sexta-feira, 1 de novembro de 2019

CENÁRIO 01/11/19

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial da China subiu de 51,4 em setembro para 51,7 em outubro, maior leitura registrada desde fevereiro de 2017. O indicador foi divulgado na madrugada desta sexta-feira pela IHS Markit em parceria com o grupo de mídia chinês Caixin Media.

A leitura marca o terceiro mês de alta do PMI da manufatura chinesa. A produção industrial do país asiático e as novas encomendas aceleraram expansão - impulsionadas pelo fôlego renovado das exportações, as encomendas cresceram no maior ritmo desde janeiro de 2013, segundo comunicado da Markit/Caixin.

"Tanto a demanda interna quanto a externa melhoraram substancialmente", avalia Zhengsheng Zhong, diretor de análise macroeconômica da consultoria CEBM, parceira da Caixin. "As novas exportações voltaram a crescer e atingiram o patamar mais alto desde fevereiro de 2018, presumivelmente devido à isenção de tarifas sobre mais de 400 categorias de produtos chineses pelos Estados Unidos".

De acordo com Zhengsheng, as exportações tiveram a maior aceleração desde o início da guerra comercial sino-americana.

O Banco do Povo da China (PBoC, o BC chinês) ampliou empréstimos no mês passado por meio de um instrumento destinado a apoiar investimentos em projetos de infraestrutura, em meio à tendência de desaceleração da economia doméstica.

O PBoC informou nesta sexta-feira que liberou em outubro 75 bilhões de yuans (US$ 10,66 bilhões) líquidos através de sua linha de crédito suplementar, voltado para três bancos estatais que ajudam a implementar políticas com foco em projetos de infraestrutura. O montante líquido de setembro foi bem menor, somando 24,6 bilhões de yuans.

O BC chinês também concedeu 60,09 bilhões de yuans em outubro por meio de seu instrumento de crédito permanente, para atender as necessidades de financiamento de curto prazo de instituições financeiras.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial do Reino Unido subiu de 48,3 em setembro para 49,6 em outubro, atingindo o maior nível em seis meses, segundo dados publicados hoje pela IHS Markit em parceria com a CIPS.

O resultado de outubro surpreendeu analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam queda do PMI a 48.

Apesar do avanço, a leitura abaixo de 50 indica que o setor manufatureiro britânico permaneceu em contração no mês passado.

Após falar em ‘novo AI-5’, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) é alvo de uma queixa-crime assinada por 18 parlamentares do PSOL, PT, PSB, PDT, PC do B, além da liderança da Minoria na Câmara Federal. Eles moveram a ação no Supremo Tribunal Federal e pedem que ele seja condenado por incitação e apologia ao crime, além de ato de improbidade administrativa, o que pode levar à perda de cargo do presidente Jair Bolsonaro.

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) caiu 0,1 ponto em outubro ante setembro, para 94,0 pontos, informou há pouco a Fundação Getulio Vargas (FGV). Em médias móveis trimestrais, o indicador registrou estabilidade.

O Índice de Confiança Empresarial reúne os dados das sondagens da Indústria, Serviços, Comércio e Construção. O cálculo leva em conta os pesos proporcionais à participação na economia dos setores investigados, com base em informações extraídas das pesquisas estruturais anuais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a FGV, o objetivo é que ICE permita uma avaliação mais consistente sobre o ritmo da atividade econômica.

Os fluxos de capital para mercados emergentes somaram US$ 22,5 bilhões em outubro, informa o Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês), divididos entre US$ 1,2 bilhão em ações e US$ 21,3 bilhões em títulos.

"Tensões comerciais contínuas e a incerteza resultante impactaram fluxos significativamente (...), mas o rompimento da cadeia de suprimento global ainda é limitado", escrevem os economistas do IIF Jonathan Fortun e Benjamin Hilgenstock. "Essa retomada no sentimento (em outubro) é explicada diretamente pela 'trégua' no conflito comercial (entre os Estados Unidos e a China)."

Em termos líquidos, os fluxos de capital para mercados emergentes em setembro foram de -US$ 31,4 bilhões, aponta o IIF.

A entidade diz ser "notável" que um ciclo substancial de afrouxamento pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) tenha sido "incapaz" de impulsionar moedas emergentes "como no passado".

O número positivo no rastreador de fluxos de capital para emergentes de outubro se deve principalmente pela entrada em títulos de dívida, explica o IIF. "Ao passo que fluxos de entrada em ações na China foram de US$ 2,7 bilhões, os fluxos para emergentes excluindo a China foram de -US$ 1,5 bilhão."

"Acreditamos que a perspectiva para fluxos de entrada em ações para emergentes excluindo a China permanece difícil dado o grande volume de dinheiro quente que já foi para emergentes em anos recentes", afirmam Fortun e Hilgenstock. "Se por um lado somos 'copo meio cheio' sobre a economia global, a fraqueza persistente de moedas emergentes versus o dólar é preocupante."

O IIF aponta para "muitas forças diferentes trabalhando atualmente" nos mercados emergentes, "incluindo incerteza geopolítica, preços fracos de commodities e dificuldades idiossincráticas". "Mas talvez o único denominador comum sejam os fluxos de capital estrangeiro para emergentes excluindo a China, que têm sido sucessivamente mais fracos para cada catalisador de posição bullish sobre mercados emergentes."

A produção industrial subiu 0,3% em setembro ante agosto, na série com ajuste sazonal, divulgou há pouco o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação a setembro de 2018, a produção subiu 1,1%. Nessa comparação, sem ajuste, as estimativas variavam de uma queda de 0,30% a aumento de 2,90%, com mediana positiva de 1,60%.

No ano de 2019, a indústria teve queda de 1,4%. No acumulado em 12 meses, a produção da indústria acumulou recuo também de 1,4%.

Os Estados Unidos criaram 128 mil empregos em outubro, segundo dados com ajustes sazonais publicados hoje pelo Departamento do Trabalho. 

Já a taxa de desemprego subiu de 3,5% em setembro, que havia sido o menor nível desde dezembro de 1969, para 3,6% em outubro, em linha com a projeção do mercado.

O número combinado de criação de postos de trabalho de setembro e agosto foi revisado para cima, em 95 mil postos.

O total de empregos criados em outubro surpreendeu positivamente, apesar do impacto de uma greve de 40 dias da General Motors (GM), encerrada na semana passada. Os dados de hoje mostram que a manufatura de automóveis dos EUA eliminou 42 mil vagas no mês passado, "refletindo a atividade grevista".

O salário médio por hora dos trabalhadores aumentou 0,21% em outubro ante setembro, ou US$ 0,06, para US$ 28,18 por hora. Na comparação anual, o aumento foi de 3%. Analistas esperavam ganham mensal maior, de 0,30%, mas o acréscimo anual veio como previsto.

A fatia da população dos EUA que participa da força de trabalho avançou de 63,2% em setembro para 63,3% em outubro.

O gráfico diário do IBOV mostra uma correção no tempo, o que pode ser confirmado visualmente ou comparando o fechamento de ontem com a sexta-feira passada.

Com a alta dessa manhã, a balança pende para o lado dos touros, seja pela alta em si ou mesmo pelo segundo teste do topo anterior em 106.650, com a formação de sombra inferior, mostrando que a compra está ativa na região.

O candle de hoje será uma pista importante sobre os próximos passos do benchmark doméstico.

Pelo menos agora cedo os ursos voltaram para a toca.

Bons negócios!

Um ótimo final de semana

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Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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