segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Cenário 13/09/2019

As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta sexta-feira, à medida que sinais de progresso nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China e novos estímulos monetários na Europa ajudaram a aliviar preocupações sobre a desaceleração da economia global. Os mercados da China, da Coreia do Sul e de Taiwan, no entanto, não operaram hoje devido a feriados.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse ontem que prefere buscar um acordo comercial abrangente com a China, mas não descartou a hipótese de um pacto preliminar, embora tenha ressaltado que um acordo "fácil" não seria possível.

Segundo matéria do The Wall Street Journal, Pequim quer limitar o foco das negociações bilaterais previstas para outubro, deixando questões de segurança nacional para serem tratadas posteriormente, numa tentativa de encerrar o impasse com Washington.

Antes disso, na quarta-feira (11), Trump anunciou que vai adiar a imposição de tarifas adicionais a US$ 250 bilhões em produtos chineses por duas semanas, de 1º a 15 de outubro, como um "gesto de boa vontade". No mesmo dia, horas antes, a China afirmou que iria isentar alguns produtos americanos de tarifas extras por um ano, a partir de terça-feira (17).

A Bolsa de Tóquio encerrou os negócios desta sexta no maior nível em quatro meses e meio, com alta de 1,05% do índice Nikkei, a 21.988,29 pontos, graças ao bom desempenho de ações ligadas a consumo. Já em Hong Kong, o Hang Seng avançou 0,98%, a 27.352,69 pontos.

O apetite por risco na Ásia veio também um dia depois de o Banco Central Europeu (BCE) anunciar uma série de medidas de estímulo, incluindo o primeiro corte de juros desde 2016 e a retomada de um programa de compras de ativos, na tentativa de impulsionar o crescimento econômico e a inflação da zona do euro.

Na próxima semana, o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) e o Banco do Japão (BoJ) também revisam suas políticas monetárias. Há expectativa de que o Fed volte a cortar juros, como fez no fim de julho.

O litígio societário entre a J&F, controladora da empresa de proteína animal JBS, e a BNDESPar, subsidiária do BNDES, completa dois anos com a arbitragem entre as partes na B3, em fase de alegações finais. Dois temas principais são objeto da arbitragem. 

O primeiro é o pleito do banco para que a JBS apure os supostos prejuízos causados pelos administradores e controladores da empresa. O outro ponto trata da inclusão no estatuto social da companhia de cláusula prevendo a possibilidade de celebração de contratos de indenização - seguro de D&O - para administradores, conselheiros e funcionários da empresa. O BNDES considerou esse pleito inadequado.

A Petrobras estuda reunir todos os gasodutos marítimos do pré-sal em uma empresa, e depois abrir seu capital. A estatal negocia com os sócios nas rotas que ligam os campos da Bacia de Santos até a costa, que são Shell, Repsol e Galp, um sistema integrado de escoamento. Nesse sistema poderá vender parte ou totalmente sua fatia. 

O London Stock Exchange Group (LSEG) disse nesta sexta-feira que rejeitou a proposta de 29,6 bilhões de libras em espécie e ações feita pela Hong Kong Exchanges & Clearing.

O operador de mercados de valores disse que a sua diretoria rejeitou por unanimidade a oferta e que ele tinha preocupações fundamentais sobre os principais aspectos da proposta condicional que incluía estratégia, entregabilidade, forma de consideração e o valor.

O preço da oferta tinha um prêmio de 23% sobre o preço de fechamento de terça-feira da ação do LSEG, de 68,04 libras, e coloca um valor real sobre a empresa de 31,6 bilhões de libras, incluindo dívidas.

O LSEG disse que permanece comprometido e continua fazendo bom progresso na sua aquisição proposta da Refinitiv Holdings, que ele concordou em comprar em 1º de agosto em um negócio de 27 bilhões de dólares em ações, incluindo dívidas.

O Banco Central (BC) revisou hoje dados de seu Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) na margem, na série com ajuste. O IBC-Br de junho foi de +0,30% para +0,34%, enquanto o índice de maio passou de +1,10% para +1,16%.

No caso de abril, o índice foi de -0,47% para -0,50%. O dado de março foi mantido em -0,26% e o de fevereiro foi de -0,92% para -0,95%. Em relação a janeiro, o BC substituiu a taxa de -0,10% pela de -0,09%.

Conhecido como uma espécie de “prévia do BC para o PIB”, o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. A previsão oficial do BC para a atividade doméstica em 2019 é de avanço de 0,8%.

O gráfico diário do IBOV traz consigo uma orientação de alta, com três sessões seguidas cujas mínimas e máximas superaram a anterior.

A distância para a média móvel de 21 períodos começa a ficar relevante, trazendo cautela e maior atenção aos desdobramentos.

Em teoria, o benchmark completará uma figura simétrica aos 104.850, o qual não foi tocado ontem por muito pouco, pouco mesmo, como diria o poeta.

Bons negócios!

Um ótimo final de semana.



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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