sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

Cenário 27/12/2019

As bolsas asiáticas fecharam sem sinal único, nesta sexta-feira, mas com Xangai e Tóquio em território negativo. O dia, porém, foi atípico, ainda com volumes reduzidos graças à semana de Natal, com algumas praças, como Hong Kong, ainda se beneficiando pela expectativa positiva para a confirmação oficial da fase 1 do acordo de comércio entre americanos e chineses.

Na China continental, Xangai fechou em queda de 0,08%, em 3.005,04 pontos. A Bolsa de Shenzhen, de menor abrangência, recuou 0,68%, a 1.776,11 pontos. Na agenda de indicadores, o lucro industrial da China cresceu 5,4% em novembro, na comparação anual, segundo dados oficiais.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng registrou alta de 1,30%, a 28.225,42 pontos, seu fechamento mais forte em mais de cinco meses. Incorporadoras se saíram bem, após a China relaxar restrições a moradias em cidades pequenas e médias, o que deve facilitar que pessoas de outros locais se estabeleçam nessas cidades.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei recuou 0,36%, a 23.837,72 pontos, encerrando na mínima do dia. Recuos nos setores de mineração e alimentação contrastaram com avanços em corretoras e siderúrgicas japonesas. No próximo ano, estará em foco a estabilidade do governo do premiê Shinzo Abe, que tem ajudado o mercado acionário japonês nos últimos anos.

A Polícia Federal em Curitiba indiciou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o ex-ministro Antonio Palocci, o presidente do Instituto Lula, Paulo Okamotto, e o empresário Marcelo Odebrecht pela suspeita de pagamento de propina de R$ 4 milhões da Odebrecht ao Instituto Lula entre dezembro de 2013 e março de 2014. Há indícios, segundo a PF, de crimes de corrupção ativa, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A PF aponta “dissimulação da origem e natureza dos citados valores repassados pela Odebrecht ao Instituto Lula, cujos atos foram falsamente formalizados e informados como se se tratasse de ‘doação’”.

O inquérito da PF será encaminhado ao Ministério Público Federal, que pode ou não oferecer denúncia criminal contra Lula, Palocci, Okamotto e Odebrecht. A Procuradoria pode, ainda, devolver os autos à PF para novas diligências. Se houver denúncia, caberá à Justiça Federal decidir se abre ou não uma nova ação penal contra o ex-presidente e os outros citados.

Na avaliação do delegado, “surgem, então, robustos indícios da origem ilícita dos recursos e, via de consequência, da prática dos crimes de corrupção ativa e passiva, considerando o pagamento de vantagem indevida a agente público em razão do cargo por ele anteriormente ocupado”.

Em um trecho do relatório, a PF cita a delação premiada do ex-executivo da Odebrecht Alexandrino Alencar, um dos 77 colaboradores da empreiteira que fizeram acordo na Lava Jato.

A Petrobras vai aumentar em 5% o preço do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) a partir de sexta-feira nas suas refinarias, um dia depois de ter anunciado que o gás natural deverá cair cerca de 10% após a revisão de contratos com 12 distribuidoras estaduais do produto.

Seguindo a regra de reajustes trimestrais para o GLP, o aumento de 5% atinge o gás de cozinha (Botijão de 13 kg) e também o GLP industrial e comercial.

O impacto para o consumidor deverá girar em torno de 2% a 3%, já que a realização da Petrobras representa 38% do preço, sendo os outros custos distribuídos entre a comercialização e tributos.

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 2,09% em dezembro, informou há pouco a Fundação Getulio Vargas (FGV). A taxa representa forte aceleração na comparação com novembro, quando o a inflação medida pelo indicador atingiu 0,30% na margem. Com o número, o IGP-M acumulou variação de 7,30% em 2019.

O dado de dezembro ficou levemente abaixo da mediana apurada pela pesquisa Projeções Broadcast, que previa alta de 2,12% para o IGP-M de dezembro na margem, mas dentro do intervalo de 1,50% a 2,58%. Com isso, a inflação medida pelo indicador acumulada no ano também ficou um pouco abaixo da mediana do levantamento, de 7,33%, mas dentro do intervalo de 6,70% a 7,82%.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) mostrou alta de 2,84% no mês ante 0,36% na divulgação anterior e atingiu 9,08% de avanço no ano. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) avançou de 0,20% em novembro para 0,84% em dezembro e fecha 2019 acumulado em 3,79%.

O Índice Nacional de Custos da Construção (INCC), divulgado pela FGV na sexta-feira anterior, 20, desacelerou a 0,14% em dezembro de 0,15% em novembro. Em 2019, o indicador acumulou alta de 4,13%.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) acelerou a 2,84% em dezembro, de 0,36% em novembro, informou há pouco a Fundação Getulio Vargas (FGV). O comportamento foi puxado por uma aceleração tanto nos preços do IPA agropecuário, que avançou de 2,84% para 6,38%, quanto do IPA industrial, cuja taxa passou de -0,45% para 1,63%.

Em 2019, o IPA acumulou alta de 9,08%, acima do IGP-M cheio, que registrou avanço de 7,30% no ano. Os preços ao produtor agropecuário acumulam inflação de 16,80%, enquanto os produtos industriais tiveram alta de 6,57%.

Em dezembro, dois estágios de produção mostraram alta nas suas taxas. A inflação dos Bens Finais avançou de 0,77% para 3,31%. A principal influência sobre o grupo partiu dos alimentos processados, cuja taxa acelerou de 2,66% para 6,78% no período. Com isso, em 2019, o grupo acumula inflação de 7,93%.

Os Bens Intermediários desaceleraram de 0,49% em novembro para 0,43% em dezembro, acumulando 2,14% de inflação no ano. Na margem, o principal responsável pelo movimento foi o subgrupo materiais e componentes para construção, cujo porcentual passou de 0,48% para -0,07%.

Já as Matérias-Primas Brutas aceleraram de -0,23% em novembro para 5,03% em dezembro, puxadas pelo comportamento do minério de ferro (-11,21% para 3,38%), bovinos (8,02% para 19,57%) e café em grão (3,60% para 15,57%). Por outro lado, contribuíram para segurar a alta do grupo cana de açúcar (1,22% para -0,63%), laranja (8,90% para -2,50%) e mandioca (9,55% para 6,45%).

As Matérias-Primas Brutas acumulam alta de 19,19% em 2019, a maior entre os estágios de produção do IPA.

O Banco do Brasil (BB) informou que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a parceria estratégica entre o BB - Banco de Investimento, subsidiária integral do BB, e o banco suíço UBS para atuação em atividades de banco de investimentos e de corretora de títulos e valores mobiliários no segmento institucional no Brasil e em determinados países da América do Sul.

A instituição acrescenta, porém, que a concretização da parceria está condicionada ao atendimento de condições contratuais precedentes ao fechamento, assim como à aprovação do Banco Central do Brasil e demais instâncias competentes.

A nova empresa a ser criada reunirá ativos do BB e do UBS e não está previsto pagamento em quantia financeira. O UBS terá 50,01% de participação e o BB ficará com os outros 49,99%.

Em novembro, os dois bancos confirmaram a assinatura de acordo em caráter vinculante para a criação de uma joint venture com foco na área de banco de investimento. No final daquele mês, o presidente do Banco do Brasil, Rubem Novaes, enfatizou a meta de colocar a sociedade em operação no meio do ano que vem.

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 11,2% no trimestre encerrado em novembro, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados há pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado veio abaixo do piso do intervalo das expectativas captadas pelo Projeções Broadcast, que estimavam uma taxa de desemprego entre 11,3% e 11,5%, com mediana de 11,4%.

Em igual período de 2018, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 11,6%. No trimestre até outubro deste ano, a taxa também foi de 11,6%.

A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.332 no trimestre encerrado em novembro. O resultado representa alta de 1,2% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ R$ 215,104 bilhões no trimestre até novembro, alta de 3,0% ante igual período do ano anterior.

A confiança da indústria avançou 3,2 pontos em dezembro e atingiu a marca de 99,5 pontos ante os 96,3 do mês anterior, na série com ajuste sazonal, segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV). Com isso, o indicador acumula alta de 3,9 pontos no quarto trimestre do ano.

Todos os componentes do índice mostraram melhora na margem. O Índice de Situação Atual (ISA) subiu quatro pontos, de 95,8 pontos para 99,8, o maior valor desde maio de 2018 (100,2). O indicador que mede a satisfação com a situação atual dos negócios foi o que exerceu maior influência sobre o ISA, passando de 95,2 para 100,9 pontos, maior valor desde outubro de 2013.

O porcentual de empresas que avaliam a situação atual dos negócios como boa passou, entre novembro e dezembro, de 14,8% para 17,6% do total, enquanto a razão das que avaliam a situação como fraca caiu de 20,5% para 14,6%.

Já o Índice de Expectativas (IE) aumentou 2,4 pontos, para 99,2, a segunda alta consecutiva. A expectativa com relação ao volume de pessoal ocupado nos próximos três meses foi a que mais contribuiu para o avanço do índice, passando de 93,8 pontos para 97,2 pontos.

A proporção de empresas que prevê aumento de pessoal ocupado passou de 14,0% para 15,4% e a razão das que projetam redução oscilou de 13,8% para 13,5%.

Já o Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) recuou 0,2 ponto porcentual, para 75,1%. Apesar de se tratar da segunda queda consecutiva na margem, o NUCI encerra 2019 0,8 ponto porcentual acima do nível de janeiro deste ano, de 74,3%.

"A indústria fecha o ano com boas notícias. A alta da confiança em dezembro é reflexo principalmente da melhora na percepção dos empresários a sobre os negócios e do aumento do otimismo em relação aos próximos meses. Para 2020, a continuidade da evolução favorável da confiança dependerá tanto de uma efetiva recuperação da demanda interna quanto da redução dos níveis de incerteza", diz, em nota, a economista da FGV Renata de Mello Franco.

O gráfico diário do IBOV gera algum desconforto pata quem está comprado, seja pela alta em linha reta, distância em relação à média móvel de 21 períodos ou praticamente ausência de candles vermelhos no curto prazo.

A pergunta é: até quando o IBOV poderá subir sem antes corrigir?

A correção será forte ou vai haver inflexão?

Eis a questão...

Fato é: não temos sinal de topo.

Assim sendo, a carruagem segue em frente, mesmo que encontre algumas pedras pelo caminho, até segunda ordem.

Por outro lado, o momento pede atenção redobrada, na minha humilde leitura.


Bons negócios!

O Cenário voltará dia 06/01.

Um ótimo Réveillon!

Que venha 2020!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Cenário 26/12/2019

A sanção pelo presidente Jair Bolsonaro do projeto de lei anticrime com a manutenção do dispositivo que institui o juiz de garantias alçou a hashtag "#BolsonaroTraidor" ao primeiro lugar dos trending topics do Twitter no Brasil nesta quarta-feira de Natal. Houve até uma previsão de que essa medida afastará de um eventual julgamento o magistrado que está à frente da apuração da suposta prática de "rachadinha" no gabinete do hoje senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ) durante seus mandatos na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj).

Foi do youtuber Nando Moura - conhecido por, ao menos até então, apoiar posições e políticas de Bolsonaro - que partiu o apelo para "subir" a hashtag que acusa o presidente de "trair" o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, e "todo o povo brasileiro". O veto à figura do juiz de garantias foi incluído no texto por uma emenda que tem como um dos autores o deputado federal Marcelo Freixo (PSOL-RJ).

Uma das publicações de Moura chegou a ser replicada pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, que está de férias, mas depois apagou o retuíte. "Estou em viagem, em um navio, com internet intermitente. Fico horas sem internet. Dei RT sem querer em um post. Evidentemente que foi um erro", explicou-se na sequência.

Também no Twitter, o procurador Hélio Telho, do Ministério Público Federal de Goiás (MPF-GO), escreveu mais cedo que a criação do juiz de garantias "impedirá o juiz que autorizou a quebra de sigilo do senador Flávio Bolsonaro de conduzir e de julgar o processo do rumoroso caso das rachadinhas (caso Queiroz)". Trata-se do juiz Flávio Itabaiana de Oliveira Nicolau. Na última sexta-feira, o presidente Bolsonaro acusou o Ministério Público do Rio de proteger o governador Wilson Witzel (PSC) e afirmou que, “pelo que parece”, uma filha de Itabaiana é funcionária “fantasma” do governo fluminense.

Segundo o texto sancionado por Bolsonaro, o juiz de garantias fica responsável pela fase de investigação de um caso, cabendo a ele, por exemplo, autorizar a adoção de medidas cautelares, como prisões preventivas e operações de busca e apreensão, e até aceitar eventual denúncia de órgãos investigativos. Conduzir a fase do processo será atribuição de um magistrado separado. Telho já havia alertado, em entrevista ao Broadcast Político, sobre como esse trecho do pacote anticrime poderia afastar de julgamentos da Lava Jato o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal do Rio de Janeiro.

As últimas estimativas do Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) feitas pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) dão conta de que está praticamente garantido, em 2019, um novo recorde. A previsão é da criação de um valor de R$ 616,97 bilhões no ano, meio bilhão de reais acima da cifra de 2017, que marcou o recorde anterior.

A contribuição das commodities agrícolas, cujas cotações foram muito voláteis, foi menor que a dos itens proteicos, mais demandados no exterior, em especial, pela China.

Os indicadores reforçam a percepção da importância da produção agropecuária para a economia. O porcentual de aumento estimado para o setor pelos técnicos do Mapa - 2,1% entre 2018 e 2019 - é superior aos das previsões para a alta do PIB, de 1,2%.

Em nota técnica do Departamento de Financiamento e Informação, da Secretaria de Política Agrícola do Mapa, as explicações para a alta são claras: "O mercado internacional favorável, onde os preços das carnes, principalmente de frango e de suínos, situaram-se em níveis maiores, e as quantidades exportadas fizeram que os resultados atingissem posições favoráveis ao setor em 2019". Na pecuária, por exemplo, "apenas o leite teve queda de valor, 2,1%".

A demanda interna dos itens proteicos costuma ser forte nos fins de ano e já provocou efeitos colaterais. Os preços da carne foram decisivos para a inflação medida tanto pelo IGP-M da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que superou 2%, como pelo IPCA-15 do IBGE. O Relatório de Inflação do Banco Central prevê níveis mais elevados de IPCA em dezembro e janeiro, sob influência da elevação dos preços das proteínas.

A situação só não é mais grave para os preços porque há oferta de carnes, graças à produção elevada. Porcentualmente, os maiores crescimentos vieram do valor das safras de frangos (+13,1) e de suínos (+12,5%), mas, em termos relativos, o valor da produção de bovinos é mais importante e deverá atingir R$ 96 bilhões (+5,1%).

Os mercados acionários da Ásia fecharam na maioria com ganhos, nesta quinta-feira. O dia, porém, voltou a ser de volumes reduzidos, em semana atípica por causa do feriado do Natal. A Bolsa de Hong Kong nem abriu hoje por um feriado local, o que ocorreu também na Oceania, na Bolsa de Sydney, na Austrália.

O comércio internacional seguiu no radar dos investidores. Ontem, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que haverá uma cerimônia para a assinatura da fase 1 do acordo comercial com Pequim, o que segundo ele deve ocorrer rápido. "O acordo está feito, está sendo traduzido no momento", comentou. Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês disse que os dois governos estão em contato próximo para a assinatura do pacto.

Na China, a Bolsa de Xangai fechou em alta de 0,85%, em 3.007,35 pontos. A Bolsa de Shenzhen, de menor abrangência, teve ganho de 0,72%, a 1.788,23 pontos. Xangai chegou a abrir em baixa, mas ganhou força ao longo do pregão.

Em Tóquio, o índice Nikkei avançou 0,60%, a 23.924,92 pontos. O setor de eletrônicos puxou o mercado japonês para cima. A fabricante de partes de eletrônicos Murata Manufacturing teve ganho de 2,9%, enquanto a fabricante de robôs industriais Yaskawa Electric subiu 1,9%.

Na Coreia do Sul, o índice Kospi subiu 0,36%, a 2.197,93 pontos. Na Bolsa de Seul, os eletrônicos também lideraram os ganhos, retomando o impulso após recuo mais cedo nesta semana. Samsung Electro-Mechanics subiu 1,7%, LG Display avançou 1,3% e SK Hynix, 1,1%. O setor financeiro subiu em sua maioria, como Hana Financial (+1,1%) e Industrial Bank of Korea (+0,8%).

O Banco Pan informou que o Banco BTG Pactual alienou 61.265.444 ações ordinárias e 40.117.307 ações preferenciais de emissão
da companhia, passando a deter 334.130.637 ações ordinárias e 142.149.018 ações preferenciais, representando 41,7% do total do capital social. No dia 4 de dezembro, a posição acionária do BTG Pactual no Banco Pan estava em 50,59%.

O Índice de Confiança do Comércio (Icom) subiu 0,3 ponto na passagem de novembro para dezembro, para 98,1 pontos, informou há pouco a Fundação Getulio Vargas (FGV).

No índice de médias móveis trimestrais, o indicador subiu 0,3 pontos em dezembro, após uma queda em novembro.

Em dezembro, o Índice de Situação Atual (ISA-COM) subiu 0,9 ponto, para 95,8 pontos, maior patamar desde dezembro de 2018, quando estava em 97,1 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE-COM) recuou 0,4 ponto, no terceiro mês de quedas consecutivas, para 100,5 pontos. Apesar dos recuos recentes, o IE-COM se mantém acima do nível neutro de 100 pontos desde julho de 2019.

A coleta de dados para a edição de dezembro da Sondagem do Comércio foi realizada entre os dias 2 e 20 do mês e obteve informações de 805 empresas.

A Vale anunciou a conclusão de uma nova linha sindicalizada de crédito rotativo no valor de US$ 3 bilhões, com prazo de cinco anos, como forma de fonte adicional de liquidez que poderá ser utilizada pela Vale e algumas de suas subsidiárias "em qualquer momento da vida útil do instrumento".

A linha de crédito rotativo foi contratada junto a um sindicato composto por 16 bancos globais, liderados por Citigroup, Crédit Agricole, MUFG e Sumitomo Mitsui Banking Corporation. Fazem parte também deste sindicato Bank of China, Bank of Montreal, Mizuho, The Bank of Nova Scotia, JP Morgan, Royal Bank of Canada, HSBC, The Toronto-Dominion Bank, Bank of America, Barclays, Standard Chartered e Banco do Brasil.

O gráfico diário do IBOV mostra a tendência "falando" mais alto, mesmo com o benchmark esticado e distante da média móvel de 21 períodos.

Vale destacar que a média móvel de 5 períodos tem sido suporte imediato desde o início dessa escalada, o que ocorreu no final de novembro.

Mesmo aos trancos e barrancos o mercado vai subindo, sem sinal de topo.


Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

Cenário 23/12/2019

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única, nesta segunda-feira. Na China, um anúncio positivo na frente comercial não foi suficiente para evitar uma queda em Xangai, enquanto em Tóquio o dia foi praticamente de estabilidade, em uma semana atípica, com expectativa de volumes mais baixos por causa do feriado de Natal que deixa mercados fechados em boa parte do mundo em alguns dos próximos dias.

Na China continental, o Xangai Composto fechou em queda de 1,40%, em 2.962,75 pontos. O índice Shenzhen Composto, de menor abrangência, teve baixa de 1,92%, a 1.667,71 pontos. A queda ocorreu mesmo após o governo em Pequim anunciar que cortará tarifas de importação sobre carne de porco congelada, farmacêuticos e alguns componentes de alta tecnologia a partir de 1º de janeiro, o que pode facilitar a conclusão da fase 1 do acordo comercial com os Estados Unidos.

Segundo a Bloomberg, hoje influenciou mais nos negócios chineses a notícia de que um fundo apoiado pelo Estado reduzirá sua participação em algumas companhias do setor de tecnologia. O setor foi justamente o mais prejudicado hoje entre as ações em Xangai.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei terminou com ganho de 0,02%, em 23.821,11 pontos, praticamente estável. O setor farmacêutico avançou, o que compensou as baixas entre as montadoras de automóveis. Os volumes negociados, de qualquer modo, já eram mais baixos neste início de semana de feriado.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng fechou em alta de 0,13%, em 27.906,41 pontos.

Na Coreia do Sul, o índice Kospi terminou o dia em baixa de 0,02%, em 2.203,71 pontos, sem fôlego após na semana passada ter atingido máxima em sete meses. Ações de eletrônicos foram as mais pressionadas, com Samsung Electronics em queda de 0,9% e LG Display, de 1,2%. Por outro lado, entre as companhias aéreas Korean Air Lines subiu 4,5% e Asiana Airlines, 2,5%.

Republicanos próximos ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, argumentaram que é insustentável a postura adotada pela presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, de travar o envio do processo de impeachment ao Senado, onde o chefe da Casa Branca tem maioria.

Pelosi tem articulado junto ao líder democrata no Senado, Chuck Schumer, uma maneira de protelar ao máximo o envio do processo de impeachment para apreciação dos senadores. A avaliação de ambos é que, neste momento, não há apoio popular ao afastamento do presidente.

O adiamento seria, na visão deles, uma manobra para desgastar politicamente Trump. Eles ponderam que os republicanos contam com uma maioria confortável na Câmara alta (53 a 45 democratas), onde é necessário o apoio de 67 parlamentares.

O chefe de gabinete do vice-presidente Mike Pence, Marc Short, afirmou que não há maneira de Pelosi sustentar esta posição. "Pensamos que a causa dela não tem saída", afirmou.

O líder da maioria no Senado, o republicano Mitch McConnell, é quem vai comandar o rito do impeachment quando ele chegar à casa. Em conversas recentes, McConnell garantiu que Trump vai conseguir a absolvição entre os senadores. Ainda assim, ele convenceu os colegas republicanos a aceitar que as alegações e declarações do impeachment ocorram dentro do período de suas semanas.

Pelosi e o líder da minoria no Senado, o democrata Chuck Schumer, exigem que sejam convocadas as testemunhas que se negaram a participar do processo de impeachment na Câmara, como o chefe interino de despacho presidencial, Mick Mulvaney, e o ex-assessor de segurança nacional John Bolton.

Um dos maiores aliados de Trump no Senado, Lindsey Graham disse que Pelosi vai fracassar na sua tentativa de "conseguir que Mitch McConnell ceda à vontade". Ele preside a Comissão de Assuntos Jurídicos do Senado. "Ela acabará por enviar o processo porque a opinião pública vai pressionar os democratas", afirmou.

A expectativa de crescimento da economia em 2019 foi de 1,12% para 1,16%, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado hoje pelo Banco Central. Há quatro semanas, a estimativa de alta era de 0,99%.

Para 2020, o mercado financeiro alterou a previsão de alta do Produto Interno Bruto (PIB), de 2,25% para 2,28%. Quatro semanas atrás, estava em 2,20%.

Na semana passada, o BC atualizou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), sua projeção para o PIB em 2019, de alta de 0,9% para elevação de 1,2%. No caso de 2020, a projeção passou de 1,8% para 2,2%.

No Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2019 foi de baixa de 0,71% para recuo de 0,72%. Há um mês, estava em baixa de 0,70%. No caso de 2020, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 2,02%, ante 2,30% de quatro semanas antes.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2019 permaneceu em 56,10%. Há um mês, estava em 56,70%. Para 2020, a expectativa foi de 58,00% para 57,90%, ante 58,30% de um mês atrás.
O Relatório de Mercado Focus trouxe hoje manutenção na projeção para o resultado primário do governo em 2019. A relação entre o déficit primário e o Produto Interno Bruto (PIB) este ano seguiu em 1,10%. No caso de 2020, também permaneceu em 1,10%. Há um mês, os porcentuais estavam em 1,20% e 1,10%, respectivamente.

Já a relação entre déficit nominal e PIB em 2019 foi de 6,10% para 6,07%, conforme as projeções dos economistas do mercado financeiro. Para 2020, foi de 5,60% para 5,44%. Há quatro semanas, estas relações estavam em 6,10% e 5,94%, nesta ordem.

O resultado primário reflete o saldo entre receitas e despesas do governo, antes do pagamento dos juros da dívida pública. Já o resultado nominal reflete o saldo já após as despesas com juros.

O gráfico diário do IBOV é reflexo de uma tendência de alta sinuosa, complexa, desafiadora e que cozinhou muitos sapos pela caminho.

Percebam algo importante: desde o dia 27/11 temos apenas cinco candles vermelhos, sem contar a sessão de hoje, ainda em fase inicial.

Chama a atenção o volume crescente, de forma equilibrada e consistente.

Não há sinal de topo, configuração de exaustão ou algo do gênero.

Por outro lado, a distância em relação à média móvel de 21 períodos oferece upside limitado.


FELIZ NATAL!

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

Cenário 20/12/2019

Na esteira dos dados mais recentes de atividade, o Banco Central elevou sua expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2020. De acordo com o Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado ontem, a projeção de crescimento da economia no próximo ano passou de 1,8% para 2,2%. Se confirmado, o resultado será aproximadamente o dobro do registrado em 2019.

Impulsionada pelo interesse de grupos estrangeiros, a privatização de oito refinarias da Petrobrás deverá movimentar mais de R$ 50 bilhões, segundo estimativas de analistas de mercado. Empresas petroleiras, grandes grupos internacionais e companhias brasileiras entram na reta final para a apresentação das propostas, processo que teve início em novembro. O resultado da venda das quatro primeiras unidades vai sair em março do próximo ano.

O senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ) reagiu nesta quinta-feira à investigação sobre um suposto esquema de “rachadinha” em seu antigo gabinete na Assembleia Legislativa do Rio com críticas ao juiz Flávio Itabaiana Nicolau, responsável pelo caso, e provocações aos promotores e ao governador do Rio, Wilson Witzel (PSC). Flávio entrou com um habeas corpus no Supremo Tribunal Federal com o objetivo de tentar suspender a apuração mais uma vez. O recurso foi distribuído para o ministro Gilmar Mendes.

A maior parte dos mercados asiáticos fechou em queda nesta sexta-feira, mas registrou valorização semanal com o anúncio de um acordo inicial entre Estados Unidos e China, na semana passada. Ontem, o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, disse estar confiante de que o pacto será assinado em janeiro, o que permitiu novos recordes em Wall Street.

Nos negócios da China continental, o Xangai Composto fechou em queda de 0,40%, a 3.004,94 pontos, mas com ganho semanal de 1,26%. O menos abrangente Shenzhen Composto apresentou recuo de 0,74%, a 1.700,29 pontos, mas subiu 2,39% na semana.

Mnuchin, um dos líderes das negociações com a China pelo lado americano, afirmou estar "confiante" de que a "fase 1" do acordo bilateral, que passa agora por revisão técnica, seja assinada já em janeiro. Embora tenha dito que o governo dos EUA ainda tem espaço para elevar tarifas a produtos chineses caso o entendimento fracasse, Mnuchin defendeu que seu país está preparado para "trabalhar duro" por uma segunda fase do pacto.

Em outras partes da Ásia, o Hang Seng fechou em leve alta de 0,08% em Hong Kong, a 27.823,25 pontos, e avançou 0,49% na semana. o sul-coreano Kospi subiu 0,35% em Seul, a 2.204,18 pontos, e se valorizou 1,56% na semana. O Taiex cedeu 0,50% em Taiwan, a 11.959,08 pontos, mas avançou 0,26% na semana.

Já na Oceania, na bolsa australiana, o S&P/ASX 200 terminou o dia em queda de 0,25% em Sydney, a 6.816,30 pontos, mas subiu 1,14% na semana.

O Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) decidiu manter suas taxas de juros de referência, após ter feito nesta semana uma "enorme injeção de liquidez" apesar das melhores perspectivas para a economia, lembra o Rabobank. "Esse talvez seja o resumo perfeito de onde terminamos este ano e esta década. A economia piora, diminuímos os juros; a economia melhora, e ainda reduzimos os juros", ironizam os analistas.

Para a Capital Economics, a manutenção significa que o PBoC "está confortável com o nível atual das taxas de empréstimos bancários", mas provavelmente representa uma pausa e não o fim do ciclo de flexibilização no gigante asiático. A consultoria espera que o banco central chinês reduza os juros em mais 50 pontos-base em 2020, como resultado das pressões sobre balanços corporativos e a desaceleração econômica.

O japonês Nikkei recuou 0,20% em Tóquio, a 23.816,63 pontos. O índice foi uma exceção e registrou queda semanal de 0,86%.

A Câmara dos Deputados da Nação Argentina aprovou, por 134 votos a 110, um pacote econômico emergencial proposto pelo governo do presidente Alberto Fernández após mais de 15 horas de sessão. A votação favorável é considerada uma vitória ao novo mandatário, que assumiu há apenas dez dias, em 10 de dezembro.

O projeto propõe poderes excepcionais ao Executivo. Pela lei, o governo poderá realizar, por um ano, medidas tributárias, previdenciárias, financeiras, administrativas, sociais e de saúde sem precisar passar leis pelo Congresso, segundo a imprensa local.

O La Nación destaca que a Frente de Todos, partido de Fernández, concordou com algumas mudanças para garantir a aprovação, mas que não afetaram os pilares fundamentais do texto - como a permissão para elevar alguns impostos e renegociar o atual esquema tarifário.

Segundo o Ámbito Financiero, o governo tem uma reunião agendada para hoje às 14h (de Brasília) no Senado com objetivo de sancionar o projeto.

O Índice de Confiança da Construção (ICST) subiu 3,3 pontos em dezembro, para 92,3 pontos, informou há pouco a Fundação Getulio Vargas (FGV). É a terceira alta consecutiva para o indicador, que atingiu o maior nível desde junho de 2014, quando o patamar registrado foi de 92,9 pontos.

Os dois componentes do ICST tiveram melhora no mês. O Índice de Situação Atual (ISA-CST) subiu 1,3 pontos, para 82,6 pontos, o maior nível desde janeiro de 2015 (85,3). Já o Índice de Expectativas (IE-CST) avançou 5,2 pontos, para 102,2, maior patamar desde junho de 2013 (102,6). A alta foi puxada pela melhora do indicador de demanda prevista nos próximos três meses, que subiu 6,2 pontos, para 103,2.

O Nível de Utilização da Capacidade (NUCI) do setor também mostrou alta, de 1,4 ponto porcentual, atingindo 71,9%. O patamar de variação foi igual tanto para o NUCI de Máquinas e Equipamentos, quanto para o de Mão de Obra.

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) registrou alta de 1,05% em dezembro, após ter avançado 0,14% em novembro, informou há pouco o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com o resultado anunciado hoje, o IPCA-15 acumulou um aumento de 3,91% no ano de 2019. Nessa base de comparação, o resultado ficou igualmente perto do teto das estimativas e acima da mediana. As projeções iam de avanço de 3,50% a 3,95%, com mediana de 3,83%.

O IBOV movimentou-se de forma estritamente técnica ao longo da semana, apoiando-se sobre a média móvel de 5 períodos, a linha em verde na imagem.

Consolidou fundo na região e depois elevou-se, deixando para trás 113.200, suporte imediato, caso a média móvel supra citada não segure os preços.

Uma correção, seja no tempo ou no preço, seria absolutamente normal e esperada, aliviando indicadores e proporcionando a entrada de sangue novo.

Ocorre que candles vermelhos são cada vez mais raros, sorte dos comprados, drama dos vendidos.


Um ótimo final de semana.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Cenário 19/12/2019

O ministro da Economia, Paulo Guedes, descartou a volta de um tributo aos moldes da antiga CPMF, mas afirmou que avalia taxar transações digitais, o que pode incluir transferências e pagamentos feitos por meio de aplicativos de bancos, por exemplo. Ele, porém, não deu explicações de como seria a cobrança.

A proposta original da equipe econômica era criar uma contribuição sobre movimentações financeiras, em um mecanismo semelhante ao da CPMF, para financiar a desoneração da folha (redução de impostos que as empresas pagam sobre os salários dos funcionários).

O presidente Jair Bolsonaro declarou ser contra a recriação do tributo ainda na campanha, mas nesta semana disse que “todas alternativas estão na mesa”.

Em setembro, a defesa de um imposto aos moldes da CPMF levou à queda do economista Marcos Cintra do cargo de secretário especial da Receita Federal. Ele defendia publicamente a criação do imposto sobre pagamentos como forma de substituir ou, ao menos, reduzir outros impostos, principalmente sobre a folha de salários das empresas. A ideia era um dos pilares da reforma tributária planejada pela equipe econômica. Após a divulgação dos detalhes da proposta e a reação no Congresso, Cintra foi exonerado.

O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou em entrevista à GloboNews que os membros do Comitê de Política Monetária (Copom) entendem que é necessário analisar o "processo com cautela" para definir os próximos passos da política monetária.

No comunicado que acompanhou a decisão sobre baixar os juros a 4,5% e na ata da reunião do Copom, a palavra cautela já havia sido mencionada.

Campos Neto disse também que o crédito já está tendo impacto na economia e, que, por isso, o Copom precisa analisar.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, adotou uma postura desafiadora após ter seu impeachment aprovado pela Câmara dos Deputados na noite de quarta-feira. Durante um comício em que discursou a apoiadores por pouco mais de duas horas no interior do Estado de Michigan, Trump afirmou que o Partido Democrata adotou uma "marcha suicida" ao articular sua deposição.

"Os deputados democratas da louca Nancy Pelosi (presidente da Câmara) se marcaram eternamente com a vergonha", disse Trump na cidade de Battle Creek, minutos após ter se tornado o terceiro presidente americano a ter o impeachment aprovado pela Câmara. "É uma desgraça."

Enquanto o impeachment era discutido em Washington, Trump se apresentava em meio a um cenário natalino, com árvores de Natal e uma lareira cenográfica dispostas no palco.

Os democratas foram alvo de críticas durante vários momentos do discurso: Trump disse que o processo de impeachment que os rivais conduziram foi ilegal e que o partido demonstrou "profundo ódio e desprezo" pelos eleitores.

"Após três anos de sinistras caças às bruxas, embustes, golpes, hoje à noite os deputados democratas estão tentando tornar nulos os votos de dezenas de milhões de americanos patriotas", afirmou o presidente. Os democratas, segundo Trump, estão "interferindo nas eleições" e "subvertendo a democracia americana".

"Nem parece que estamos sofrendo impeachment", disse Trump, logo após subir ao palco. "Não sei de vocês, mas eu estou vivendo um bom momento. É uma loucura.

As bolsas da Ásia fecharam sem direção única nesta quinta-feira, em pregão sem fôlego após altas recentes, com um acordo inicial sino-americano. As decisões de bancos centrais ganharam atenção, no dia após a Câmara dos Representantes dos Estados Unidos ter aprovado o impeachment do presidente Donald Trump.

O japonês Nikkei recuou 0,29% em Tóquio, a 23.864,85 pontos. No país, o Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) decidiu manter sua política monetária inalterada, mas reiterou que tomará medidas de estímulo adicionais, se necessário. O presidente da instituição, Haruhiko Kuroda, afirmou que há sinais bons na economia, mas ponderou que os riscos continuam elevados.

Após a decisão, Freya Beamish, economista-chefe de Ásia da Pantheon Macroeconomics, aponta que o BoJ "continua ignorando os sinais que apontam para a deterioração do investimento e subestimando os danos causados pelo aumento de impostos", além de provavelmente subestimar quanto tempo levará a recuperação econômica da China.

Também hoje, o Banco Central da Indonésia decidiu manter a taxa de juros inalterada, em 5,00%, como esperado. A autoridade monetária da maior economia do sudeste da Ásia também reduziu sua exigência de compulsórios bancários para 5,5%.

Ainda são esperadas as decisões do Riksbank, o banco central da Suécia, que deve elevar juros e terminar a era de taxas negativas no país, e do norueguês Norges Bank, que provavelmente não trará mudanças, conforme a expectativa de analistas.

Nos negócios da China continental, o Xangai Composto fechou estável, a 3.017,07 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto apresentou alta de 0,21%, a 1.713,03 pontos.

