quinta-feira, 10 de outubro de 2019

Cenário 08/10/2019

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços da China recuou de 52,1 em agosto para 51,3 em setembro, menor leitura em sete meses, segundo dados publicados nesta terça-feira pela Caixin/IHS Markit.

Apesar da queda, o indicador acima de 50 aponta expansão do setor, enquanto resultados abaixo desta marca indicam retração.

Por outro lado, o PMI composto chinês, que engloba serviços e manufatura, subiu de 51,6 em agosto para 51,9 em setembro, atingindo o maior patamar desde abril.

Em nota, a IHS Markit informa que a produção de bens na China avançou no ritmo mais acelerado desde agosto de 2018. Além disso, o volume de novas encomendas no segmento de serviços teve sua variação positiva mais expressiva desde janeiro do ano passado.

"A economia da China mostrou sinais de recuperação marginal em setembro, com melhora no mercado de trabalho e aceleração da demanda doméstica", avalia Zhengsheng Zhong, diretor de análise macroeconômica do grupo CEBM, parceiro da Caixin. "Contudo, flutuações no câmbio e o encarecimento da mão de obra e matéria-prima aumentaram a pressão sobre as companhia, prejudicando a confiança das empresas".

A China está sutilmente reduzindo as expectativas antes das negociações comerciais que retomará com os Estados Unidos em Washington na quinta-feira, uma vez que os dois lados continuam muito divididos em relação a questões fundamentais. 

Líder da delegação chinesa, o vice-primeiro-ministro Liu He não carregará desta vez o título de "enviado especial" do presidente Xi Jinping, numa indicação de que ele não recebeu quaisquer instruções específicas do líder chinês. 

Além disso, a delegação de Pequim que viajará para Washington poderá encurtar sua viagem, eliminando a possibilidade de que as conversas se estendam até a noite de sexta-feira, uma vez que espera-se que as autoridades chinesas estejam a caminho do aeroporto, em vez de partirem em algum momento do sábado, segundo uma fonte que falou sob condição de anonimato.

A produção industrial da Alemanha teve alta de 0,3% em agosto em relação a julho, segundo dados preliminares com ajustes sazonais publicados nesta terça-feira pela agência de estatísticas alemã Destatis. A leitura surpreendeu a previsão de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que projetavam recuo de 0,1%.

O resultado marca a retomada do crescimento da produção alemã, que havia caído 0,6% em julho ante junho, segundo dados revisados pela Destatis. Na comparação anual, a produção do setor manufatureiro registrou baixa de 4,0% em agosto.

Considerando setores específicos, a produção recuou 1,7% na área de energia e caiu 1,5% no ramo de construção em agosto ante o mês anterior. Na manufatura, porém, houve expansão de 0,7% no mesmo período.

O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de Boston, Eric Rosengren, afirmou em entrevista ao Wall Street Journal que, no caso de uma recessão, há mais espaço para que a instituição haja além do corte da taxa de juros.

O dirigente citou, como exemplo, que o programa de flexibilização quantitativa (QE, em inglês) poderia ajudar a reduzir o retorno dos títulos do Tesouro de longo prazo, como o de dez anos, atualmente em cerca de 1,5%, além de mencionar o forward guidance. "Você obtém alguma acomodação prometendo não aumentar o juro por um longo período", afirmou.

O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos caiu 0,3% em setembro ante agosto, registrando a menor leitura desde janeiro, segundo dados com ajustes sazonais publicados hoje pelo Departamento do Trabalho americano. O resultado surpreendeu analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam alta mensal de 0,1% do PPI.

Já o núcleo do PPI, que exclui os voláteis preços de alimentos e energia, também recuou 0,3% no mesmo período. Neste caso, a projeção do mercado era de acréscimo de 0,2%.

Na comparação anual de setembro, o PPI cheio teve alta de 1,4%, a menor desde setembro de 2018. 

A produção industrial cresceu em 11 dos 15 locais pesquisados na passagem de julho para agosto, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física Regional, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em São Paulo, maior parque industrial do País, o avanço foi de 2,6%. Os demais acréscimos ocorreram no Amazonas (7,8%), Pará (6,8%), Ceará (2,4%), Pernambuco (2,1%), Rio de Janeiro (1,3%), Mato Grosso (1,1%), Minas Gerais (1,0%), Paraná (0,3%), Região Nordeste (0,2%) e Goiás (0,2%).

Por outro lado, houve perdas na indústria do Rio Grande do Sul (-3,4%), Santa Catarina (-1,4%), Espírito Santo (-1,4%) e Bahia (-0,1%).

Na média global, a indústria nacional avançou 0,8% em agosto ante julho.

O IBOV deverá separar o joio do trigo na sessão dessa terça-feira.

Por um lado, temos um martelo clássico, acionado no pregão de sexta-feira de forma convicta.

Por outro, um marobuzu de baixa desenhado na sessão de ontem, iniciando a semana de forma tensa e preocupante para os comprados.




Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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