sexta-feira, 30 de agosto de 2019

Cenário 30/08/2019

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta sexta-feira, um dia após a China sugerir que está mais interessada em negociar com os Estados Unidos do que prolongar a guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

O porta-voz do Ministério de Comércio da China, Gao Feng, disse ontem que Pequim quer resolver sua disputa comercial com Washington de forma "calma", indicando que os chineses desejam dialogar. Ele afirmou também que as medidas de retaliação adotadas pelo lado chinês a tarifas anunciadas pelos EUA já "são suficientes".

No Japão, o índice Nikkei subiu 1,19% hoje, a 20.704,37 pontos, impulsionado por ações do setor de eletrônicos e de corretoras.

Na capital sul-coreana, Seul, o Kospi avançou 1,78%, a 1.967,79 pontos, favorecido por papéis de fabricantes de eletrônicos, de montadoras e do setor químico.

No fim da noite de ontem, o banco central da Coreia do Sul (BoK, na sigla em inglês) decidiu manter sua taxa básica de juros em 1,5%, após cortá-la no mês passado pela primeira vez em três anos. Para a Capital Economics, o BC sul-coreano provavelmente voltará a reduzir juros em algum momento do quarto trimestre.

Na China, por outro lado, o dia foi de perdas. O Xangai Composto recuou 0,16%, a 2.886,24 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 0,74%, a 1.579,25 pontos.

As vendas no varejo da Alemanha sofreram queda de 2,2% em julho ante junho, no cálculo com ajustes sazonais, segundo dados divulgados hoje pela agência de estatísticas do país, a Destatis.

Na comparação anual, por outro lado, as vendas no varejo alemão tiveram alta de 4,4% em julho.

O indicador de vendas no varejo alemão é volátil e sujeito a grandes revisões. Por esse motivo, economistas normalmente acompanham os números mensais com cautela e levam mais em consideração as médias em três meses.

A taxa de desemprego da zona do euro ficou em 7,5% em julho, igual à do mês anterior e permanecendo no menor nível desde julho de 2008, segundo dados com ajustes sazonais divulgados hoje pela agência oficial de estatísticas da União Europeia, a Eurostat. O resultado veio em linha com a previsão de analistas consultados pelo The Wall Street Journal.

A Eurostat estima que havia 12,322 milhões de desempregados na zona do euro em julho. Em relação a junho, o número de pessoas sem emprego na região teve queda de 16 mil.

O primeiro desafio legal à suspensão do Parlamento do Reino Unido pelo governo do primeiro-ministro Boris Johnson foi postergado por uma corte escocesa.

O Tribunal de Sessões em Edimburgo se recusou nesta sexta-feira a adotar ação legal imediata para evitar que Johnson suspenda o Parlamento por várias semanas durante parte do período antes da data-limite do Brexit de 31 de outubro.

O juiz Raymond Doherty, no entanto, disse que uma audiência completa sobre o caso será realizada em 6 de setembro, fazendo surgir a perspectiva de que o ato do governo ainda poderia ser bloqueado. Ele disse que não há necessidade para uma intervenção imediata porque haverá uma audiência "substantiva" sobre o caso na semana que vem.

A decisão na mais alta corte civil da Escócia é um revés para o grupo pluripartidário de legisladores buscando ampliar o período para debate parlamentar em uma tentativa de evitar um desembarque desordenado pela Grã-Bretanha da União Europeia (UE).

Dois outros casos legais estão sendo conduzidos, um na Irlanda do Norte e outro em Londres. O ex-primeiro-ministro John Major disse hoje que está buscando se juntar ao caso na capital para arguir contra a suspensão.

Em transmissão nas redes sociais nesta quinta-feira, 29, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) disse que o acordo EFTA-Mercosul é "bem-vindo". "Mais mercado, dinheiro que entra, sinal de confiança no Brasil", disse o presidente. O Mercosul e a Associação Europeia de Livre-Comércio (EFTA, na sigla em inglês) - formada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein - fecharam o acordo de livre-comércio na sexta-feira, 23.

O Índice de Confiança Empresarial (ICE) caiu 0,1 ponto em agosto ante julho, para 93,9 pontos, informou há pouco a Fundação Getulio Vargas (FGV). Na métrica de médias móveis trimestrais, o índice avançou 0,6 ponto, a segunda alta consecutiva.

O Índice de Confiança Empresarial reúne os dados das sondagens da Indústria, Serviços, Comércio e Construção. O cálculo leva em conta os pesos proporcionais à participação na economia dos setores investigados, com base em informações extraídas das pesquisas estruturais anuais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo a FGV, o objetivo é que ICE permita uma avaliação mais consistente sobre o ritmo da atividade econômica.

Em agosto, o Índice de Situação Atual (ISA-E) subiu 1,1 ponto, para 91,3 pontos. Por outro lado, o Índice de Expectativas (IE-E) caiu 0,8 ponto, para 99,8 pontos, interrompendo uma sequência de quatro meses de avanços.

Entre os componentes do ICE, apenas a confiança no setor de serviços recuou em agosto, em 1,1 pontos. A confiança da Indústria subiu 0,8 ponto; a do comércio, 3,2 pontos; a da construção, 2,2 pontos.

O gráfico diário do IBOV mostra que o benchmark respeitou novamente uma linha de tendência de alta de médio prazo, um importante sinal técnico.

Por ali houve a formação de uma pinça de fundo e um harami.

Ontem ocorreu primeiramente o rompimento da média móvel de 5 períodos como resistência imediata, com fechamento bem acima do forte 99.630 e da média móvel de 21 períodos, através de um marobuzu, acompanhado por bom volume.

Pelo menos em teoria, isso abre espaço para teste da LTB riscada também em azul na imagem, talvez dentro de dois ou três pregões.

Haverá uma pedra no caminho: 101.470, topo marcado dia 22/08.

Bons negócios!




Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
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segunda-feira, 26 de agosto de 2019

Cenário 26/08/2019

As bolsas asiáticas tiveram perdas generalizadas e significativas nesta segunda-feira, em reação a uma nova escalada na guerra comercial entre Estados Unidos e China.

Na sexta-feira (23), a China anunciou tarifas sobre mais US$ 75 bilhões em produtos americanos. Horas depois, o presidente dos EUA, Donald Trump, respondeu que a Casa Branca iria elevar tarifas sobre US$ 550 bilhões em bens chineses.

No fim de semana, durante reunião de cúpula do G-7 em Biarritz, na França, Trump lamentou não ter elevado ainda mais as tarifas sobre produtos da China e disse que poderia declarar a disputa sino-americana como uma questão de emergência nacional.

Na madrugada de hoje (pelo horário de Brasília), ainda em Biarritz, Trump adotou tom mais conciliatório e disse que as negociações comerciais entre EUA e China serão retomadas "em breve" e de "forma muito séria". O presidente americano acrescentou ter muito respeito pelo presidente chinês, Xi Jinping, e acreditar que um acordo será fechado. Trump, porém, fez os comentários quando a maioria das bolsas da Ásia já tinha encerrado os negócios.

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto fechou em baixa de 1,17% hoje, a 2.863,57 pontos. O Shenzhen Composto, que é formado por empresas com menor valor de mercado, recuou 0,77%, a 1.566,57 pontos.

No mercado japonês, o Nikkei atingiu o menor nível em sete meses e meio, com queda de 2,17%, a 20.261,04 pontos. Ações do setor de eletrônicos e de corretoras foram as que mais sofreram em Tóquio.

O índice de sentimento das empresas da Alemanha caiu de 95,8 pontos em julho para 94,3 pontos em agosto, atingindo o menor nível desde novembro de 2012, segundo pesquisa divulgada hoje pelo instituto alemão Ifo. O resultado ficou bem abaixo da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam queda do indicador a 95,1 pontos neste mês.

O chamado subíndice de expectativas econômicas do Ifo diminuiu de 92,1 pontos em julho para 91,3 pontos em agosto, tocando o menor patamar em mais de dez anos. Já o subíndice de condições atuais diminuiu de 99,6 para 97,3 pontos no mesmo período.

Cerca de 100 companhias transferiram suas atividades do Reino Unido para a Holanda ou montaram escritórios na União Europeia (UE) por causa do Brexit, como é chamada a saída dos britânicos do bloco comum. A informação foi divulgada hoje pela Agência de Investimentos Estrangeiros da Holanda, uma organização que atrai empresas estrangeiras para o país em nome do governo, a praticamente dois meses do prazo considerado para a separação. O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, que chegou ao cargo no mês passado, tem afirmado repetidamente que respeitará a data de 31 de outubro acertada entre as partes, independentemente da chegada de um consenso entre os dois lados.

A agência acrescentou que outras 325 empresas também estão considerando uma mudança temendo a perda de acesso ao mercado europeu. O cálculo de quase uma centena de companhias que já fizeram a transferência considera como data inicial para a contagem o plebiscito sobre o Brexit realizado em junho de 2016. A instituição acredita que, com a continuidade da indefinição sobre o divórcio, esses números cresçam ainda mais nos próximos meses. No Reino Unido, são raros os números oficiais sobre o tema divulgado por órgãos públicos.

Os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica de juros) no fim de 2019, mas alteraram a expectativa para o fim de 2020. O Relatório de Mercado Focus trouxe hoje que a mediana das previsões para a Selic em 2019 seguiu em 5,00% ao ano. Há um mês, estava em 5,50%. Já a projeção para a Selic no fim de 2020 foi de 5,50% para 5,25% ao ano ante 5,50% de quatro semanas atrás.

No caso de 2021, a projeção seguiu em 7,00%, igual a um mês antes. A projeção para a Selic no fim de 2022 permaneceu em 7,00%, mesmo porcentual de quatro semanas antes.

No fim de julho, o Copom anunciou o corte da Selic de 6,50% para 6,00% ao ano. Foi a primeira queda após 16 encontros em que o colegiado manteve a taxa básica estável. Ao justificar a decisão, o BC reconheceu uma evolução no cenário básico e no balanço de riscos para a inflação. Além disso, sinalizou que devem ocorrer cortes adicionais da taxa. As projeções mais recentes do BC, considerando o cenário de mercado, apontam para inflação de 3,6% em 2019 e 3,9% em 2020 - dentro das metas estabelecidas para esses anos.

No grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo, a mediana da taxa básica em 2019 seguiu em 5,00% ao ano, ante 5,50% de um mês antes. No caso de 2020, permaneceu em 5,13%, ante 5,63% de quatro semanas atrás.

A projeção para o fim de 2021 no Top 5 seguiu em 7,00%. Há um mês, estava em 7,25%. Para 2022, a projeção do Top 5 permaneceu em 7,00% ao ano, igual a um mês antes.

O gráfico diário do IBOV tem uma configuração muito interessante e decisiva: abaixo de 98K terá pressão dos ursos, pois haverá um pivot de baixa acionado; por outro lado, caso volte a trabalhar acima desse patamar, teremos um rompimento falso do pivot e ainda um fundo duplo, com relevante distância em relação à média móvel de 21 períodos, o que favorece um repique até a mesma.

Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
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sexta-feira, 23 de agosto de 2019

Cenário 23/08/2019

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta sexta-feira, mas registraram variações modestas num dia em que a cautela prevaleceu antes de um aguardado discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Jerome Powell.

Powell fala a partir das 11h (de Brasília), durante simpósio anual do Fed em Jackson Hole, no Estado americano de Wyoming. Embora o Fed tenha cortado juros no fim de julho, o que não fazia desde a crise financeira mundial de 2008, existem dúvidas sobre a disposição do BC dos EUA de continuar relaxando sua política monetária nos próximos meses.

Em ata publicada na quarta-feira (21), o Fed reiterou que o corte do mês passado foi um "ajuste de meio de ciclo", sugerindo que poderá não haver mais reduções das taxas. Analistas, porém, acreditam que Powell manterá na mesa a possibilidade de mais cortes, ainda que tenda a adotar tom cauteloso.

Nesta semana, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a fazer severas críticas ao Fed e a Powell, defendendo que o BC americano corte juros de forma mais agressiva para impulsionar o crescimento econômico.

O discurso de Powell vem num momento de incertezas sobre a saúde da economia global, em meio à disputa comercial entre EUA e China e tumultos políticos em Hong Kong, na Itália e no Reino Unido.

O índice Nikkei subiu 0,40% hoje em Tóquio, a 20.710,91 pontos, mas o volume de negócios no mercado japonês nesta semana foi um dos mais fracos em 2019, à medida que apenas 4,61 bilhões de ações mudaram de mãos.

Na China, o índice Xangai subiu 0,49%, a 2.897,43 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto ficou praticamente estável, com baixa marginal de 0,01%, a 1.578,70 pontos.

O presidente Jair Bolsonaro indicou três nomes para conselheiros do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). As indicações estão publicadas no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira e ocorrem depois que foram retirados de tramitação outros dois nomes a pedido de senadores, em um momento em que os parlamentares devem avaliar a eventual indicação do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-RJ) para embaixador nos Estados Unidos. Foram indicados nesta sexta-feira para conselheiros do órgão: Luiz Augusto Azevedo de Almeida Hoffmann, Luiz Henrique Bertolino Braido e Sérgio Costa Ravagnani.

Responsável pela análise de fusões de empresas e pelo julgamento de infrações como a prática de cartéis, o Cade está com quatro cadeiras de seu tribunal vagas e não tem quórum para realizar sessões de julgamento.

O Índice de Confiança do Comércio (Icom) subiu 3,2 pontos na passagem de julho para agosto, o terceiro avanço consecutivo, alcançando 98,7 pontos, informou há pouco a Fundação Getulio Vargas (FGV).

No índice de médias móveis trimestrais, o indicador subiu 2,4 pontos em agosto, após uma sequência de cinco meses de quedas.

Em agosto, houve melhora na confiança em 10 dos 13 segmentos pesquisados. O Índice de Situação Atual (ISA-COM) subiu 7,1 pontos, para 95,7 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE-COM) recuou 0,8 ponto, para 101,8 pontos.

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta, 23, a 64ª fase da Operação Lava Jato, denominada Pentiti, para apurar crimes de corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de capitais relacionadas a recursos contabilizados na planilha 'Programa Especial Italiano' gerida pela Odebrecht.

Cerca de 80 policiais federais cumprem 12 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo(SP) e Rio de Janeiro (RJ).

As medidas foram autorizadas pela 13ª Vara Federal de Curitiba (PR).

Segundo a PF, a investigação trata de fatos de diferentes inquéritos policiais e foi impulsionada pelo acordo de colaboração premiada do ex-ministro Antônio Palocci.

A corporação indicou que a ação visa identificar beneficiários da planilha 'Programa Especial Italiano' e apurar como se davam as entregas de valores ilícitos a autoridades.

Além disso, de acordo com a PF, a operação tem o objetivo de 'esclarecer a existência de corrupção envolvendo instituição financeira nacional e estatal petrolífera na exploração do pré-sal e em projeto de desinvestimento de ativos no continente africano'.

De acordo com a corporação, os supostos crimes podem ter causado prejuízo de ao menos US$ 1,5 bilhão, o que equivaleria a cerca de R$ 6 bilhões de reais hoje.

O nome da operação, Pentiti, significa 'arrependidos', segundo a PF, e faria referência 'a termo empregado na Itália para designar pessoas que integraram organizações criminosas e, após suas prisões, decidiram se arrepender e colaborar com as autoridades para o avanço das investigações'. 

O IBOV fechou em queda na última sessão, após a euforia com as privatizações na quarta-feira.

Sentiu a média móvel de 21 períodos como resistência e cedeu em seguida, marcado por ali a máxima da sessão.

Perdeu os 100.950, eixo de um "W" como suporte, não anulando totalmente mas enfraquecendo muito a figura.

Deve abrir em baixa, testando 99.630 ou algum ponto logo abaixo como suporte.

Caso marque um fundo por aí, deixando sombra inferior, poderá haver a formação de uma simetria favorável à compra.

Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
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quarta-feira, 21 de agosto de 2019

Cenário 21/08/2019

As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam sem direção única e com variações modestas nesta quarta-feira, à medida que o sentimento de cautela predominou antes de o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) publicar sua ata de política monetária e iniciar o simpósio anual em Jackson Hole.

A ata do Fed será divulgada na tarde de hoje. No documento, o BC americano deverá sinalizar se pretende ou não continuar reduzindo juros, como fez na reunião do fim de julho. No início da semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, voltou a fazer pressão e defender que o Fed corte seus juros em "pelo menos" um ponto porcentual num curto período de tempo.

Já o simpósio de Jackson Hole, em Wyoming (EUA), começa amanhã e terá discurso do presidente do Fed, Jerome Powell, na sexta-feira (23).

O desempenho morno dos mercados na Ásia veio também após um pregão negativo das bolsas de Nova York, que ontem caíram em meio a temores de que a economia global esteja caminhando para uma recessão, em parte como resultado da prolongada disputa comercial entre EUA e China, e na expectativa para a ata e o evento do Fed.

No Japão, o índice Nikkei terminou o dia em baixa de 0,28%, a 20.618,57 pontos, pressionado por ações de bancos e do setor de eletrônicos.

Já os mercados chineses ficaram perto da estabilidade. O índice Xangai Composto teve alta marginal de 0,01%, a 2.880,33 pontos, mas o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,09%, a 1.572,62 pontos.

Uma pesquisa publicada hoje revela que a maioria dos britânicos quer ser consultada sobre qualquer definição de um acordo sobre a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), o chamado Brexit. O levantamento feito pela Kantar, uma empresa de pesquisas de Londres mas com atuação em todo o mundo - inclusive no Brasil - apontou que 52% dos entrevistados apoiam uma consulta pública sobre o acerto entre as partes. A sondagem também mostra que 29% se opõem à realização de um plebiscito e que 19% disseram que não sabiam opinar.

A pesquisa foi divulgada a pouco mais de dois meses para a data limite da concretização do Brexit, uma novela arrastada e tumultuada que vem sendo protagonizada pelo Reino Unido desde 2016. Hoje, o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, faz sua primeira viagem internacional como premiê para buscar apoio a um acordo até 31 de outubro com a chanceler alemã, Angela Merkel. Foi em junho de 2016 que 52% da população do Reino Unido decidiu (contra 48%) que o país deveria se divorciar do bloco comum. Apesar de Johnson ser uma figura polêmica mesmo entre os conservadores, a pesquisa da Kantar revelou que o partido tem vantagem considerável (42%) sobre os Trabalhistas (28%), principal opositor ao governo.

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse na noite desta terça-feira, 20, que saiu positivamente surpreso de conversa que teve mais cedo com lideranças do Senado em relação a prazos para a reforma tributária e para a proposta de pacto federativo.

Guedes contou que chegou para a reunião com uma previsão de que a reforma tributária levasse de cinco a seis meses para ser votada e que o pacto levaria de oito meses a um ano. No entanto, os senadores lhe disseram esperar concluir tudo em dois a três meses. "Eu saí de lá assobiando", afirmou o ministro. "Foi uma conversa extraordinariamente positiva."

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quarta, 21, a 63ª. fase da Operação Lava Jato, chamada Carbonara Chimica, para investigar a suspeita de pagamentos periódicos indevidos a dois ex-Ministros de Estado por parte da Odebrecht. A ação apura crimes de corrupção ativa e passiva, além de lavagem de capitais.

Cerca de 40 Policiais Federais cumprem 2 mandados de prisão temporária e 11 mandados de busca e apreensão em São Paulo e na Bahia. Os mandados foram expedidos pela 13ª. Vara Federal de Curitiba (PR).

A justiça determinou ainda o bloqueio de R$ 555 milhões dos investigados.

Segundo a PF, o pagamento da propina tinha como objetivo, entre outras coisas, a aprovação de Medidas Provisórias que instituiriam um novo refinanciamento de dívidas fiscais e permitiriam a utilização de prejuízos fiscais das empresas como forma de pagamento (Refis da Crise - MPs 470/2009 e 472/2009).

Os valores eram contabilizados em uma planilha denominada 'Programa Especial Italiano'.

A agenda de indicadores e eventos de quarta-feira (21) tem como destaque o início dos leilões diários do Banco Central de venda de até US$ 550 milhões dólares à vista conjugados com a oferta de contratos de swap cambial reverso, que serão realizados até o dia 29 de agosto.

O gráfico diário do IBOV apresenta um sinal de fundo interessante: martelo clássico, com corpo discreto e longa sombra inferior.

Vale destacar que fechou dentro da banda de bollinger.

Provavelmente teremos o rompimento de 99.630 logo na abertura, com base no índice futuro e mercado externo.

O desafio será manter-se e fechar acima desse patamar.

Naturalmente, se isso ocorrer deverá acionar o martelo, cuja máxima é 99.665.

Também é possível esboçar um fundo duplo no benchmark.

Bons negócios!

Um excelente dia.


Wagner Caetano, para o Cartezyan
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segunda-feira, 19 de agosto de 2019

Cenário 19/08/2019

As bolsas asiáticas fecharam com ganhos robustos nesta segunda-feira, após o banco central chinês anunciar no fim de semana ajustes num esforço de reduzir os juros de empréstimos para empresas.

O PBoC, como é conhecido o BC da China, disse no sábado (17) que mudará a forma como define uma importante taxa de juros para diminuir os custos de financiamento de empresas e impulsionar a economia do país, que está em desaceleração em meio a uma prejudicial disputa comercial com os Estados Unidos.

A iniciativa de Pequim veio dias após indicadores fracos da China e da Europa realimentarem temores sobre uma possível recessão global.

Entre os mercados chineses, o índice Xangai Composto subiu 2,10% hoje, a 2.883,10 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto garantiu valorização de 3,05%, a 1.571,97 pontos.

Em Hong Kong, o Hang Seng ignorou o 11º fim de semana consecutivo de amplas manifestações populares no território semiautônomo e avançou 2,17%, a 26.291,84 pontos.

Em outras partes da Ásia, o japonês Nikkei registrou alta de 0,71% em Tóquio, a 20.563,16 pontos, ajudado por ações de varejistas, enquanto o sul-coreano Kospi subiu 0,66% em Seul, a 1.939,90 pontos, e o Taiex avançou 0,65% em Taiwan, a 10.488,75 pontos

Os negócios asiáticos também foram sustentados por esperanças renovadas de que Estados Unidos e China consigam eventualmente superar suas desavenças comerciais. Ontem, o presidente americano, Donald Trump, afirmou que Washington tem tido conversas "muito substanciais" com Pequim, mas reiterou que ainda não está pronto para assinar um acordo comercial com o gigante asiático. "Os chineses querem fazer um acordo. Vamos ver o que acontece”, disse Trump.

Já em entrevista ao Fox News Sunday, o diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Larry Kudlow, confirmou que negociadores americanos e chineses vão conversar na próxima semana ou em dez dias por teleconferência.

O Bundesbank (o banco central da Alemanha) afirma em seu relatório mensal que, após ter sofrido uma contração de 0,1% no segundo trimestre em relação aos três meses imediatamente anteriores, o Produto Interno Bruto (PIB) do país pode voltar a se retrair no período do verão europeu, ou seja, no terceiro trimestre. A "guinada para baixo" na indústria doméstica, avalia a instituição, é "determinante" para essa perspectiva.

"Segundo os dados atualmente disponíveis é de se esperar que a produção industrial encolha notavelmente também no trimestre corrente", escreve o BC alemão.

No documento, o Bundesbank também destaca como, em meio aos temores gerados pela guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, a comunicação pelo Banco Central Europeu (BCE) de uma política monetária acomodatícia e o corte de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano) no fim de julho contribuíram para uma demanda fortalecida por bônus soberanos, levando o rendimento dos Bunds alemães a mínimas históricas.

Os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica de juros) no fim de 2019 e 2020. O Relatório de Mercado Focus trouxe hoje que a mediana das previsões para a Selic em 2019 seguiu em 5,00% ao ano. Há um mês, estava em 5,50%. Já a projeção para a Selic no fim de 2020 permaneceu em 5,50% ao ano, ante 5,75% de quatro semanas atrás.

No caso de 2021, a projeção seguiu em 7,00%, igual a um mês antes. A projeção para a Selic no fim de 2022 permaneceu em 7,00%, mesmo porcentual de quatro semanas antes.

No fim de julho, o Copom anunciou o corte da Selic de 6,50% para 6,00% ao ano. Foi a primeira queda após 16 encontros em que o colegiado manteve a taxa básica estável. Ao justificar a decisão, o BC reconheceu uma evolução no cenário básico e no balanço de riscos para a inflação. Além disso, sinalizou que devem ocorrer cortes adicionais da taxa. As projeções mais recentes do BC, considerando o cenário de mercado, apontam para inflação de 3,6% em 2019 e 3,9% em 2020 - dentro das metas estabelecidas para esses anos.

No grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo, a mediana da taxa básica em 2019 seguiu em 5,00% ao ano, ante 5,50% de um mês antes. No caso de 2020, permaneceu em 5,13%, ante 5,50% de quatro semanas atrás.

A projeção para o fim de 2021 no Top 5 seguiu em 7,00%. Há um mês, estava em 7,50%. Para 2022, a projeção do Top 5 permaneceu em 7,00% ao ano, igual a um mês antes.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, subiu 0,27% na segunda quadrissemana de agosto, acelerando em relação ao ganho de 0,12% observado na primeira quadrissemana deste mês, segundo dados publicados hoje pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Na segunda leitura de agosto, quatro dos sete componentes do IPC-Fipe subiram com mais força ou reduziram deflação. Foi o caso de Habitação (de 0,62% na primeira quadrissemana para 0,88% na segunda quadrissemana), Alimentação (de -0,24% para -0,05%), Transportes (de 0,01% para 0,13%) e Despesas Pessoais (de -0,50% para -0,37%).

Por outro lado, dois itens avançaram em ritmo mais contido, caso de Saúde (de 0,48% para 0,41%) e Educação (de 0,45% para 0,33%), enquanto a categoria Vestuário passou de inflação de 0,17% para estabilidade nos preços.

O gráfico diário do Ibovespa apresenta um sinal de fundo, denominado harami, mulher grávida, em japonês.

Vale citar que essa região marcou topo me março/19.

Percebam que abaixo de 99.630 temos um pivot de baixa, acionado dia 15/08 e negado na sessão seguinte.

Frustrações de padrões e/ou figuras geralmente levam a um movimento contrário.

Assim sendo, temos 99.630 como divisor de águas entre a compra e a venda.

Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
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sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Cenário 16/08/2019

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta sexta-feira, encerrando uma semana turbulenta, após o governo chinês sinalizar a intenção de estimular ainda mais sua economia.

O apetite por risco na Ásia ganhou força depois de o principal órgão de planejamento econômico da China anunciar hoje que Pequim irá lançar um plano para impulsionar a renda disponível da população em 2019 e 2020. No entanto, detalhes do plano não foram revelados.

Nos mercados chineses, o índice Xangai Composto subiu 0,29%, a 2.823,82 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,55%, a 1.525,48 pontos.

Em outras partes da região asiática, o japonês Nikkei teve alta marginal de 0,06% em Tóquio, a 20.418,81 pontos, graças ao bom desempenho de ações ligadas ao consumo doméstico, enquanto o Hang Seng se valorizou 0,94% em Hong Kong, a 25.734,22 pontos, e o Taiex subiu 0,91% em Taiwan, a 10.420,89 pontos.

Apesar da relativa calma na Ásia, investidores continuam atentos aos juros dos Treasuries e a desdobramentos da disputa comercial entre Estados Unidos e China. Ontem, o rendimento do T-bond de 30 anos renovou mínima histórica e o da T-note de 10 anos atingiu o menor nível em três anos.

A queda histórica nos juros dos Treasuries veio depois que os rendimentos das T-notes de 10 e 2 anos se inverteram temporariamente na última quarta, num fenômeno do mercado de bônus que é historicamente visto como um confiável indicador de recessões econômicas.

Quanto à perspectiva comercial, a China disse ontem que terá de tomar "as contramedidas necessárias" em reação ao plano dos Estados Unidos de tarifar mais produtos chineses a partir de 1º de setembro, mas também expressou o desejo de solucionar suas desavenças comerciais com Washington por meio do diálogo.

Com as reformas da Previdência e tributária sendo encaminhadas, a equipe econômica vai gradualmente introduzindo no debate os temas da agenda liberal proposta ainda na campanha de Jair Bolsonaro. Ontem, o ministro da Economia, Paulo Guedes, deu mais um sinal neste sentido, ao falar sobre privatizações.
Em evento no Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP), Guedes afirmou que Bolsonaro está "cada vez mais sintonizado nessa agenda de privatização". Ele relatou um diálogo que o presidente teria tido com o secretário especial de desestatização, Salim Mattar, no início da semana.

Pelo quinto mês consecutivo, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) revisou para baixo sua projeção para a oferta da commodity pelo Brasil em 2019. De acordo com relatório mensal divulgado hoje, a produção doméstica será de 3,48 milhões de barris por dia (bpd) este ano. No documento anterior, a previsão era de 3,54 milhões de bpd.

A entidade, que tem sede em Viena, também cortou sua projeção de oferta de petróleo pelo Brasil em 2020, de 3,90 milhões de bpd para 3,77 milhões de bpd.

Em relação ao Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, a Opep continua prevendo crescimento de 0,9% este ano e de 1,7% no próximo, como no relatório anterior.

A Cemig informa lucro líquido de R$ 2,114 bilhões no segundo trimestre deste ano, ante prejuízo de R$ 10,8 milhões no mesmo período do ano passado, dado que foi reapresentado, como a empresa explica, de acordo com os novos padrões IFRS.

O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) subiu 0,26% na segunda quadrissemana de agosto, desacelerando o ritmo de alta em relação à leitura anterior (0,32%), informou a Fundação Getulio Vargas nesta sexta-feira (16).

Dentre os oito grupos que compõem o indicador, quatro tiveram alívio no período, com destaque para Alimentação (0,37% para 0,14%), sendo que a FGV destacou o comportamento do item hortaliças e legumes (-1,33% para -4,80%).

Também arrefeceram no período os grupos Habitação (1,05% para 0,93%), por influência de tarifa de eletricidade residencial (5,47% para 4,57%); Educação, Leitura e Recreação (-0,17% para -0,33%), com contribuição de passagem aérea (-10,32% para -13,41%); e Despesas Diversas (0,27% para 0,20%), beneficiado por alimentos para animais domésticos (1,53% para 0,37%).

Em contrapartida, tiveram aceleração no ritmo de alta entre a primeira e a segunda quadrissemana de agosto os grupos Transportes (-0,41% para -0,23%), com destaque para gasolina (-1,70% para -1,08%); Vestuário (-0,24% para -0,05%), influenciado por acessórios do vestuário (0,13% para 0,93%); e Comunicação (0,09% para 0,16%) devido ao aumento de tarifa de telefone residencial (0,38% para 0,76%).

O grupo Saúde e Cuidados Pessoais repetiu a taxa de 0,37% da apuração anterior. No sentido ascendente, a FGV destacou os serviços de cuidados pessoais (0,29% para 0,35%), e, no sentido contrário, os medicamentos em geral (0,19% para 0,12%).

O gráfico diário do IBOV mostra perda de 99.630, o que configura um pivot de baixa com forte potencial de desvalorização.

Entretanto, foi acionado longe da média móvel de 21 períodos, o que limita o seu potencial de destruição de valor.

Se houver reação entre hoje e segunda-feira e o benchmark vencer 99.630 como resistência e consolidar-se acima desse patamar, o mercado provavelmente interpretará o movimento como rompimento falso e poderá decolar.

Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
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quinta-feira, 15 de agosto de 2019

Cenário 15/08/2019

O presidente argentino, Mauricio Macri, lançou ontem, 14, um pacote econômico de US$ 634 milhões para tentar reverter a vantagem do kirchnerista Alberto Fernández na disputa presidencial e aliviar os efeitos na economia real da reação negativa dos mercados à primária de domingo - vencida pelo rival. Entre as principais medidas estão gestos antes criticados por Macri e identificados com a oposição, como o aumento de subsídios e o congelamento de preços.

Segundo economistas, o impacto fiscal será de 0,15 ponto porcentual no PIB e os recursos virão do contingenciamento de obras de infraestrutura. O preço da gasolina não será reajustado por 90 dias. O governo também prometeu uma restituição fiscal do imposto de renda no valor de 2 mil pesos (R$ 135) para cada argentino e um aumento do salário mínimo ainda não definido. Haverá também um reajuste na bolsa de estudos concedida para estudantes universitários e de ensino médio de baixa renda.

A Câmara rejeitou o destaque do Cidadania que queria tirar do texto do projeto que criminaliza o abuso de autoridade artigo que prevê prisão de um a quatro anos e multa para quem dar início ou proceder à persecução penal, civil ou administrativa sem justa causa fundamentada ou contra quem sabe ser inocente.

Esse foi o último de três destaques protocolados ao texto nesta quarta-feira, 14. Como nenhuma alteração foi aceita, o texto segue agora direto para sanção do presidente da República, Jair Bolsonaro.

Os deputados aprovaram mais cedo o texto-base do projeto em votação simbólica, sem contar os votos individuais dos deputados presentes. PSL, Cidadania, Novo e PV orientaram contra a aprovação da matéria. PSDB, Podemos e PSC liberaram suas bancadas, e os demais partidos foram favoráveis.

O texto define os crimes de abuso de autoridade cometidos por servidores públicos, militares, membros dos poderes Legislativo, Executivo, Judiciário, do Ministério Público e dos tribunais ou conselhos de contas. A proposta lista uma série de ações que poderão ser consideradas crimes com penas previstas que vão de prisão de três meses até 4 anos, dependendo do delito, além de perda do cargo e inabilitação por até cinco anos para os reincidentes. A medida é considerada uma reação da classe política às operações recentes contra corrupção, como a Lava Jato.

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quinta-feira, mostrando reação mais contida à inversão da principal curva de juros dos Treasuries, que gerou temores de nova recessão nos Estados Unidos e derrubou os mercados acionários globais ontem.

O índice japonês Nikkei teve queda acentuada em Tóquio, de 1,21%, terminando o pregão a 20.405,65 pontos, o menor nível em seis meses.

Na China, por outro lado, os mercados ficaram no azul, com ganho de 0,25% do Xangai Composto, a 2.815,80 pontos, e valorização de 0,53% do menos abrangente Shenzhen Composto, a 1.517,07 pontos.

Em outras partes da Ásia, o Hang Seng subiu 0,76% em Hong Kong, a 25.495,46 pontos, ainda se recuperando de perdas que acumulou durante recentes manifestações populares, mas o Taiex caiu 0,96% em Taiwan, a 10.327,13 pontos. Em Seul, não houve negócios hoje devido a um feriado na Coreia do Sul.

Ontem, investidores globais ficaram apreensivos quando o juro da T-note de 10 anos ficou temporariamente abaixo do da T-note de 2 anos, um fenômeno que não ocorria desde 2007 e que sinaliza risco de recessão da economia americana. Já o rendimento do T-bond de 30 anos vem renovando mínimas históricas, chegando a operar abaixo da barreira psicológica de 2%.

