quarta-feira, 7 de agosto de 2019

Cenário 07/08/2019

As bolsas da Ásia fecharam majoritariamente em queda nesta quarta-feira, sugerindo que não se pode dar como generalizada a recuperação parcial observada ontem nos mercados acionários de Nova York e hoje, na Europa sob a percepção de que a China se absteve de desencadear uma guerra cambial em meio às disputas comerciais com os Estados Unidos. Decisões de bancos centrais também repercurtiram na região.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei caiu 0,33%, para 20.516,56 pontos. Em solo chinês, o Xangai Composto recuou 0,32%, para 2.768,68 pontos, na mínima, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto terminou o pregão em queda de 0,43%, com 1.483,95 pontos.

Já na Bolsa de Seul, o índice Kospi perdeu 0,32%, a 1.909,71 pontos. O índice Hang Seng, de Hong Kong, teve alta marginal de 0,08%, para 25.997,03 pontos, enquanto o australiano S&P/ASX 200 subiu 0,64%, para 6.519,50 pontos.

Em meio à rápida escalada das tensões comerciais após o anúncio na semana passada de novas tarifas sobre importações chinesas pelo presidente americano, Donald Trump, e também a uma onda global de inclinação ao afrouxamento monetário, o Banco da Reserva da Nova Zelândia (RBNZ, na sigla em inglês) e o Banco da Reserva da Índia (RBI) cortaram hoje as suas taxas básicas de juros.

O primeiro se decidiu por uma tesourada 50 pontos-base nesta quarta-feira, de 1,50% para 1,00% ao ano, uma redução maior do que a estimada por analistas, que projetavam corte de 25 pontos-base no juro básico. Já em Mumbai, o RBI reduziu a taxa em 35 pontos-base, de 5,75% para 5,40% ao ano.

A Câmara dos Deputados aprovou há pouco, em segundo turno, o texto-base da reforma da Previdência por 370 votos a 124. O placar foi menos favorável do que no primeiro turno, quando foram obtidos 379 votos favoráveis e 131 contrários.

Inicialmente, o painel da Câmara mostrava 369 votos a favor. Porém, segundo o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), o voto da deputada Magda Mofatto (PL-GO) - favorável à medida - não havia sido contabilizado.

O texto aprovado pelos deputados ainda pode ser mudado na Câmara, pois sete trechos precisarão passar por votações específicas (são os chamados destaques), previstas para esta quarta-feira, 7. Depois, ainda precisará passar pelo crivo do Senado Federal, onde a tramitação inclui votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e em dois turnos no plenário da Casa. Será necessário o apoio de 49 dos 81 senadores.

Sem mudanças, o texto garante uma economia de R$ 933,5 bilhões em dez anos, segundo cálculos do Ministério da Economia divulgados em julho.

A proposta que recebeu o aval da Câmara fixa idades mínimas de 65 anos (homens) e 62 anos (mulheres) para a aposentadora. O tempo mínimo de contribuição continua nos atuais 15 anos, apesar de tentativas de elevar essa exigência. Categorias como professores e policiais terão regras mais brandas.

Para trabalhadores rurais e beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda, nada muda nas regras atuais. Com a resistência dos parlamentares, essas categorias foram blindadas logo no início das negociações.

Atualmente é possível se aposentar por idade - aos 60 anos (mulheres) e 65 anos (homens), com contribuição mínima de 15 anos - ou por tempo de contribuição, sem idade mínima, mas com contribuição de pelo menos 30 anos (mulheres) e 35 anos (homens). Com a reforma, a aposentadoria por tempo acaba e todos terão de cumprir alguma idade mínima para migrar à inatividade.

Os novos critérios valerão para quem ingressar no mercado de trabalho após a promulgação das regras previstas na reforma. Quem já trabalha e contribui para o INSS ou o setor público, por sua vez, poderá escolher a que mais lhe beneficiar entre cinco regras de transição disponíveis.

Pelo texto aprovado pela Câmara, as novas regras não valerão para os servidores estaduais e dos municípios com regime próprio de Previdência. Um acordo está sendo costurado para incluir Estados e municípios no Senado, em uma proposta paralela.

O Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira formaliza a exoneração de Ricardo Galvão do cargo de diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O pesquisador esteve no centro da polêmica com o presidente Jair Bolsonaro sobre os dados que mostram alta do desmatamento da Amazônia e deixou a função no último dia 2.

A Gerdau reportou um lucro líquido de R$ 373 milhões no segundo trimestre do ano, recuo de 46,5% ante o visto no mesmo período do ano anterior. Em relação ao primeiro trimestre do ano o lucro recuou 17,6%.

O IBOV respeitou uma estrutura de suportes (100.440) e retração de Fibonacci (100.064) em destaque, tomou fôlego e subiu do início ao fim do pregão, desenhando um marobuzu, quase mesma amplitude que vimos na segunda-feira vermelha.


Foi o suficiente para colocar a movimentação baixista em xeque, deixando a prova dos nove para essa quarta-feira.

Na minha interpretação, a alta firme viria somente acima da tríplice resistência, formada pela média móvel de 21 períodos, 102.620 e LTB (linha de tendência de baixa) pontilhada em azul.

Em caso de correção, o que é plenamente possível na abertura, a média móvel de 5 períodos e 101.670 surgem como suportes imediatos.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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