sexta-feira, 2 de agosto de 2019

CENÁRIO 02/08/2019

As bolsas asiáticas fecharam em queda expressiva o pregão desta sexta-feira, pressionadas pela escalada de tensões entre Estados Unidos e China. Ontem, o presidente americano, Donald Trump, anunciou que vai impor novas tarifas a bens chineses, enquanto hoje autoridades chinesas afirmaram que, caso a ameaça entre mesmo em vigor, tomarão medidas em resposta.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei caiu 2,11%, para 21.087,16 pontos. Em solo chinês, o Xangai Composto recuou 1,41%, para 2.867,84 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto terminou o pregão em queda de 1,48%, com 1.539,86 pontos.

Já na Bolsa de Seul, o índice Kospi caiu 0,95%, a 1.998,13 pontos. O índice Hang Seng, de Hong Kong, cedeu 2,35%, para 26.918,58 pontos, enquanto o australiano S&P/ASX 200 recuou 0,30%, para 6.768,60 pontos.

Novas tarifas de 10%, que podem ser elevadas para mais de 25%, segundo Trump, serão impostas sobre US$ 300 bilhões em bens chineses a partir de 1º de setembro, anunciou o presidente americano ontem. O montante se refere a produtos da China que ainda não são afetados por outras alíquotas já impostas por Washington a Pequim.

Hoje, a China prometeu responder para defender seus "interesses centrais" se os EUA implementarem mesmo a medida, mas sem dar detalhes. O Ministério do Comércio classificou o anúncio como uma violação do seu acordo com o presidente chinês, Xi Jinping, em junho, quando se reuniram durante a cúpula do G20 e acordaram na retomada das negociações bilaterais.

A Petrobrás teve lucro líquido de R$ 18,87 bilhões no segundo trimestre, quase duas vezes mais do que no mesmo período do ano passado, principalmente devido à conclusão da venda de 90% da Transportadora Associada de Gás (TAG) em junho.

A geração de caixa ajustada somou R$ 32,65 bilhões entre abril e junho, alta de 8,6% ante o mesmo período de 2018 de 18,8% na comparação com o trimestre imediatamente anterior.

O lucro é metade dos R$ 10,072 bilhões reportados em igual período de 2018. Considerando os não recorrentes, o lucro líquido da empresa totalizou R$ 18,9 bilhões, o equivalente a R$ 1,43 por ação.

Além da venda da TAG, os resultados foram parcialmente compensado pelas maiores variações cambiais negativas e aumento das despesas com imposto de renda e contribuição social, em razão do maior resultado antes de impostos e da baixa de ativos fiscais diferidos sobre parcela de provisões judiciais.

Segundo a empresa, a melhora na geração de caixa foi reflexo do petróleo mais valorizado, além da depreciação do dólar frente ao real, que resultaram em maiores preços de derivados, além da realização de estoques formados a custos menores no período anterior.

Já a receita da estatal foi de R$ 72,6 bilhões, queda de 3% na comparação com o segundo trimestre de 2018, mas alta de 2,4% frente os primeiros três meses deste ano. O aumento trimestral reflete a maior cotação do petróleo no mercado internacional, e o dólar mais apreciado, que na média ficaram 9% e 4% acima do trimestre anterior, respectivamente. “Estes resultados positivos foram parcialmente compensados pela redução das vendas das unidades internacionais (R$ 2,3 bilhões), em consequência da venda da refinaria de Pasadena e de empresas de distribuição no Paraguai”, apontou a empresa.

O lucro líquido da Petrobrás no segundo trimestre de 2019, descontando a receita decorrente dos desinvestimentos expressivos no período, de R$ 5,2 bilhões, veio 33% abaixo do projetado por analistas do mercado.

Enquanto isso, a receita reportada, de R$ 72,567 bilhões, veio 14,8% abaixo do projetado. As casas apontavam receita de R$ 85,15 bilhões no trimestre.

A Porto Seguro registrou um lucro líquido, sem bussiness combination, de R$ 380,9 milhões no segundo trimestre deste ano, 13,7% maior do que no mesmo período do ano passado. Com bussiness combination - que leva em conta o valor de todo o intangível (marca, canal de distribuição) da parceria com o Itaú Unibanco -, o lucro líquido também cresceu no mesmo porcentual, para R$ 379,0 milhões.

A Grendene registrou lucro líquido de R$ 41,5 milhões no segundo trimestre de 2019, valor que representa uma queda de 36,9% em relação ao resultado do mesmo período de 2018. No primeiro semestre, o recuo é de 46,8%, a R$ 118 milhões.

A Log Commercial Properties, empresa de galpões logísticos, obteve lucro líquido de R$ 16,454 milhões no segundo trimestre de 2019, crescimento 32,2% maior do que no mesmo período de 2018.

A Cia Hering registrou lucro líquido de R$ 40,683 milhões no segundo trimestre deste ano, cifra 28,9% inferior ao resultado líquido do mesmo período do ano passado, de R$ 57,2 milhões. De acordo com a companhia, o período foi marcado por temperaturas mais altas que a média histórica e maiores atividades promocionais, além de um ambiente mais desafiador para o varejo de vestuário.

A Localiza registrou um lucro líquido de R$ 191,4 milhões, sem considerar os efeitos do IFRS 16, no segundo trimestre deste ano, um desempenho 34,9% superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Com os efeitos do IFRS 16, o lucro da empresa de locação de automóveis teria somado R$ 190,1 milhões.

Em comunicado ao mercado, a Cielo afirma não ter conhecimento acerca das informações sobre os estudos feitos pelo Banco do Brasil para vender sua participação na empresa de adquirência de cartões.

Após a nota, a ação ON da Cielo saiu do terreno negativo para fechar em alta de 15%. Assim, a participação do BB vale mais de R$ 6 bilhões.

Dois fatores influenciam a análise por parte do controlador. De um lado, pesa a guerra de maquininhas que se instalou no setor e segue jogando os preços para baixo, sem data para acabar. Do outro, há uma orientação clara quanto a desinvestimentos por parte do ministro da Economia, Paulo Guedes, incentivado pelo secretário especial de Privatizações e Desinvestimentos, Salim Mattar.

A Integritas Participações, acionista da Fleury com 3,25% de participação, segundo dados que constam no site da B3, aprovou a transferência de suas ações ON para seus acionistas, denominados como médicos-sócios. São 9.469.644 papéis da Fleury que agora passam a ser detidas diretamente pelos sócios da Integritas.

Os médicos-sócios fecharam um acordo para continuarem organizados no exercício de seus direitos juntos à Fleury. Os sócios inclusive sucedem a Integritas no acordo de acionistas, juntamente com a Bradseg Participações.

O gráfico diário do IBOV mostra uma movimentação maluca na sessão de ontem, com a adrenalina solta durante a sessão.

A manhã foi dos touros e a tarde foi dos ursos.

Houve uma frustração no rompimento da linha de tendência de baixa que separa o joio do trigo, com o desenho de uma longa sombra superior.

Por outro lado, temos um harami de fundo, a mulher grávida, em japonês.

Se fraquejar, a região de 100.950 deverá ser alvo de testes, pois marcou a mínima da semana e concentrou muitos negócios na virada de junho para julho/19.

Por outro lado, se vencer 102.200 começará a animar os compradores.

Entretanto, somente acima da tríplice resistência formada pelo forte 102.620, média móvel de 5 períodos e média móvel de 21 períodos é que a reação ganha corpo e consistência, na minha leitura.

Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br


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