quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Cenário 11/09/2019

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta quarta-feira, à espera de novos estímulos monetários na Europa e atentas a desdobramentos da guerra comercial entre Estados Unidos e China.

Analistas preveem que o Banco Central Europeu (BCE) revelará amanhã (12), após reunião de política monetária, um amplo pacote de medidas para ajudar a impulsionar o crescimento econômico e a inflação da zona do euro. As medidas podem incluir cortes de juros e a retomada de compras mensais de ativos.

O japonês Nikkei subiu 0,96% hoje em Tóquio, a 21.597,76 pontos, enquanto o Hang Seng avançou 1,78% em Hong Kong, a 27.159,06 pontos, o sul-coreano Kospi se valorizou 0,84% em Seul, a 2.049,20 pontos, e o Taiex registrou alta de 0,34% em Taiwan, a 10.790,35 pontos.

Fornecedores da Apple, que ontem lançou novos iPhones e outros produtos na Califórnia (EUA), foram destaque positivo nos mercados asiáticos: foi o caso da Murata Manufacturing (+2,26%) em Tóquio, da LG Display (+3,86%) em Seul, da Largan Precision (+3,31%) em Taiwan e da AAC Technologies (+1,54%) em Hong Kong.

Na China continental, por outro lado, os mercados ficaram no vermelho em meio às incertezas da disputa comercial sino-americana. O Xangai Composto recuou 0,41%, a 3.008,81 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 0,94%, a 1.671,54 pontos.

Ontem, o diretor do Conselho Nacional de Comércio da Casa Branca, Peter Navarro, reduziu expectativas para a nova rodada de negociações comerciais entre EUA e China - prevista para ocorrer em Washington em outubro -, ao pregar em entrevista à emissora CNBC que investidores, empresas e o público sejam "pacientes" no que diz respeito à resolução do atual conflito entre as duas maiores economias do mundo.

Nesta madrugada, a China anunciou que vai isentar por um ano 16 tipos de produtos da primeira rodada de tarifas extras a importações dos EUA, a partir da próxima semana. O plano de isenção, no entanto, já estava em consideração desde maio.

Investidores também não reagiram a uma decisão ontem de Pequim de eliminar cotas dos programas de investimentos conhecidos como QFII e RQFII, voltados para investidores institucionais estrangeiros qualificados. A ideia é atrair mais recursos para os mercados de capitais chineses.

A Hong Kong Exchanges & Clearing (HKEX), operadora de bolsas de Hong Kong, anunciou hoje uma oferta de 29,6 bilhões de libras (US$ 36,5 bilhões) pelo London Stock Exchange (LSE) Group, controlador da Bolsa de Londres.

A HKEX disse que uma eventual fusão das duas bolsas seria "uma oportunidade estratégica altamente atraente para criar um líder global de infraestrutura de mercado".

Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) cortou sua projeção para o avanço na demanda global por petróleo em 2019 pelo segundo mês consecutivo, citando a desaceleração econômica dos Estados Unidos e da zona do euro e as tensões comerciais entre americanos e chineses.

Em relatório mensal divulgado nesta quarta-feira, a Opep reduziu sua previsão para o crescimento da demanda por petróleo este ano para 1,02 milhão de barris por dia (bpd).

O corte representa uma redução de 80 mil bpd em relação à previsão publicada em agosto, quando a Opep estimou avanço de 1,1 milhão de barris na demanda mundial. O grupo atribuiu a revisão a dados mais fracos do que o esperado de centros de demanda globais e a cortes a projeções de crescimento econômico.

A Opep também reduziu sua previsão de alta na demanda em 2020, para 1,08 milhão de bpd, também por causa da expectativa de crescimento econômico menor. Além de citar a guerra comercial entre EUA e China, o grupo apontou expansão econômica menor do que se previa na Índia, emissões de dívida soberana da Argentina e as incertezas do Brexit - como é conhecido o processo para que o Reino Unido se retire da União Europeia.

Ainda no relatório, a Opep elevou sua projeção para o aumento da oferta fora do grupo em 2019 em 10 mil bpd, a 1,99 milhão de bpd, após revisar para cima estimativas para produção da Rússia, Casaquistão, Austrália e Canadá, que se sobrepuseram a um corte na oferta esperada dos EUA.

Apesar de revisar a oferta dos EUA para baixo, a Opep espera que a produção americana continue sendo um dos principais catalisadores de avanço neste ano, junto com Brasil, China e outros países.

As vendas do comércio varejista surpreenderam e cresceram, em julho, acima do esperado pelos analistas do mercado financeiro. O varejo teve uma alta de 1,0% em julho ante junho, na série com ajuste sazonal, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com julho de 2018, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram alta de 4,3% em julho de 2019, variação igualmente bem superior à estimativa mais positiva dos analistas. Nesse confronto, as projeções iam de uma queda de 0,90% até uma elevação de 3,50%, com mediana positiva de 2,20%.

As vendas do varejo restrito acumularam crescimento de 1,2% no ano. No acumulado em 12 meses, houve avanço de 1,6%.

Quanto ao varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, as vendas subiram 0,7% em julho ante junho, na série com ajuste sazonal. O resultado também veio acima do teto do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que esperavam desde um recuo de 2,2% a uma alta de 0,4%, com mediana negativa de 0,6%.

Na comparação com julho de 2018, sem ajuste, as vendas do varejo ampliado tiveram alta de 7,6% em julho de 2019. Nesse confronto, as projeções variavam de um avanço de 2,1% a 6,7%, com mediana positiva de 4,3%.

As vendas do comércio varejista ampliado acumularam alta de 3,8% no ano. Em 12 meses, o resultado foi de avanço de 4,1%.

O gráfico diário do Ibovespa mostra uma briga de foice ao redor da linha de tendência de baixa que conecta os topos desde julho.

Temos dois candles com corpos e fechamentos parecidos, porém com sombras antagônicas.

Eles refletem o equilíbrio no curtíssimo prazo.

Como o viés recente é altista, temos as médias móveis cruzadas em "modo compra" e ontem a mínima da sessão foi na média móvel de 5 períodos, com formação de sombra e boa reação, no meu entendimento os touros levam vantagem para essa quarta-feira.

Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário