terça-feira, 10 de setembro de 2019

CENÁRIO 10/09/19

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta terça-feira, após dados mostrarem que os preços ao produtor da China sofreram sua maior contração em três anos.

Os mercados chineses encerraram os negócios com perdas modestas: O Xangai Composto recuou 0,12% hoje, a 3.021,20 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 0,11%, a 1.687,31 pontos.

O índice de preços ao produtor da China - uma importante medida de rentabilidade do setor produtivo - sofreu queda anual de 0,8% em agosto, a maior desde igual mês de 2016, evidenciando a fraca demanda doméstica e externa. O declínio, porém, foi um pouco menor do que a redução de 0,9% prevista por analistas.

Já a taxa anual de inflação ao consumidor chinês se manteve em 2,8% pelo segundo mês consecutivo em agosto - graças a um salto nos preços de carne suína -, superando projeção de 2,6%.

Para Zhaopeng Xing, analista do banco ANZ, o resultado dos preços ao produtor tem peso maior nas decisões de política monetária da China e deve levar o banco central local - o PBoC - a cortar juros no quarto trimestre.

Por outro lado, o índice japonês Nikkei subiu 0,35% em Tóquio nesta terça, a 21.392,10 pontos, impulsionado por ações financeiras e de montadoras.

Em outras partes da Ásia, o sul-coreano Kospi avançou 0,62% em Seul, a 2.032,08 pontos, em sua quinta sessão consecutiva de ganhos, e o Hang Seng teve alta marginal de 0,01% em Hong Kong, a 26.683,68 pontos, mas o Taiex caiu 0,44% em Taiwan, a 10.753,58 pontos.

Investidores da região asiática também estão em compasso de espera antes de reuniões de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), na quinta-feira (12), e do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), na próxima semana. A expectativa é que tanto o BCE quanto o Fed anunciem novas medidas de estímulos, na esteira de recentes indicadores fracos da zona do euro e dos Estados Unidos.

A necessidade de grandes BCs relaxarem ainda mais suas políticas vem em meio à disputa comercial entre Estados Unidos e China, que só devem voltar à mesa de negociações em outubro.

A equipe econômica trabalha com uma alíquota inicial de cerca de 0,4% para o a nova CPMF, o Imposto sobre Transações Financeiras (ITF), que pretende criar, dividida entre a parte que recebe e a que paga a transação. Cada 0,2% de aumento de alíquota desse tributo permitiria reduzir a carga tributária sobre a folha de pagamentos entre 20% e 13%. Assim, a ideia é aumentar gradualmente a alíquota do ITF, até que chegue a 1% (0,5% em cada lado da operação), arrecadando os cerca de R$ 200 bilhões equivalentes às contribuições sobre salários pagas pelas empresas em 2017. 

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça, 10, a 65ª fase da Operação Lava Jato, chamada Galeria. A ação é realizada em cooperação com o Ministério Público Federal e com a Receita Federal e investiga crimes de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo propinas pagas a um ex-senador da República e a um ex-ministro.

Cerca de 70 Policiais Federais e 18 Auditores da Receita Federal cumprem 11 mandados de busca e apreensão e 01 mandado de prisão preventiva nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) caiu 0,60% na primeira prévia de setembro, após ter recuado 0,65% na primeira leitura de agosto. A informação foi divulgada há pouco pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o índice acumulou elevação de 3,47% no ano e avanço de 2,75% em 12 meses.

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a primeira prévia do IGP-M deste mês. O IPA-M, que representa os preços no atacado, diminuiu 0,95%, ante um recuo de 1,02% na primeira prévia de agosto. O IPC-M, que corresponde à inflação no varejo, apresentou queda de 0,09% na medição deste mês, depois de um avanço de 0,04% em igual leitura de agosto. Já o INCC-M, que mensura o custo da construção, subiu 0,50% na primeira prévia de setembro, depois da alta de 0,11% na primeira leitura do mês passado.

O IGP-M é usado para reajuste de contratos de aluguel. O período de coleta de preços para cálculo do índice foi de 21 a 31 de agosto. No dado fechado de agosto, o IGP-M teve queda de 0,67%.

A produção industrial recuou em sete dos 15 locais pesquisados em julho deste ano em relação a igual mês do ano passado, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física Regional, divulgados há pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A produção do Estado de São Paulo, maior parque industrial do País, registrou perda de 2,7% no período. O desempenho negativo ocorreu apesar do efeito calendário favorável: o mês de julho de 2019 teve um dia útil a mais do que julho de 2018.

As demais quedas ocorreram no Espírito Santo (-14,2%), Pernambuco (-10,2%), Região Nordeste (-7,9%), Minas Gerais (-6,5%), Bahia (-5,6%) e Mato Grosso (-3,2%).

Houve avanços no Paraná (4,8%), Rio de Janeiro (4,8%), Pará (3,4%), Goiás (2,1%), Ceará (1,9%), Rio Grande do Sul (1,8%), Santa Catarina (1,4%) e Amazonas (0,3%).

Na média global, a indústria nacional teve redução de 2,5% em julho de 2019 ante o mesmo mês de 2018.

O gráfico diário do IBOV deixou uma configuração de dúvida após a sessão de ontem (09).

Temos o rompimento de uma importante LTB (linha de tendência de alta) que guia os preços no movimento corretivo iniciado desde a máxima histórica, marcada em 10/07.

Por outro lado, houve o toque da banda de bollinger superior e formação de sombra relevante.

Na minha visão, como temos um OCOI e pouca distância em relação às médias, os touros levam vantagem.

Bons negócios!




Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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