quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Cenário 28/11/2019

O Supremo Tribunal Federal (STF) vai formar maioria nesta quinta-feira (28) a favor do compartilhamento amplo de informações da Receita Federal, sem necessidade de prévia autorização judicial. Até agora, cinco ministros já votaram no sentido de que a Receita não pode ser privada de encaminhar ao Ministério Público informações detalhadas que são importantes para a deflagração de investigações criminais, como extratos bancários e declaração de imposto de renda. Segundo o Estado apurou, ao menos mais um integrante da Corte vai se somar a essa corrente, aberta pelo ministro Alexandre de Moraes.

Ainda permanece em aberto, contudo, se a decisão final vai também incluir a atuação do antigo Coaf, rebatizado de Unidade de Inteligência Financeira (UIF). Essa questão só deve ser esclarecida depois que todos os ministros concluírem a leitura dos seus votos e se debruçarem sobre a fixação de uma tese. Ainda faltam votar cinco magistrados - há o risco de o julgamento só ser concluído na próxima semana.

O caso analisado pelo plenário gira em torno de um processo de sonegação fiscal envolvendo donos de um posto de gasolina em Americana (SP). A defesa dos empresários acusa a Receita de extrapolar suas funções ao passar dados sigilosos sem aval da Justiça. O processo ganhou repercussão geral, ou seja, o entendimento firmado pelo Supremo deve ser aplicado para outros casos nos diversos tribunais do País.

Por decisão do presidente do STF, ministro Dias Toffoli, o escopo do julgamento foi ampliado, incluindo também o Coaf, Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o que lhe rendeu críticas. Em julho, Toffoli determinou a suspensão nacional de todos os processos em andamento sobre compartilhamento de dados fiscais sem autorização judicial, beneficiando o senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro. O julgamento no STF tem sido acompanhado pelo advogado do parlamentar, Frederick Wassef.

A Petrobrás anunciou ontem, 27, o reajuste de 4% da gasolina na refinaria, que passa a valer a partir de hoje. O preço do óleo diesel permanece inalterado. De acordo com uma fonte, o aumento foi de R$ 0,074.

A estatal só informa o porcentual de reajuste. Com essa alta, o valor de entrega passa a variar de R$ 1,750, em Goiás, a R$ 2,312, no Rio de Janeiro.

A Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom) reclama de defasagem em relação ao mercado internacional, principalmente, do preço do diesel. A maior pressão, segundo o presidente da entidade, Sérgio Araújo, parte do câmbio. “O aumento não foi suficiente para chegar na paridade internacional e o diesel, que já estava muito defasado, agora está ainda mais, com a alta do dólar. A expectativa era que ele também sofresse aumento. Como não aconteceu, a importação continua inviabilizada.”

O varejo deve movimentar R$ 3,67 bilhões em vendas na Black Friday deste ano, o maior faturamento em uma década, calculou a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Se confirmada a previsão, as vendas terão aumento de 10,5%, o que representa 6,8% a mais em relação ao ano passado, descontada a inflação do período.

Os produtos com as maiores chances de descontos efetivos são calças masculinas, fornos de micro-ondas, pulseiras smartbands, guarda-roupas e telefones celulares ou smartphones, porque são itens que registraram a menor elevação de preços nos últimos 40 dias de pesquisa da CNC - encerrada no último dia 15. Para chegar ao resultado, foram coletados diariamente mais de dois mil preços em sites de busca.

Os eletroeletrônicos e itens de utilidades domésticas deverão ser os destaques, com R$ 929,4 milhões em vendas no período de liquidações, seguidos pelos ramos de hiper e supermercados (R$ 899,3 milhões) e de móveis e eletrodomésticos (R$ 845,5 milhões).

Segundo um levantamento da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), 89% dos entrevistados estavam dispostos a gastar mais dinheiro neste ano do que na edição de 2018. O tíquete médio também subiu: a intenção média de gastos é de R$ 1.334, quase R$ 50 a mais que em 2018 (R$ 1.283).

O Banco do Brasil fará uma reorganização societária após aprovação pelo Banco Central de cisão parcial do patrimônio do BB Banco de Investimento referente a participação acionária na Cielo, que será transferida à BB Elo Cartões Participações S.A.

A reorganização envolve aporte de capital de R$ 895 milhões do BB no BB BI; cisão da fatia detida na Cielo pelo BB BI e incorporação na BB Elo.

"Estimamos que o aporte a ser realizado pelo BB não impacta o resultado do Conglomerado BB e o impacto no capital é residual", diz em comunicado na noite desta quarta-feira.

A intenção de realizar a cisão parcial havia sido informada em janeiro deste ano. Agora, com a aprovação pelo BC, ocorrida no último dia 21 e publicada ontem (27) no Diário Oficial da União, o BB vai centralizar as participações em empresas do segmento de meios de pagamento sob uma holding, a BB Elo.

O índice de sentimento econômico da zona do euro, que mede a confiança de setores corporativos e dos consumidores, subiu de 100,8 em outubro - que havia sido o menor nível desde janeiro de 2015 - para 101,3 em novembro, segundo dados publicados hoje pela Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia. O resultado deste mês superou a expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam alta marginal do indicador a 101.

Apenas a confiança do consumidor avançou de -7,6 em outubro para -7,2 em novembro, confirmando estimativa prévia e em linha com a previsão de analistas, enquanto a da indústria aumentou de -9,5 para -9,2 no mesmo período e a de serviços subiu de +9,0 para +9,3.

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 0,30% em novembro, informou há pouco a Fundação Getulio Vargas (FGV). A taxa representa desaceleração frente a outubro, quando o indicador oscilou 0,68%. Com o resultado, o IPG-M acumula variação de 5,11% em 2019 e de 3,97% nos 12 meses encerrados em novembro.

O resultado da margem foi superior à mediana das expectativas apurada pelo levantamento Projeções Broadcast, que indicava alta de 0,13% para o IGP-M de novembro, mas ficou dentro do intervalo de 0,11% a 0,32%. A taxa acumulada em 12 meses também ficou levemente superior à mediana das projeções (3,79%), mas compatível com o intervalo de 3,54% a 4,01%.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 0,36% no mês, apresentando desaceleração na comparação com a alta de 1,02% de outubro. No ano, o IPA tem elevação de 6,07% e, nos 12 meses até novembro, de 4,30%. Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) acelerou na margem, com crescimento de 0,20% após uma retração de 0,05% na divulgação anterior. A taxa acumulada do indicador em 2019 é de 2,93% e, em 12 meses, de 2,97%.

O Índice Nacional de Custos da Construção (INCC), divulgado pela FGV na terça-feira (26), avançou 0,15% em novembro ante 0,12% em outubro. Em 2019, acumula alta de 3,99% e, em 12 meses, de 4,12%.

O gráfico diário do IBOV traz consigo uma movimentação discreta, porém de suma importância: marcou mínima sobre a média móvel de 21 períodos e está superando 107.520 (eixo) e também a média móvel de 5 períodos.

O desafio será manter a toada em dia de menor liquidez, devido ao feriado norte-americano.

Se fechar daí pra cima os touros avançam e marcam território, abrindo a expectativa de uma fechamento favorável no semanal.


Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário