terça-feira, 19 de novembro de 2019

Cenário 19/11/2019

A cúpula do Banco Popular da China (PBoC, o banco central do país) avaliou em um simpósio com a participação de grandes bancos de fomento que a operação financeira da macroeconomia ainda enfrenta desafios, a pressão negativa sobre a economia doméstica "continua a aumentar" e a pressão sobre a contratação de crédito social local "ainda existe".

Presidente do PBoC, Yi Gang apontou ser necessário dar cabo ao "papel de guia" da taxa de referência do mercado de empréstimos sobre a taxa de juros de empréstimos, e promover nas instituições financeiras uma mudança do pensamento inerte de precificação de empréstimos, e se referir verdadeiramente à precificação da taxa de juros de referência do mercado de empréstimos para levar a taxa de juros real de empréstimos para baixo.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, voltou atrás e decidiu anular ontem a própria decisão que determinava o envio, pelo Banco Central, de cópias de todos os Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) produzidos nos últimos três anos pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), rebatizado de Unidade de Inteligência Financeira (UIF). Na prática, o ministro havia obtido acesso a informações de cerca de 600 mil pessoas, incluindo autoridades com prerrogativa de foro privilegiado.

A decisão, agora tornada sem efeito, foi duramente criticada por membros do Ministério Público Federal (MPF) e parlamentares, que reforçaram as articulações por uma CPI para investigar ministros do Supremo. “Ressalto que esta Corte não realizou o cadastro necessário e jamais acessou os relatórios de inteligência”, escreveu o presidente do STF, na decisão de ontem. Em resposta à decisão de Toffoli, o Banco Central havia autorizado o acesso do ministro às informações do Coaf.

Conforme revelou o Estado na sexta-feira, também por determinação de Toffoli, a Receita Federal encaminhou à Corte dados fiscais sigilosos e provas obtidas em investigações contra mais de 6 mil contribuintes, nos últimos três anos. Uma ala do Supremo avalia que excessos cometidos por agentes públicos estão na Receita, e não no Coaf. Uma das preocupações é com a utilização de informações referentes a declarações de imposto de renda e movimentações bancárias.

O tema será analisado pelo plenário do STF amanhã. Às vésperas do julgamento que discute a necessidade de autorização judicial para o compartilhamento de informações sigilosas pela Receita e pelo antigo Coaf, o presidente do Supremo costura um voto que imponha limites ao repasse de dados, mas que não seja visto como ameaça ao combate à corrupção no País.

O secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Rogério Marinho, admitiu na noite desta segunda-feira, 18, que o governo tem até junho ou julho do ano que vem para aprovar medidas econômicas. "Depois disso, teremos eleições municipais, e historicamente o Parlamento reduz a sua atividade", afirmou, em entrevista ao programa Roda Viva, da TV Cultura.

Marinho, contudo, ressaltou que o Congresso tem tido uma postura reformista, sob a liderança do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). "Os líderes comprometidos com a pauta têm sido receptivos e propositivos, e a pauta apresentada pelo governo é discutida com antecedência. Há um ambiente com conversa prévia, está havendo conversa e esperamos que a maior parte da agenda seja aprovada", disse.

O secretário comentou ainda a reforma administrativa e disse que a equipe econômica tem estudado o tema. Segundo Marinho, uma posição deverá ser apresentada nas próximas semanas. Além disso, afirmou que a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não tem interferido na agenda do governo.

A força-tarefa da Lava Jato deflagrou, na manhã desta terça, 19, uma nova fase da Operação Câmbio Desligo, denominada Patron, para investigar grupo que deu apoio a fuga e à ocultação de bens de Dário Messer, conhecido como o 'doleiro dos doleiros'. O doleiro Najun Azario Flato foi preso no âmbito da ação, que mira ainda o ex-presidente do Paraguai Horácio Cartes.

Agentes cumprem 37 mandados - 16 de prisão preventiva, 3 de prisão temporária e 18 de busca e apreensão - nas cidades de São Paulo, Ponta Porã, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Armação dos Búzios. São realizadas ainda ordens na fronteira com o Paraguai.

Os mandados foram expedidos pela 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

A ação é realizada pela Polícia Federal em conjunto com o Ministério Público Federal e a Receita.

As investigações identificaram que Dário Messer ocultou R$ 20 milhões. Desse montante, mais de R$ 17 milhões teriam sido alocados em um banco nas Bahamas e o restante pulverizado no Paraguai entre doleiros, casas de câmbio, empresários, políticos e uma advogada.

O nome dos investigados que moram no Paraguai e Estados Unidos terão seus nomes incluídos na Difusão Vermelha da Interpol, por decisão judicial, indicou a PF. 

O diretor da Secretaria Especial de Fazenda do Ministério da Economia, Bruno Funchal, afirmou que, de todas as Propostas de Emenda Constitucional (PECs) do Plano Mais Brasil, o foco para este ano está na PEC emergencial. Já a proposta do pacto federativo tende a tomar mais tempo, segundo o economista, e a conclusão é esperada para o fim do primeiro semestre do ano que vem. Funchal participa nesta manhã do 2º Seminário de Perspectivas da Economia e Mercado realizado pela XP Investimentos em São Paulo.

O Banco Central emitiu há pouco comunicado em que informa o cancelamento do leilão de venda à vista de moeda previsto para hoje, no valor de US$ 600,0 milhões, e de swap cambial reverso, no mesmo montante (12.000 contratos). Essas duas operações estavam previstas para as 9h30. A instituição também cancelou a operação de swap cambial tradicional programada para as 11h30 de hoje, na qual ofertaria o que não fosse colocado na operação com dólar à vista.

De acordo com o BC, essas operações foram canceladas em função do feriado desta quarta-feira, dia 20, em São Paulo (Dia da Consciência Negra). A autarquia não deu mais detalhes sobre o motivo do cancelamento das operações para hoje, dia 19, quando o mercado de câmbio está funcionando normalmente.

No mesmo comunicado, o BC informou que não fará nesta quarta-feira, dia 20, leilões cambiais. Novamente, a justificativa é o feriado do Dia da Consciência Negra em São Paulo. Nesta quarta-feira, como é feriado em São Paulo e em outras cidades do País, a liquidez no mercado à vista de câmbio deve ser bem menor. E não haverá operações no mercado futuro de câmbio.

O BC esclareceu que, como não haverá operações hoje e amanhã, “os volumes que seriam ofertados nesses dias serão distribuídos nos demais dias úteis do mês”.

Entre 1º e 28 de novembro, o BC realizará diariamente leilões de dólar à vista. Simultaneamente, fará leilão de swap cambial reverso no mesmo montante. Sempre que não vender a totalidade da oferta de moeda à vista, o BC voltará ao mercado com operação de swap cambial tradicional no valor que não foi colocado.

O objetivo destes três leilões diários é rolar o vencimento de swaps de janeiro ou trocá-lo por moeda à vista. Estão programados para vencer em janeiro um total de 226.200 contratos de swap cambial tradicional (US$ 11,31 bilhões).

O gráfico diário do IBOV mantém a inclinação de alta inalterada, apesar do benchmark estar patinando recentemente.

Ontem houve a formação de uma estrela cadente, com efeito limitado devido à sua posição no gráfico.

O desafio de hoje será o mesmo de ontem: manter-se em alta ao longo do dia e fechar em campo positivo, sem hesitações.

Temos um barreira muito forte no diário, formada pelas médias, 106.350 e 106.650.

Se essa trincheira for rompida, vira suporte, pelo princípio de inversão de polaridade da análise técnica.


Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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