segunda-feira, 16 de setembro de 2019

Cenário 13/09/2019

As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta sexta-feira, à medida que sinais de progresso nas negociações comerciais entre Estados Unidos e China e novos estímulos monetários na Europa ajudaram a aliviar preocupações sobre a desaceleração da economia global. Os mercados da China, da Coreia do Sul e de Taiwan, no entanto, não operaram hoje devido a feriados.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse ontem que prefere buscar um acordo comercial abrangente com a China, mas não descartou a hipótese de um pacto preliminar, embora tenha ressaltado que um acordo "fácil" não seria possível.

Segundo matéria do The Wall Street Journal, Pequim quer limitar o foco das negociações bilaterais previstas para outubro, deixando questões de segurança nacional para serem tratadas posteriormente, numa tentativa de encerrar o impasse com Washington.

Antes disso, na quarta-feira (11), Trump anunciou que vai adiar a imposição de tarifas adicionais a US$ 250 bilhões em produtos chineses por duas semanas, de 1º a 15 de outubro, como um "gesto de boa vontade". No mesmo dia, horas antes, a China afirmou que iria isentar alguns produtos americanos de tarifas extras por um ano, a partir de terça-feira (17).

A Bolsa de Tóquio encerrou os negócios desta sexta no maior nível em quatro meses e meio, com alta de 1,05% do índice Nikkei, a 21.988,29 pontos, graças ao bom desempenho de ações ligadas a consumo. Já em Hong Kong, o Hang Seng avançou 0,98%, a 27.352,69 pontos.

O apetite por risco na Ásia veio também um dia depois de o Banco Central Europeu (BCE) anunciar uma série de medidas de estímulo, incluindo o primeiro corte de juros desde 2016 e a retomada de um programa de compras de ativos, na tentativa de impulsionar o crescimento econômico e a inflação da zona do euro.

Na próxima semana, o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) e o Banco do Japão (BoJ) também revisam suas políticas monetárias. Há expectativa de que o Fed volte a cortar juros, como fez no fim de julho.

O litígio societário entre a J&F, controladora da empresa de proteína animal JBS, e a BNDESPar, subsidiária do BNDES, completa dois anos com a arbitragem entre as partes na B3, em fase de alegações finais. Dois temas principais são objeto da arbitragem. 

O primeiro é o pleito do banco para que a JBS apure os supostos prejuízos causados pelos administradores e controladores da empresa. O outro ponto trata da inclusão no estatuto social da companhia de cláusula prevendo a possibilidade de celebração de contratos de indenização - seguro de D&O - para administradores, conselheiros e funcionários da empresa. O BNDES considerou esse pleito inadequado.

A Petrobras estuda reunir todos os gasodutos marítimos do pré-sal em uma empresa, e depois abrir seu capital. A estatal negocia com os sócios nas rotas que ligam os campos da Bacia de Santos até a costa, que são Shell, Repsol e Galp, um sistema integrado de escoamento. Nesse sistema poderá vender parte ou totalmente sua fatia. 

O London Stock Exchange Group (LSEG) disse nesta sexta-feira que rejeitou a proposta de 29,6 bilhões de libras em espécie e ações feita pela Hong Kong Exchanges & Clearing.

O operador de mercados de valores disse que a sua diretoria rejeitou por unanimidade a oferta e que ele tinha preocupações fundamentais sobre os principais aspectos da proposta condicional que incluía estratégia, entregabilidade, forma de consideração e o valor.

O preço da oferta tinha um prêmio de 23% sobre o preço de fechamento de terça-feira da ação do LSEG, de 68,04 libras, e coloca um valor real sobre a empresa de 31,6 bilhões de libras, incluindo dívidas.

O LSEG disse que permanece comprometido e continua fazendo bom progresso na sua aquisição proposta da Refinitiv Holdings, que ele concordou em comprar em 1º de agosto em um negócio de 27 bilhões de dólares em ações, incluindo dívidas.

O Banco Central (BC) revisou hoje dados de seu Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) na margem, na série com ajuste. O IBC-Br de junho foi de +0,30% para +0,34%, enquanto o índice de maio passou de +1,10% para +1,16%.

No caso de abril, o índice foi de -0,47% para -0,50%. O dado de março foi mantido em -0,26% e o de fevereiro foi de -0,92% para -0,95%. Em relação a janeiro, o BC substituiu a taxa de -0,10% pela de -0,09%.

Conhecido como uma espécie de “prévia do BC para o PIB”, o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. A previsão oficial do BC para a atividade doméstica em 2019 é de avanço de 0,8%.

O gráfico diário do IBOV traz consigo uma orientação de alta, com três sessões seguidas cujas mínimas e máximas superaram a anterior.

A distância para a média móvel de 21 períodos começa a ficar relevante, trazendo cautela e maior atenção aos desdobramentos.

Em teoria, o benchmark completará uma figura simétrica aos 104.850, o qual não foi tocado ontem por muito pouco, pouco mesmo, como diria o poeta.

Bons negócios!

Um ótimo final de semana.



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Cenário 12/09/2019

As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta quinta-feira, após um novo sinal de alívio nas tensões comerciais entre Estados Unidos e China e à espera de novas medidas de estímulo na Europa.

Ontem à noite, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou no Twitter que vai adiar um aumento de tarifas sobre US$ 250 bilhões em produtos da China, de 1º para 15 de outubro, "como gesto de boa vontade" na disputa comercial entre os dois países. Segundo Trump, o adiamento foi pedido pelo vice-primeiro-ministro chinês Liu He, em razão da comemoração do 70º aniversário da fundação da República Popular da China, no próximo dia 1º.

A decisão de Trump veio horas depois de a China anunciar que vai isentar 16 tipos de produtos dos EUA de tarifas extras por um ano, a partir do dia 17.

Hoje, o Ministério de Comércio chinês expressou satisfação com a iniciativa de Trump e disse que empresas chinesas começaram a fazer levantamentos de preços de bens agrícolas americanos para possivelmente retomar as compras desses produtos, que estão suspensas desde o mês passado, quando houve forte deterioração na relação comercial entre as duas maiores economias do mundo.

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto subiu 0,75% hoje, a 3.031,24 pontos. Já o Shenzhen Composto, que é formado por empresas de menor valor de mercado, avançou 0,58%, a 1.681,23 pontos.

Investidores na Ásia também estão na expectativa para a decisão de política monetária do Banco Central Europeu (BCE) que será anunciada às 8h45 (de Brasília). A previsão é de que o BCE anuncie novas medidas para ajudar a impulsionar o crescimento econômico e a inflação da zona do euro.

