segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Cenário 28/10/2019

O peronista Alberto Fernández foi eleito neste domingo, 27, presidente da Argentina, tendo como vice Cristina Kirchner, mentora da chapa que devolve o poder à esquerda após quatro anos.

Segundo projeção com base nos números oficiais, com 90% dos votos apurados, Fernández obtinha 47,8% dos votos, suficiente para ser eleito em primeiro turno. Macri alcançava 40,7%.

Em discurso realizado às 22h25 do domingo, Macri reconheceu a derrota. "Vamos seguir trabalhando juntos pelos argentinos", disse. "Felicitei Fernández e o convidei para uma transição ordenada."

Um dos planos de Fernández para estancar a crise econômica é congelar os preços por 180 dias e garantir um aumento salarial de emergência - a inflação acumulada no último ano está perto de 60%.

A eleição garante a Cristina uma cadeira no Senado, o que também assegura a ela imunidade parlamentar. A ex-presidente enfrenta uma série de acusações de corrupção.

O partido de Macri manteve o controle da capital, com a reeleição de Horacio Rodríguez Larreta. Na Província de Buenos Aires, o vencedor foi Axel Kicillof, que foi ministro da Economia de Cristina Kirchner. Os argentinos renovaram ainda 130 dos 257 deputados e 24 dos 72 senadores.

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, confirmou nesta segunda-feira pelo Twitter que a União Europeia aprovou um novo adiamento do Brexit até 31 de janeiro de 2020.

Antes de Tusk se manifestar, circularam rumores de que a extensão do Brexit seria realmente de três meses.

O Brexit deveria entrar em vigor na próxima quinta-feira (31), mas o Parlamento britânico ainda não aprovou um plano que regulamente a separação do Reino Unido e da União Europeia.

Segundo Tusk, a decisão de aprovar o adiamento deverá ser formalizada por meio de "procedimento escrito".

O Índice de Confiança da Construção (ICST) subiu 0,4 ponto em outubro, para 87,5 ponto, após ter recuado 0,5 ponto em setembro, informou há pouco a Fundação Getulio Vargas (FGV). Em médias móveis trimestrais, o indicador manteve a tendência ascendente e avançou 0,7 ponto e, frente a outubro de 2018, o crescimento foi de 5,6 ponto porcentual.

O resultado positivo foi puxado pelo Índice de Situação Atual (ISA-CST), que atingiu 78,9 pontos em outubro - o maior patamar desde fevereiro de 2015, quando estava em 81,4 pontos. O avanço registrado no mês, de 1,3 ponto, foi influenciado pela melhora na percepção sobre a situação da carteira de contratos, que cresceu 2,6 pontos e atingiu a marca dos 77,7 pontos.

O Índice de Expectativas (IE-CST), por outro lado, recuou 0,5 ponto com a segunda retração consecutiva, para 96,5 pontos. O resultado deriva da queda do indicador de demanda prevista nos próximos três meses, que cedeu 97,4 pontos (-0,2), e do indicador de tendência dos negócios nos próximos seis meses, que recuou para 95,6 pontos (-0,7).

O Índice de Utilização da Capacidade (NUCI) da construção avançou 0,7 ponto porcentual, para 70,1%. A melhora foi composta por avanços na utilização de máquinas e equipamentos (0,5 ponto porcentual) e mão de obra (0,7 ponto porcentual).

À espera da reunião de política monetária do Banco Central, nesta semana, os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica da economia) no fim de 2019, mas alteraram a perspectiva para 2020. O Relatório de Mercado Focus trouxe hoje que a mediana das previsões para a Selic este ano seguiu em 4,50% ao ano. Há um mês, estava em 4,75%. Já a projeção para a Selic no fim de 2020 foi de 4,75% para 4,50% ao ano, ante 5,00% de quatro semanas atrás.

No caso de 2021, a projeção passou de 6,50% para 6,38%, ante 6,50% de um mês antes. A projeção para a Selic no fim de 2022 foi de 7,00% para 6,50%, ante 7,00% de quatro semanas antes.

Em setembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC cortou a Selic em 0,50 ponto porcentual, de 6,00% para 5,50% ao ano. Foi o segundo recuo consecutivo da taxa básica. No comunicado sobre a decisão, o BC avaliou que o cenário externo, apesar de incerto, está favorável para países emergentes. Além disso, reconheceu avanços nas reformas econômicas e divulgou projeções comportadas de inflação para 2019 e 2020. Neste contexto, a instituição também indicou que pode promover novos cortes na Selic. Estas mensagens foram reforçadas pela ata do encontro e pelo Relatório Trimestral de Inflação (RTI).

No grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo, a mediana da taxa básica em 2019 seguiu em 4,50% ao ano, ante 4,75% de um mês antes. No caso de 2020, foi de 4,25% para 4,00% ao ano, ante 4,50% de quatro semanas atrás.

A projeção para o fim de 2021 no Top 5 permaneceu em 6,50%. Há um mês, estava no mesmo patamar. Para 2022, a projeção do Top 5 seguiu em 6,50% ao ano, igual a um mês antes.

O gráfico diário do IBOV mostra resiliência, em meio à problemas no Chine e eleições argentinas, sem contar as seguidas trapalhadas no PSL, partido do presidente Bolsonaro.

Para quem esperava uma manhã negativa, temos bolsa para cima e dólar para baixo.

Minha visão é que estamos diante de uma correção no tempo, após dois marobuzus seguidos, dias 21 e 22/10.

Esse processo "puxa" a média móvel de 21 períodos, destacando que a média de 5 tem sido suporte, o alicerce dos desdobramentos recentes.

Bons negócios!



Uma ótima semana.

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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