terça-feira, 5 de novembro de 2019

Cenário 05/11/2019

O presidente Xi Jinping prometeu nesta terça-feira, 5, adotar mais iniciativas para abrir gradualmente os mercados chineses para investidores estrangeiros, mas não apresentou nenhuma medida para tentar relaxar as tensões comerciais com os Estados Unidos e a Europa.

Xi discursou na abertura da China International Import Expo, em Pequim, e afirmou que pretende "expandir a abertura de mercados" e avançar na redução de restrições ao capital estrangeiro.

Pequim tem anunciado a redução de tarifas e flexibilizado restrições a importações, mas nenhuma das iniciativas até agora contribui para a resolução de conflitos com americanos e europeus sobre as restrições à presença de companhias estrangeiras no país.

Grupos empresariais têm saudado o processo chinês de abertura, mas se dizem frustrados com o ritmo gradual e a permanência de restrições. 

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da China subiu de 51,9 em setembro para 52,0 em outubro, atingindo sua maior leitura desde abril deste ano. Já o PMI de serviços do país recuou de 51,3 para 51,1 no mesmo período, menor resultado em oito meses. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (pelo horário local) pela IHS Markit em parceria com o grupo midiático chinês Caixin Media.

A alta do índice composto, que engloba manufatura e serviços, foi impulsionada pelo forte desempenho da indústria chinesa, que chegou a 51,7 em outubro e registrou seu maior nível em 32 meses.

A Telefónica divulgou hoje que teve prejuízo líquido de 443 milhões de euros (US$ 494 milhões) no terceiro trimestre, revertendo lucro de 1,14 bilhão de euros apurado no mesmo intervalo de 2018.

A perda foi atribuída à contabilização de custos de reestruturação de 1,4 bilhão de euros no período.

A Omega Geração anuncia lucro líquido de R$ 31,628 milhões no terceiro trimestre de 2019, alta de 11,56% ante o mesmo intervalo do ano passado, de R$ 28,350 milhões.

A companhia registrou receita de R$ 284,890 milhões, crescimento de 69,74% ante a cifra de R$ 167,835 milhões na mesma base de comparação.

As receitas com operações de tesouraria do BTG Pactual no terceiro trimestre do ano, área batizada de "Sales & Trading", e as do banco de investimento, registraram o melhor trimestre histórico, destaca banco em relatório sobre o terceiro trimestre.

As receitas em "Sales & trading" no período analisado atingiram R$ 801 milhões, aumento de 257% ante o mesmo intervalo do ano passado, de R$ 224 milhões. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, quando a receita dessa linha chamou atenção do mercado, houve uma queda de 10%. De janeiro a setembro atingiram R$ 2,123 bilhões, alta de 103%. "Os resultados foram impulsionados principalmente pela mesa de juros e contínuo bom desempenho das mesas de câmbio e ações, parcialmente compensados pelo resultado da nossa mesa de energia. Continuamos a ver um aumento significativo nas atividades dos clientes", diz o BTG.

No segmento de banco de investimento o BTG também viu subir suas receitas, na esteira da participação do banco nas ofertas de ações que se desenrolaram no período. A área apresentou receitas de R$ 281 milhões, alta de 385% na relação anual e aumento de 51% na base trimestral. Nos nove primeiros meses do ano as receitas somaram R$ 643 milhões, expansão de 70%. Em ofertas de ações (ECM) no trimestre o BTG participou de 14 operações, em fusões e aquisições (M&A) de 13 e de dívida (DCM), 21 transações, segundo o informe que acompanha o seu demonstrativo financeiro.

O Banco Central reafirmou hoje, por meio da ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), que "o processo de reformas e ajustes necessários na economia brasileira tem avançado". Ao mesmo tempo, o BC enfatizou que "perseverar nesse processo é essencial para a queda da taxa de juros estrutural e para a recuperação sustentável da economia".

Estas ideias já haviam sido expressas pelo BC no comunicado do último encontro do Copom, divulgado na quarta-feira passada. Na ocasião, o colegiado reduziu a Selic de 5,50% para 5,00% ao ano.

Na ata de hoje, o Copom ressaltou ainda que "a percepção de continuidade da agenda de reformas afeta as expectativas e projeções macroeconômicas correntes".

A diferença de ativos entre o Itaú Unibanco e o Bradesco renovou o patamar recorde no terceiro trimestre ao atingir R$ 333,675 bilhões no período. Trata-se do segundo trimestre consecutivo de elevação e ainda supera a marca histórica vista até então, de cerca de R$ 266 bilhões, registrada entre abril e junho deste ano, conforme dados compilados pelo Broadcast.

O Itaú Unibanco somava R$ 1,738 trilhão em ativos totais ao fim de setembro, crescimento de 7,8% ante um ano. Em relação aos três meses anteriores, a alta foi de 3,6%.

Já o Bradesco contava com R$ 1,404 trilhão em ativos totais, incremento de 3,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Na comparação com os três meses anteriores, foi identificada leve queda de 0,5%.

O gráfico diário do IBOV mostra uma movimentação altista, que requer cautela, porém não demonstra fraqueza, tampouco sinal de pressão vendedora.

A máxima da correção no tempo é 108.500; portanto, penso que essa região pode ser considerada um divisor de águas entre a compra e a venda.



Bons negócios e um ótimo pregão.

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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