sexta-feira, 8 de novembro de 2019

Cenário 08/11/2019

A aquisição pela Petrobras de dois blocos de petróleo, o Búzios e o Itapu, é positiva para o seu perfil de crédito porque os ativos apresentam baixo risco operacional e se encaixam bem dentro da estratégia da empresa de expandir o seu negócio de exploração e produção em águas profundas no Brasil, avalia a agência de classificação de risco Moody's.

Além disso, ressalta a agência, ambos os blocos são em áreas que a estatal conhece bem e o campo de Búzios, em particular, pode acrescentar ao menos 3,150 milhões de barris de óleo equivalentes (boe) às reservas da Petrobras, comparados a 9,514 milhões de BOE em reservas comprovadas da empresa segundo registrou em 2018.

"Adicionalmente, esperamos que as aquisições não afetem as métricas de crédito da Petrobrás ou o seu objetivo de reduzir a alavancagem ainda mais uma vez que a companhia pagará pelos blocos com dinheiro e continuará gerando Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização)", afirma a Moody's em nota.

A agência aponta que, em setembro de 2019, a Petrobras tinha US$ 15,5 bilhões em caixa. "Esperamos que a companhia gere cerca de US$ 8 bilhões em Ebitda no último trimestre do ano. Liquidez sólida evita a necessidade de elevar a dívida para pagar pelos novos blocos de petróleo, o que protegerá as métricas de crédito da Petrobras."

A Iguatemi, dona de 14 shopping centers, dois outlets e três torres comerciais, obteve lucro líquido de R$ 86,915 milhões no terceiro trimestre de 2019, um aumento de 32,5% em comparação com o mesmo período do ano passado.

O aumento do lucro foi sustentado pela venda de ativos no período. Em julho, a companhia se desfez da participação de 8,4% no Shopping Iguatemi Caxias por R$ 27,8 milhões. Já em setembro, a companhia vendeu uma fatia dos terrenos de seus shoppings em São José do Rio Preto (SP) e Sorocaba (SP) por um total R$ 20,1 milhões para a construção de torres comerciais.

A incorporadora Cyrela Brazil Realty reportou lucro líquido de R$ 104,382 milhões no terceiro trimestre de 2019. Com esse resultado a empresa reverteu o prejuízo líquido de R$ 120,753 milhões em igual período do ano anterior. Os dados foram divulgados hoje, quinta-feira, em balanço enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A receita da companhia fechou o trimestre em R$ 934,759 milhões. O resultado representa crescimento de 28,96% ante a cifra de R$ 724,825 milhões na mesma base de comparação.

A SulAmérica encerrou o terceiro trimestre de 2019 com lucro líquido de R$ 245,4 milhões, o que representa uma alta de 4,6% ante igual período do ano passado. A margem líquida passou de 4,4% para 4,2% entre os dois trimestres.

A receita operacional somou R$ 5,876 bilhões entre julho e setembro, montante 10,9% maior que o registrado em igual etapa de 2018, atribuído pela empresa ao crescimento no segmento de saúde e odontológico, além dos bons desempenhos em automóveis, previdência, vida e gestão de ativos.

Com um impulso do recorde do mercado de ações no Brasil, a B3 registrou no terceiro trimestre deste ano um lucro líquido de R$ 719,6 milhões, expansão de 54,6% em relação ao visto no mesmo período do ano passado. Ante o trimestre imediatamente anterior houve aumento de 9,9%. No acumulado do ano até setembro o lucro da B3 foi a R$ 1,98 bilhão, crescimento de 31,5%.

A incorporadora Tenda registrou um lucro líquido, ajustado por minoritários, de R$ 64,6 milhões no terceiro trimestre, desempenho 0,3% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.

Segundo a empresa, o lucro foi resultado da combinação entre um crescimento de 8,4% do lucro bruto e redução de 4,4% das despesas operacionais.

O prejuízo da Triunfo piorou 24,6% no terceiro trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período do ano anterior. Segundo dados divulgados nesta noite, o prejuízo líquido da empresa aumentou de R$ 56,527 milhões entre julho e setembro de 2018 para R$ 70,410 milhões em igual período de 2019. No critério Pro Forma, o prejuízo no terceiro trimestre do ano passado foi de R$ 50,6 milhões, representando uma piora de 39% este ano.

O Burger King Brasil registrou um lucro líquido de R$ 5,5 milhões no terceiro trimestre deste ano, um resultado 79,8% inferior ao reportado no mesmo período do ano passado. Excluindo-se os efeitos do IFRS 16, o lucro teria sido de R$ 10,4 milhões, significando uma retração de 61,6%.

A Unidas encerrou o terceiro trimestre de 2019 com lucro líquido recorrente de R$ 86,5 milhões com IRFS 16, o que representa um crescimento de 43,8% ante o registrado no mesmo período do ano passado. É o maior lucro líquido da história da companhia.

O conselho de administração da Cogna (ex-Kroton) cancelou a assembleia geral extraordinária prevista para 18 de novembro e marcou nova data para 9 de dezembro. A pauta da reunião prevê deliberação, entre outros temas, da proposta de alteração da razão social da companhia para Cogna Educação. A mudança, juntamente com uma nova estrutura da empresa foi anunciada no início de outubro.

A rede varejista Marisa Lojas reportou prejuízo líquido contábil de R$ 76,0 milhões no terceiro trimestre de 2019, uma piora de 43,1% na comparação com o mesmo período do ano passado. A empresa informou ainda um prejuízo líquido pró-forma comparável de R$ 71,626 milhões, representando uma piora de 34,9%.

A Kepler Weber obteve lucro líquido de R$ 15,9 milhões no terceiro trimestre deste ano, informou a companhia nesta quinta-feira. O resultado é quase quatro vezes o registrado em igual período do ano passado, de R$ 4,1 milhões. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) foi de R$ 25,4 milhões, aumento de 92,4% ante o terceiro trimestre de 2018. A receita líquida diminuiu 10% na mesma comparação, para R$ 149,5 milhões. 

A Energisa encerrou o terceiro trimestre de 2019 com lucro líquido de R$ 53,9 milhões, o que representa uma queda de 79,2% ante igual período do ano passado. De acordo com a empresa, se fossem desconsiderados os números da Energisa Rondônia e Acre e excluindo efeitos extraordinários, em especial os R$ 171,7 milhões da marcação a mercado do bônus de subscrição das debêntures da 7ª emissão sem efeito caixa, o lucro líquido (pro forma) no terceiro trimestre teria sido de R$ 369,2 milhões, aumento de 33%.

A CVC apurou lucro líquido de R$ 73,6 milhões no terceiro trimestre de 2019, valor 9,7% menor que o lucro contábil registrado no mesmo período de 2018. No critério pro forma, houve crescimento de 3,3% no lucro. No critério ajustado, que retira os efeitos da Avianca, o lucro da CVC foi de R$ 102,6 milhões no trimestre, alta anual de 10,6%, e de 24,4% quando o lucro do ano passado é medido pro forma.

As exportações da China registraram queda de 0,9% em outubro em relação ao mesmo mês do ano passado, recuo menos acentuado que a baixa de 3,1% projetada por analistas consultados pelo Wall Street Journal. No mesmo período, as importações chinesas caíram 6,4%, declínio também mais suave que o previsto, de 8,6%. Os dados foram divulgados pela Administração Geral das Alfândegas do país nesta sexta-feira, 8.

Os resultados indicam superávit comercial da China em US$ 42,81 bilhões em outubro, acima das previsões de US$ 42,6 bilhões. Os números vieram mais positivos que as leituras de setembro, quando as exportações caíram 3,2% e as importações perderam 8,5% ante o mesmo mês de 2018, e o superávit foi calculado a US$ 39,65 bilhões.

A produção industrial no Brasil cresceu em 10 dos 15 locais pesquisados na passagem de agosto para setembro, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física Regional, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em São Paulo, maior parque industrial do País, houve uma perda de 1,4%. Também houve recuos no Pará (-8,3%), Amazonas (-1,6%), Rio de Janeiro (-0,6%) e Goiás (-0,1%).

Os acréscimos ocorreram na Bahia (4,3%), Região Nordeste (3,3%), Rio Grande do Sul (2,9%), Espírito Santo (2,5%), Minas Gerais (2,4%), Pernambuco (2,3%), Santa Catarina (2,1%), Mato Grosso (2,0%), Paraná (1,3%) e Ceará (0,2%).

Na média global, a indústria nacional avançou 0,3% em setembro ante agosto.

O gráfico diário do IBOV mostra uma nova máxima histórica, em fechamento, ironicamente no dia que o STF abre uma brecha para bandidos condenados deixarem a prisão.

Seguindo o fluxo externo e o próprio índice futuro, naturalmente a abertura será negativa, com provável teste da média móvel de 5 períodos e, quem sabe, do forte 108.500.

Mais importante que o início dos negócios é como será o fechamento, o que vai mensurar a maturidade e resiliência da ponta compradora, em um momento turbulento porém, já esperado em boa parte.

Uma excelente sexta-feira.

Ótimo final de semana.



Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br


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