A inversão da curva de juros das T-notes de 2 e 10 anos veio na esteira de indicadores fracos da China e da Europa, que reavivaram temores em relação à saúde da economia global, e apesar de um recente alívio nas tensas discussões comerciais entre Washington e Pequim. Na terça-feira (13), os EUA decidiram remover alguns produtos da lista de bens chineses que passarão a pagar tarifas de 10% a partir de 1º de setembro e adiar a tarifação de outros bens - como celulares e laptops - para 15 de dezembro.

O movimento dos Treasuries afetou hoje ações bancárias negociadas na Ásia. No Japão, os papéis do Mitsubishi UFJ Financial Group caíram 1,09% e os do Nomura recuaram 0,6%. Já em Hong Kong, a ação local do britânico HSBC registrou baixa de 0,91%.

Na Oceania, os grande bancos da Austrália também sofreram, com quedas de cerca de 3%, levando a Bolsa de Sydney a apresentar a maior desvalorização diária em mais de três anos. O índice S&P/ASX 200 caiu 2,85%, a 6.408,10 pontos.

O Banco Central anunciou no fim da tarde de ontem operações de venda direta de dólares ao mercado financeiro. É a primeira vez em dez anos que a autarquia lança mão de medida semelhante a essa.

Reportagem do Broadcast publicada ontem à noite mostrou que a instituição tem identificado um movimento de troca de dívida por grandes empresas brasileiras. A matéria explicou que muitas companhias estão quitando operações de crédito feitas no exterior e, ao mesmo tempo, fechando novas operações de financiamento dentro do País.
O compromisso, portanto, deixa de ser com instituições estrangeiras e passa a ser com bancos locais. Essa operação, por parte das empresas, gera demanda pelo dólar à vista, sendo um componente adicional à subida recente da moeda americana. Em agosto, a alta acumulada da moeda é de 5,73%. Ontem, a divisa ultrapassou a barreira de R$ 4.

A venda direta do dólar ocorrerá em lotes diários, de 21 a 29 de agosto. Para evitar uma redução no volume de recursos para que o País enfrente uma crise internacional, o BC anunciou outras operações.

A instituição promoverá também leilões de swap cambial reverso, que equivale à compra de dólares no mercado futuro, em igual montante da venda à vista e simultâneo a ela. O que não for abarcado pelas duas operações será contemplado em swap tradicional.

Os montantes em cada operação ainda serão anunciados, mas o BC informou, por meio de nota, que o resultado final será nulo no que diz respeito à sua posição cambial líquida. Hoje esta posição está em US$ 328,6 bilhões.

A Oi apresentou um prejuízo líquido atribuído aos acionistas controladores de R$ 1,559 bilhão, 24% maior do que no segundo trimestre de 2018. Já o resultado consolidado das operações continuadas ficou negativo em R$ 1,625 bilhão, alta de 31,8% e, considerando os efeitos do IFRS 16, o prejuízo aumenta para R$ 1,709 bilhão.

O Grupo JSL apresentou lucro líquido consolidado de R$ 71,2 milhões no segundo trimestre, alta de 44,1% sobre o mesmo período de 2018. Em relatório que acompanha o demonstrativo financeiro, a empresa atribui o lucro recorde ao efeito positivo da reorganização de todas as empresas do grupo: Vamos, JSL Logística, CS Brasil, Original, BBC Leasing e Movida.

A Equatorial anuncia lucro líquido ajustado (pelos efeitos não recorrentes) de R$ 316 milhões no segundo trimestre, alta de 118,7% sobre o segundo trimestre de 2018. De forma consolidada, o lucro líquido foi de R$ 342 milhões, alta de 182,6%.

A Via Varejo apurou prejuízo líquido de R$ 154 milhões no segundo trimestre de 2019, revertendo lucro líquido de R$ 14 milhões no mesmo período de 2018. No acumulado do primeiro semestre, a varejista acumula perdas de R$ 196 milhões, ante lucro de R$ 78 milhões no ano passado.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) caiu 39% no segundo trimestre, na comparação anual, para R$ 315 milhões. No semestre, o indicador recuou 31%, a R$ 752 milhões. No critério ajustado, o Ebitda ficou em R$ 388 milhões, queda de 38,7%. No acumulado do ano, o Ebitda ajustado está em R$ 901 milhões, queda de 27,7%.

O gráfico diário do IBOV mostra uma das maiores quedas diárias dos últimos tempos, de maior amplitude desde março/19.

Quando tal fenômeno ocorre temos três caminhos, na minha visão e interpretação: correção na parte baixa do candle seria sinal de continuidade (baixa), candle contido e discreto, que preenche menos da metade do marobuzu sinal de dúvida, equilíbrio de força entre a compra a venda após a pancada e, na hipótese de uma recuperação que eleve os preços acima da metade do candle anterior, os touros dariam as cartas no curtíssimo prazo, com chances reais de teste da média móvel de 21 períodos em um ou dois pregões.


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Wagner Caetano, para o Cartezyan
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terça-feira, 13 de agosto de 2019

Cenário 13/08/2019

As bolsas asiáticas fecharam em baixa generalizada nesta terça-feira, à medida que preocupações com a onda de manifestações em Hong Kong, as tensões comerciais entre Estados Unidos e China e o cenário político na Argentina prejudicaram a demanda por ativos considerados mais arriscados, como ações.

O aeroporto de Hong Kong, um dos mais movimentados do mundo, foi reaberto hoje depois de ter suas operações impedidas por um protesto ao longo da segunda-feira.

Hong Kong tem sido palco de manifestações há 10 fins de semana consecutivos. O que começou como um ato popular contra um projeto de lei que permitiria extradições para a China acabou se transformando no maior desafio da autoridade de Pequim sobre o território semiautônomo desde que seu controle foi devolvido aos chineses pelo Reino Unido em 1997.

O índice Hang Seng terminou os negócios desta terça em Hong Kong com expressiva queda de 2,1%, a 25.281,30 pontos. Na China continental, o Xangai Composto caiu 0,63%, a 2.797,26 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,69% a 1.498,63 pontos.

O sentimento na Ásia já estava fraco em meio a crescentes sinais de que Estados Unidos e China não vão conseguir resolver sua longa disputa comercial no curto prazo.

Investidores também estão atentos à Argentina, onde uma eleição prévia realizada no fim de semana mostrou a derrota do presidente Mauricio Macri para o candidato kirchnerista ao governo federal, Alberto Fernández, levando o peso argentino e a bolsa do país a despencar ontem.

Em Tóquio, o Nikkei voltou hoje de um feriado nacional no Japão com baixa de 1,11%, a 20.455,44 pontos. Em outras partes da Ásia, o sul-coreano Kospi caiu 0,85% em Seul, a 1.925,83 pontos, interrompendo uma sequência de três pregões de ganhos, enquanto o Taiex cedeu 1,05% em Taiwan, a 10.362,66 pontos. Ontem, a Coreia do Sul decidiu retirar do Japão a classificação de parceiro comercial preferencial.

O índice de expectativas econômicas da Alemanha caiu de -24,5 pontos em julho para -44,1 em agosto, segundo pesquisa divulgada nesta terça-feira pelo instituto alemão ZEW. Analistas consultados pelo The Wall Street Journal previam queda bem menor do indicador, para -30 pontos.

Já o índice das condições atuais medido pelo ZEW diminuiu de -1,1 ponto em julho para -13,5 em agosto. Neste caso, a projeção também era de redução menor, a -9. 

O Banco Inter encerrou o lucro líquido do segundo trimestre com alta de 90,9% ante o mesmo período do ano passado, para R$ 32,9 milhões. O retorno sobre o patrimônio líquido ficou em 13,7%, 3,2 pontos porcentuais maior do que no segundo trimestre de 2018.
O Banrisul registrou lucro líquido de R$ 335,4 milhões no segundo trimestre, com crescimento de 28% em relação ao lucro líquido do mesmo intervalo de 2018 e de 4,8% na comparação com o primeiro trimestre. O lucro líquido recorrente somou R$ 305,7 milhões no mesmo período, com ampliação de 16,7% em relação ao segundo trimestre do ano passado e redução de 4,5% na comparação com o primeiro trimestre.

O gráfico diário do IBOV mostra o estrago que as eleições na Argentina fizeram nos preços.

O índice Merval, da Bolsa de Buenos Aires, fechou em queda de 37,93%, perdendo 16.824,29 pontos, para uma pontuação no encerramento de 27.530,80 pontos. A segunda-feira foi de fuga do mercado acionário da Argentina, após o presidente Mauricio Macri ser amplamente derrotado em primárias eleitorais realizadas no domingo.

A disputa prévia foi vencida pelo oposicionista Alberto Fernández que, se confirmar o resultado no mesmo patamar, ganhará em primeiro turno no fim de outubro. Sua candidata a vice é a ex-presidente Cristina Kirchner e a vitória da chapa é vista como um risco por investidores, que temem a volta de uma política de relaxamento fiscal em um quadro já delicado para as contas públicas locais, além da forte recessão e da inflação alta.

Na sexta-feira, o índice Merval havia atingido máxima histórica, em meio a notícias de que Macri poderia se sair bem na disputa eleitoral. O resultado das urnas, contudo, foi bem diferente, o que gerou a onda de aversão ao risco.

O patamar de fechamento do Merval foi o mais baixo desde 30 de agosto de 2018. Até agora neste ano, a Bolsa de Buenos Aires registra queda de 9,12%, com o mercado bastante atento aos desdobramentos do quadro político neste ano eleitoral.

Se houver reação na sessão de hoje e a LTB rompida semana passada for preservada, poderemos até mesmo interpretar a movimentação como um pull back, especialmente de houver fechamento sobre 102.620.

Candles como o de ontem são muito fortes, portanto o que vem a seguir costuma definir o rumo do mercado: negação (barra média ou forte contrária), confirmação (mais uma sessão negativa), correção na parte baixa (geralmente uma pausa para continuar a sangria).

Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
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segunda-feira, 12 de agosto de 2019

Cenário 12/08/2019

As bolsas chinesas fecharam em alta firme nesta segunda-feira, após o banco central local buscar desvalorizar o yuan menos do que se previa, mas preocupações de que uma disputa comercial prolongada entre Estados Unidos e China possa levar a economia mundial a uma recessão continuaram pesando em outros mercados asiáticos.

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto subiu 1,45%, a 2.814,99 pontos. Já o Shenzhen Composto, que é formado por empresas menores, avançou 1,97%, a 1.508,99 pontos.

O Banco do Povo da China (PBoC, o BC chinês) orientou uma nova depreciação do yuan em relação ao dólar hoje ao fixar a moeda americana em 7,0211 yuans, acima da marca psicológica de 7 yuans pela terceira sessão consecutiva. Operadores, porém, esperavam uma desvalorização ainda mais acentuada, segundo David Madden, analista da CMC Markets.

A chamada "taxa de paridade" do yuan ante o dólar está no radar dos investidores em meio às tensões comerciais sino-americanas. Na sexta-feira (09), o presidente dos EUA, Donald Trump, disse ainda não estar pronto para fechar um acordo comercial com a China e alertou que discussões bilaterais previstas para setembro poderão não acontecer.

Recentemente, Trump anunciou que pretende impor uma tarifa de 10% sobre mais US$ 300 bilhões em produtos chineses a partir de 1º de setembro.

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) recuou 0,65% na primeira prévia de agosto, após ter aumentado 0,40% na primeira prévia de julho. A informação foi divulgada há pouco pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Com o resultado, o índice acumulou elevação de 4,11% no ano de 2019 e avanço de 4,96% em 12 meses.

A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem a primeira prévia do IGP-M de agosto. O IPA-M, que representa os preços no atacado, caiu 1,02%, ante um avanço de 0,42% na primeira prévia de julho. O IPC-M, que corresponde à inflação no varejo, apresentou alta de 0,04% na prévia de agosto, depois de um recuo de 0,02% em igual leitura de julho. Já o INCC-M, que mensura o custo da construção, teve aumento de 0,11% na primeira prévia de agosto, depois da alta de 1,22% na primeira prévia de julho.

O IGP-M é usado para reajuste de contratos de aluguel. O período de coleta de preços para cálculo do índice foi de 21 a 31 de julho. No dado fechado do mês de julho, o IGP-M teve alta de 0,40%.

Os economistas do mercado financeiro reduziram mais uma vez suas projeções para a Selic no fim de 2019. Segundo o Relatório de Mercado Focus, divulgado hoje pelo Banco Central, a expectativa agora do mercado é que a taxa Selic termine o ano em 5,00% ao ano, ante 5,25% projetados na semana passada. Há um mês, estava em 5,50%. A projeção para a Selic no fim de 2020 permaneceu em 5,50% ao ano. Há quatro semanas, a previsão era de uma Selic de 6,00% no final de 2020.

No caso de 2021, a projeção seguiu em 7,00%, mesmo patamar de um mês antes, assim como a projeção para a Selic no fim de 2022.

No grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo, a mediana da taxa básica em 2019 foi de 5,13% para 5,00% ao ano, ante 5,50% de um mês antes. No caso de 2020, passou de 5,38% para 5,13%, ante 6,25% de quatro semanas atrás.

A projeção para o fim de 2021 no Top 5 permaneceu em 7,00%. Há um mês, estava em 7,50%. Para 2022, a projeção do Top 5 permaneceu em 7,00% ao ano, igual a um mês antes.

O Banco Central informou há pouco que seu Índice de Atividade (IBC-Br) registrou baixa de 0,13% no acumulado do segundo trimestre de 2019, na comparação com o primeiro trimestre, pela série ajustada.

O BC informou ainda que o IBC-Br acumulou alta de 0,85% no segundo trimestre de 2019 ante o mesmo período do ano passado, pela série sem ajustes sazonais. Nesse caso, o intervalo ia de queda de 0,30% a alta de 0,85%, com mediana positiva de 0,50%.

Considerado uma espécie de “prévia do BC para o PIB”, o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses.

A reforma da Previdência já tem os votos necessários para ser aprovada no plenário do Senado Federal. O Placar da Previdência, elaborado pelo Estado, aponta 53 votos “sim” ao texto. É mais que o número necessário para fazer uma mudança na Constituição, que requer o apoio de 49 senadores em dois turnos de votação. Antes de ir a plenário, a proposta precisa do aval da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa. O relator, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), prometeu entregar o parecer em até três semanas.

O gráfico diário do IBOV mostra uma semana de recuperação, após a segunda-feira vermelha, que jogou água no chopp.

Será que teremos o mesmo cenário?

Certamente a abertura será negativa, refletindo alguma aversão ao risco no exterior, porém frenesi e pânico no índice futuro, por cauda das corrida eleitoral na Argentina (só faltava essa agora....).

O presidente da Argentina, Maurício Macri, reconheceu a derrota nas eleições primárias no país para o kirchnerista Alberto Fernández e disse que "doeu" não ter obtido todo o apoio que esperava no pleito. À 0h22 (de Brasília), com 88,17% das urnas apuradas e 75,86% de comparecimento dos eleitores, o opositor havia conquistado 47,34% dos votos, enquanto a coalizão de Macri aparecia com 32,25% do total.

Vamos ver ao longo do dia, a reação do mercado, especialmente a partir das 10h30, quando teremos o início dos negócios nos Estados Unidos, no pregão regular.

Um excelente semana!


Sucesso!

Wagner Caetano, para o Cartezyan
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sexta-feira, 9 de agosto de 2019

Cenário 09/08/2019

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta sexta-feira, após a divulgação de indicadores de inflação chineses e de crescimento do Japão, mas com investidores atentos a desdobramentos das tensões comerciais entre Estados Unidos e China.

Em Tóquio, o índice japonês Nikkei subiu 0,44% hoje, a 20.684,82 pontos, impulsionado por ações de telecomunicações e ligadas a consumo. O bom desempenho veio depois de números oficiais mostrarem que o Produto Interno Bruto (PIB) do Japão cresceu a uma taxa anualizada de 1,8% entre abril e junho, bem maior do que o avanço de 0,4% previsto por analistas.

Já entre os mercados chineses, o Xangai Composto caiu 0,71%, a 2.774,75 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 1,27%, a 1.479,86 pontos.

A taxa anual de inflação ao consumidor da China acelerou de 2,7% em junho para 2,8% em julho, atingindo o maior patamar em 17 meses, de acordo com dados do fim da noite de ontem. Já os preços ao produtor do gigante asiático tiveram queda anual de 0,3% em julho, à medida que preocupações com a guerra comercial sino-americana prejudicaram a demanda.

Recentemente, os EUA ameaçaram impor tarifas a mais US$ 300 bilhões em produtos chineses a partir de setembro.

O Ministério das Relações Exteriores recebeu o aval oficial dos Estados Unidos para que o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) seja embaixador do Brasil em Washington. A assessoria do Itamaraty confirmou que o ministério recebeu a resposta dos EUA ao chamado pedido de 'agrément' do governo brasileiro.

Agora, o presidente Jair Bolsonaro poderá formalizar a indicação no Diário Oficial da União (DOU) e encaminhar o nome ao Senado, que precisa aprovar Eduardo Bolsonaro para a embaixada. Bolsonaro já disse que só estava esperando a resposta dos Estados Unidos para encaminhar o nome do filho ao senadores.

A BRF registrou lucro líquido de R$ 191 milhões no segundo trimestre de 2019, revertendo prejuízo de R$ 1,435 bilhão no mesmo período de 2018, informou a companhia nesta sexta-feira.

A incorporadora Tecnisa registrou um prejuízo líquido de R$ 144,140 milhões no segundo trimestre deste ano, uma perda 67,9% acima da reportada no mesmo período do ano passado, de R$ 85,826 milhões.

A B2W apresentou prejuízo líquido consolidado de R$ 127,6 milhões no segundo trimestre do ano, 15,1% maior do que o anotado no mesmo intervalo de 2018. Os dados excluem os efeitos da consolidação da Transportadora da B2W Digital.

A BRMalls apresentou lucro líquido ajustado de R$ 148,9 milhões no segundo trimestre de 2019, alta de 17,7% em relação ao mesmo intervalo de 2018, conforme balanço publicado há pouco.

A Lojas Americanas registrou lucro líquido de R$ 112,7 milhões no segundo trimestre de 2019, um aumento de 22 vezes ante o resultado de R$ 5,1 milhões apresentado no mesmo período de 2018. No acumulado da primeira metade do ano, o lucro ficou em R$ 59,2 milhões, crescimento de 104,8% em relação ao ano passado.

A incorporadora Cyrela Brazil Realty obteve lucro líquido de R$ 114 milhões no segundo trimestre de 2019, o que representa uma volta ao azul após registrar prejuízo líquido de R$ 28 milhões no mesmo período de 2018. A receita líquida totalizou R$ 937 milhões, alta de 46,5%. A incorporadora não divulga o indicador Ebitda (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização).

A MRV Engenharia, maior operadora do Minha Casa Minha Vida (MCMV), apresentou lucro líquido de R$ 190 milhões no segundo trimestre de 2019. O resultado é 14,6% maior do que no mesmo período de 2018, de acordo com balanço publicado há pouco.

A Construtora Tenda registrou lucro líquido de R$ 73 milhões no segundo trimestre de 2019, o que representa um crescimento de 41,4% ante o mesmo período do ano passado.

Com destaque para o resultado financeiro positivo, a Suzano reportou lucro líquido de R$ 700 milhões no segundo trimestre de 2019. Com o resultado, a empresa reverte prejuízo de R$ 2,060 bilhões registrado um ano antes e perdas de R$ 1,936 bilhão do primeiro trimestre.

O lucro líquido atribuível aos acionistas da B3 somou R$ 654,8 milhões no segundo trimestre deste ano, queda de 9,6% em relação ao observado no mesmo intervalo do ano passado. Ante os três primeiros meses do ano, houve um aumento de 8%. A queda do lucro na relação anual, de acordo com a companhia, por conta das despesas relacionadas à alta do preço da ação, com encargos sociais, trabalhistas e provisões. Além disso, a B3 destaca que no segundo trimestre do ano passado houve uma redução da base fiscal por conta de distribuição de juros sobre capital próprio, o que afeta a base comparativa.

Em cada dez consumidores, quatro (37%) devem até R$ 500 e a maioria dos inadimplentes brasileiros (53%) possui dívidas que somadas não ultrapassam R$ 1 mil, revelam dados apurados pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), obtidos com exclusividade pelo Broadcast.

Outros 20% devem valor entre R$ 1 mil e R$ 2,5 mil, enquanto 16% devem entre R$ 2,5 mil e R$ 7,5 mil. Já 10% das pessoas têm dívidas que superam R$ 7,5 mil. De acordo com o levantamento, cada consumidor inadimplente tem, no geral, duas dívidas em aberto.

O gráfico diário do IBOV mostra o martelo de anteontem acionado, com o rompimento da sua máxima aos 102.785.

As médias já estão apontadas para cima, com um possível cruzamento iminente.

Vejo 104.055 como um divisor de águas nessa sexta-feira, lembrando que esse foi o topo marcado dia 01/08 e que gerou a forte correção no início da semana.

Bons negócios e um ótimo final de semana.


Wagner Caetano, para o Cartezyan
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