quinta-feira, 14 de novembro de 2019

Cenário 14/11/2019

A produção industrial da China avançou 4,7% em outubro com relação ao mesmo mês de 2018. O resultado frustrou as expectativas de analistas consultados pelo Wall Street Journal, que previam alta de 5,2%, e indica uma desaceleração ante o ganho anual de 5,8% registrado em setembro. Os dados foram publicados nesta quinta-feira (pelo horário local) pelo Escritório Nacional de Estatísticas do país.

No mesmo período, as vendas do varejo chinês tiveram alta de 7,2% na comparação anual, também abaixo do avanço de 7,8% projetado por analistas. Em setembro, as vendas do varejo haviam subido 7,8% ante o mesmo mês do ano passado.

A leitura dos investimentos em ativos fixos (FAIs, na sigla em inglês) em áreas não-rurais também decepcionou o mercado: entre janeiro e outubro, os FAIs avançaram 5,2% ante igual período de 2018, abaixo das estimativas de alta de 5,3% e do ganho de 5,4% registrado entre janeiro e setembro, na comparação anual.

As vendas de moradias na China em valor avançaram 10,8% entre janeiro e outubro em relação a igual período do ano passado, segundo dados do Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês) do país. O resultado mostra aceleração no setor imobiliário, uma vez que as vendas entre janeiro e setembro haviam exibido ganho anual menor, de 10,3%.

Já os investimentos no desenvolvimento de projetos imobiliários tiveram expansão anual de 10,3% nos primeiros dez meses do ano, menor do que o acréscimo de 10,5% visto no acumulado até setembro.

As construções iniciadas - considerando-se tanto residências quanto propriedades comerciais - cresceram 10% no confronto anual do intervalo entre janeiro e outubro. Entre janeiro e setembro, o avanço neste segmento havia sido de 8,6%.

O Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha teve expansão de 0,1% no terceiro trimestre de 2019 em relação ao segundo trimestre, segundo leitura preliminar publicada nesta quinta-feira pela agência de estatísticas alemã (Destatis). O resultado surpreendeu positivamente analistas consultados pelo Wall Street Journal, que projetavam recuo de 0,1% no período.

A alta inesperada evitou que a economia alemã registrasse contração pelo segundo trimestre consecutivo, fenômeno classificado por economistas, de modo geral, como recessão.

Na comparação anual, o PIB alemão teve alta de 0,5% no terceiro trimestre. Ainda segundo os dados de hoje, a contração do PIB no segundo trimestre de 2019 ante o primeiro trimestre foi revisada, de 0,1% para 0,2%.

Em nota, a Destatis informa que os gastos com consumo das famílias e do governo aumentaram no terceiro trimestre em relação ao segundo, impulsionando o PIB. Além disso, as exportações avançaram no período, enquanto as importações ficaram estáveis.

Menos de cinco horas depois de a agência Dow Jones Newswires noticiar que as negociações comerciais entre Estados Unidos e China chegaram a um impasse por causa de compras agrícolas, o assessor de Comércio da Casa Branca, Peter Navarro, veio a público para desmentir a reportagem.

Em entrevista à Fox Business, Navarro, que é um dos principais articuladores comerciais dos EUA, disse que a apuração era baseada em "rumores" e afirmou estar otimista com a perspectiva de um acordo bilateral. "Estamos a caminho de uma fase 1 no acordo comercial", declarou Navarro à emissora de TV, usando um discurso em linha similar ao adotado pelo presidente americano, Donald Trump.

A apuração da Dow Jones Newswires, atribuída a fontes ligadas às discussões, mostrou que há relutância de Pequim em se comprometer com compras de produtos agropecuários. Trump tem dito que os chineses concordaram em comprar até US$ 50 bilhões em soja, carne de porco e outros produtos agrícolas, mas a matéria diz que a China resistiria a se comprometer com montantes específicos e também desejaria deixar a porta aberta para um eventual recuo, se fosse o caso.

A notícia foi um dos ingredientes do mau humor que tomou conta do mercado brasileiro ontem. Após a publicação da notícia, o dólar foi à máxima ante o real e o Ibovespa se aproximou das mínimas da sessão. A moeda americana fechou em R$ 4,18, maior valor em um ano, e a Bolsa fechou em 106.059,95 pontos.

Em Nova York, os movimentos foram um pouco mais contidos, limitados a uma leve piora nos índices de ações e às quedas do dólar em relação ao iene e dos juros dos Treasuries.

A JBS saiu de prejuízo para lucro líquido neste terceiro trimestre. A companhia de proteínas encerrou o período de julho a setembro de 2019 com lucro líquido de R$ 356,7 milhões, ante prejuízo de R$ 133,5 milhões no mesmo intervalo de 2018.

Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) manteve hoje a perspectiva para o crescimento da demanda global pela commodity para 2019 e 2020. Para este ano, conforme relatório mensal da entidade divulgado há pouco, a projeção segue em 980 mil barris por dia (bpd), apesar de algumas revisões de alta do consumo no Oriente Médio no terceiro e quarto trimestres. Isso ocorreu, de acordo com a instituição que tem sede em Paris, porque a elevação acabou sendo compensada pela revisão para baixo nos países da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e nas Américas durante o segundo e o terceiro trimestres.

Para 2020, o crescimento da demanda por petróleo está previsto em 1,08 milhão de bpd, também inalterado em relação ao relatório do mês passado. "Supõe-se que outros países da Ásia e a China sejam os maiores contribuintes para o crescimento da demanda de petróleo", citou a Organização. A adição neste caso deve ser de 680 mil bpd. Na OCDE, a expectativa é por um aumento de 70 mil bpd, mas a Opep leva em conta que a maior contribuição da expansão da demanda seja dos países que não fazem parte da OCDE, que, juntos, devem apresentar crescimento de 1,01 milhão de bpd.

A manutenção das previsões pela Opep para este ano ocorre após três meses consecutivos de corte. A demanda mundial total para este ano é de uma média de 99,8 milhões de bpd e, para o próximo, de 100,88 milhões de bpd. Os dois volumes também foram idênticos ao do relatório do mês passado.

Após avançar 0,22% em agosto (dado revisado), a economia brasileira teve novo resultado positivo em setembro deste ano. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) avançou 0,44% em setembro ante agosto, na série com ajuste sazonal, informou há pouco a instituição. Foi a terceira elevação mensal consecutiva.

O índice de atividade calculado pelo BC passou de 138,71 pontos para 139,32 pontos na série dessazonalizada de agosto para setembro. Este é o maior patamar para o IBC-Br com ajuste desde junho de 2015 (139,85 pontos).

Na comparação entre os meses de setembro de 2019 e setembro de 2018, houve alta de 2,11% na série sem ajustes sazonais. Esta série encerrou com o IBC-Br em 138,58 pontos em setembro. Este é o melhor resultado para meses de setembro desde 2014 (148,12 pontos).

Conhecido como uma espécie de “prévia do BC para o PIB”, o IBC-Br serve mais precisamente como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. A projeção atual do BC para a atividade doméstica em 2019 é de avanço de 0,9%.

O gráfico diário do IBOV mostra um teste dos topos de setembro, com formação de sombra inferior.

Ademais, respeitou a retração de 61,8% de Fibonacci.

O desafio será romper 106.650, assim como a máxima de ontem aos 106.785.

Portanto, na minha visão, esses são os pontos a serem batidos pela compra.




Bons negócios!

Um ótimo pregão.

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário