quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Cenário 30/10/2019

O índice de sentimento econômico da zona do euro, que mede a confiança de setores corporativos e dos consumidores, caiu de 101,7 em setembro para 100,8 em outubro, atingindo o menor patamar desde janeiro de 2015, segundo dados publicados hoje pela Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia. O resultado ficou abaixo da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam queda do indicador a 101,2.

Apenas a confiança do consumidor recuou de -6,5 em setembro para -7,6 em outubro, confirmando estimativa prévia e em linha com a previsão de analistas, enquanto a da indústria diminuiu de -8,9 para -9,5 no mesmo período e a de serviços caiu de +9,5 para +9,0.

Por outro lado, o índice de clima das empresas do bloco europeu apresentou melhora, ao subir de -0,23 em setembro para -0,19 em outubro. 

O Santander divulgou nesta quarta-feira que teve lucro líquido de 501 milhões de euros no terceiro trimestre, 75% menor do que o ganho registrado no mesmo período de 2018. A queda se deveu a despesas de 1,49 bilhão de euros relacionadas à subsidiária no Reino Unido, que foi afetada pela questão do Brexit e mudanças regulatórias.

O índice de capital Tier 1 do banco espanhol, uma importante medida da força de seu balanço, ficou em 11,30% no fim de setembro, inalterado em relação ao nível do fim de junho. 

A Gerdau teve queda no lucro líquido consolidado do terceiro trimestre de 63,5%, para R$ 289 milhões. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado ficou em R$ 1,457 bilhão, queda de 27,6%, com margem de 14,7%, um ponto porcentual menor que no terceiro trimestre de 2018. A conta desconsidera os impactos da parada programada do Alto-forno 1 de Ouro Branco (MG), na operação Brasil.

A parada também influenciou nos dados operacionais.A produção de aço bruto recuou 31,1%, para 2,733 milhões de toneladas, principalmente devido à Operação de Negócios (ON) América do Norte, onde ocorreu desinvestimento de grande parte das operações de vergalhão nos Estados Unidos.

As vendas de aço, por sua vez, caíram 17,1%, para 3,056 milhões de toneladas, também em função dos desinvestimentos na ON América do Norte e menores volumes vendidos na unidade de aços especiais.

Hoje é dia de FED (15h), que deve cortar o juro nos EUA em mais 25 pontos-base, de entrevista de Powell (15h30), que deve sinalizar se vem mais por aí ou para agora, e de Copom (18h), que deve reduzir a Selic para 5% e indicar a continuidade do ciclo de queda. 

Apesar dos sinais de retomada da atividade e das revisões em alta para o PIB, o mercado continua firme na aposta de que o BC vai derrubar a taxa para 4%. Mas hoje é dia também de medir a repercussão da reportagem da TV Globo que citou Bolsonaro nas investigações da morte de Marielle.

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) abandonou a deflação de 0,01% em setembro e subiu 0,68% em outubro, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quarta-feira (30). Em agosto, o resultado também havia sido deflacionário, de 0,67%. No ano, o indicador acumulou alta de 4,79% e em 12 meses, de 3,15% (de 3,37% no período finalizado em setembro).

Entre os componentes do IGP-M, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M) também deixou a queda de 0,09% de setembro e passou a subir 1,02% em outubro. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M), por sua vez, ampliou marginalmente a deflação, de 0,04% para 0,05%, entre os dois meses. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) teve alívio de 0,60% para 0,12% de setembro para outubro.

A empresa de shopping centers Multiplan apresentou um lucro líquido de R$ 121,525 milhões no terceiro trimestre deste ano, desempenho 4,4% superior ao reportado no mesmo período do ano passado.

Segundo a empresa, o desempenho foi puxado pelo aumento da receita, parcialmente compensado pelo crescimento da depreciação devido à recente aquisição do BH Shopping e pelo efeito das despesas de remuneração baseadas em ações. Excluindo a conta de remuneração baseada em ações, o lucro líquido teria aumentado 12,0% chegando a R$ 132,2 milhões.

A Duratex, fabricante de louças e metais sanitários, revestimentos cerâmicos e painéis de madeira, apresentou lucro líquido recorrente de R$ 30,472 milhões no terceiro trimestre de 2019, queda de 50,5% ante o mesmo período de 2018, de acordo com balanço publicado há pouco.

O lucro da Duratex caiu devido ao aumento das despesas no trimestre. A empresa realizou desembolsos na ordem de R$ 10 milhões com o desenvolvimento da futura unidade de produção de celulose, conforme projeto já anunciado, e pagou outros R$ 10 milhões de obrigações relacionadas à incorporação da Cecrisa, fabricante de cerâmicos adquirida neste ano.

A Cielo, controlada por Bradesco e Banco do Brasil, registrou lucro líquido de R$ 358,1 milhões no terceiro trimestre deste ano, declínio de 51,7% na comparação com o mesmo período de 2018, de R$ 740,8 milhões, considerando o conceito Cosif. Ante o trimestre anterior, foi identificada baixa de 17%.

No conceito IFRS, o lucro líquido da número um das maquininhas somou R$ 362,4 milhões, 54,3% menor em relação ao visto um ano antes, de R$ 793,2 milhões. Neste ano, a Cielo passou a reportar seu resultado nos documentos entregues à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) em Cosif, critério exigido a reguladas do Banco Central, que autorizou a companhia a ser uma instituição de pagamentos em meados de 2017. Contudo, manteve a conciliação dos números para IFRS, seguindo as normas contábeis internacionais.

O Magazine Luiza reportou alta de 96,65% no lucro líquido do terceiro trimestre de 2019 em relação ao mesmo período do ano passado, chegando a R$ 235,1 milhões. O resultado considera os efeitos da norma contábil IFRS 16.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) cresceu 79,7% na comparação anual, para R$ 501,2 milhões. Já a receita líquida subiu 32,5%, para R$ 4,86 bilhões.

O Magazine Luiza também publicou números que desconsideram o IFRS 16 e créditos tributários provenientes de uma ação judicial vencida pela varejista. No critério ajustado, o lucro líquido teria sido de R$ 136,3 milhões, o que significaria um crescimento de 13,8% em relação ao terceiro trimestre de 2018. O Ebitda ajustado ficou em R$ 300,7 milhões, ou seja, 7,8% maior na comparação anual.

A Raia Drogasil registrou lucro líquido no critério contábil IFRS 16 de R$ 129,687 milhões no terceiro trimestre de 2019, uma alta de 9,7% ante os R$ 118,182 milhões apurados no mesmo período de 2018. No critério ajustado, os ganhos ficaram em R$ 135,587 milhões no período, avanço de 12,5% na comparação anual.

O lucro sem o IFRS 16 foi de R$ 146,247 milhões, crescimento de 13,5% em um ano. No critério ajustado também sem a nova norma contábil, o lucro foi de R$ 152,476, alta de 16,2%.

Estes números não levam em conta a rede Onofre, que teve a aquisição anunciada em julho e a incorporação em 1º de agosto. Levando em conta a compra, o lucro líquido da Raia Drogasil no critério IFRS 16 ficou em R$ 462,6 milhões. No ajustado, o ganho consolidado foi de R$ 131,3 milhões.

O gráfico diário do IBOV trás consigo uma mudança de curtíssimo prazo: ontem não tivemos mínima e máxima mais altas que a sessão anterior, como vinha ocorrendo.

Isso abre espaço para um início de pregão vermelho, com possível perda da mínima do candle desenhado anteontem, que marcou a máxima histórica do benchmark.

Esse patamar é 107.360 e, na minha leitura, separa o joio do trigo no curto prazo.



Bons negócios!

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