Em outra partes da região asiática, o japonês Nikkei se valorizou 0,75% em Tóquio, a 21.759,61 pontos, com destaque para ações de fabricantes de eletrônicos e de máquinas industriais, e o Taiex registrou alta de 0,34% em Taiwan, a 10.827,55 pontos, mas o Hang Seng caiu 0,26% em Hong Kong, pressionado por papéis dos setores bancário e imobiliário. Na Coreia do Sul, não houve negócios hoje devido a um feriado nacional.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) informou hoje que o cumprimento dos cortes na produção do grupo e de países aliados foi de 136% em agosto, após reunião técnica do Comitê de Monitoramento Ministerial Conjunto (JMMC, na sigla em inglês) em Abu Dabi, nos Emirados Árabes Unidos.

Desde o início do ano, a Opep e outros grandes produtores, incluindo a Rússia, têm procurado reduzir sua produção combinada em 1,2 milhão de barris por dia, como parte de um acordo selado no fim de 2018.

Em comunicado, a Opep diz que países que não atingiram suas metas de corte na oferta prometeram chegar a 100% de cumprimento.

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, negou hoje ter mentido à rainha Elizabeth II ao apresentar suas razões para suspender o Parlamento por cinco semanas desde a madrugada da última terça-feira. Ele foi questionado sobre o tema pela rede de televisão BBC durante um evento público. "Absolutamente não. A alta Corte da Inglaterra concorda claramente conosco, mas a Suprema Corte terá que decidir. Precisamos de um discurso da rainha, precisamos continuar e fazer todo tipo de coisa em nível nacional", afirmou.

A alegação para o pedido de interrupção dos trabalhos legislativos foi a de que o governo gostaria de ouvir um discurso da rainha em outubro, mas sabe-se que a medida teve como objetivo limitar a atuação dos deputados, que poderiam tentar obstruir a possibilidade de um Brexit, como é chamada a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), sem acordo. Na última sessão, parlamentares da oposição carregaram cartazes com a palavra "silenciados". O pedido feito à rainha percorre um processo formal e, na prática, ela não tem poder de decisão sobre o fato em si ou sobre o tempo de duração da parada porque, constitucionalmente, ela é obrigada a seguir os conselhos do primeiro-ministro.

As apurações do BNDES sobre operações com a JBS indicam indícios de alguns erros do banco nos negócios com a família Batista. Um dos supostos erros tratados pela Comissão de Apuração Interna (CAI) do BNDES refere-se à operação de aumento de capital de R$ 2,5 bilhões realizada pela JBS, em 2008, com supostos erros de cálculo na formação do preço de compra das ações. Também teria havido erro no cálculo do preço justo da ação no caso das compras das empresas americanas Nationa Beef e Smithfield. Na compra da Swift Argentina se discute um possível descumprimento das regras de limite de risco de crédito pelo banco na operação.

Aproximadamente 9,7 milhões de pessoas devem usar os recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitar pelo menos parte de suas dívidas pendentes, aponta pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil). O número corresponde a 38% de todas as pessoas que pretendem sacar o dinheiro. O resgate dos saldos do FGTS começa nesta sexta-feira, 13.

Citadas por 42% dos respondentes, as contas de cartão de crédito em atraso são a principal dívida a ser paga com os recursos. Em seguida, aparecem contas atrasadas de telefone (20%), luz (18%) e água (16%), além de empréstimos bancários e empréstimos com parentes e amigos, também com 16% cada.

O presidente do SPC Brasil, Roque Pellizaro Junior, avalia que a liberação do saque das contas do FGTS pode ajudar consumidores a equilibrarem as finanças e estimular a recuperação do crédito e o varejo. "Livre das dívidas, o consumidor poderá retornar ao mercado de crédito, reaquecendo as vendas do varejo", escreveu em relatório.

Além dos que pretendem usar os recursos para pagar dívidas, 33% dos consumidores planejam investir os recursos do FGTS. Também há os consumidores que vão usar o dinheiro para cobrir despesas do dia a dia (24%), fazer compras em supermercados (17%), comprar produtos e serviços (13%) e antecipar pagamentos que não estão atrasados (10%).

Segundo a pesquisa, 45% dos beneficiários pretendem resgatar o saldo do FGTS, 43% não têm interesse em sacar os recursos e 12% ainda não decidiram.

A pesquisa da CNDL/SPC ouviu 800 consumidores acima de 18 anos em 12 capitais: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife, Porto Alegre, Curitiba, Fortaleza, Brasília, Goiânia, Manaus e Belém. A margem de erro é de 3,4 pontos percentuais para mais ou para menos e o intervalo de confiança é de 95%.

O gráfico diário do IBOV mostra que ontem tivemos mínima e máxima mais altas que a sessão anterior, o que abre espaço para uma quinta-feira altista, com provável teste de 104k logo na abertura.

Logo acima teremos a máxima de ontem (104.155) e a máxima do dia 09/09 (104.260), barreiras importantes e decisivas no curto prazo.

Uma vez vencidas, projetam o alvo da simetria em 104.850.

Bons negócios!




Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br


quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Cenário 11/09/2019

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta quarta-feira, à espera de novos estímulos monetários na Europa e atentas a desdobramentos da guerra comercial entre Estados Unidos e China.

Analistas preveem que o Banco Central Europeu (BCE) revelará amanhã (12), após reunião de política monetária, um amplo pacote de medidas para ajudar a impulsionar o crescimento econômico e a inflação da zona do euro. As medidas podem incluir cortes de juros e a retomada de compras mensais de ativos.

O japonês Nikkei subiu 0,96% hoje em Tóquio, a 21.597,76 pontos, enquanto o Hang Seng avançou 1,78% em Hong Kong, a 27.159,06 pontos, o sul-coreano Kospi se valorizou 0,84% em Seul, a 2.049,20 pontos, e o Taiex registrou alta de 0,34% em Taiwan, a 10.790,35 pontos.

Fornecedores da Apple, que ontem lançou novos iPhones e outros produtos na Califórnia (EUA), foram destaque positivo nos mercados asiáticos: foi o caso da Murata Manufacturing (+2,26%) em Tóquio, da LG Display (+3,86%) em Seul, da Largan Precision (+3,31%) em Taiwan e da AAC Technologies (+1,54%) em Hong Kong.

Na China continental, por outro lado, os mercados ficaram no vermelho em meio às incertezas da disputa comercial sino-americana. O Xangai Composto recuou 0,41%, a 3.008,81 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 0,94%, a 1.671,54 pontos.

Ontem, o diretor do Conselho Nacional de Comércio da Casa Branca, Peter Navarro, reduziu expectativas para a nova rodada de negociações comerciais entre EUA e China - prevista para ocorrer em Washington em outubro -, ao pregar em entrevista à emissora CNBC que investidores, empresas e o público sejam "pacientes" no que diz respeito à resolução do atual conflito entre as duas maiores economias do mundo.

Nesta madrugada, a China anunciou que vai isentar por um ano 16 tipos de produtos da primeira rodada de tarifas extras a importações dos EUA, a partir da próxima semana. O plano de isenção, no entanto, já estava em consideração desde maio.