Em outras partes da Ásia, o Hang Seng fechou em queda de 0,36% em Hong Kong, a 27.784,09 pontos, o sul-coreano Kospi subiu 0,08% em Seul, a 2.196,56 pontos. O Taiex cedeu 0,85% em Taiwan, a 12.018,90 pontos.

A China anunciou nesta quinta-feira que vai isentar, a partir de 26 de dezembro, seis produtos químicos importados dos Estados Unidos da segunda rodada de tarifas adicionais, em meio às negociações comerciais entre os dois países.

A informação foi divulgada pela Comissão de Tarifas Aduaneiras do Conselho de Estado em comunicado. A decisão é válida por um ano.

A primeira rodada de tarifas adicionais sobre os produtos foi implementada em julho de 2018. A Comissão informou que divulgará listas de outras mercadorias dos EUA que estarão sujeitas à segunda rodada de barreiras tarifárias extras.

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) apurado na prévia da sondagem de dezembro teve um avanço de 3,0 pontos em relação ao resultado fechado de novembro, para 99,3 pontos, maior patamar desde julho de 2018, quando ficou em 99,5 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV).

Houve melhora tanto das expectativas dos empresários quanto da percepção sobre a situação atual. O Índice de Situação Atual subiu 3,7 pontos, para 99,5 pontos, enquanto o Índice de Expectativas teve uma alta de 2,3 pontos, para 99,1 pontos.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) da indústria indicou uma queda de 0,2 ponto porcentual em relação ao patamar de novembro, passando de 75,3% para 75,1% em dezembro.

A prévia dos resultados da Sondagem da Indústria abrange a consulta a 799 empresas entre os dias 2 e 17 de dezembro. O resultado final da pesquisa será divulgado no próximo dia 27.

O diário do IBOV mostra um forte volume na sessão de ontem, quando tivemos o vencimento do índice futuro.

Vale destacar a média móvel de 5 períodos como referência desde o início da escalada, algo que reflete a força dos touros no cenário atual.

Correções são naturais e esperadas ao longo do caminho, especialmente quando ocorrem na parte alta de um marobuzu, como o que tivemos na sessão de ontem.


Bons negócios!

Um ótimo dia.

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
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quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Cenário 18/12/2019

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) determinou a suspensão de ofertas pela LTX Crypto Management Assessoria Empresarial S.A.. Segundo o órgão regulador do mercado de capitais, a empresa e seus responsáveis André Luiz Feitosa Pereira e Diego Albacete Velasques não estão habilitados a ofertar títulos ou contratos de investimento coletivo relacionados à aquisição de ativo digital.

A CVM identificou anúncios de oportunidades de investimento feitos pelo grupo no site https://latoex.capital/. Eles se enquadram no conceito legal de valor mobiliário, por isso foi determinada a suspensão de ofertas feitas sem registro (ou dispensas de registro) na CVM. Caso a LTX descumpra a determinação poderá ser aplicada multa diária de R$ 100 mil.

A XP Investimentos chegou à Nasdaq como a empresa brasileira de maior valor listada nos Estados Unidos. Segundo a plataforma de investimentos, o processo funcionou como uma “vitrine” do Brasil para investidores globais. “Visitamos mais de 200 investidores, sendo que muitos estão fora de mercados emergentes”, afirmou o sócio da XP Inc. e responsável pela área financeira do grupo, Bruno Constantino, ao Estadão/Broadcast. “Foi a chance de vender o Brasil ao investidor global.”

Em uma oferta concorrida, que movimentou US$ 2,25 bilhões, com o preço da ação fixado acima da faixa indicada inicialmente, a XP estreou na bolsa americana com alta de mais de 27%. “Investidores que não entram no Brasil ou em abertura de capital viram nosso prospecto e pediram reunião com a gente, interessados em nosso modelo”, disse. “Foi muito importante para o futuro da empresa atrair esse tipo de investidor. O dinheiro do IPO (oferta pública inicial, na sigla em inglês) veio para o Brasil. Nossos negócios estão no Brasil.”

Para se preparar para as consequências da saída do Reino Unido da União Europeia, o banco de investimento Itaú BBA Internacional vai reabrir sua unidade em Lisboa. As operações devem ter início nas primeiras semanas de 2020, apurou o Estadão/Broadcast. A marca brasileira aguardaria apenas o aval final do Banco de Portugal.

Segundo fontes, Lisboa será uma divisão complementar do Itaú de Londres. Não há perspectiva, portanto, de transferência de sede de uma capital para outra. Cerca de 80 colaboradores atuarão em Lisboa, alguns deles vindos de outros núcleos do banco na Europa.

O Itaú BBA completou, no mês passado, 25 anos de atuação na Europa - a entrada no continente se deu, justamente, por Lisboa. Em 2010, abriu uma unidade em Londres, centro financeiro europeu, e reduziu as operações na capital portuguesa, que passou a ter apenas uma agência. Na Inglaterra, o foco do banco é o mercado de capitais internacional e a distribuição de emissões brasileiras e do próprio Itaú. 

Com a definição de preço das ofertas de ações da Marfrig e da Unidas, que juntas somaram cerca de R$ 5 bilhões, o volume das emissões na B3 encostaram em R$ 90 bilhões, novo recorde histórico da bolsa brasileira.

O maior volume havia sido registrado em 2007, ano de ouro do mercado de capitais no Brasil, quando dezenas de companhias estrearam na bolsa, totalizando um giro financeiro de R$ 70 bilhões. Essas comparações desconsideram o ano de 2010, quando a megacapitalização da Petrobrás, de R$ 120 bilhões, distorce o resultado.

A Bolsa brasileira foi palco de 42 ofertas de ações, considerando a oferta subsequente (follow on) da Restoque, que define seu valor hoje. Desse total, foram apenas cinco ofertas iniciais de ações: Centauro, Neoenergia, Vivara, C&A e banco BMG.

Depois de sofrer pressão da sociedade ao decidir questões polêmicas, como a prisão após sentença de segunda instância, o Supremo Tribunal Federal (STF) enfrentará em 2020 temas de natureza penal e econômica com consequências no cenário político. Em março, por exemplo, a Corte deve concluir o julgamento que pode abrir brecha para anular a condenação imposta ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no caso do sítio de Atibaia.

O calendário para o primeiro semestre do ano foi divulgado ontem pelo presidente do STF, Dias Toffoli. Ficou de fora a descriminalização do aborto e da maconha, dois assuntos da chamada “pauta de costumes” que contrariam os interesses do Palácio do Planalto.

“Os casos mais polêmicos já diminuíram bastante, então não há mais grandes causas que emocionem toda a nação brasileira. Vai ser um ano mais tranquilo”, afirmou Toffoli a jornalistas, ao apresentar um balanço das atividades do tribunal.

Na política há dois julgamentos que prometem chamar mais a atenção. O primeiro, em 25 de março, atinge Lula e o outro, em 17 de junho, se refere à delação premiada dos irmãos Joesley e Wesley Batista.

Recentemente, o Supremo entendeu que réus delatados e réus delatores precisam ter prazos distintos para apresentar suas defesas no processo - o que não ocorreu com Lula no caso do sítio de Atibaia. Agora, há um impasse na costura do acordo sobre como ajustar a decisão da Corte. O plenário do STF deve delimitar o alcance da tese que abre caminho para a derrubada de sentenças da Lava Jato, muitas das quais proferidas pelo então juiz Sérgio Moro, hoje ministro da Justiça.

No mês passado, o Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) condenou o ex-presidente a 17 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do sítio.

O Banco do Povo da China (PBoC, o BC chinês) cortou nesta quarta-feira a taxa de juros de seus contratos de recompra (repos) reversa de 14 dias, de 2,70% para 2,65%, mas manteve a de repos de 7 dias em 2,50%.

Em novembro, o juro do contrato de 7 dias já havia sofrido uma redução de 5 pontos-base.

O PBoC também informou hoje que fez injeções de liquidez de 150 bilhões de yuans em repos de 14 dias e de 50 bilhões em repos de 7 dias. 

O índice de sentimento das empresas da Alemanha subiu de 95 pontos em novembro para 96,3 pontos em dezembro, segundo pesquisa divulgada hoje pelo instituto alemão Ifo. O resultado superou a previsão de analistas consultados pelo Wall Street Journal, que previam alta a 95,5 pontos. A leitura de outubro foi ligeiramente revisada para cima, de 94,6 pontos originalmente.

O chamado subíndice de expectativas econômicas do Ifo avançou de 92,1 pontos em novembro para 93,8 pontos em dezembro, enquanto o subíndice de condições atuais aumentou de 97,9 pontos para 98,8 pontos no mesmo período.

A pesquisa mensal do Ifo envolve cerca de nove mil empresas dos setores de manufatura, serviços, comércio e construção.

O gráfico diário do IBOV mostra uma movimentação de contração nas últimas sessões, curiosamente em uma semana com vencimento de opções e índice futuro, que ocorre hoje, o segundo citado.

Penso ser algo natural devido ao movimento direcional visto no curto prazo, a velha aproximação entre médias e preço.

Somente a perda de 111450 poderia trazer algum grau de stress, na minha leitura pessoal.


