terça-feira, 12 de novembro de 2019

Cenário 12/11/2019

O índice de expectativas econômicas da Alemanha subiu de -22,8 pontos em outubro para -2,1 pontos em novembro, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira pelo instituto alemão ZEW. Analistas consultados pelo The Wall Street Journal previam avanço menor do indicador, a -14,8 pontos.

Já o índice das condições atuais medido pelo ZEW aumentou de -25,3 pontos em outubro para -24,7 pontos em novembro. Neste caso, a projeção era de ganho maior, a -22 pontos.

A CPFL Renováveis fechou o terceiro trimestre com lucro líquido de R$ 123,887 milhões, uma alta de 2,3% ante o mesmo período de 2018. No acumulado em nove meses, a empresa tem prejuízo de 7,634 milhões, ante lucro de R$ 11,985 milhões no ano passado.

A Sanepar registrou um lucro líquido de R$ 243,6 milhões no terceiro trimestre de 2019, resultado 84,5% acima do reportado no mesmo período do ano passado. Segundo a companhia de saneamento paranaense, esse desempenho decorre principalmente do crescimento da receita líquida e da base comparativa mais baixa do terceiro trimestre de 2018.

A Embraer registrou um prejuízo líquido atribuído aos acionistas de R$ 314,4 milhões no terceiro trimestre deste ano. O valor é 501,1% maior que os R$ 52,3 milhões reportados em igual período de 2018.

Já pelo critério ajustado, a companhia contabilizou prejuízo líquido de R$ 191,7 milhões, ante uma perda de R$ 73,8 milhões reportada um ano antes. Esse parâmetro exclui o imposto de renda e contribuição social diferidos no período.

A Anima Holding registrou prejuízo líquido de R$ 2,472 milhões no terceiro trimestre de 2019, uma redução de 85,16% em relação ao terceiro trimestre de 2018.

A Rumo teve um lucro líquido de R$ 369 milhões no terceiro trimestre, montante 61,2% maior que o reportado em igual intervalo de 2018. No mesmo período, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da companhia subiu 18,5%, para R$ 1,206 bilhão, enquanto a margem Ebitda ficou em 58,6% (+4,4 pontos porcentuais).

A Marfrig Global Foods reportou lucro líquido de R$ 100,358 milhões atribuído ao controlador das operações continuadas no terceiro trimestre de 2019, informou a companhia em balanço financeiro divulgado ontem. O resultado reverte o prejuízo líquido de R$ 126 milhões registrado um ano antes.

A Yduqs, ex-Estácio Participações, reportou lucro líquido de R$ 152,511 milhões no terceiro trimestre de 2019, queda de 21,52% na comparação com o mesmo período de 2018.

A BR Distribuidora encerrou o terceiro trimestre de 2019 com lucro líquido de R$ 1,336 bilhão, o que representou uma alta de 23,9% sobre o mesmo período do ano passado. Em nove meses, o lucro da companhia soma R$ 2,115 bilhões, alta de 33,2%.

A Cosan registrou lucro líquido de R$ 818,9 milhões no terceiro trimestre de 2019 (3T19), 18 vezes superior ao lucro R$ 43,9 milhões de igual período de 2018. O período, entre julho e setembro deste ano, corresponde ao segundo trimestre da safra 2019/2020 de cana-de-açúcar, um dos principais ramos de atividade da companhia. A Cosan relatou lucro ajustado proforma de R$ 460,8 milhões, ante lucro proforma de R$ 172,9 milhões no terceiro trimestre de 2018.

A Enauta, ex-Qgep Participações, reportou lucro líquido de R$ 41,935 milhões no terceiro trimestre de 2019. O valor representa queda de 24,64% na comparação com o lucro líquido de R$ 55,648 milhões de igual período do ano anterior.

O Banco Pine fechou o terceiro trimestre com prejuízo líquido de R$ 24 milhões, contra lucro líquido de R$ 5 milhões no mesmo período do ano passado e prejuízo líquido de R$ 30 milhões no segundo trimestre. O retorno sobre o patrimônio líquido ficou negativo em 11,5%, de retorno positivo de 2,1% no terceiro trimestre de 2018 e negativo de 13,8% no segundo trimestre.

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse ontem, segunda-feira, 11, que a reforma administrativa deve ser enviada pelo governo ao Congresso na próxima semana. Havia expectativa que o texto chegasse ao Legislativo amanhã, 12, como o próprio presidente informou na última semana.

No último dia 7, Bolsonaro disse que o texto devia ser enviado com a "menor quantidade possível de arestas". O texto deve alterar regras sobre a estabilidade de novos servidores públicos. "A política tem de estar casada. Não sou dono de uma empresa. Estou no comando de um país, que tem que ver a questão social, na economia, tem que ver um montão de coisa", disse o presidente naquela data.

A reforma administrativa faz parte de um pacote de medidas econômicas que o Executivo pretende enviar ao Congresso. Na última semana, Bolsonaro apresentou medidas que tratam do pacto federativo. O governo deve ainda enviar um texto com mudanças na legislação trabalhista, disse na última semana o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Jorge Oliveira.

Sem conseguir avançar na Comissão de Constituição, Cidadania e Justiça (CCJ) da Câmara com a proposta de emenda à Constituição (PEC) que permite a prisão após condenação em segunda instância, deputados tentaram costurar um acordo para resolver um dos principais impasses do texto, que é a possibilidade da matéria ferir cláusula pétrea da Constituição. Nova reunião do colegiado foi marcado para a manhã desta terça-feira, 12.

A questão foi levantada ainda no domingo à noite pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). “Por PEC, tem de ser algo que respeite o que é cláusula pétrea na Constituição. Se (a proposta) for aprovada modificando o artigo 5º, vamos manter a instabilidade política. Se queremos dar uma solução definitiva para a segunda instância, precisamos pensar em alguma mudança constitucional”, disse o parlamentar.

O texto de 2018, do deputado Alex Manente (Cidadania-SP), altera o inciso 57 do artigo 5º da Constituição. Ainda no início do dia, Manente acreditava que sua proposta pudesse avançar. “Essa semana talvez não dê tempo porque a discussão deve ser interminável e vamos só até terça-feira por causa do Brics (encontro de cúpula que será realizado em Brasília). Votação provavelmente semana que vem”, afirmou.

No entanto, a reunião da CCJ, que começou com mais de quatro horas de atraso, foi tomada pela obstrução da oposição. Enquanto isso, nos bastidores, Maia tentava costurar um acordo com os partidos para um novo texto que não ferisse a cláusula pétrea da Constituição, e que pudesse avançar com mais aceitação.

O gráfico diário do IBOV mostrou reação em tempo hábil na sessão de ontem, após testar a média móvel de 21 períodos.

O fato não anula, mas enfraquece o sinal de topo relevante visto sexta-feira (08).

O desafio daqui em diante será superar a média móvel se 5 períodos, assim como o forte 108.500.

Uma vez acima de ambos, a máxima histórica seria alvo natural.



Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br



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