quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Cenário 21/11/2019

O Ministério do Comércio da China informou nesta quinta-feira que Pequim está trabalhando para resolver sua disputa comercial com os Estados Unidos, tratando como "rumores" não confiáveis recente especulação sobre problemas nas conversas bilaterais.

Porta-voz do ministério, Gao Feng disse que não pode revelar novas informações, mas garantiu que a China está comprometida a trabalhar no sentido de fechar um acordo comercial com Washington. Gao comentou ainda que um acordo "atende aos interesses de todos".

Ontem, surgiram relatos de que EUA e China talvez não consigam fechar um acordo antes do fim do ano, o que poderia gerar uma nova rodada de tarifas punitivas entre os dois países. 

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou por 50 votos a 12 a proposta que permite a prisão de quem for condenado em segunda instância. O texto, agora, será analisado por uma comissão especial. Depois, tem de ser votado em plenário em dois turnos e passar pelo mesmo rito no Senado.

Logo após a aprovação, o ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sérgio Moro, se encontrou com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Num gesto político, ele agradeceu aos parlamentares pelo empenho na votação.

“Minhas congratulações à Câmara. É importante para o nosso sistema de justiça criminal que tenha um fim no processo em um prazo razoável. Que absolva o inocente, mas que o culpado, quando reconhecido como tal, seja efetivamente punido”, disse o ministro, ao deixar o gabinete de Maia.

No início do mês, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que qualquer condenado só deve começar a cumprir pena quando a sentença transitar em julgado, ou seja, quando não houver mais nenhum recurso a ser avaliado. Um dos beneficiados pelo julgamento foi o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que deixou a prisão em Curitiba, onde cumpria pena de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, no último dia 8.

Ao terminar o julgamento, o presidente do Supremo, Dias Toffoli, afirmou que o Congresso poderia modificar o entendimento por meio de uma emenda à Constituição, pois, na opinião dele, esse artigo não é uma cláusula pétrea, o que significa que ela pode ser modificada por decisão do Parlamento.

Os índices futuros das Bolsas de Nova York tentaram ensaiar uma melhora nesta manhã, mas voltam a cair, assim como seguem em queda as bolsas europeias, reagindo à informação de que o vice-primeiro-ministro chinês Liu He convidou negociadores americanos para uma nova rodada de tratativas presenciais, de acordo com pessoas informadas sobre o assunto. 

Durante um telefonema no final da semana passada, Liu He, principal negociador chinês, fez o convite. O representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, e o secretário do Tesouro do país, Steven Mnuchin, realizarão a reunião em Pequim, disseram as fontes. Mais cedo, as bolsas asiáticas fecharam em baixa generalizada, enquanto os índices europeus e em Nova York exibiam perdas, diante da possibilidade da "fase 1" do acordo comercial entre EUA-China não sair em 2019. 

Um novo obstáculo seria um projeto de lei, aprovado no Senado e na Câmara dos Estados Unidos, que obrigaria o governo dos EUA a impor sanções contra indivíduos acusados de violar direitos humanos durante os protestos em Hong Kong. O projeto precisa ainda passar pelo crivo do presidente Trump. Há perspectiva ainda de que o Federal Reserve (Fed) não corte novamente os juros em dezembro. A ata da última reunião de política monetária do Fed, divulgada ontem, consolida essa percepção ao informar que a maioria dos dirigentes vê a política monetária dos Estados Unidos "bem calibrada" e alguns deles defenderam que outro corte de juros no curto prazo seria algo "improvável". 

No Brasil, com o dólar na casa dos R$ 4,20, a dúvida no mercado é sobre os próximos passos do Banco Central na política monetária em 2020. Ontem, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que o importante para a instituição é "como o câmbio alimenta o canal de inflação". Campos Neto disse que, caso isso esteja ocorrendo, o BC agirá por meio da política monetária, e não do câmbio. Campos Neto reafirmou ainda em comissão da Câmara dos Deputados que a consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva deverá permitir um ajuste adicional da Selic "de igual magnitude ao realizado na reunião de outubro", quando o BC cortou a Selic em 0,50 ponto porcentual, de 5,50% para 5,00% ao ano. 

As próximas reuniões do Fed e do Copom serão nos mesmos dias 10 e 11 de dezembro. Os agentes financeiros devem monitorar também o segundo dia do julgamento no Supremo Tribunal Federal sobre a necessidade de autorização judicial prévia para o compartilhamento de informações sigilosas por órgãos de fiscalização e controle, como a Receita e o antigo Coaf (rebatizado de Unidade de Inteligência Financeira). 

Devem ficar no radar ainda os desdobramentos das investigações sobre o assassinato da ex-vereadora do Rio Marielle Franco e do seu motorista Anderson Gomes, após a Polícia Civil do Rio de Janeiro ter voltado a convocar para depor pessoas próximas da vereadora e o vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro.

O Banco Central (BC) vendeu US$ 200,0 milhões em leilão à vista de dólares realizado há pouco. A oferta total era de US$ 785,0 milhões. O resultado da operação foi de um diferencial de corte de -0,000185 em relação à taxa de venda da ptax do fechamento de hoje.

Pelas regras do leilão, cada dealer de câmbio pode enviar até três propostas que contém o volume de compra pretendido e o diferencial, com até seis casas decimais, a ser adicionado ou diminuído da taxa de venda da ptax do dia de hoje. O BC aceitou as propostas cujo diferencial foi superior ou igual ao divulgado no resultado.

O BC realiza diariamente leilões de dólar à vista, no valor de US$ 600,0 milhões, desde o dia 1º. Como não realizou leilões nos últimos dois dias (19 e 20) devido ao feriado em São Paulo, o volume desses dois leilões foi redistribuído. Por isso o volume maior ofertado nesta quinta-feira (21).

Simultaneamente, fará leilão de swap cambial reverso no mesmo montante. Há pouco, o BC também anunciou que vendeu 4.000 contratos (US$ 200,0 milhões) de swap reverso. Os leilões irão até o dia 28.

Sempre que não vender a totalidade da oferta de moeda à vista, o BC voltará ao mercado com operação de swap cambial tradicional no valor que não foi colocado. Hoje, como o mercado não absorveu toda a oferta de US$ 785,0 milhões em dólar à vista, o BC voltará ao mercado com leilão de 11.700 contratos (US$ 585,0 milhões) de swap cambial tradicional.

O objetivo destes três leilões diários é rolar o vencimento de swaps de janeiro ou trocá-lo por moeda à vista. Estão programados para vencer em janeiro um total de 226.200 contratos de swap cambial tradicional (US$ 11,31 bilhões).

O gráfico diário do IBOV começa a esboçar um fundo duplo.

Seria otimismo demais entender o desenho atual dessa forma?

Talvez...

Temos eixo em 107.520.

Se hoje ocorrer o famoso "algo novo", no caso um fechamento firme, uma vez que estamos subindo de manhã e devolvendo tudo e mais um pouco no período da tarde, fortaleceria essa hipótese.


Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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