sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Cenário 09/08/2019

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta sexta-feira, após a divulgação de indicadores de inflação chineses e de crescimento do Japão, mas com investidores atentos a desdobramentos das tensões comerciais entre Estados Unidos e China.

Em Tóquio, o índice japonês Nikkei subiu 0,44% hoje, a 20.684,82 pontos, impulsionado por ações de telecomunicações e ligadas a consumo. O bom desempenho veio depois de números oficiais mostrarem que o Produto Interno Bruto (PIB) do Japão cresceu a uma taxa anualizada de 1,8% entre abril e junho, bem maior do que o avanço de 0,4% previsto por analistas.

Já entre os mercados chineses, o Xangai Composto caiu 0,71%, a 2.774,75 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 1,27%, a 1.479,86 pontos.

A taxa anual de inflação ao consumidor da China acelerou de 2,7% em junho para 2,8% em julho, atingindo o maior patamar em 17 meses, de acordo com dados do fim da noite de ontem. Já os preços ao produtor do gigante asiático tiveram queda anual de 0,3% em julho, à medida que preocupações com a guerra comercial sino-americana prejudicaram a demanda.

Recentemente, os EUA ameaçaram impor tarifas a mais US$ 300 bilhões em produtos chineses a partir de setembro.

O Ministério das Relações Exteriores recebeu o aval oficial dos Estados Unidos para que o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) seja embaixador do Brasil em Washington. A assessoria do Itamaraty confirmou que o ministério recebeu a resposta dos EUA ao chamado pedido de 'agrément' do governo brasileiro.

Agora, o presidente Jair Bolsonaro poderá formalizar a indicação no Diário Oficial da União (DOU) e encaminhar o nome ao Senado, que precisa aprovar Eduardo Bolsonaro para a embaixada. Bolsonaro já disse que só estava esperando a resposta dos Estados Unidos para encaminhar o nome do filho ao senadores.

A BRF registrou lucro líquido de R$ 191 milhões no segundo trimestre de 2019, revertendo prejuízo de R$ 1,435 bilhão no mesmo período de 2018, informou a companhia nesta sexta-feira.

A incorporadora Tecnisa registrou um prejuízo líquido de R$ 144,140 milhões no segundo trimestre deste ano, uma perda 67,9% acima da reportada no mesmo período do ano passado, de R$ 85,826 milhões.

A B2W apresentou prejuízo líquido consolidado de R$ 127,6 milhões no segundo trimestre do ano, 15,1% maior do que o anotado no mesmo intervalo de 2018. Os dados excluem os efeitos da consolidação da Transportadora da B2W Digital.

A BRMalls apresentou lucro líquido ajustado de R$ 148,9 milhões no segundo trimestre de 2019, alta de 17,7% em relação ao mesmo intervalo de 2018, conforme balanço publicado há pouco.

A Lojas Americanas registrou lucro líquido de R$ 112,7 milhões no segundo trimestre de 2019, um aumento de 22 vezes ante o resultado de R$ 5,1 milhões apresentado no mesmo período de 2018. No acumulado da primeira metade do ano, o lucro ficou em R$ 59,2 milhões, crescimento de 104,8% em relação ao ano passado.

A incorporadora Cyrela Brazil Realty obteve lucro líquido de R$ 114 milhões no segundo trimestre de 2019, o que representa uma volta ao azul após registrar prejuízo líquido de R$ 28 milhões no mesmo período de 2018. A receita líquida totalizou R$ 937 milhões, alta de 46,5%. A incorporadora não divulga o indicador Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização).

A MRV Engenharia, maior operadora do Minha Casa Minha Vida (MCMV), apresentou lucro líquido de R$ 190 milhões no segundo trimestre de 2019. O resultado é 14,6% maior do que no mesmo período de 2018, de acordo com balanço publicado há pouco.

A Construtora Tenda registrou lucro líquido de R$ 73 milhões no segundo trimestre de 2019, o que representa um crescimento de 41,4% ante o mesmo período do ano passado.

Com destaque para o resultado financeiro positivo, a Suzano reportou lucro líquido de R$ 700 milhões no segundo trimestre de 2019. Com o resultado, a empresa reverte prejuízo de R$ 2,060 bilhões registrado um ano antes e perdas de R$ 1,936 bilhão do primeiro trimestre.

O lucro líquido atribuível aos acionistas da B3 somou R$ 654,8 milhões no segundo trimestre deste ano, queda de 9,6% em relação ao observado no mesmo intervalo do ano passado. Ante os três primeiros meses do ano, houve um aumento de 8%. A queda do lucro na relação anual, de acordo com a companhia, por conta das despesas relacionadas à alta do preço da ação, com encargos sociais, trabalhistas e provisões. Além disso, a B3 destaca que no segundo trimestre do ano passado houve uma redução da base fiscal por conta de distribuição de juros sobre capital próprio, o que afeta a base comparativa.

Em cada dez consumidores, quatro (37%) devem até R$ 500 e a maioria dos inadimplentes brasileiros (53%) possui dívidas que somadas não ultrapassam R$ 1 mil, revelam dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), obtidos com exclusividade pelo Broadcast.

Outros 20% devem valor entre R$ 1 mil e R$ 2,5 mil, enquanto 16% devem entre R$ 2,5 mil e R$ 7,5 mil. Já 10% das pessoas têm dívidas que superam R$ 7,5 mil. De acordo com o levantamento, cada consumidor inadimplente tem, no geral, duas dívidas em aberto.

O gráfico diário do IBOV mostra o martelo de anteontem acionado, com o rompimento da sua máxima aos 102.785.

As médias já estão apontadas para cima, com um possível cruzamento iminente.

Vejo 104.055 como um divisor de águas nessa sexta-feira, lembrando que esse foi o topo marcado dia 01/08 e que gerou a forte correção no início da semana.

Bons negócios e um ótimo final de semana.


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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