sexta-feira, 25 de outubro de 2019

Cenário 25/10/2019

Autoridades de alto escalão dos Estados Unidos e da China vão discutir nesta sexta-feira planos para que os chineses ampliem as compras de produtos agrícolas americanos, mas, em troca, Pequim vai pedir a remoção de tarifas existentes e programadas dos EUA contra bens chineses, segundo fontes com conhecimento do assunto. 

O representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, e o vice-primeiro-ministro chinês Liu He vão conversar por telefone hoje, na mais recente tentativa de reverter uma prolongada guerra comercial que está prejudicando os mercados financeiros e causando a desaceleração da economia global.

O índice de sentimento das empresas da Alemanha ficou em 94,6 pontos em outubro, permanecendo no mesmo nível de setembro, segundo pesquisa divulgada hoje pelo instituto alemão Ifo. O resultado surpreendeu analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam baixa marginal do indicador a 94,5 pontos neste mês.

O chamado subíndice de expectativas econômicas do Ifo avançou de 90,9 pontos em setembro para 91,5 pontos em outubro, mas o subíndice de condições atuais recuou de 98,6 para 97,8 pontos no mesmo período.

Para o Ifo, o levantamento sugere que a "economia alemã está se estabilizando".

A pesquisa mensal do Ifo envolve cerca de 9.000 empresas dos setores de manufatura, serviços, comércio e construção.

A Ambev classificou como "moderado" seu desempenho no terceiro trimestre deste ano, quando entregou aumento de receita líquida consolidada, mas queda de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e de lucro líquido. De acordo com relatório que acompanha o demonstrativo, o resultado refletiu impactos do ajuste de preços promovido pela empresa, que foi potencializado por descontos realizados pela concorrência e por um ambiente macroeconômico desafiador.

Entre julho e setembro deste ano, a Ambev registrou lucro líquido atribuído ao controlador de R$ 2,498 bilhões no terceiro trimestre deste ano, 11,6% inferior a igual período de 2018. Já o Ebitda ajustado atingiu R$ 4,410 bilhões, 4,0% menor. Nas operações brasileiras, o Ebitda caiu 13,3%, para R$ 2,404 bilhões, prejudicado por uma alta dos custos por produtos vendidos (CPV) e do mesmo indicador na base por hectolitro.

O lucro líquido da Vale no terceiro trimestre do ano atingiu US$ 1,654 bilhão, aumento de 17,5% em relação ao observado no mesmo período do ano passado. O resultado reverte, ainda, prejuízo de US$ 133 milhões registrado no trimestre imediatamente anterior. No acumulado dos nove primeiros meses do ano, apesar do resultado positivo no terceiro trimestre, o prejuízo é de US$ 121 milhões, na esteira da tragédia de Brumadinho em janeiro.

O Grupo Fleury registrou lucro líquido de 94,8 milhões no terceiro trimestre de 2019, o que representa um alta de 4,9% em relação ao mesmo período do ano passado.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) avançou para R$ 196,5 milhões, alta de 8,2% sobre o terceiro trimestre de 2018. A margem Ebitda ficou praticamente estável, passou de 26,6% para 26%.

A Grendene registrou lucro líquido de R$ 166,8 milhões no terceiro trimestre de 2019, o que representou uma alta de 48,4% em relação ao mesmo período de 2018. Nos primeiros nove meses do ano, o lucro da companhia recuou 14,8% sobre idêntico período de 2018 e somou R$ 284,8 milhões.

O lucro operacional da Petrobras na área de Exploração e Produção (E&P) atingiu R$ 17,778 bilhões no terceiro trimestre, queda de 14% ante os R$ 20,665 bilhões anotados nos três meses imediatamente anteriores e baixa de 2,8% em relação a igual intervalo de 2018 (ganho de R$ 18,297 bilhões).

Na área de Refino, a estatal teve lucro operacional de R$ 1,045 bilhão, queda de 77,2% ante o mesmo período de 2018 (ganho de R$ 4,589 bilhões) e baixa de 27,3% em relação ao intervalo de abril a junho (lucro de R$ 1,438 bilhão).

Em Gás e Energia, houve lucro operacional de R$ 1,163 bilhão, ante prejuízo de R$ 1,362 bilhão em igual período de 2018 e lucro de R$ 23,066 bilhões no segundo trimestre deste ano.

Em sua segunda tentativa de abrir o capital em menos de um ano, o mineiro BMG, controlado pela família Pentagna Guimarães, conseguiu emplacar dessa vez sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), que movimentou R$ 1,6 bilhão. Com o interesse de grandes fundos estrangeiros, a demanda superou a oferta em quatro vezes, tirando da conta os investidores pessoas físicas, que acabam fazendo fila para entrar na oferta. A ação foi precificada em R$ 11,60, no piso da faixa indicativa de preço.

A oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da C&A movimentou R$ 1,63 bilhão, com a ação precificada em R$ 16,50, o piso da faixa indicativa de preço. A varejista holandesa chega à bolsa avaliada em aproximadamente R$ 5 bilhões.

O gráfico diário do IBOV trás consigo um sinal de topo, que sugere uma correção no preço ou no tempo, eis a questão.

Ontem, tanto a máxima histórica anterior (106.650) como a média móvel de 5 períodos foram preservadas como suportes.

Abaixo desse patamar teremos piso em 106.000, topo marcado em setembro/19.

Pelo andar da carruagem, está mais para uma correção no tempo, sem descartar uma movimentação altista travada, morosa e lenta, que puxe a média móvel de 21 períodos "para cima".


Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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