Investidores também não reagiram a uma decisão ontem de Pequim de eliminar cotas dos programas de investimentos conhecidos como QFII e RQFII, voltados para investidores institucionais estrangeiros qualificados. A ideia é atrair mais recursos para os mercados de capitais chineses.

A Hong Kong Exchanges & Clearing (HKEX), operadora de bolsas de Hong Kong, anunciou hoje uma oferta de 29,6 bilhões de libras (US$ 36,5 bilhões) pelo London Stock Exchange (LSE) Group, controlador da Bolsa de Londres.

A HKEX disse que uma eventual fusão das duas bolsas seria "uma oportunidade estratégica altamente atraente para criar um líder global de infraestrutura de mercado".

Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) cortou sua projeção para o avanço na demanda global por petróleo em 2019 pelo segundo mês consecutivo, citando a desaceleração econômica dos Estados Unidos e da zona do euro e as tensões comerciais entre americanos e chineses.

Em relatório mensal divulgado nesta quarta-feira, a Opep reduziu sua previsão para o crescimento da demanda por petróleo este ano para 1,02 milhão de barris por dia (bpd).

O corte representa uma redução de 80 mil bpd em relação à previsão publicada em agosto, quando a Opep estimou avanço de 1,1 milhão de barris na demanda mundial. O grupo atribuiu a revisão a dados mais fracos do que o esperado de centros de demanda globais e a cortes a projeções de crescimento econômico.

A Opep também reduziu sua previsão de alta na demanda em 2020, para 1,08 milhão de bpd, também por causa da expectativa de crescimento econômico menor. Além de citar a guerra comercial entre EUA e China, o grupo apontou expansão econômica menor do que se previa na Índia, emissões de dívida soberana da Argentina e as incertezas do Brexit - como é conhecido o processo para que o Reino Unido se retire da União Europeia.

Ainda no relatório, a Opep elevou sua projeção para o aumento da oferta fora do grupo em 2019 em 10 mil bpd, a 1,99 milhão de bpd, após revisar para cima estimativas para produção da Rússia, Casaquistão, Austrália e Canadá, que se sobrepuseram a um corte na oferta esperada dos EUA.

Apesar de revisar a oferta dos EUA para baixo, a Opep espera que a produção americana continue sendo um dos principais catalisadores de avanço neste ano, junto com Brasil, China e outros países.

As vendas do comércio varejista surpreenderam e cresceram, em julho, acima do esperado pelos analistas do mercado financeiro. O varejo teve uma alta de 1,0% em julho ante junho, na série com ajuste sazonal, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Na comparação com julho de 2018, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram alta de 4,3% em julho de 2019, variação igualmente bem superior à estimativa mais positiva dos analistas. Nesse confronto, as projeções iam de uma queda de 0,90% até uma elevação de 3,50%, com mediana positiva de 2,20%.

As vendas do varejo restrito acumularam crescimento de 1,2% no ano. No acumulado em 12 meses, houve avanço de 1,6%.

Quanto ao varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, as vendas subiram 0,7% em julho ante junho, na série com ajuste sazonal. O resultado também veio acima do teto do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que esperavam desde um recuo de 2,2% a uma alta de 0,4%, com mediana negativa de 0,6%.

Na comparação com julho de 2018, sem ajuste, as vendas do varejo ampliado tiveram alta de 7,6% em julho de 2019. Nesse confronto, as projeções variavam de um avanço de 2,1% a 6,7%, com mediana positiva de 4,3%.

As vendas do comércio varejista ampliado acumularam alta de 3,8% no ano. Em 12 meses, o resultado foi de avanço de 4,1%.

O gráfico diário do Ibovespa mostra uma briga de foice ao redor da linha de tendência de baixa que conecta os topos desde julho.

Temos dois candles com corpos e fechamentos parecidos, porém com sombras antagônicas.

Eles refletem o equilíbrio no curtíssimo prazo.

Como o viés recente é altista, temos as médias móveis cruzadas em "modo compra" e ontem a mínima da sessão foi na média móvel de 5 períodos, com formação de sombra e boa reação, no meu entendimento os touros levam vantagem para essa quarta-feira.

Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
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terça-feira, 10 de setembro de 2019

CENÁRIO 10/09/19

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta terça-feira, após dados mostrarem que os preços ao produtor da China sofreram sua maior contração em três anos.

Os mercados chineses encerraram os negócios com perdas modestas: O Xangai Composto recuou 0,12% hoje, a 3.021,20 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 0,11%, a 1.687,31 pontos.

O índice de preços ao produtor da China - uma importante medida de rentabilidade do setor produtivo - sofreu queda anual de 0,8% em agosto, a maior desde igual mês de 2016, evidenciando a fraca demanda doméstica e externa. O declínio, porém, foi um pouco menor do que a redução de 0,9% prevista por analistas.

Já a taxa anual de inflação ao consumidor chinês se manteve em 2,8% pelo segundo mês consecutivo em agosto - graças a um salto nos preços de carne suína -, superando projeção de 2,6%.

Para Zhaopeng Xing, analista do banco ANZ, o resultado dos preços ao produtor tem peso maior nas decisões de política monetária da China e deve levar o banco central local - o PBoC - a cortar juros no quarto trimestre.

Por outro lado, o índice japonês Nikkei subiu 0,35% em Tóquio nesta terça, a 21.392,10 pontos, impulsionado por ações financeiras e de montadoras.

Em outras partes da Ásia, o sul-coreano Kospi avançou 0,62% em Seul, a 2.032,08 pontos, em sua quinta sessão consecutiva de ganhos, e o Hang Seng teve alta marginal de 0,01% em Hong Kong, a 26.683,68 pontos, mas o Taiex caiu 0,44% em Taiwan, a 10.753,58 pontos.

Investidores da região asiática também estão em compasso de espera antes de reuniões de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), na quinta-feira (12), e do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), na próxima semana. A expectativa é que tanto o BCE quanto o Fed anunciem novas medidas de estímulos, na esteira de recentes indicadores fracos da zona do euro e dos Estados Unidos.

A necessidade de grandes BCs relaxarem ainda mais suas políticas vem em meio à disputa comercial entre Estados Unidos e China, que só devem voltar à mesa de negociações em outubro.

A equipe econômica trabalha com uma alíquota inicial de cerca de 0,4% para o a nova CPMF, o Imposto sobre Transações Financeiras (ITF), que pretende criar, dividida entre a parte que recebe e a que paga a transação. Cada 0,2% de aumento de alíquota desse tributo permitiria reduzir a carga tributária sobre a folha de pagamentos entre 20% e 13%. Assim, a ideia é aumentar gradualmente a alíquota do ITF, até que chegue a 1% (0,5% em cada lado da operação), arrecadando os cerca de R$ 200 bilhões equivalentes às contribuições sobre salários pagas pelas empresas em 2017. 

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta terça, 10, a 65ª fase da Operação Lava Jato, chamada Galeria. A ação é realizada em cooperação com o Ministério Público Federal e com a Receita Federal e investiga crimes de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo propinas pagas a um ex-senador da República e a um ex-ministro.

Cerca de 70 Policiais Federais e 18 Auditores da Receita Federal cumprem 11 mandados de busca e apreensão e 01 mandado de prisão preventiva nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) caiu 0,60% na primeira prévia de setembro, após ter recuado 0,65% na primeira leitura de agosto. A informação foi divulgada há pouco pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Com o resultado, o índice acumulou elevação de 3,47% no ano e avanço de 2,75% em 12 meses.

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a primeira prévia do IGP-M deste mês. O IPA-M, que representa os preços no atacado, diminuiu 0,95%, ante um recuo de 1,02% na primeira prévia de agosto. O IPC-M, que corresponde à inflação no varejo, apresentou queda de 0,09% na medição deste mês, depois de um avanço de 0,04% em igual leitura de agosto. Já o INCC-M, que mensura o custo da construção, subiu 0,50% na primeira prévia de setembro, depois da alta de 0,11% na primeira leitura do mês passado.

O IGP-M é usado para reajuste de contratos de aluguel. O período de coleta de preços para cálculo do índice foi de 21 a 31 de agosto. No dado fechado de agosto, o IGP-M teve queda de 0,67%.

A produção industrial recuou em sete dos 15 locais pesquisados em julho deste ano em relação a igual mês do ano passado, segundo os dados da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física Regional, divulgados há pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A produção do Estado de São Paulo, maior parque industrial do País, registrou perda de 2,7% no período. O desempenho negativo ocorreu apesar do efeito calendário favorável: o mês de julho de 2019 teve um dia útil a mais do que julho de 2018.

As demais quedas ocorreram no Espírito Santo (-14,2%), Pernambuco (-10,2%), Região Nordeste (-7,9%), Minas Gerais (-6,5%), Bahia (-5,6%) e Mato Grosso (-3,2%).

Houve avanços no Paraná (4,8%), Rio de Janeiro (4,8%), Pará (3,4%), Goiás (2,1%), Ceará (1,9%), Rio Grande do Sul (1,8%), Santa Catarina (1,4%) e Amazonas (0,3%).

Na média global, a indústria nacional teve redução de 2,5% em julho de 2019 ante o mesmo mês de 2018.

O gráfico diário do IBOV deixou uma configuração de dúvida após a sessão de ontem (09).

Temos o rompimento de uma importante LTB (linha de tendência de alta) que guia os preços no movimento corretivo iniciado desde a máxima histórica, marcada em 10/07.

Por outro lado, houve o toque da banda de bollinger superior e formação de sombra relevante.

Na minha visão, como temos um OCOI e pouca distância em relação às médias, os touros levam vantagem.

Bons negócios!




Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
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segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Cenário 09/09/2019

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta segunda-feira, após dados fracos da balança comercial da China reforçarem expectativas de que Pequim terá de adotar ainda mais medidas de estímulos para impulsionar a segunda maior economia do mundo, que dá claros sinais de desaceleração em meio à guerra comercial com os Estados Unidos.

No fim de semana, foi divulgado que as exportações da China sofreram queda anual de 1% em agosto. O resultado frustrou analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam alta de 3% nas exportações. As importações chinesas, por sua vez, caíram 5,6% na comparação anual de agosto, o que marcou a quarta redução consecutiva.

O fraco desempenho comercial da China, que desde meados do ano passado está envolvida numa grave disputa comercial com os EUA, alimentam apostas de que Pequim será obrigada a ser ainda mais agressiva na sua política de estímulos.

A iniciativa mais recente dos chineses veio na sexta-feira (06), quando o PBoC - banco central local - anunciou cortes adicionais nos compulsórios bancários, que deverão liberar cerca de 900 bilhões de yuans (US$ 126 bilhões) para novos empréstimos.

Nos negócios da China continental, o índice Xangai Composto subiu 0,84% hoje, a 3.024,74 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 1,91%, a 1.689,21 pontos.

Já em Hong Kong, o Hang Seng teve ligeira baixa de 0,04%, a 26.681,40 pontos, uma vez que os protestos dos últimos meses continuaram no fim de semana, apesar de o governo local ter retirado um polêmico projeto de lei que previa expatriações para a China e foi o estopim do descontentamento popular.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei teve alta de 0,56% em Tóquio, a 21.318,42 pontos, o sul-coreano Kospi subiu 0,52% em Seul, a 2.019,55 pontos, e o Taiex avançou 0,19% em Taiwan, a 10.801,14 pontos. A expansão anualizada do Produto Interno Bruto (PIB) do Japão entre abril e junho foi revisada para baixo, de 1,8% para 1,3%, segundo dados oficiais publicados ontem à noite.

Investidores da região asiática também esperam que outros grandes bancos centrais - como o Banco Central Europeu (BCE) e o Federal Reserve (Fed, o BC americano) - relaxem ainda mais suas políticas monetárias, uma vez que indicadores da zona do euro e dos EUA também vêm decepcionando.

O BCE se reúne na quinta-feira (12) e o Fed, nos dias 17 e 18. Na última sexta, o relatório de emprego dos EUA (o chamado "payroll") mostrou a criação de 130 mil postos de trabalho em agosto, número bem abaixo da projeção de economistas.

Autoridades comerciais da China propuseram às autoridades comerciais dos Estados Unidos a compra de uma pequena quantidade de produtos agrícolas norte-americanos, se Washington reduzir as restrições comerciais às importações chinesas. 

Segundo fontes próximas à articulação entre os dois países, a China condicionou a oferta ao alívio nas restrições das importações da gigante chinesa de tecnologia Huawei e ao adiamento das tarifas retaliatórias sobre US$ 250 bilhões de mercadorias chinesas, que entrariam em vigor em 1º de outubro, pelo governo dos Estados Unidos. 

A proposta teria sido feita na semana passada em telefonema entre o primeiro-ministro chinês Liu He, o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, e o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin. 

Os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica de juros) no fim de 2019. O Relatório de Mercado Focus trouxe hoje que a mediana das previsões para a Selic este ano seguiu em 5,00% ao ano. Há um mês, estava no mesmo patamar. Já a projeção para a Selic no fim de 2020 permaneceu em 5,25% ao ano, ante 5,50% de quatro semanas atrás.

No caso de 2021, a projeção seguiu em 7,00%, igual a um mês antes. A projeção para a Selic no fim de 2022 permaneceu em 7,00%, mesmo porcentual de quatro semanas antes.

No fim de julho, o Copom anunciou o corte da Selic de 6,50% para 6,00% ao ano. Foi a primeira queda após 16 encontros em que o colegiado manteve a taxa básica estável. Ao justificar a decisão, o Banco Central reconheceu uma evolução no cenário básico e no balanço de riscos para a inflação. Além disso, sinalizou que devem ocorrer cortes adicionais da taxa. As projeções mais recentes do BC, considerando o cenário de mercado, apontam para inflação de 3,6% em 2019 e 3,9% em 2020 - dentro das metas estabelecidas para esses anos.

No grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo, a mediana da taxa básica em 2019 seguiu em 5,00% ao ano, igual a um mês antes. No caso de 2020, permaneceu em 5,00%, ante 5,13% de quatro semanas atrás.

A projeção para o fim de 2021 no Top 5 foi de 7,00% para 6,50%. Há um mês, estava em 7,00%. Para 2022, a projeção do Top 5 passou de 7,00% para 6,50% ao ano, ante 7,00% de um mês antes.

O gráfico diário do IBOV mostra abertura em alta moderada nessa manhã de segunda-feira.

O benchmark opera em uma região nevrálgica e decisiva, sendo a mesma uma reta pescoço de um OCOI (ombro-cabeça-ombro-invertido).

Na minha interpretação, temos esse padrão de forma inclinada, por isso considero a reta pescoço a própria LTB, que guia os topos desde a máxima histórica, marcada em 10/07.

Bons negócios!

Uma excelente semana.


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
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sexta-feira, 6 de setembro de 2019

Cenário 06/09/2019

As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta sexta-feira, ainda repercutindo a notícia de que Estados Unidos e China vão retomar discussões comerciais no próximo mês e na esteira de dados positivos da economia americana.

Investidores estão mais esperançosos de que Washington e Pequim consigam eventualmente superar a disputa comercial que se desenrola desde meados do ano passado, após o Ministério de Comércio da China anunciar ontem que enviará representantes para a capital dos EUA em outubro para uma nova rodada de negociações comerciais.

O apetite por risco na Ásia também foi motivado por indicadores positivos dos EUA. Ontem, tanto a pesquisa da ADP sobre criação de postos de trabalho pelo setor privado quanto o índice ISM do setor de serviços vieram acima das expectativas.

Na manhã de hoje, o foco dos mercados globais será o relatório de emprego mensal dos EUA (o chamando "payroll"), que inclui números do setor público e tem forte influência na direção da política monetária do Federal Reserve, ou Fed, como é conhecido o banco central americano.

Na China, o índice Xangai Composto subiu 0,46% hoje, a 2.999,60 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,36%, a 1.657,50 pontos.

Em Hong Kong, o Hang Seng teve alta de 0,66%, encerrando o pregão a 26.690,76 pontos. Os ganhos prevaleceram mesmo após a Fitch ter cortado o rating soberano de Hong Kong, de AA+ para AA, citando os meses de violentos protestos que dominaram o território semiautônomo nos últimos meses.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei se valorizou 0,54% em Tóquio, a 21.199,57 pontos, graças ao bom desempenho de ações de montadoras e de fabricantes de máquinas industriais, enquanto o sul-coreano Kospi subiu 0,22% em Seul, a 2.009,13 pontos, e o Taiex registrou alta idêntica de 0,22% em Taiwan, a 10.780,64 pontos.

Hoje tem início a apresentação a investidores da oferta primária de ações com esforços restritos da Sinqia, ex-Senior Solution, empresa da área de software. Também nesta data é aberto o procedimento de coleta de intenções de investimento, que fecha dia 17, quando será definido o preço por ação na oferta subsequente, ou seja, follow on. À cotação do último pregão, R$ 76,70, a oferta de 4,5 milhões de ações com previsão de lote adicional de até 35%, pode movimentar cerca de R$ 465 milhões (considerando a colocação integral do lote adicional).

A indústria da Alemanha registrou queda de 0,6% na produção em julho com relação ao mês anterior, segundo dados sazonalmente ajustados publicados pela agência de estatísticas alemã Destatis nesta sexta-feira. A leitura frustrou as previsões de consultados pelo Wall Street Journal, que projetavam ganho de 0,1%.

Na comparação anual, a produção industrial alemã caiu 4,2% em julho ante o mesmo mês de 2018.

Desconsiderando os setores de energia e construção, a baixa na produção industrial alemã em julho ante junho foi de 0,8%. Além disso, a Destatis revisou de 1,5% para 1,1% o recuo da produção em junho ante maio.

O Produto Interno Bruto (PIB) da zona do euro cresceu 0,2% no segundo trimestre de 2019 ante os três meses anteriores, de acordo com a terceira estimativa da agência oficial de estatísticas da União Europeia (UE), a Eurostat. O resultado confirmou leituras anteriores e veio em linha com a previsão de analistas consultados pelo The Wall Street Journal.

Na comparação anual, o PIB do bloco teve expansão de 1,2% entre abril e junho, um pouco maior do que o acréscimo de 1,1% estimado nas duas primeiras pesquisas.

A Eurostat também revisou para cima o avanço anual do PIB da zona do euro no primeiro trimestre, de 1,2% para 1,3%.

O Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou queda de 0,51% em agosto, após um ligeiro recuo de 0,01% em julho, divulgou há pouco a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Com o resultado, o IGP-DI acumulou elevação de 3,86% no ano. A taxa acumulada em 12 meses ficou em 4,32%.

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem o IGP-DI. O IPA-DI, que representa o atacado, teve diminuição de 0,90% em agosto, ante uma redução de 0,22% em julho. O IPC-DI, que apura a evolução de preços no varejo, teve um aumento de 0,17% em agosto, após o crescimento de 0,31% em julho. Já o INCC-DI, que mensura o impacto de preços na construção, subiu 0,42% em agosto, depois da alta de 0,58% em julho.

O período de coleta de preços para o índice de agosto foi do dia 1º ao dia 31 do mês.

O gráfico diário do IBOV deixa algumas pulgas atrás da orelha dos investidores, pois temos ao mesmo tempo o rompimento de um OCOI no diário, médias cruzadas em modo compra e até mesmo um pivot de alta acionado, enquanto houve formação de sombra superior ao tocar uma importante linha de tendência de baixa.

A sessão promete.

Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Cenário 05/09/2019

As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta quinta-feira, após anúncio de que Estados Unidos e China vão retomar negociações comerciais em outubro e ainda repercutindo também a decisão de Hong Kong de retirar um polêmico projeto de lei que motivou amplos protestos nos últimos meses.

A China anunciou hoje que vai enviar representantes para Washington no próximo mês para mais uma rodada de discussões comerciais, após o vice-premiê chinês Liu He conversar por telefone com o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, e o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin.

Pequim disse esperar ter "progresso substancial" com os EUA nas negociações comerciais programadas para outubro e reiterou que se "opõe fortemente" a uma escalada na guerra comercial bilateral, mas alertou também que não vai retirar a queixa que apresentou recentemente à Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre as últimas tarifas americanas impostas a produtos chineses, parte das quais entrou em vigor no domingo (01).

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto subiu 0,96% hoje, a 2.985,86 pontos. O Shenzhen Composto, que é formado por empresa de menor valor de mercado, avançou 0,93%, a 1.651,63 pontos.

O alívio nas tensões em Hong Kong, que ontem retirou um projeto de lei que previa extradições para a China e gerou violentas manifestações no território semiautônomo por cerca de três meses, também contribuiu para o apetite por risco na Ásia. O Hang Seng, porém, fechou praticamente estável em Hong Kong, com baixa marginal de 0,03%, a 26.515,53 pontos, depois de saltar quase 4% no pregão anterior.

Ainda que tenha servido de alento, a retirada do controverso projeto de lei por Hong Kong era apenas uma de várias exigências feitas por manifestantes locais.

Em outras partes da região asiática, o japonês Nikkei teve expressiva alta de 2,12% hoje em Tóquio, a 21.085,94 pontos, graças principalmente a ações do setor de eletrônicos, enquanto o sul-coreano Kospi avançou 0,82% em Seul, a 2.004,75 pontos, e o Taiex subiu 0,93% em Taiwan, a 10.756,93 pontos.

A indústria da Alemanha registrou queda de 2,7% nas encomendas em julho ante o mês anterior, segundo dados sazonalmente ajustados divulgados pela agência de estatísticas alemã Destatis nesta quinta-feira. Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal previam baixa menos acentuada, de 1,5%.

Na comparação anual, o setor manufatureiro alemão caiu 5,6% em julho em relação ao mesmo mês de 2018.

Em julho de 2019 ante junho, os números da Destatis apontam que as encomendas domésticas recuaram 0,5%, enquanto os pedidos no exterior registraram baixa de 4,2% no período.

Em meio a mais uma fase de crise em torno do Brexit, o político britânico Jo Johnson, que é irmão do primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, anunciou há pouco a sua renúncia tanto ao cargo de ministro para Universidades e Ciência, que passou a ocupar no atual governo, quanto ao seu mandato de parlamentar pelo distrito de Orpington.

Diante da decisão de Boris Johnson de suspender o Parlamento britânico por cinco semanas, encarada amplamente como um passo para forçar um Brexit sem acordo sem que o Legislativo tenha tempo hábil para oferecer resistência, a Câmara dos Comuns aprovou nesta semana um projeto de lei que, se entrar em vigor, obrigaria o primeiro-ministro a pedir à União Europeia uma extensão da data-limite da separação até 31 de janeiro de 2020 caso não se firme um acordo até 19 de outubro.

O rito de tramitação passa amanhã pela Câmara dos Lordes e, se receber anuência por lá, volta novamente aos Comuns, possivelmente na segunda-feira.

O setor privado dos Estados Unidos criou 195 mil empregos em agosto, segundo pesquisa com ajustes sazonais divulgada hoje pela ADP. O resultado veio acima das expectativas de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam geração de 140 mil postos de trabalho no último mês.

A pesquisa da ADP é considerada uma prévia do relatório de empregos (o chamado "payroll") dos EUA, que inclui dados do setor público e será divulgado nesta sexta-feira (06).

A ADP revisou a geração de vagas em julho para baixo, de 156 mil para 142 mil.
O gráfico diário do IBOV fechou acima das médias móveis, negando a barra de terça-feira, praticamente desenhando um engolfo na sessão de ontem.

Temos uma reta pescoço em 101.470, na minha leitura, mas seria admissível que o padrão OCOI seja acionado somente acima de 101.610, máxima da estrutura, onde também teríamos um pivot de alta.

Esse teste deverá ocorrer logo após a abertura.

O desafio será romper e sustentar os preços acima dos níveis supra citados.

Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Cenário 04/09/2019

As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta quarta-feira, impulsionadas por sinais de recuperação do setor de serviços da China e também após indicação de que uma polêmica lei que motivou amplas manifestações populares em Hong Kong será retirada.

O índice de gerentes de compras (PMI na sigla em inglês) de serviços da China avançou de 51,6 em julho para 52,1 em agosto, atingindo o maior nível em três meses, segundo pesquisa conjunta da IHS Markit com a Caixin Media. O indicador positivo vem num momento de incertezas nas relações entre China e Estados Unidos, que, teoricamente, devem retomar negociações para tentar superar suas divergências comerciais em algum momento deste mês.

Entre os mercados chineses, o Xangai Composto subiu 0,93% hoje, a 2.957,41 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,67%, a 1.636,40 pontos.

Mas foi o índice Hang Seng que liderou os ganhos na Ásia, com alta de 3,90%, a 26.523,23 pontos, após relatos de que a chefe do Executivo de Hong Kong, Carrie Lam, irá formalmente retirar a chamada lei de extradições que gera violentos protestos no território semiautônomo há vários fins de semana consecutivos.

Em outras partes da região asiática, o japonês Nikkei teve leve valorização de 0,12% em Tóquio, a 20.649,14 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi subiu 1,16% em Seul, a 1.988,53 pontos, e o Taiex avançou 0,94% em Taiwan, a 10.657,31 pontos.

Na Oceania, a bolsa australiana ignorou o tom positivo da Ásia, na esteira de dados domésticos fracos. O S&P/ASX 200 caiu 0,31% em Sydney, a 6.553,00 pontos. No segundo trimestre, o Produto Interno Bruto (PIB) da Austrália cresceu 0,5% ante os três meses anteriores, registrando o menor ritmo de expansão desde a crise financeira mundial iniciada em 2008.

A diretora-gerente licenciada do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, disse hoje que a inflação da zona do euro está persistentemente baixa e que é recomendável a manutenção de uma política monetária altamente acomodatícia na região.

Lagarde fez a declaração durante sabatina no Comitê para Assuntos Econômicos e Monetários (ECON) do Parlamento Europeu, que avalia sua indicação para a presidência do Banco Central Europeu.

Em discurso no comitê, Lagarde afirmou que um mandato claro para o BCE é vital para a estabilidade da zona do euro e prometeu seguir os mesmos princípios do atual presidente da instituição, Mario Draghi, se sua nomeação for aprovada.

Lagarde disse ainda que o compromisso com o mandato do BCE, ter agilidade para fazer ajustes na política monetária e inclusão são princípios cruciais para quem comanda a autoridade monetária europeia, destacando que "boa liderança envolve ouvir todas as vozes".

Lagarde ressaltou, porém, que é preciso estar ciente também de eventuais efeitos negativos de medidas não convencionais de política monetária adotadas nos últimos anos.

Às 13h (de Brasília), o comitê parlamentar votará sobre a indicação de Lagarde à presidência do BCE.

Numa sessão agitada após sofrer um revés aos seus planos para o Brexit no mesmo Parlamento britânico ontem, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, usou sua primeira rodada de perguntas e respostas - que tradicionalmente ocorre toda quarta-feira na Câmara dos Comuns - para provocar a oposição e os rebeldes do seu próprio partido com a possibilidade de eleições antecipadas em 15 de outubro.

Johnson reclama que o plano de detratores da sua diretriz "matar ou morrer" de aprovar um projeto de lei forçando o premiê a adiar por três meses, até 31 de janeiro, a separação da União Europeia (UE) caso um acordo não seja firmado até 31 de outubro, é "a única coisa atrapalhando" o progresso nas negociações com o bloco. Ele insiste que o seu governo conseguirá concluir um trato regulando a saída britânica.

Para o primeiro-ministro, "não há propósito" em postergar mais uma vez o divórcio.

Embora insista que não quer uma eleição antecipada, Johnson diversas vezes questionou o líder da oposição e do Partido Trabalhista, Jeremy Corbyn, se este estava pronto para um pleito em 15 de outubro como forma de deixar o povo decidir sobre sair da UE na atual data-limite ou adotar a postura ora defendida pelo Parlamento, de evitar um Brexit sem acordo a qualquer custo.

O Banco informou, por meio de nota, que o ambiente questionado na apuração de suposto vazamento de dados pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios não é de sua propriedade e que, após análise criteriosa em seus sistemas de segurança, não foi constatada qualquer invasão.

Segundo o Pan, na atuação com parceiros comerciais são capturados dados cadastrais de potenciais clientes por tais parceiros, antes da efetiva formalização de uma operação com o banco, e que nesse processo adota as medidas cabíveis caso identificado qualquer tipo de uso indevido dessas informações.

O Banco Pan atua em todo o Brasil e tinha, ao final do segundo trimestre, 627 correspondentes bancários originando crédito consignado e 8,3 mil lojas multimarcas e concessionárias parceiras na originação de crédito de veículos. Há dois anos tem trabalhado com foco na digitalização de contas, incluindo os processos para originação de consignado pelos correspondentes bancários. No segundo trimestre originou R$ 1,6 bilhão em créditos totais, 19% acima do mesmo período do ano passado.

Na mesma nota, o Pan diz que "a segurança da informação é uma de suas prioridades, alinhada com as melhores práticas de proteção reconhecidas internacionalmente e exigidas pelos órgãos reguladores"

O instituição afirma ainda que segue à disposição para colaborar com a apuração dos fatos.

O gráfico diário do IBOV inicia a quarta-feira em campo positivo, na esteira das bolsas internacionais.

Ontem fez mínima próximo de 99.630, fundo marcado em agosto e que gerou um bom repique.

Assim sendo, haveria uma simetria favorável á compra, na minha interpretação.

Temos um esboço de OCOI (ombro-cabeça-ombro-invertido).

Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

terça-feira, 3 de setembro de 2019

Cenário 03/09/2019

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta terça-feira, em meio a sinais de obstáculos para a retomada das negociações comerciais entre Estados Unidos e China e o turbulento cenário político no Reino Unido, que ainda não definiu como será o chamado Brexit, processo para que os britânicos deixem a União Europeia.

Ontem, a China entrou com processo na Organização Mundial do Comércio (OMC) para contestar as últimas tarifas dos EUA contra bens chineses, que passaram a valer no domingo (01) e atingem US$ 112 bilhões em importações. Em retaliação, também no fim de semana, Pequim passou a tarifar parte de uma lista de US$ 75 bilhões em produtos americanos.

Segundo a Bloomberg, EUA e China vêm enfrentando dificuldades para definir as datas de um encontro bilateral previsto neste mês para tratar de divergências no comércio. O problema teria ocorrido após Washington rejeitar um pedido dos chineses de adiar as tarifas que entraram em vigor no fim de semana.

Apesar das incertezas da disputa sino-americana, os mercados chineses tiveram ganhos moderados hoje, impulsionados principalmente por ações de tecnologia. Em comunicado no domingo, o Conselho Estatal da China, que corresponde ao gabinete do país, atribuiu "grande importância" ao desenvolvimento dos setores de alta tecnologia e de infraestrutura. O índice Xangai subiu 0,21% hoje, a 2.930,15 pontos, e o Shenzhen Composto avançou 0,66%, a 1.625,56 pontos.

Já o Nikkei ficou praticamente estável em Tóquio, com alta marginal de 0,02%, a 20.625,16 pontos, à medida que ganhos de ações de corretoras e de montadoras compensaram perdas no setor de eletrônicos.

Em outras partes da Ásia, o Hang Seng caiu 0,39% em Hong Kong, a 25.527,85 pontos, num momento em que o território semiautônomo enfrenta manifestações populares em vários fins de semana consecutivos, enquanto o sul-coreano Kospi recuou 0,18% em Seul, a 1.965,69 pontos, após dois pregões de valorização, e o Taiex registrou baixa de 0,72% em Taiwan, a 10.558,21 pontos.

Investidores da região asiática também acompanham a intrincada questão do Reino Unido. Oposicionistas no Parlamento britânico devem tentar aprovar hoje leis no Parlamente para bloquear a possibilidade de um Brexit sem acordo. Já o primeiro-ministro Boris Johnson, que defende que o Brexit ocorra na data final de 31 de outubro com ou sem acordo, ameaça convocar eleições antecipadas.

O preço do minério de ferro negociado no porto de Qingdao, na China, encerrou esta terça-feira em baixa de 1,59%, cotado a US$ 89,14 a tonelada.

A BrasilAgro, empresa de propriedades rurais, encerrou o quarto trimestre encerrado em 30 de junho com lucro líquido de R$ 37 milhões, queda de 9,1% na comparação com o mesmo período do ano anterior. No ano safra 2018/2019, foi R$ 177,079 milhões, alta de 40% sobre 2018.

Caixa Econômica Federal apresentou lucro líquido contábil de R$ 4,212 bilhões no segundo trimestre, cifra 21,6% maior que um ano antes, de R$ 3,464 bilhões. Em relação aos três meses imediatamente anteriores o crescimento foi de 7,4%.

O resultado do banco no segundo trimestre foi impulsionado, conforme explica relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, pelo aumento de 12,4% na margem financeira, receitas de serviços estáveis e leve redução nas despesas administrativas.

No semestre, o lucro líquido contábil da Caixa totalizou R$ 8,132 bilhões, 22,2% superior ao registrado no mesmo intervalo do ano passado, de R$ 6,655 bilhões. "O resultado alcançado no semestre demonstra que a atuação da empresa está ancorada em uma sólida base de geração de lucros recorrentes, originada, essencialmente, em sua robusta capacidade operacional", destaca o banco, em relatório.

O Ministério Público do Rio de Janeiro deflagrou na manhã desta terça, 3, a Operação Secretum Domus, e prendeu os ex-governadores Anthony Garotinho e Rosinha Matheus. Também foram expedidos mandados contra outras três pessoas: Sérgio dos Santos Barcelos, Ângelo Alvarenga Cardoso Gomes e Gabriela Trindade Quintanilha.
Apesar da baixa na sessão de ontem, o gráfico diário do IBOV ainda conserva uma inclinação francamente altista no curtíssimo prazo, com as médias preservadas como suportes.

