq amanhã.

Se o valor da ação foi precificado em US$ 26, o IPO movimentará US$ 2,17 bilhões. A oferta envolverá a venda de 72,51 milhões de ações classe A. Desse volume, 42.533.192 farão parte da oferta primária, aquela que injetará recursos no caixa da empresa. Outras 29.957.449 ações são da oferta secundária, que dão recursos aos sócios da empresa.

O prospecto mostra que a oferta poderá ser acrescida um lote de 10.876.595 ações. Assim, a cada US$ 1 a mais no preço da ação, a oferta é acrescida em cerca de US$ 83 milhões, considerando o lote extra, que deve ser colocado por conta da demanda.

Além de sócios executivos da XP, são vendedores na oferta os fundos General Atlantic e Dynamo. O Itaú Unibanco, que há um pouco mais de dois anos adquiriu 49,9% das ações da XP, não venderá sua participação. O Itaú pagou cerca de R$ 6 bilhões por essa fatia, avaliando a companhia à época em R$ 12 bilhões. Em pouquíssimo tempo, viu o valor do investimento se multiplicar em cinco vezes. Após a oferta, o maior banco privado do País ficará com uma fatia de 46% da XP.

A XP deixa claro que sua intenção é seguir crescendo após a oferta. Do lote primário, que injetará recursos no caixa da XP, o objetivo é o lançamento de novos serviços, como banco digital, pagamentos e seguros. Além disso, o dinheiro também poderá ser usado para financiar aquisições, capital de giro relacionado à expansão e acelerar a busca de novos clientes por meio de investimentos em marketing e publicidade.

Os bancos coordenadores da oferta são o Goldman Sachs, JPMorgan, Morgan Stanley, XP Investimentos, Itaú BBA, Bofa, Citi, Credit Suisse e UBS.

A produção industrial cresceu em sete dos 15 locais pesquisados em outubro deste ano em relação a outubro do ano passado. Os dados são da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física Regional, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em São Paulo, maior parque industrial do País, a produção aumentou 5,0%. Os demais avanços ocorreram em Goiás (11,2%), Paraná (9,4%), Amazonas (6,1%), Rio de Janeiro (5,7%), Mato Grosso (2,2%) e Pernambuco (0,3%).

Na direção oposta, o Espírito Santo teve um recuo de 22,5%, puxado pelas perdas nas indústrias extrativas, em celulose e papel e em metalurgia. Houve redução na produção também de Minas Gerais (-3,9%), Pará (-2,8%), Bahia (-1,7%), Rio Grande do Sul (-1,7%), Santa Catarina (-1,6%), Região Nordeste (-1,6%) e Ceará (-0,4%).

O IBGE ressaltou que o mês de outubro de 2019 teve um dia útil a mais do que outubro de 2018. Na média global, a indústria nacional avançou 1,0% em outubro deste ano ante outubro do ano passado.

O gráfico diário do IBOV mostra um sinal de topo, denominado pinça.

Isso ocorre quando temos as máximas justapostas, por duas sessões em sequência.

Assim sendo, teremos uma ideia da força e resiliência do benchmark doméstico sob pressão do exterior.

Enquanto escrevo, o IBOV negocia sobre a média móvel de 5 períodos, primeiro suporte natural para os preços.


Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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