Bons negócios!

Um ótimo dia.

Wagner Caetano, para o Cartezyan
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terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Cenário 17/12/2019

O volume maior de recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), a inflação ainda comportada e o avanço no crédito devem impulsionar as vendas de Natal ainda mais do que o previsto, retornando a um patamar bem próximo ao recorde alcançado em 2014, previu a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

O Natal é a principal data comemorativa do comércio varejista brasileiro. A entidade aumentou sua expectativa para as vendas natalinas deste ano, de um crescimento de 4,8% para 5,2%. A expectativa é que o varejo movimente R$ 36,3 bilhões na ocasião, perto do pico de R$ 36,5 bilhões registrados na mesma data de 2014, calculou a CNC.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, irá se mobilizar para mudar a lei e garantir que a fase de transição do Brexit não vá além do fim de 2020. Ministros teriam ajustado o chamado Projeto de Lei de Acordo de Retirada (WAB, pela sigla em inglês) - que deverá ser submetido à Câmara dos Comuns nesta semana - para "proibir legalmente" qualquer extensão adicional. O Parlamento britânico retoma seus trabalhos nesta terça-feira, após a eleição geral da semana passada.

A Oi, que está em recuperação judicial, informa que a geração de caixa operacional líquida foi negativa em R$ 30 milhões no mês de setembro e de R$ 456 milhões em outubro. Em ambos os meses, a saída de caixa com investimentos contribuiu para o saldo negativo.

Em setembro os investimentos somaram R$ 592 milhões, abaixo dos R$ 656 milhões em agosto. Os recebimentos cresceram R$ 42 milhões ante agosto, para R$ 2,033 bilhões. Já a rubrica pagamentos foi R$ 106 milhões menor no mês, para R$ 1,471 bilhão. O saldo final do caixa financeiro das recuperandas ficou positivo em R$ 3,060 bilhões, queda de 0,7% em relação ao mês anterior.

Em outubro, os investimentos atingiram R$ 881 milhões. "A Administração ressaltou que o resultado do mês está dentro do plano estratégico de aceleração dos investimentos da Companhia, principalmente em fibra ótica e de ampliação da rede móvel", diz o relatório executivo. Os recebimentos foram a R$ 2,119 bilhões e os pagamentos, R$ 1,694 bilhão, de modo que o saldo caiu para R$ 2,612 bilhões. Essa retração foi justificada pelo plano estratégico de aceleração dos investimentos em Fibra Ótica (FTTH) e Banda Larga Móvel 4G e 4,5G.

O Banco Central voltou a indicar hoje, por meio da ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), que "o atual estágio do ciclo econômico recomenda cautela na condução da política monetária". Na semana passada, o colegiado reduziu a Selic (a taxa básica de juros) de 5,00% para 4,50% ao ano. Foi o quarto corte consecutivo no atual ciclo de baixa da taxa básica, após 16 meses de estabilidade.

Na ata do encontro, divulgada há pouco, o BC também repetiu uma ideia contida no comunicado da decisão da semana passada: a de que "seus próximos passos continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação".

Na semana passada, economistas do mercado financeiro haviam avaliado, com base nestes comentários, que o BC tende a ser mais cauteloso na decisão de fevereiro do Copom. A expectativa é de que a Selic seja mantida em 4,50% ao ano em fevereiro ou passe por um corte menor, de 0,25 ponto porcentual.

O CEO da Via Varejo, Roberto Fulcherberguer, afirmou que a Black Friday "credencia a empresa" a realizar o crescimento que pretende para os próximos meses. Segundo ele, a Black Friday de 2018 "não foi divertida" para a companhia, mas que os resultados de 2019 foram positivos.

"Somente na sexta-feira (da Black Friday), vendemos R$ 1,1 bilhão. No terceiro trimestre inteiro, vendemos R$ 6,5 bilhões", disse ele durante o Via Varejo Day, nesta terça-feira. O executivo afirmou que quando foi convidado pelo presidente do Conselho de Administração da empresa, Michael Klein, para assumir a direção da varejista, disse a analistas que o procuraram que a empresa "não estava fazendo varejo", e que representava uma grande oportunidade.

Fulcherberguer disse ainda que 98% das entregas de compras feitas pelo site da Via Varejo na Black Friday foram realizadas em até uma semana. Além disso, o Retira Loja, serviço que permite a retirada dos produtos comprados online em lojas físicas, esteve em todas as unidades da rede na sexta-feira da Black Friday.

"O foco dessa empresa voltou a ser aquele que é o seu maior ativo, que é o cliente", ressaltou. O CEO disse ainda que a Casas Bahia é uma marca "fantástica", que tem forte relação com os consumidores, e também fez elogios às marcas Ponto Frio e Extra.com, que, segundo ele, ajudam a diversificar a gama de produtos oferecidos pela varejista.

O diário do IBOV mostra qye os ursos tentaram sair da toca ontem, ou pelo menos colocaram as garras para fora.

Chama a atenção o volume e isso aumenta os estado de alerta de quem está comprado e acha que o mercado subirá para sempre, sem interrupções.

Por enquanto a média móvel de 5 períodos serve como suporte imediato e segura os preços, sem alterações.

Percebam que, nas últimas três sessões, contando com a de hoje (17), temos as mínimas justapostas,


Bons negócios!

Um ótimo dia.

Wagner Caetano, para o Cartezyan
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segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

Cenário 16/12/2019

A produção industrial e o consumo doméstico da China se expandiram em ritmo mais forte do que se previa em novembro, indicando uma possível recuperação da atividade após o governo chinês lançar uma série de medidas de estímulo para conter a desaceleração da segunda maior economia do mundo.

Dados do Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, pela sigla em inglês) mostram que a produção industrial chinesa subiu 6,2% em novembro ante igual mês do ano passado, ganhando força em relação ao aumento de 4,7% verificado em outubro. O resultado superou a expectativa de 15 analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam acréscimo de 5% na produção industrial no último mês.

As vendas no varejo da China tiveram alta anual de 8% em novembro, ante ganho de 7,2% em outubro e também superando a projeção do mercado, de avanço de 7,6%.

Já os investimentos em ativos fixos em áreas urbanas do país aumentaram 5,2% no acumulado de janeiro a novembro em relação a igual período de 2018. A taxa de crescimento é a mesma observada no ano até outubro e veio em linha com o esperado por analistas.

O preço médio de novas moradias em 70 grandes cidades da China subiu 7,27% na comparação anual de novembro, segundo cálculos do The Wall Street Journal baseados em dados do Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, pela sigla em inglês) do país. O resultado mostra desaceleração ante o aumento anual de 7,99% registrado em outubro.

Em relação ao mês anterior, os preços de novas moradias chinesas mostraram alta média de 0,29% em novembro. Em outubro, o ganho mensal havia sido de 0,50%.

As vendas de moradias na China em valor avançaram 10,7% entre janeiro e novembro em relação a igual período do ano passado, segundo dados do Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês) do país. O resultado mostra leve desaceleração no setor imobiliário, uma vez que as vendas entre janeiro e outubro haviam apresentado ganho anual de 10,8%.

Já os investimentos no desenvolvimento de projetos imobiliários tiveram expansão anual de 10,2% nos primeiros onze meses do ano, também um pouco menor do que o acréscimo de 10,3% visto no acumulado até outubro.

As construções iniciadas - considerando-se tanto residências quanto propriedades comerciais - cresceram 9,3% no confronto anual do intervalo entre janeiro e novembro. Entre janeiro e outubro, o avanço neste segmento havia sido de 10%.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da Alemanha, que engloba os setores industrial e de serviços, ficou estável em dezembro ante novembro, em 49,4, segundo dados preliminares divulgados hoje pela IHS Markit. A leitura abaixo de 50 indica que a atividade na maior economia europeia permanece em contração.

Apenas o PMI industrial caiu de 44,1 em novembro para 43,4 em dezembro, frustrando a expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam avanço a 44,5.

Já o PMI de serviços da Alemanha subiu de 51,7 para 52 no mesmo período, tocando o maior nível em quatro meses e vindo em linha com a projeção do mercado. Neste caso, o dado acima de 50 mostra que o segmento continua em expansão.

As vendas no varejo brasileiro (descontada a inflação) cresceram 5,2% em novembro ante igual período do ano anterior, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA). Em termos nominais, que espelham a receita de vendas observadas pelo varejista, o ICVA apresentou alta de 7,6%. Além da Black Friday, um sábado a mais que em 2018 e uma quinta-feira - data em que a movimentação do comércio é menor - a menos em relação a novembro do ano passado, contribuíram para o resultado. A empresa observa ainda que o feriado de Finados também caiu em um sábado, diferente de 2018 quando caiu no sexta-feira e diminuiu o ritmo do varejo.

Descontados estes efeitos, o ICVA de novembro apresentou aceleração do crescimento das vendas em relação a outubro, quando o indicador apresentou alta de 6,9%.

Em nota, Gabriel Mariotto, diretor de Inteligência da Cielo, ressalta que a Black Friday foi essencial para o resultado de novembro, mesmo já tendo sido forte no ano passado. "Destaco este ano o desempenho das lojas físicas: muitas aderiram à onda, que, aqui no Brasil, começou nas lojas online", acrescentou.