Deveremos ter nova pressão vencedora na abertura dos negócios, quando as médias supra citadas terão papel decisivo, sendo naturalmente testadas, de fato.

A barreria a ser vencida pelos touros é 101.470, ponto que derrubou os preços nas duas últimas sessões.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

Cenário 02/09/2019

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta segunda-feira, após China e Estados Unidos imporem tarifas a mais produtos um do outro no fim de semana, numa prolongada guerra comercial que ameaça a perspectiva de crescimento da economia mundial. Os mercados chineses, porém, tiveram sólidos ganhos após Pequim voltar a sinalizar com mais estímulos e também em reação a dados positivos sobre a manufatura local.

Neste domingo (01), os EUA passaram a tarifar mais US$ 112 bilhões em bens chineses, enquanto a China também começou a impor tarifas retaliatórias a parte de uma lista de US$ 75 bilhões em produtos americanos.

Apesar da nova ofensiva na rixa comercial sino-americana, o presidente dos EUA, Donald Trump, reafirmou ontem que a retomada das negociações bilaterais ainda está prevista para este mês.

As ações da China, no entanto, foram favorecidas por fatores locais.

O índice de gerentes de compras (PMI na sigla em inglês) do setor industrial chinês medido pela IHS Markit em parceria com a Caixin Media subiu de 49,9 em julho para 50,4 em agosto, com a leitura acima da barreira de 50 sinalizando que a manufatura da segunda maior economia do mundo voltou a se expandir. No entanto, dados oficiais mostraram no sábado que a atividade manufatureira chinesa encolheu pelo quarto mês consecutivo em agosto.

Já o Conselho Estatal da China, que corresponde ao gabinete do país, afirmou em comunicado ontem que atribui "grande importância" ao desenvolvimento de setores como os de infraestrutura e de alta tecnologia, assim como à transformação de indústrias tradicionais.

O Shenzhen Composto, que é formado em boa parte por empresas de tecnologia de baixo valor de mercado, terminou o pregão desta segunda com alta de 2,26%, a 1.614,92 pontos, na esteira do comunicado do gabinete chinês. O Xangai Composto, principal índice acionário da China, subiu 1,31%, a 2.924,11 pontos.

Por outro lado, o Nikkei caiu 0,41% em Tóquio, a 20.620,19 pontos. O volume de negócios no mercado japonês, que envolveu apenas 802,81 milhões de ações, foi o mais fraco de 2019. Um feriado hoje nos EUA, por ocasião do Dia do Trabalho, pode ter comprometido a liquidez no Japão e em outras partes da Ásia.

O Hang Seng recuou 0,38% em Hong Kong, a 25.626,55 pontos, após mais um fim de semana de manifestações populares no território semiautônomo. Mas o sul-coreano Kospi registrou alta marginal de 0,07% em Seul, a 1.969,19 pontos, e o Taiex avançou 0,16% em Taiwan, a 10.634,85 pontos.

O presidente Jair Bolsonaro é rejeitado por 38% das pessoas, segundo pesquisa Datafolha realizada em 29 e 30 de agosto com 2.878 eleitores. No levantamento anterior, feito no início de julho, a rejeição do presidente era de 33%. Já a aprovação de Bolsonaro recuou de 33% para 29% no mesmo período - dentro da margem de erro, de dois pontos para cima ou para baixo. 

As pessoas que julgam o governo como regular são 31% - eram 30%. No Nordeste, a rejeição saltou de 41% para 52% entre as duas pesquisas. Bolsonaro é, de longe, o presidente eleito em primeiro mandato com maior rejeição: em agosto de 1995, Fernando Henrique Cardoso era reprovado por 15%; Lula, em agosto de 2003, por 10%; e Dilma, em agosto de 2011, por 11%.

Nos capítulos finais do Brexit, como é chamada a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), o líder da oposição, Jeremy Corbyn (Partido Trabalhista), disse hoje que trabalhará por eleições gerais no país depois que a legislação que impede a possibilidade de realização de um divórcio sem acordo for aprovada pelo Legislativo. Em discurso agora cedo, em Manchester, Corbyn argumentou que a realização de novas eleições é o caminho democrático a se seguir neste momento e afirmou que além dessa possibilidade, a colocação de um voto de desconfiança contra o premiê também está sobre a mesa. Além do pronunciamento, ele responde a perguntas da imprensa local neste momento, um dia antes do retorno do recesso de verão do Parlamento.

Na semana passada, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, determinou com o aval da Rainha Elizabeth II, a suspensão do Parlamento de 9 de setembro até 14 de outubro. Sua estratégia é a de evitar que seus planos de continuidade do Brexit "com ou sem acordo" entre as partes seja consumado até 31 de outubro, data final para que o divórcio entre em vigor. A medida do premiê desagradou a população, que foi às ruas no fim de semana protestar contra o que chamou de "golpe".

Os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica de juros) no fim de 2019. O Relatório de Mercado Focus trouxe hoje que a mediana das previsões para a Selic este ano seguiu em 5,00% ao ano. Há um mês, estava em 5,25%. Já a projeção para a Selic no fim de 2020 permaneceu em 5,25% ao ano, ante 5,50% de quatro semanas atrás.

No caso de 2021, a projeção seguiu em 7,00%, igual a um mês antes. A projeção para a Selic no fim de 2022 permaneceu em 7,00%, mesmo porcentual de quatro semanas antes.

No fim de julho, o Copom anunciou o corte da Selic de 6,50% para 6,00% ao ano. Foi a primeira queda após 16 encontros em que o colegiado manteve a taxa básica estável. Ao justificar a decisão, o BC reconheceu uma evolução no cenário básico e no balanço de riscos para a inflação. Além disso, sinalizou que devem ocorrer cortes adicionais da taxa. As projeções mais recentes do BC, considerando o cenário de mercado, apontam para inflação de 3,6% em 2019 e 3,9% em 2020 - dentro das metas estabelecidas para esses anos.

No grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo, a mediana da taxa básica em 2019 seguiu em 5,00% ao ano, ante 5,13% de um mês antes. No caso de 2020, foi de 5,13% para 5,00%, ante 5,38% de quatro semanas atrás.

A projeção para o fim de 2021 no Top 5 seguiu em 7,00%. Há um mês, estava no mesmo patamar. Para 2022, a projeção do Top 5 permaneceu em 7,00% ao ano, igual a um mês antes.

O gráfico diário do IBOV mostra boa recuperação, com a formação de uma pinça de fundo fora das bandas de bollinger.

A barreira a ser vencida para sustentar a escalada é 101.470 na minha visão, o que poderia impulsionar o benchmark até a LTB riscada em azul.

No semanal, percebemos o toque milimétrico da LTA que guia os preços no médio prazo, com a formação de um engolfo e fechamento sobre as médias.

Bons negócios!





Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
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