quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Cenário 04/09/2019

As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta quarta-feira, impulsionadas por sinais de recuperação do setor de serviços da China e também após indicação de que uma polêmica lei que motivou amplas manifestações populares em Hong Kong será retirada.

O índice de gerentes de compras (PMI na sigla em inglês) de serviços da China avançou de 51,6 em julho para 52,1 em agosto, atingindo o maior nível em três meses, segundo pesquisa conjunta da IHS Markit com a Caixin Media. O indicador positivo vem num momento de incertezas nas relações entre China e Estados Unidos, que, teoricamente, devem retomar negociações para tentar superar suas divergências comerciais em algum momento deste mês.

Entre os mercados chineses, o Xangai Composto subiu 0,93% hoje, a 2.957,41 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,67%, a 1.636,40 pontos.

Mas foi o índice Hang Seng que liderou os ganhos na Ásia, com alta de 3,90%, a 26.523,23 pontos, após relatos de que a chefe do Executivo de Hong Kong, Carrie Lam, irá formalmente retirar a chamada lei de extradições que gera violentos protestos no território semiautônomo há vários fins de semana consecutivos.

Em outras partes da região asiática, o japonês Nikkei teve leve valorização de 0,12% em Tóquio, a 20.649,14 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi subiu 1,16% em Seul, a 1.988,53 pontos, e o Taiex avançou 0,94% em Taiwan, a 10.657,31 pontos.

Na Oceania, a bolsa australiana ignorou o tom positivo da Ásia, na esteira de dados domésticos fracos. O S&P/ASX 200 caiu 0,31% em Sydney, a 6.553,00 pontos. No segundo trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) da Austrália cresceu 0,5% ante os três meses anteriores, registrando o menor ritmo de expansão desde a crise financeira mundial iniciada em 2008.

A diretora-gerente licenciada do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, disse hoje que a inflação da zona do euro está persistentemente baixa e que é recomendável a manutenção de uma política monetária altamente acomodatícia na região.

Lagarde fez a declaração durante sabatina no Comitê para Assuntos Econômicos e Monetários (ECON) do Parlamento Europeu, que avalia sua indicação para a presidência do Banco Central Europeu.

Em discurso no comitê, Lagarde afirmou que um mandato claro para o BCE é vital para a estabilidade da zona do euro e prometeu seguir os mesmos princípios do atual presidente da instituição, Mario Draghi, se sua nomeação for aprovada.

Lagarde disse ainda que o compromisso com o mandato do BCE, ter agilidade para fazer ajustes na política monetária e inclusão são princípios cruciais para quem comanda a autoridade monetária europeia, destacando que "boa liderança envolve ouvir todas as vozes".

Lagarde ressaltou, porém, que é preciso estar ciente também de eventuais efeitos negativos de medidas não convencionais de política monetária adotadas nos últimos anos.

Às 13h (de Brasília), o comitê parlamentar votará sobre a indicação de Lagarde à presidência do BCE.

Numa sessão agitada após sofrer um revés aos seus planos para o Brexit no mesmo Parlamento britânico ontem, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, usou sua primeira rodada de perguntas e respostas - que tradicionalmente ocorre toda quarta-feira na Câmara dos Comuns - para provocar a oposição e os rebeldes do seu próprio partido com a possibilidade de eleições antecipadas em 15 de outubro.

Johnson reclama que o plano de detratores da sua diretriz "matar ou morrer" de aprovar um projeto de lei forçando o premiê a adiar por três meses, até 31 de janeiro, a separação da União Europeia (UE) caso um acordo não seja firmado até 31 de outubro, é "a única coisa atrapalhando" o progresso nas negociações com o bloco. Ele insiste que o seu governo conseguirá concluir um trato regulando a saída britânica.

Para o primeiro-ministro, "não há propósito" em postergar mais uma vez o divórcio.

Embora insista que não quer uma eleição antecipada, Johnson diversas vezes questionou o líder da oposição e do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, se este estava pronto para um pleito em 15 de outubro como forma de deixar o povo decidir sobre sair da UE na atual data-limite ou adotar a postura ora defendida pelo Parlamento, de evitar um Brexit sem acordo a qualquer custo.

O Banco informou, por meio de nota, que o ambiente questionado na apuração de suposto vazamento de dados pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios não é de sua propriedade e que, após análise criteriosa em seus sistemas de segurança, não foi constatada qualquer invasão.

Segundo o Pan, na atuação com parceiros comerciais são capturados dados cadastrais de potenciais clientes por tais parceiros, antes da efetiva formalização de uma operação com o banco, e que nesse processo adota as medidas cabíveis caso identificado qualquer tipo de uso indevido dessas informações.

O Banco Pan atua em todo o Brasil e tinha, ao final do segundo trimestre, 627 correspondentes bancários originando crédito consignado e 8,3 mil lojas multimarcas e concessionárias parceiras na originação de crédito de veículos. Há dois anos tem trabalhado com foco na digitalização de contas, incluindo os processos para originação de consignado pelos correspondentes bancários. No segundo trimestre originou R$ 1,6 bilhão em créditos totais, 19% acima do mesmo período do ano passado.

Na mesma nota, o Pan diz que "a segurança da informação é uma de suas prioridades, alinhada com as melhores práticas de proteção reconhecidas internacionalmente e exigidas pelos órgãos reguladores"

O instituição afirma ainda que segue à disposição para colaborar com a apuração dos fatos.

O gráfico diário do IBOV inicia a quarta-feira em campo positivo, na esteira das bolsas internacionais.

Ontem fez mínima próximo de 99.630, fundo marcado em agosto e que gerou um bom repique.

Assim sendo, haveria uma simetria favorável á compra, na minha interpretação.

Temos um esboço de OCOI (ombro-cabeça-ombro-invertido).

Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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