O Relatório de Mercado Focus, divulgado nesta manhã pelo Banco Central, mostrou que a mediana das projeções do IGP-M de 2019 passou de 5,79% para 6,03%. Há um mês, estava em 5,45%. No caso de 2020, o IGP-M projetado foi de alta de 4,14% para 4,17%, ante 4,07% de quatro semanas antes.

Calculados pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), os Índices Gerais de Preços (IGPs) são bastante afetados pelo desempenho do câmbio e pelos produtos de atacado, em especial os agrícolas.

O gráfico diário do IBOV mostra uma tendência de alta gradual, equilibrada e absolutamente direcional, com volatilidade controlada e volume importante.

A velha teoria de cozinhar o sapo, porque se colocar para fritar no óleo quente ele foge.

A pergunta é: quem é o sapo?


Bons negócios!

Um ótimo dia.

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sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Cenário 13/12/2019

A China atraiu US$ 13,62 bilhões em investimento estrangeiro direto (IED) em novembro, valor 0,1% maior que o de igual mês do ano passado, segundo dados publicados hoje pelo Ministério de Comércio do país.

Entre janeiro e novembro, o IED na China totalizou US$ 124,4 bilhões, alta de 2,6% em relação ao mesmo período de 2018, informou o ministério. 

As bolsas asiáticas fecharam com ganhos robustos nesta sexta-feira, após relatos da imprensa americana de que EUA e China teriam selado um acordo comercial preliminar.

O índice Hang Seng liderou os ganhos na região, com um salto de 2,57% em Hong Kong, a 27.687,76 pontos, e o japonês Nikkei teve valorização bem semelhante em Tóquio, de 2,55%, a 24.023,10 pontos.

O bom humor veio após múltiplos sinais de que EUA e China estariam perto ou já teriam fechado um acordo comercial "de fase 1". De acordo com fontes da Bloomberg, o presidente americano, Donald Trump, assinou um acordo com os chineses que prevê o adiamento do novo aumento de tarifas dos EUA a mais US$ 156 bilhões em importações da China, que estava programado para domingo (15). Já a Reuters, também citando fontes, relatou que Pequim aceitou comprar US$ 50 bilhões em produtos agrícolas dos EUA em 2020, como parte do acerto.

Antes disso, Trump havia anunciado no Twitter que os EUA estavam muito próximos de um "grande acordo" com a China e o The Wall Street Journal noticiou que negociadores americanos teriam oferecido um corte de até 50% em tarifas sobre US$ 360 bilhões em bens chineses.

Nos negócios da China continental, o Xangai Composto subiu 1,78% hoje, a 2.967,68 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 1,48%, a 1.660,55 pontos.

Em outras partes da Ásia, o sul-coreano Kospi teve alta de 1,54% em Seul, a 2.170,25 pontos, e o Taiex registrou ganho de 0,77% em Taiwan, a 11.927,73 pontos.


O impacto no fluxo de caixa da Via Varejo deve ser modesto depois de a varejista ter divulgado a descoberta de uma fraude bilionária em despesas trabalhistas, segundo analistas do Citibank e da XP Investimentos, que deve ser compensada pela identificação de créditos fiscais a serem recuperados.

Em relatório divulgado nesta manhã pelo Citibank, o impacto no fluxo decorrentes das fraudes deve ser da ordem de R$ 30 milhões. "As ações aumentaram 14% neste mês e é normal que possamos ver alguma correção (no preço das ações), dadas as notícias negativas e a realização de lucros", diz o analista Tobias Stingelin.

"O potencial risco de volatilidade no preço das ações relacionado a eventuais irregularidades da gestão anterior é amplamente conhecido", diz Pedro Fagundes, da XP Investimentos. "Portanto, o argumento de que a ação deveria ter um desempenho negativo além dos 9% em função do aumento do prêmio de risco é justo".

Depois do fechamento de ontem no mercado, a Via Varejo anunciou que o comitê de investigação formado para apurar uma denúncia anônima identificou fraude contábil e falhas no controles internos da companhia.

De acordo com a varejista, o valor total dos ajustes contábeis apurados pela investigação são estimados entre R$ 1,2 bilhão e R$ 1,4 bilhão. O impacto deve afetar os resultados o quarto trimestre, com efeito caixa ao longo de três a quatro anos. A Via Varejo também anunciou que identificou créditos tributários (PIS/Cofins e ICMS) totalizando R$ 600 milhões. A empresa poderia recuperar alguns créditos fiscais, da ordem de R$ 270 milhões.

"O efeito combinado de ambos (ajustes contábeis e créditos fiscais) tem o potencial de anular quase a totalidade do efeito negativo no caixa", diz Fagundes, da XP. "Apesar de negativa, a notícia não altera os fundamentos da companhia para os próximos anos e nem afeta nenhum dos pilares da nossa visão construtiva para as ações da Via Varejo"

"O desempenho das ações da VVAR3 tem sido excelente ultimamente, com base nas expectativas de que a recuperação está ganhando força, depois da Black Friday e de um ambiente de mercado ultra otimista", escreve Stingelin.

Pesquisa Datafolha feita nos dias 5 e 6 de dezembro aponta que 81% dos entrevistados consideram que a Lava Jato "ainda não cumpriu seu objetivo e deve continuar", enquanto 15% acreditam que a operação já cumpriu seu objetivo e deve acabar". Outros 4% não souberam responder.

O Banco Indusval venderá ações que detém na corretora Guide para seu acionista controlador, Roberto de Rezende Barbosa, por R$ 120 milhões.

O acordo prevê a venda de 95.886 ações preferenciais da Guide, ou fatia de 20,196% do capital da corretora, sujeito a eventuais ajustes.

Barbosa é o acionista controlador e presidente do Conselho de Administração do Banco Indusval, sendo detentor de 67% do capital do banco.

Em fato relevante, o Indusval diz que a consumação da operação, se efetivada, contribuirá para a elevação do índice de Basileia. Além disso, diz que vem Banco Indusval e seus acionistas controladores vêm avaliando alternativas para solucionar o referido desenquadramento.

O comunicado cita que a administração está avaliando alternativas para solucionar o desenquadramento do free float, que está abaixo do porcentual mínimo determinado pelo regulamento de listagem do Nível 2, da B3.

O Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br) acumulou alta de 0,95% no ano até outubro, informou há pouco o Banco Central. O porcentual diz respeito à série sem ajustes sazonais.

Pela mesma série, o IBC-Br apresenta alta de 0,96% nos 12 meses encerrados em outubro.

O IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses.

A acordo entre a plataforma de pagamento Ame (57% controlada pela Lojas Americanas e 43% pela B2W) com a Cielo reforça a estratégia das varejistas de expandirem sua rede de aceitação, que agora se estenderá a 1,5 milhão de maquininhas da Cielo, ressalta o Citi em relatório.

A Ame tem hoje mais de 6,2 milhões de downloads e presença em mais de 1.600 Lojas Americanas, além dos sites controlados pela B2W e mais 35 mil pontos de varejo físicos. A informação segue o anúncio de ontem da parceria da B2W com a Linx OMNI OMS.

"Lojas Americanas e B2W têm sido extremamente ativas no fechamento de parcerias para desenvolver sua plataforma de pagamento AME Digital, entre elas a recente com a Linx, Mastercard Brasil, Vetex e Banco do Brasil", destacaram os analistas Tobias Stingelin e João Pedro Soares.

Entre os principais riscos para a continuidade da expansão da plataforma, os especialistas citam mudanças nas perspectivas macroeconômicas, como um aperto no nível de renda e de emprego, disponibilidade de crédito e taxas de juros. "Além disso, existe também a concorrência de atores formais e informais no mercado, o que poderia impactar as vendas, margens e planos de expansão da empresa", destacaram.

Após o resultado das eleições britânicas, a City Londrina defendeu o protagonismo do setor financeiro na condução do Brexit, como é chamada a saída do Reino Unido da União Europeia (UE).

"Para a City, é vital que o futuro acordo reconheça a enorme contribuição do setor de serviços, garantindo o acesso máximo ao mercado e desenvolvendo uma estrutura para a economia do Reino Unido prosperar nos próximos anos", avaliou a diretora de políticas da City of London Corporation, Catherine McGuinness. "Os políticos de todo o espectro devem reconhecer que os serviços financeiros e profissionais dão uma contribuição significativa, empregando 2,3 milhões de pessoas em todo o país", continuou.

Na mensagem enviada à imprensa, a instituição parabenizou o Partido Conservador pela vitória e disse esperar trabalhar com o governo de Boris Johnson. "É vital que este novo capítulo traga alguma estabilidade e uma visão positiva para a City, Londres e o Reino Unido", citou. A diretora também enfatizou que, com o tempo correndo, quebrar o impasse do Brexit deve ser uma prioridade fundamental para o governo. "Mas mesmo se um acordo de retirada for aprovado, ainda há um longo caminho pela frente", previu, acrescentando que o sucesso futuro do Reino Unido depende da atração, retenção e desenvolvimento de talentos de alta qualidade.

Um primeiro passo crítico, de acordo com Catherine, é criar um sistema de vistos eficaz e eficiente para atender à demanda de profissionais talentosos. Mas o governo também precisa olhar mais dentro de casa, segundo ela, para garantir que ninguém seja deixado para trás em meio a mudanças sem precedentes nos campos sociais e tecnológicos. "Outra prioridade importante deve ser o grande investimento em infraestrutura - também para Londres e para o resto do país. A conectividade aprimorada entre nossas cidades não apenas fortalecerá a posição do Reino Unido como um centro de negócios líder mundial, mas também ajudará a criar uma maior prosperidade compartilhada em todo o país."


Bons negócios!

Um ótimo dia.

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Cenário 12/12/2019

Em seu pregão de estreia na bolsa americana Nasdaq, a XP Inc. encerrou o dia valendo US$ 19 bilhões, ou R$ 78,4 bilhões. A ação, que já tinha sido precificada a US$ 27 na terça-feira, acima do teto da faixa indicativa por conta da elevada demanda do mercado, fechou com alta de 27,63%, a US$ 34,46.

Com isso, a maior corretora do País foi a empresa brasileira com o valor de mercado mais alto a desembarcar em Nova York em uma abertura de capital. Se estivesse na B3, bolsa paulista, a XP seria a 16.ª maior companhia, à frente de nomes como BB Seguridade, Eletrobrás, Suzano e Magazine Luiza. O montante equivale a 25% do valor de mercado do Itaú Unibanco (R$ 328 bilhões), que há dois anos pagou cerca de R$ 6 bilhões por quase metade da companhia.

A oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) movimentou US$ 2,25 bilhões, com mais de US$ 1 bilhão indo para o caixa da companhia. Uma das frentes que começará a ser explorada é o oferecimento de serviços bancários, porta aberta após aval do Banco Central (BC), que autorizou a XP a atuar como um banco múltiplo. Com a permissão de lançar cartões como débito e crédito, a companhia poderá, ao oferecer mais produtos, estimular os clientes a concentrarem seus recursos na XP.

O avanço “mais rápido de reformas fiscais e aumento do ritmo do Produto Interno Bruto acima do esperado” para os próximos anos podem levar o Brasil a receber uma elevação da nota soberana pela S&P Global Ratings, comentou em entrevista exclusiva ao Estadão/Broadcast Livia Honsel, diretora associada da agência internacional de rating. Ontem, a instituição reafirmou a nota BB- do País, mas elevou a perspectiva, de estável para positiva.

Livia não expressou quando tal avaliação mais favorável da nota soberana do Brasil poderia ocorrer pela S&P. “Uma retomada mais forte do crescimento pode ter efeito positivo para avaliação de rating do País. O progresso das reformas fiscais também seria favorável. Não se trata de fatos específicos, mas de um conjunto de elementos que mostrarão uma evolução das condições econômicas do Brasil.”

A diretora associada da S&P ponderou, contudo, que se não avançarem as reformas fiscais em 2020, tal situação poderá ter impacto na avaliação da nota soberana do Brasil. “Certamente isto será considerado por nós”, destacou. “Temos 12 meses para a próxima decisão sobre rating.”

De acordo com Livia, os juros básicos menores, que ajudarão a reduzir o tamanho do déficit nominal nos próximos anos, e um cenário de encolhimento deste passivo foram fundamentais para a elevação da perspectiva do País.

As operações de fusões e aquisições atingiram até novembro um total de R$ 275,8 bilhões, um valor recorde, superando em quase R$ 90 bilhões o movimentado durante todo ano passado: R$ 188,7 bilhões, de acordo com a consultoria TTR Transactional Track Record. Até novembro, foram mapeadas 1.217 transações, 10,2% acima de 2018. Os grupos estrangeiros responderam por quase 60% dos negócios, ou R$ 161,3 bilhões, com 281 operações fechadas.

Wagner Rodrigues, diretor responsável pelo levantamento da TTR, diz que os valores computados até novembro foram “inflados” pela Petrobrás, que arrematou no leilão do pré-sal, no início do mês passado, duas das quatro áreas do bloco de Búzios, da Bacia de Santos, por R$ 68 bilhões. Mesmo assim, se excluído este negócio, a marca é recorde em valor na série histórica da consultoria, batendo o desempenho de 2018, até então a melhor marca.

A estatal brasileira foi a protagonista este ano das operações de fusões e aquisições no mercado tanto do lado comprador quanto do vendedor. Em abril, a Petrobrás vendeu o gasoduto TAG para a francesa Engie, por US$ 8,6 bilhões. Foi o maior negócio fechado por um grupo estrangeiro em 2019. No ano passado, as transações lideradas por estrangeiros somaram R$ 85 bilhões.

No início de novembro, a petroleira também se desfez da Liquigás, divisão de gás de cozinha, por R$ 3,7 bilhões. A empresa foi adquirida por um consórcio liderado pela brasileira Copagaz - Itaúsa e Nacional Gás também participaram.

Multinacionais americanas, após três anos consecutivos de queda de investimentos no País, voltaram a aumentar seu interesse em ativos brasileiros. De janeiro a novembro, elevaram em 6% o volume de transações, com 112 negócios registrados. As empresas dos Estados Unidos investiram cerca de R$ 15 bilhões em aquisições no Brasil, com a maior parte deste investimento direcionado para as empresas locais que atuam no segmento de tecnologia e internet.

Até o fim de novembro deste ano, o setor tecnologia se afirma como o grande líder em número de transações com 302 negócios registrados, o que representa um crescimento de 31% em relação ao mesmo período do ano passado. O setor financeiro aparece como o segundo mais ativo com 181 transações, alta de 21%.

A aprovação da reforma da Previdência e o crescimento da economia devem impulsionar os negócios no País. Se no mercado de capitais a participação do investidor estrangeiro foi mais tímida, as transações de fusões e aquisições seguirão firmes.

Para Bruno Fontana, chefe da área de banco de investimento do banco Credit Suisse, o crescimento do PIB, acima do esperado, deverá estimular o mercado fusões e aquisições nos próximos meses. “O investidor estratégico tem uma visão de longo prazo. Oscilações de câmbio, por exemplo, têm um impacto menos relevante nas análises de retorno no longo prazo”, diz.

O PIB mais robusto que o esperado, segundo Fontana, reforça a perspectiva de mais negócios envolvendo ativos brasileiros. O Credit Suisse prevê um crescimento do PIB de 2,5% em 2020.

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou há pouco a medida provisória que transferiu o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Economia para o Banco Central. Em agosto, o presidente Jair Bolsonaro editou a MP que provocou a alteração, mudando o nome do Coaf para Unidade de Inteligência Financeira (UIF). O texto aprovado pela Câmara retoma o nome Coaf para o órgão.

Mesmo com a inflação recente um pouco mais alta, o Banco Central voltou a cortar os juros no Brasil. A instituição reduziu na noite de hoje a Selic (a taxa básica da economia) em 0,50 ponto porcentual, de 5,00% para 4,50% ao ano. Foi o quarto corte consecutivo e, com isso, a Selic atingiu um novo piso histórico. Em sua decisão, porém, o BC não se comprometeu com novos cortes no início de 2020.

Com a Selic no menor patamar já visto, o Brasil deixou de aparecer, pela primeira vez, entre os dez países com as maiores taxas de juros reais (descontada a inflação) do mundo. Levantamento do site MoneYou e da Infinity Asset mostra que o juro real do Brasil, de 0,64%, é agora o 11º maior entre as 40 economias mais relevantes do planeta. No topo do ranking estão o México (3,23%), a Turquia (2,85%) e a Índia (2,54%).

A decisão de hoje do Comitê de Política Monetária (Copom) - formado pelo presidente do BC, Roberto Campos Neto, e pelos oito diretores da autarquia - era largamente esperada. De um total de 60 instituições consultadas pelo Projeções Broadcast, 59 projetavam recuo de 0,50 ponto, para 4,50% ao ano. Apenas uma casa esperava por corte de 0,25 ponto porcentual, para 4,75% ao ano.

Em comunicado sobre a decisão, o BC afirmou que a atividade econômica, a partir do segundo trimestre deste ano, ganhou tração no Brasil. Ao mesmo tempo, pontuou que essa recuperação seguirá em ritmo gradual.

O BC optou, no documento, por não tratar diretamente de eventos recentes que influenciam a inflação, como a alta dos preços das carnes e a apreciação do dólar ante o real. No entanto, a instituição elevou sua projeção de inflação para este ano.

Após as carnes impulsionarem o IPCA - o índice oficial de preços - de novembro, o BC subiu de 3,4% para 4,0% a projeção para a inflação em 2019. No caso de 2020, a expectativa passou de 3,6% para 3,5% e, em relação a 2021, foi de 3,5% para 3,4%.

O diário do IBOV mostra um tendência de alta franca e plena, com a média móvel de 5 períodos tendo atuado como suporte e limitado a baixa nos últimos pregões, que pode ser classificada como correção no tempo.

Teremos uma prova de fogo em 111.450, onde o mercado poderá formar um topo duplo ou um novo pivot de alta.


Bons negócios!

Um ótimo dia.

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
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