terça-feira, 6 de agosto de 2019

Cenário 06/08/2019

O agravamento contínuo das disputas comerciais entre os Estados Unidos e a China levaram as bolsas asiáticas a mais um pregão em queda, ainda que as baixas desta terça-feira não tenham sido tão intensas quanto as da véspera. A nova escalada consiste na designação por Washington do país asiático como "manipulador cambial", que, por sua vez, confirmou oficialmente que suspenderá a compra de novos produtos agrícolas americanos.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei caiu 0,65%, para 20.585,31 pontos. Em solo chinês, o Xangai Composto recuou 1,56%, para 2.777,56 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto terminou o pregão em queda de 1,78%, com 1.490,30 pontos.

Já na Bolsa de Seul, o índice Kospi perdeu 1,51%, a 1.917,50 pontos. O índice Hang Seng, de Hong Kong, cedeu 0,67%, para 25.976,24 pontos, enquanto o australiano S&P/ASX 200 recuou 2,44%, para 6.478,10 pontos.

Desde que o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou na última quinta-feira a imposição, a partir de 1º de setembro, de tarifas de 10% sobre os US$ 300 bilhões em importações da China que ainda não haviam sido alvo desse tipo de cobrança punitiva, as tensões comerciais temidas por todo o mundo só fizeram se intensificar.

O Banco Central voltou a indicar hoje, por meio da ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), que “a consolidação do cenário benigno para a inflação prospectiva deverá permitir ajuste adicional no grau de estímulo (monetário)”. Em outras palavras, a sinalização é de que cortes adicionais da Selic (a taxa básica de juros) devem ocorrer.

Na semana passada, em sua decisão de política monetária, o Copom reduziu a Selic de 6,50% para 6,00% ao ano. Com isso, o colegiado interrompeu uma sequência de dez reuniões consecutivas sem alterações na taxa básica.
Na ata do encontro, divulgada há pouco, o BC também repetiu uma ideia contida no comunicado da semana passada: a de que “a evolução do cenário básico e, em especial, do balanço de riscos prescreve ajuste no grau de estímulo monetário, com redução da taxa Selic em 0,50 ponto percentual”.

Ao mesmo tempo, o BC enfatizou que, apesar da avaliação de que a taxa poderá cair ainda mais, “os próximos passos da política monetária continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação”. Na prática, o recado é de que o Copom tomará sua decisão sobre juros apenas no momento da próxima reunião, marcada para meados de setembro.

A Taesa registrou lucro líquido de R$ 307,4 milhões no segundo trimestre deste ano, cifra 11,3% maior do que o registrado no mesmo período do ano passado no padrão IFRS. Já o resultado regulatório somou R$ 223,8 milhões, queda de 17,8%.

O Banco do Brasil informa que recebeu pedido da Caixa Econômica Federal por meio de ofício, para cooperar com estudos que a administradora do Fundo de Investimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FI-FGTS) está fazendo para possível venda das ações do banco de titularidade do fundo.

O Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) subiu 0,4 ponto na passagem de junho para julho, para 87,0 pontos, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). Em médias móveis trimestrais, porém, o indicador recuou pela quinta vez consecutiva, em 1,8 ponto, para 86,5 pontos.
O gráfico diário do IBOV mostra o "estrago" materializado pelo sell off da véspera.


Chama a atenção que o volume foi contido, levemente acima da média.

A região concentra pontos importantes, sendo os principais o topo de março (100.440), o fundo de julho (100.070) e a primeira retração de Fibonacci entre o fundo marcado em maio e o topo mais recente.

Assim sendo, a sessão promete.

Na minha interpretação, seja pelo repique no exterior ou em razão da ata do BC, haverá alta logo na abertura, com algum grau de euforia.

O desafio será sustentar o movimento ao longo do dia, especialmente após a abertura das bolsas norte-americanas.

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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