segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Cenário 12/08/2019

As bolsas chinesas fecharam em alta firme nesta segunda-feira, após o banco central local buscar desvalorizar o yuan menos do que se previa, mas preocupações de que uma disputa comercial prolongada entre Estados Unidos e China possa levar a economia mundial a uma recessão continuaram pesando em outros mercados asiáticos.

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto subiu 1,45%, a 2.814,99 pontos. Já o Shenzhen Composto, que é formado por empresas menores, avançou 1,97%, a 1.508,99 pontos.

O Banco do Povo da China (PBoC, o BC chinês) orientou uma nova depreciação do yuan em relação ao dólar hoje ao fixar a moeda americana em 7,0211 yuans, acima da marca psicológica de 7 yuans pela terceira sessão consecutiva. Operadores, porém, esperavam uma desvalorização ainda mais acentuada, segundo David Madden, analista da CMC Markets.

A chamada "taxa de paridade" do yuan ante o dólar está no radar dos investidores em meio às tensões comerciais sino-americanas. Na sexta-feira (09), o presidente dos EUA, Donald Trump, disse ainda não estar pronto para fechar um acordo comercial com a China e alertou que discussões bilaterais previstas para setembro poderão não acontecer.

Recentemente, Trump anunciou que pretende impor uma tarifa de 10% sobre mais US$ 300 bilhões em produtos chineses a partir de 1º de setembro.

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) recuou 0,65% na primeira prévia de agosto, após ter aumentado 0,40% na primeira prévia de julho. A informação foi divulgada há pouco pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Com o resultado, o índice acumulou elevação de 4,11% no ano de 2019 e avanço de 4,96% em 12 meses.

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a primeira prévia do IGP-M de agosto. O IPA-M, que representa os preços no atacado, caiu 1,02%, ante um avanço de 0,42% na primeira prévia de julho. O IPC-M, que corresponde à inflação no varejo, apresentou alta de 0,04% na prévia de agosto, depois de um recuo de 0,02% em igual leitura de julho. Já o INCC-M, que mensura o custo da construção, teve aumento de 0,11% na primeira prévia de agosto, depois da alta de 1,22% na primeira prévia de julho.

O IGP-M é usado para reajuste de contratos de aluguel. O período de coleta de preços para cálculo do índice foi de 21 a 31 de julho. No dado fechado do mês de julho, o IGP-M teve alta de 0,40%.

Os economistas do mercado financeiro reduziram mais uma vez suas projeções para a Selic no fim de 2019. Segundo o Relatório de Mercado Focus, divulgado hoje pelo Banco Central, a expectativa agora do mercado é que a taxa Selic termine o ano em 5,00% ao ano, ante 5,25% projetados na semana passada. Há um mês, estava em 5,50%. A projeção para a Selic no fim de 2020 permaneceu em 5,50% ao ano. Há quatro semanas, a previsão era de uma Selic de 6,00% no final de 2020.

No caso de 2021, a projeção seguiu em 7,00%, mesmo patamar de um mês antes, assim como a projeção para a Selic no fim de 2022.

No grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo, a mediana da taxa básica em 2019 foi de 5,13% para 5,00% ao ano, ante 5,50% de um mês antes. No caso de 2020, passou de 5,38% para 5,13%, ante 6,25% de quatro semanas atrás.

A projeção para o fim de 2021 no Top 5 permaneceu em 7,00%. Há um mês, estava em 7,50%. Para 2022, a projeção do Top 5 permaneceu em 7,00% ao ano, igual a um mês antes.

O Banco Central informou há pouco que seu Índice de Atividade (IBC-Br) registrou baixa de 0,13% no acumulado do segundo trimestre de 2019, na comparação com o primeiro trimestre, pela série ajustada.

O BC informou ainda que o IBC-Br acumulou alta de 0,85% no segundo trimestre de 2019 ante o mesmo período do ano passado, pela série sem ajustes sazonais. Nesse caso, o intervalo ia de queda de 0,30% a alta de 0,85%, com mediana positiva de 0,50%.

Considerado uma espécie de “prévia do BC para o PIB”, o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses.

A reforma da Previdência já tem os votos necessários para ser aprovada no plenário do Senado Federal. O Placar da Previdência, elaborado pelo Estado, aponta 53 votos “sim” ao texto. É mais que o número necessário para fazer uma mudança na Constituição, que requer o apoio de 49 senadores em dois turnos de votação. Antes de ir a plenário, a proposta precisa do aval da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. O relator, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), prometeu entregar o parecer em até três semanas.

O gráfico diário do IBOV mostra uma semana de recuperação, após a segunda-feira vermelha, que jogou água no chopp.

Será que teremos o mesmo cenário?

Certamente a abertura será negativa, refletindo alguma aversão ao risco no exterior, porém frenesi e pânico no índice futuro, por cauda das corrida eleitoral na Argentina (só faltava essa agora....).

O presidente da Argentina, Maurício Macri, reconheceu a derrota nas eleições primárias no país para o kirchnerista Alberto Fernández e disse que "doeu" não ter obtido todo o apoio que esperava no pleito. À 0h22 (de Brasília), com 88,17% das urnas apuradas e 75,86% de comparecimento dos eleitores, o opositor havia conquistado 47,34% dos votos, enquanto a coalizão de Macri aparecia com 32,25% do total.

Vamos ver ao longo do dia, a reação do mercado, especialmente a partir das 10h30, quando teremos o início dos negócios nos Estados Unidos, no pregão regular.

Um excelente semana!


Sucesso!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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