segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Cenário 19/08/2019

As bolsas asiáticas fecharam com ganhos robustos nesta segunda-feira, após o banco central chinês anunciar no fim de semana ajustes num esforço de reduzir os juros de empréstimos para empresas.

O PBoC, como é conhecido o BC da China, disse no sábado (17) que mudará a forma como define uma importante taxa de juros para diminuir os custos de financiamento de empresas e impulsionar a economia do país, que está em desaceleração em meio a uma prejudicial disputa comercial com os Estados Unidos.

A iniciativa de Pequim veio dias após indicadores fracos da China e da Europa realimentarem temores sobre uma possível recessão global.

Entre os mercados chineses, o índice Xangai Composto subiu 2,10% hoje, a 2.883,10 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto garantiu valorização de 3,05%, a 1.571,97 pontos.

Em Hong Kong, o Hang Seng ignorou o 11º fim de semana consecutivo de amplas manifestações populares no território semiautônomo e avançou 2,17%, a 26.291,84 pontos.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei registrou alta de 0,71% em Tóquio, a 20.563,16 pontos, ajudado por ações de varejistas, enquanto o sul-coreano Kospi subiu 0,66% em Seul, a 1.939,90 pontos, e o Taiex avançou 0,65% em Taiwan, a 10.488,75 pontos

Os negócios asiáticos também foram sustentados por esperanças renovadas de que Estados Unidos e China consigam eventualmente superar suas desavenças comerciais. Ontem, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que Washington tem tido conversas "muito substanciais" com Pequim, mas reiterou que ainda não está pronto para assinar um acordo comercial com o gigante asiático. "Os chineses querem fazer um acordo. Vamos ver o que acontece”, disse Trump.

Já em entrevista ao Fox News Sunday, o diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Larry Kudlow, confirmou que negociadores americanos e chineses vão conversar na próxima semana ou em dez dias por teleconferência.

O Bundesbank (o banco central da Alemanha) afirma em seu relatório mensal que, após ter sofrido uma contração de 0,1% no segundo trimestre em relação aos três meses imediatamente anteriores, o Produto Interno Bruto (PIB) do país pode voltar a se retrair no período do verão europeu, ou seja, no terceiro trimestre. A "guinada para baixo" na indústria doméstica, avalia a instituição, é "determinante" para essa perspectiva.

"Segundo os dados atualmente disponíveis é de se esperar que a produção industrial encolha notavelmente também no trimestre corrente", escreve o BC alemão.

No documento, o Bundesbank também destaca como, em meio aos temores gerados pela guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, a comunicação pelo Banco Central Europeu (BCE) de uma política monetária acomodatícia e o corte de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) no fim de julho contribuíram para uma demanda fortalecida por bônus soberanos, levando o rendimento dos Bunds alemães a mínimas históricas.

Os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica de juros) no fim de 2019 e 2020. O Relatório de Mercado Focus trouxe hoje que a mediana das previsões para a Selic em 2019 seguiu em 5,00% ao ano. Há um mês, estava em 5,50%. Já a projeção para a Selic no fim de 2020 permaneceu em 5,50% ao ano, ante 5,75% de quatro semanas atrás.

No caso de 2021, a projeção seguiu em 7,00%, igual a um mês antes. A projeção para a Selic no fim de 2022 permaneceu em 7,00%, mesmo porcentual de quatro semanas antes.

No fim de julho, o Copom anunciou o corte da Selic de 6,50% para 6,00% ao ano. Foi a primeira queda após 16 encontros em que o colegiado manteve a taxa básica estável. Ao justificar a decisão, o BC reconheceu uma evolução no cenário básico e no balanço de riscos para a inflação. Além disso, sinalizou que devem ocorrer cortes adicionais da taxa. As projeções mais recentes do BC, considerando o cenário de mercado, apontam para inflação de 3,6% em 2019 e 3,9% em 2020 - dentro das metas estabelecidas para esses anos.

No grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo, a mediana da taxa básica em 2019 seguiu em 5,00% ao ano, ante 5,50% de um mês antes. No caso de 2020, permaneceu em 5,13%, ante 5,50% de quatro semanas atrás.

A projeção para o fim de 2021 no Top 5 seguiu em 7,00%. Há um mês, estava em 7,50%. Para 2022, a projeção do Top 5 permaneceu em 7,00% ao ano, igual a um mês antes.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,27% na segunda quadrissemana de agosto, acelerando em relação ao ganho de 0,12% observado na primeira quadrissemana deste mês, segundo dados publicados hoje pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Na segunda leitura de agosto, quatro dos sete componentes do IPC-Fipe subiram com mais força ou reduziram deflação. Foi o caso de Habitação (de 0,62% na primeira quadrissemana para 0,88% na segunda quadrissemana), Alimentação (de -0,24% para -0,05%), Transportes (de 0,01% para 0,13%) e Despesas Pessoais (de -0,50% para -0,37%).

Por outro lado, dois itens avançaram em ritmo mais contido, caso de Saúde (de 0,48% para 0,41%) e Educação (de 0,45% para 0,33%), enquanto a categoria Vestuário passou de inflação de 0,17% para estabilidade nos preços.

O gráfico diário do Ibovespa apresenta um sinal de fundo, denominado harami, mulher grávida, em japonês.

Vale citar que essa região marcou topo me março/19.

Percebam que abaixo de 99.630 temos um pivot de baixa, acionado dia 15/08 e negado na sessão seguinte.

Frustrações de padrões e/ou figuras geralmente levam a um movimento contrário.

Assim sendo, temos 99.630 como divisor de águas entre a compra e a venda.

Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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