sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Cenário 18/10/2019

As vendas de moradias na China em valor avançaram 10,3% entre janeiro e setembro em relação a igual período do ano passado, segundo dados do Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês) do país. O resultado mostra aceleração no setor imobiliário, uma vez que as vendas entre janeiro e agosto haviam exibido ganho anual menor, de 9,9%.

Já os investimentos no desenvolvimento de projetos imobiliários tiveram expansão anual de 10,5% nos primeiros nove meses do ano, repetindo a variação do acumulado até agosto.

As construções iniciadas - considerando-se tanto residências quanto propriedades comerciais - cresceram 8,6% no confronto anual do intervalo entre janeiro e setembro. Entre janeiro e agosto, o avanço neste segmento havia sido de 8,9%.

O Produto Interno Bruto (PIB) da China avançou 6,0% no terceiro trimestre ante o mesmo período do ano passado, segundo dados publicados pelo Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês) nesta quinta-feira, 17. O resultado veio ligeiramente abaixo de expectativas de analistas ouvidos pelo Wall Street Journal, que previam alta de 6,1%.

A leitura marca o ritmo mais lento de crescimento da economia chinesa desde o início da série histórica, em 1992. O resultado atingiu a margem inferior da meta de crescimento do governo chinês em 2019, entre 6,0% e 6,5%.

No segundo trimestre deste ano, a alta foi de 6,2% em relação ao mesmo período de 2018. Na comparação trimestral, o PIB chinês registrou alta de 1,5% no terceiro trimestre ante os três meses anteriores.

No acumulado de janeiro a setembro de 2019, o PIB da China teve avanço de 6,2% em relação aos nove primeiros meses do ano passado.

A produção do setor industrial da China acelerou e teve alta de 5,8% em setembro em relação ao mesmo mês de 2018, segundo dados do Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês) divulgados nesta sexta-feira, 18. O crescimento foi mais acelerado que os 4,4% registrados em agosto e superou o avanço de 4,9% projetado por analistas ouvidos pelo Wall Street Journal.

Em relação a agosto, a produção industrial chinesa registrou avanço de 0,72%.

As vendas no varejo da China também aceleraram em setembro e subiram 7,8% ante o mesmo período do ano passado - a leitura veio em linha com as expectativas de analistas. Em agosto, a alta anual havia sido de 7,5%. Na comparação mensal, as vendas avançaram 0,7% em setembro.

Já os investimentos em ativos fixos em áreas não-rurais tiveram ganho de 5,4% entre janeiro e setembro ante os nove primeiros meses de 2019. O dado também confirmou as previsões do mercado e indica ligeira desaceleração dos investimentos, que foram de 5,5% na comparação anual de janeiro a agosto.

As stablecoins, como são chamadas as moedas digitais atreladas a uma moeda ou uma cesta de moedas pública, podem representar uma série de implicações e riscos à estabilidade financeira e muitas outras áreas, conforme um relatório divulgado pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS, na sigla em inglês). O documento é fruto de um grupo de trabalho criado para antecipar os impactos no mercado dessas novas modalidades de pagamento, como a Libra, projetada pelo Facebook. O estudo foi feito por determinação do Grupo das sete maiores economias do mundo (G-7) e é presidido por Benoît Cœuré, que é membro executivo do Banco Central Europeu (BCE) e presidente do Comitê de Pagamentos e Infraestruturas de Mercado (CPMI, na sigla em inglês).

O relatório de 37 páginas concluiu que as stablecoins, independentemente do tamanho, têm implicações que vão desde esforços de combate à lavagem de dinheiro em todos os países, até resiliência operacional - incluindo segurança cibernética -, proteção de dados do consumidor e investidor e compliance tributário. "As stablecoins globais podem ampliar esses desafios e também podem colocar desafios à política de concorrência, estabilidade financeira, política monetária e, no extremo, ao sistema monetário internacional", citou o trabalho.

A Coca-Cola Company apresentou lucro líquido de US$ 2,59 bilhões no terceiro trimestre deste ano, o equivalente a US$ 0,60 por ação, uma alta de 37% em relação ao resultado de igual período de 2018. Com ajustes, o lucro por ação caiu 2%, para US$ 0,56, em linha com o consenso de analistas ouvidos pela FactSet.

A companhia também informou que sua receita cresceu 8%, a US$ 9,5 bilhões, um pouco acima do esperado pela FactSet, de US$ 9,4 bilhões. A Coca-Cola ainda manteve o guidance deste ano inalterado, com previsão de lucro por ação entre queda de 1% e avanço de 1%.

A American Express divulgou hoje que teve lucro líquido de US$ 1,76 bilhão no terceiro trimestre deste ano, equivalente a US$ 2,08 por ação. No mesmo período de 2018, a operadora de cartões de crédito registrou ganho líquido menor, de US$ 1,65 bilhão, ou US$ 1,88 por ação. Com ajustes, o lucro por ação entre julho e setembro foi de US$ 2,08, acima da projeção de US$ 2,03 de analistas consultados pela FactSet.

Já a receita da American Express teve expansão anual de 8% no último trimestre, a US$ 10,99 bilhões, também superando o consenso da FactSet, de U$ 10,94 bilhões.

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) subiu 0,85% na segunda prévia de outubro, após ter recuado 0,28% na mesma leitura de setembro. A informação foi divulgada há pouco pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o índice acumulou elevação de 4,98% no ano de 2019 e avanço de 3,33% em 12 meses.

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a segunda prévia do IGP-M de outubro. O IPA-M, que representa os preços no atacado, aumentou 1,29% na segunda medição deste mês, ante um recuo de 0,52% na segunda prévia de setembro. O IPC-M, que corresponde à inflação no varejo, apresentou queda de 0,05% na segunda prévia de outubro, repetindo o índice da segunda prévia do mês anterior. Já o INCC-M, que mensura o custo da construção, desacelerou a alta a 0,10% na segunda prévia de outubro, depois de 0,67% em igual medição de setembro.

O IGP-M é usado para reajuste de contratos de aluguel. O período de coleta de preços para cálculo do índice foi de 21 de setembro a 10 de outubro. No dado fechado do mês de setembro, o IGP-M teve queda de 0,01%.

O Banco do Brasil (BB) precificou sua ação na oferta subsequente (follow on) em R$ 44,05, valor acima do que o preço do papel no dia do lançamento da oferta e com um desconto menor do que 2% em relação ao fechamento de ontem, conforme antecipou o Broadcast. Com isso a oferta movimentou mais de R$ 5,8 bilhões, grande parte do montante indo para a Caixa Econômica Federal, acionista vendedor. Uma parte, porém, irá para o próprio BB, que vendeu ações detidas em sua tesouraria.

A oferta atraiu grande interesse do varejo, que aceitou investir na ação mesmo com o comprometimento de não vendê-la pelo prazo de 45 dias, conforme as regras do lock-up para as pessoas físicas.

Neste ano a Caixa já vendeu participações por meio de três follow ons: IRB Brasil Re, Petrobras e agora a do BB.

O gráfico diário do IBOV mostra um sinal de topo após a simetria em "V ter sido plenamente cumprida.

Temos 106.000 pontos como barreira, pois além de ponto psicológico foi topo marcado em 19/09, portanto está fresco na memória dos investidores.

A questão será como o mercado vai reagir na mínima de ontem (104.825), na minha visão o ponto que separa o joio do trigo no curto prazo.

Bons negócios!

Ótimo final de semana.




Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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